My Captain

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Heay! Postando aqui rapidinho porque eu vou morrer se ficar mais dez minutos no Pc. ;uu; FELIZ ANIVERSÁRIO AKASHI. ♥ Ah. *333* Quem me conhece sabe que esse ruivo é tudo para mim e eu não deixaria esse dia tão importante simplesmente passar desapercebido. ♥ Mesmo com Ressaca Friends amanhã, não deixaria de postar isso como um singelo presente para ele. ♥Espero que todos gostem! Escrita com certa pressa porque preciso me arrumar, mas revisei. Caso os erros persistam, não esqueçam de me avisar!Boa leitura~

Seijuurou estava em um ponto crítico de tacar seu celular na parede. E olha que ele estava de bom humor.

Desde que a manhã havia começado as mensagens de seus amigos – principalmente de Kise -, se faziam incessantes em seu aparelho eletrônico. Estava até com receio de seu celular acabar travando e não voltar mais por culpa daquele loiro. Ah... Ele pagaria.

Abriu o aparelho, a notar as inúmeras mensagens e também ligações que o mesmo tinha feito para si. Ele não tinha um pouco de semancol? Senso comum para todos é o básico ao se perceber que na primeira ligação, ele desligou, e nenhuma de suas mensagens fora respondida.

Encaminhava-se para à quadra, iria treinar. Qual era a diferença ser vinte de dezembro para os dias comuns? Todos deveriam viver suas vidas normalmente, e era isso o que ele faria ali, não ligava se era seu aniversário ou não.

Não ganharia uma partida ou ficaria melhor em suas jogadas por simplesmente estar ficando mais velho. Bem que todos poderiam enxergar isso igualmente ele.

Já adentrava os portões de Rakuzan, rumando para a quadra à sua esquerda após os portões de entrada. Podia escutar o quicar de bolas a cada vez que se aproximava, assim também como as vozes de seus parceiros. Ao menos eles estavam levando algo a sério.

— Reo. Quero que você se livre disso para mim... — Seijuurou ordenou ao adentrar a quadra, indicando o celular em sua mão direita, mas sua fala nem pode ser terminada.

Que merda era essa?

Kotarou tinha um pequeno bolo junto de vários morangos por cima, com uma tesoura enfeitando o mesmo em mãos, tendo um sorriso besta em seu rosto ao se aproximar do ruivo que parou na entrada da quadra.

Cadê a produtividade para o treino? Onde eles haviam enfiado o profissionalismo?!

— Sei-chan! Feliz aniversário! — Mibuchi aproximou-se, a abraçá-lo com tamanho e imenso carinho, que já era notável as feições nada satisfeitas do capitão com esse ato um tanto afetivo por demasiado.

Seu olhar rubro também denunciava o quanto aquilo seria perigoso se perdurasse um pouco mais. Aquela tesoura em cima do bolo seria usada para um bem maior se ele não lhe soltasse logo.

— Akashi. Feliz aniversário! — Nebuya comentou com certa animação para o Imperador, mas esta não era pela data, e sim, pelos salgados que seus companheiros fizeram questão de preparar e acabar levando para o menor.

O que já estavam em suas mãos, sendo devorados por sua pessoa. Caso envolvesse o estômago, estaria ali sempre disposto a desejar algo para o ruivo. Só sabe pensar em comer e esses músculos... Francamente.

O loiro se aproximou com o bolo, mostrando a parte de cima dele. Estava escrito: “Para nosso capitão”. Desde quando tinha um time tão sentimental? Ou era só ele que não notava?

Akashi ficou a encarar o bolo à sua frente como se aquilo fosse uma surpresa. Ele mudava demais para apenas poucos minutos!

Geralmente os mandaria irem treinar e esquecer aquela bobeira, já que de fato era uma data que não colaborava em nada em sua vida. Todavia, podia notar nas roupas de treino deles, além deles terem treinado, estavam sujas, denunciando que eles mesmos haviam feito aquilo.

Sentia que de certa forma não merecia, por mais que fosse a figura mais importante e eles devessem fazer de tudo para si naquele time. Naturalmente já o tratavam como tal, e este somente fora um ato para firmar mais ainda que se eles se preocupavam e fazia disso Seijuurou a pessoa que eles gostavam.

Via dessa maneira.

Pegou os bolos da mão de Kotarou, passando um dos dedos em sua lateral onde estava o mesmo glacê que enfeitava as palavras, expondo sua língua e tocando o dígito nela, experimentando-o. Estava bom.

Sorriu minimamente, olhando para os três ali presentes de uma maneira calma, tão diferente do usual que pôde pegar Mibuchi ao seu lado afastar-se, surpreso.

— Sei-chan está sorrindo?! — Reo colocou ambas as mãos em seu próprio rosto, numa aparente confusão, até mesmo a corar com aquela visão do Imperador.

— Então ele gostou! — Kotarou exclamou feliz, sorrindo mais abertamente. — Podemos ficar sem treinar hoje e comemorar? — Indagou a sugerir tal ideia, numa feição um tanto pedinte por aquilo.

— Podemos cortar e comer o bolo agora, Akashi! — Eikichi já se aproximava, mesmo com a boca cheia de alguns aperitivos, sendo de difícil compreensão sua fala.

— Não fale de boca cheia! Isso é nojento e deselegante! — Mibuchi reclamou a reprová-lo.

Uma risada acabou por atrair todos, essa, sendo de Seijuurou. Tinha um leve rubor em suas bochechas, também como os lábios repuxados em uma expressão divertida, a encará-los como se achasse de fato graça naquilo tudo.

Por um lado, Reo estava tão encantando com aquilo que não podia simplesmente parar de esboçar. Ele tinha que aprender a se acalmar, Akashi continuava sendo um ser humano que se expressava de forma mais aberta vez e outra.

É. Mas que é estranho é. E muito.

— Voltem a treinar agora, não quero saber de objeções. — Seijuurou mandou a ditar, porém, ainda a ter as leves feições alegre em seu rosto.

— Nem no próprio aniversário ele pega leve... — Kotarou comentou a se afastar, pegando a bola mais próxima, logo olhando a todos com um ar diferente. Eram ordens, elas precisavam ser seguidas.

Nebuya já tratava de engolir o que tinha em sua boca sem muitas dificuldades, se pondo à frente do loiro, já disposto a marcá-lo e começarem o treino.

— Ainda quer que eu me livre dele, Sei-chan? — Mibuchi perguntou a referir-se ao celular do capitão.

— Não. Deixe que mais tarde ele se explique. — Akashi voltou a ter uma linha reta em seus lábios, olhando para o bolo novamente.

Não era hora para comemorar, nem também perder tempo a responder pessoas totalmente inconvenientes que não merecia nem um terço de sua atenção.

Deixou o bolo em um dos bancos ali, igualmente com seu celular do lado, com o mesmo a não parar de aparecer mensagens conforme aparentemente seus amigos acordavam. Era no máximo oito horas da manhã! Não tinham mais o que fazer?

Aquele dia seria bem longo pelo visto...

xUwUx

Após praticamente ter tomado cinco horas de seu tempo na quadra da Rakuzan com seus companheiros de time, Akashi estava a novamente se contrariar ali. Ah, era diferente. Tetsuya que pedira dessa vez para ele comparecer, o caso tinha outras proporções.

Havia saído de seu distrito tinha uma hora, e no caminho para o outro, pode ler – ou ao menos, tentou – todas as mensagens. Kise tinha conseguido a proeza de ter feito sua caixa de entrada lotar, assim também como seu spam. Ele não conhecia a palavra limite?

Passou uma boa parte do tempo respondendo somente a Murasakibara, Kuroko, Midorima e estranhamente, Kagami. Não esperava em hipótese alguma a última pessoa, o que era um tanto esquisito. Ele não parecia ir muito com sua cara. Por motivos óbvios, claro.

Tetsuya e si haviam combinado de se encontrarem numa estação, que inclusive, era a próxima. Descendo do transporte, pode notar não muito longe encostado em um dos pilares do local, seu amigo.

Desde que saiu de Rakuzan, após ter tido conversas até mesmo demais com seus colegas de time, estava um pouco pensativo. Quando retornou a se portar ser o Akashi que a geração dos milagres conhecia, todos estavam de certa forma mais perto de si.

Não era mero acaso de ser seu aniversário que todos decidiram simplesmente lhe dar atenção, resolvendo ligar até lhe encherem o saco. Eram amigos novamente, um pouco mais afastados por causa dos distritos que moravam e estudavam, mas os contatos que mantinham um com os outros eram significativos.

Era bom saber que o passado não interferia no presente que mantinham. Cada um entendia que aquilo foi gerado por diversos fatores. Todos os quais Seijuurou preferia esquecer os primeiros que desenvolveu os restantes.

Estava de volta, era isso o que importava agora.

— Kuroko. Está esperando por muito tempo? — Akashi ao se botar à frente do albino lhe indagou, de certa maneira preocupado.

Não gostava que ele ficasse sozinho em lugares assim, por muitos não o enxergarem e acabarem por esbarrar e possivelmente machucá-lo. As desvantagens de uma sombra.

— Não, cheguei junto de seu trem. — Tetsuya sorriu para o ruivo, lhe encarando brevemente. Uma roupa simples, calça jeans, camisa, o tênis costumeiro para jogos. Não era muito de extravagar nem mesmo em seu dia? Certa pessoa acabaria mudando isso. —Vamos para a casa do Kagami-kun, ele está preparando algo para você. — O menor comentou, começando a andar com ele do lado.

O quê? Essa era a exata expressão de Seijuurou naquele momento. Somente não havia parado de andar para expressar mais ainda sua confusão porque ali transitava muitas pessoas. Taiga estava a fazer algo para si?

Tudo bem... Não se conheceram num melhor momento ou algo do tipo, mas isso era um tanto quanto exagerado, não? Porém, Kagami não aparentava ser alguém do tipo que se esforçaria em algo para realizar alguma coisa para uma pessoa que ele não tinha sequer uma mínima consideração.

Então o via como um amigo também? Akashi acabou por repuxar um sorriso com o pensamento em suas expressões, atraindo um olhar de Tetsuya que fez o mesmo, a sua maneira.

Isso acabaria virando motivo de conversinha de outras intenções uma hora ou outra, ainda mais se imaginava que outras pessoas estariam lá. Todos aparentavam ter uma amizade com Kagami, não duvidava de ver acontecer o contrário lá.

— Kuroko, Kise vai estar na casa dele também? — Era o que temia, e em suas feições era o que mais podia ser notado.

Não que evitasse Ryouta ou algo do tipo, mas simplesmente de imaginar o fato do loiro estar lá, aconteceria mais que imprevistos e palavrinhas desnecessárias para deixar alguém constrangido. Isso levava em pensamento igualmente ao amigo de Midorima, aquele moreno.

— Desculpe Akashi-kun. Mas não podemos expulsá-lo... Isso quem ter que fazer é o Kagami-kun. — E torcia como o ruivo ao seu lado para que Taiga fosse no mínimo ciente do que poderia acontecer caso não tomasse as devidas atitudes.

Seijuurou apenas podia concordar. A casa era dele, quem decidia quem entrava e saía de lá era o dono da mesma.

O restante do caminho ambos permaneceram de certa maneira em silêncio. Eram geralmente quietos, e também não era como se Kuroko fosse fazer um grande alarde sobre o aniversário do amigo. Uma data. Conseguia enxergar igual ele isso. Por isso se davam tão bem, e sem nem precisar fazer muito para isso.

Pegaram um ônibus após saírem das estações, assim, demorando mais alguns minutos para finalmente chegarem de frente para o prédio o qual Kagami morava. Tocaram o interfone, podendo subir conforme fora a passagem dada pelo porteiro dali.

Subiram para o segundo andar apenas, pegando o elevador e logo dando de cara com o enorme corredor com diversas portas e casas. Kuroko rumou para a porta que tinha um logradouro com o número vinte e três.

A porta foi aberta pelo menor, que já previa estar aberta por mais vozes denunciarem outras pessoas terem chegado após sua partida para buscar o Imperador, logo com todos voltando seus olhares para as novas duas presenças a entrarem no cômodo.

— Akashicchi! — Ryouta praticamente gritou, pulando do sofá e se encaminhando para a porta que era fechada por Tetsuya, indo diretamente para o seu ex-capitão, abraçando-o com imensa força.

Kise...

O copiador não lhe dera a chance nem mesmo de tentar enxergar alguém naquela casa que não fosse ele, agora, em sua frente, num abraço totalmente sôfrego pela parte do menor. Ele não conseguia nem se mover corretamente, que diabo de afeto era esse?

— Oe, Kise! Desgruda dele. — Yukio apareceu atrás do modelo, dando um chute na bunda de Ryouta que acabou por empurrar ambos os corpos, fazendo o maior prensar o próprio contra o do ruivo, sendo do outro lado à porta. — Tsk.

Ninguém merece. E como se fosse um cachorrinho há anos sem ver o dono, ele permanecia abraçado com Seijuurou, parecendo que tão cedo não desgrudaria do mesmo, querendo manter aquele contato.

Kuroko já estava sentado no sofá tendo Ogiwara ao seu lado, sorrindo ao vê-lo de volta a ter um braço em seu ombro a envolvê-lo num abraço. Shigehiro não queria estar ali, e este era sincero quando se tratava da pessoa do outro lado ser Akashi. Não era uma mágoa guardada, mas não gostava muito da pessoa dele, nem mesmo agora.

— Kagami-chin... Já está ficando pronto? — Murasakibara indagou a mudar seu foco para a cozinha atrás de si, na poltrona que ficava com Tatsuya em seu colo.

Taiga bateu uma milésima vez a mão no armário ao seu lado, olhando para o ser de madeixas arroxeadas lhe fitando como uma criança faminta com uma raiva palpável. Ninguém mais sabia o quanto ele já havia indagado a mesma coisa para Kagami no intervalo de tempo de Kuroko sair e voltar.

Estava se tornando irritante, e sua voz não ajudava muito quando a pergunta era feita, ainda mais por sua pessoa. Ele por completo lhe irritava!

Aomine não pôde deixar de rir de forma rouca, encarando as expressões de raiva do ruivo à sua frente. Estava escorado no balcão observando tudo o que o namorado preparava, também evitando que ele saísse de forma irritadinha para cima de Atsushi. Não o aturava muito igualmente, então de certa maneira entendia-o.

— Eu já disse! Quando estiver pronto você vai saber! — Respondeu de maneira enfezada, mudando o foco no mesmo instante.

Mais um segundo olhando para aquela cara ele perderia o controle e não se importaria se era o namorado de seu irmão. Aquele garoto era insuportável! Não bastasse sua casa estarem às pessoas que mais lhe irritavam, também tinha que aturá-las por causa do aniversário do ruivo.

Ah, não merecia, não tinha que fazer isso. Tudo para manter um clima bom e até mesmo ser suportável a forma a qual Akashi se portava consigo e todos? Estava usufruindo de uma grande paciência que não tinha para tudo isso.

E além de tudo, estava preparando o que possivelmente fosse agradá-lo.

Não... Isso já era demais, poderia dizer adeus a essa vida depois dessa. Não era possível que estava virando outro cachorrinho do Akashi. Recusava-se ter esse pensamento inoportuno a se tornar realidade!

Por que exatamente todos estavam ali mesmo? Não podiam eles simplesmente dar cada um seu presente ou simplesmente palavras básicas a desejar um bom dia e mais anos de vida para o Imperador?

Tinha que ser justamente em sua casa?!

Tetsuya lhe pagaria depois. Contudo, tinha concordado com isso de muito bom grado, agora não podia e nem tinha muito que voltar atrás.

— Quer que eu busque outro salgado pra você, Atsushi? — Himuro perguntou ao maior, notando ele não se importar nem com um terço da irritação de Kagami na cozinha.

Estava ali em seu colo, apenas observando todos de maneira quieta. Vez e outra tinha a mesma briguinha pela demora da comida de Taiga ficar pronta, tendo Murasakibara a querer comer já vinha um tempo.

Não entendia como ambos acabavam por comer por demasiado, mas discutiam por isso.

Recebeu um manear de cabeça em negação, tendo os olhos púrpuras a lhe fitarem. Sabia bem o que ele queria comer já que Taiga enrolava com o que estava preparando.

— Kise, quando você vai soltar ele de uma vez? — Fora a vez de Midorima perguntar diante daquela cena nada apreciativa.

O modelo apenas fez um barulho em negação com a garganta, andando com Akashi até a poltrona mais próxima e se sentando com ele ainda em seu abraço mais que grudento. Faz tempo que não via seu ex-capitão, estava com saudades e precisava expressá-la de uma maneira correta. A sua maneira.

Como Seijuurou ainda não havia se soltado daquilo? Cada um estava perdido em suas conversas, a não ser por aqueles cinco. Bem que o loiro poderia contribuir e finalmente soltar o Imperador de vez, não?

Ele acabaria por apanhar se prosseguisse assim, o temperamento de seu capitão não eram lá uns dos melhores. Não receberia apenas um mero chute.

— Não precisa sentir ciúmes, Shin-chan. Depois você pode abraçar o Akashi também. — Takao comentou, rindo após isso da expressão do esverdeado mudar para sem graça uma durante alguns segundos.

— Apenas quero dar o que vim para presenteá-lo e ir embora. — Respondeu a arrumar os óculos em seu nariz, ignorando como sempre os comentários engraçadinhos do companheiro.

— Ah, não minta, Midorimacchi. Eu sei que você queria estar no meu lugar. — Kise provocou, tirando o rosto do ex-capitão de seu peito, a notar que o mesmo estava vermelho. — Eh? Akashicchi, você está bem? — Indagou preocupado.

E aquilo foi o suficiente para atrair a atenção de todos. O único motivo para muitos permanecer ali era Seijuurou, então se algo estivesse errado com o mesmo, logo todos ficariam em alerta.

O silêncio que se instalou no cômodo fora até mesmo palpável por seu tamanho. Somente contribuindo para o rubor na face de Akashi piorar.

Para falar a verdade, fazia tempo que não se sentia daquela maneira.

Deslocado.

Estava completamente no local errado, ainda mais pelo fato de estar sozinho em meios a tantos... Casais.

Deveria estar normal. E não era só por isso que tinha enrubescido. Ryouta naquele abraço absurdo havia lhe tomado o fôlego quase que completo. Ele esquecia que pessoas precisavam de espaço, e também tinham a necessidade para respirar?

Logo a cor pálida e natural de si voltava para o rosto, assim como também sua posição ali. A primeira reação fora sair do colo de Kise, notando o mesmo a choramingar por isso e tentá-lo puxar de volta, sendo impedido por Yukio que o censurou.

Entendia de certa maneira como Ryouta se preocupava com os outros, mas não era muito fã disso dele não, e ele teria que entender de uma forma ou outra. Andou até o balcão da cozinha, olhando para Kagami e Aomine ali, de um jeito mais escondido de todos.

Até mesmo eles...

— Akashi. Feliz... — Daiki começou quando notou o outro ruivo ali, não sabendo muito bem como usar as palavras com ele. — Velhice. — Disse por fim, puxando de seu bolso traseiro da calça o que aparentava ser uma revista. — Isso é pra você. — Estendeu-a.

— Eu não disse para não dar algo assim para o Akashicchi, Aominecchi?! — Nem tão cedo ele morreria?

Já estava levantando-se do sofá, com a desistência de Kasamatsu em mantê-lo ali. Caso fosse fazer isso, seria de uma maneira nada gentil.

Os olhos rubros do capitão percorreram a revista na mão do moreno, pegando-a e somente de fitar a capa, reconhecendo seu conteúdo. Por que ele se deu ao trabalho em lhe dar uma revista feminina de onde praticamente saltava peitos? Estava se desfazendo das próprias após descobrir do que realmente gostava? Era uma boa explicação.

Taiga tinha uma cara desacreditada igualmente Akashi, apesar de o maior estar com certa vontade de rir pelo tipo de presente que estava dando para seu próprio ex-capitão. Caso fosse si, já teria jogado na cara dele de volta.

Não que pudesse dizer algo diz respeito à Seijuurou e suas preferências. Mas essa carinha dele não enganava ninguém, e isso somente de olhar, ainda mais por saber de uma pessoa a qual ele já gostou que Kuroko lhe contou em uma de suas conversas.

E a feição dele a olhar para a revista fora a melhor de todas.

Passava as páginas de maneira curiosa, esboçando certa surpresa vez e outra também. Não parecia alguém muito acostumado a ver algo do gênero, até porque não era nenhum pouco mesmo.

— Obrigado? — Murmurou com certa dúvida, chegando a certa página que tinha outras dentro e se abriam para a lateral da revista, fazendo-o segurá-la pela ponta para que as mesmas pudessem ser vistas.

Ele gostava mesmo dessas coisas antigamente? Não via o mínimo interesse que lhe despertasse algo. Praticamente fútil.

— Aominecchi. Era essa que você tinha que dar para ele. — Ryouta finalmente chegou ao balcão, resmungando para o moreno que simplesmente deu de ombros a ignorá-lo. Outra revista fora tirada do bolso traseiro, mas deste, do loiro. — Tome Akashicchi. Mas esse é só parte do meu presente pra você. — Kise tinha uma feição animada, e isso preocupava.

Ele com ideias chegavam a ser extremamente criativo em muita das vezes, e essa era a parte a qual se tornava um tanto receoso estar perto dele e fazer parte de seus planos. O que ele ainda queria dar para si?

Mesmo Seijuurou a estar relutante, deixou a revista que Daiki lhe dera em cima do balcão, pegando desta vez a que estava na mão do modelo, tendo este um sorriso no rosto a olhar para o capitão. Como ele conseguia ficar animado, tipo: sempre?

Seu olhar passou dessa vez para a nova revista em mãos, notando que não fazia muito tempo que fora lançada. Isso era preocupante. Ainda mais pela capa da mesma estar Kise, com muita pouca roupa do que o usual. Muito pouca mesmo.

Os orbes rubros passaram para Kasamatsu no outro lado da sala, que apenas esboçou uma feição de desgosto com um misto de ódio para Ryouta. Pelo visto ele não tinha concordado com essa ideia. Não eram muitos que concordariam mesmo, mas não parecia optar muito já que era a carreira do loiro.

Passou as páginas, notando que na revista não somente tinha o loiro como na capa, assim como também vários outros homens, todos com pouquíssimas roupas. Tinha consciência de que tipo de revista era aquela, mas mesmo assim. Isso não era coisa para se vir tão deliberadamente.

— Você devia usar mais roupas, Kise. — Akashi comentou a deixar a revista como a outra no balcão, recebendo um choramingo da parte do modelo e seu biquinho.

— Já que estão a dar logo os presentes... — Shintarou levantou-se do sofá, tirando do bolso de sua blusa o que parecia um pacote simples. — Feliz aniversário, Akashi, nanodayo. — Entregou-o ao se aproximar, olhando-o a pegar com um sorriso. — É seu item da sorte do dia. Sagitário está em primeiro, com câncer em segundo.

— Tá, tá. Shin-chan. Ele não quer saber do seu horóscopo. O que tem aí dentro, Akashi? — Kazunari o seguiu, e estava já ao lado do esverdeado, a olhar como o restante na pequena roda ali a se formar com o Imperador ao centro.

Seijuurou pôs-se a abrir o presente, tirando a fita simples feita ao redor do mesmo e logo abrindo a caixa, olhando o que tinha dentro assim como os outros a sua volta. Tirou a peça, deixando a caixinha em cima do balcão para olhar melhor o que havia ganhado.

— Um cachecol, Midorima? — Aomine se via um pouco desacreditado da cena à sua frente.

— Mau gosto pega? — Kagami riu com a própria indagação, trazendo olhares do lançador para si.

— É o item da sorte dele, nanodayo. Mas não que seja algo que vocês entendam. — Retrucou a se manter numa expressão mais impassível possível. Não queria arranjar discussão bem naquele momento.

Contudo, não que deu muito certo, porque logo ambos se sentiram ofendido com aquilo. Ah, eles poderiam crescer um pouco, não é? Os três.

Seijuurou observava aquilo com mais atenção do que deveria. As cores da pela eram todas as tonalidades do arco-íris. Não sabia o porquê de certa maneira ficar triste. Isso os representava de uma forma, não?

Era apenas um dos significados em sua mente. O outro até mesmo preferia não se relembrar, apenas se limitando a sorrir e colocar ao redor de seu pescoço, deixando sem um nó, solto aos ombros.

— Ah, Akashi. Eu comprei algo para você também. — Takao comentou, tirando algo igualmente de seu bolso, mas esse sem nenhuma caixa para presentes. Bem simples. — Não sei se gosta de gatos... Mas já que Shin-chan tem medo deles, achei que poderia gostar. Dê-me seu celular. — Pediu, recebendo uma reclamação de Midorima por dizer tão abertamente seu medo.

Seijuurou fez o dito, tirando-o do bolso e logo tendo o moreno a mexer nele. Todos olhavam com certa atenção. Em poucos segundos, Kazunari colocou um pequeno acessório que tinha o formato e desenho de um gato preto em seu celular. Ele tinha as patinhas dianteiras mais abertas e para frente, assim, ficando preso.

Não esperava um presente daquele, muito menos nunca estava aguardando que Takao lhe desse algo. E era totalmente espontâneo.

O sorriso em seu rosto apesar de discreto era até mesmo facilmente notado por todos ali. E este servia muito bem como agradecimento que não era acostumado por em palavras.

Guardou o celular ao bolso, desligando o mesmo a pressionar um botão. Todos os amigos os quais ele poderia querer estavam ali, não havia motivo para alguém lhe ligar ou mandar mensagens mais.

— Akashi-kun, feliz aniversário. — Tetsuya praticamente brotou em meio aquela roda, tendo um pequeno pacotinho a estender para seu ex-capitão.

Bem que ele podia dar um presente com alguém normal, sem assustar os outros, seria bom ao menos uma vez.

Seijuurou notando a aproximação dele em todo o momento, apenas aceitou, abrindo o pacotinho a tirar um tipo de outro acessório. Também servia para celular, e era a figura de Nigou sobre uma bola de basquete.

O repuxar fraco de seus lábios não fora possível evitar em suas feições. Gostava do animalzinho dele, era obediente consigo, se davam bem por assim dizer.

— Ogiwara-kun ajudou a pintar. — Kuroko comentou, notando o foco de Akashi mudar para o garoto mencionado ainda no sofá.

Fora feito por ambos? Não tinha consciência de que eles tinham tais habilidades com as mãos para artifícios como estes. Seijuurou notando a expressão de Shigehiro se manter longe de propósito, apenas pode devolver um pequeno sorriso para Tetsuya.

Ele entendia, talvez não mudassem nem mesmo com o tempo. Não era algo que atrapalharia alguém no final das contas.

O soar do apito ao forno tirou todos daquele clima, tendo os olhar de Murasakibara no mesmo momento se dirigir ali novamente. Taiga podia senti-lo enquanto colocava as luvas de cozinha, abrindo o forno e pegando duas formas, odiando ainda um pouco mais aquele ser em sua casa.

Depositou ambas as formas na mesa da cozinha, revelando o que estava ali que o arroxeado estava a perturbá-lo tanto. Vários tipos de rosquinhas. Aquela visão despertava forma até mesmo em quem já havia comido.

— Aqueles dois fizeram pra você. — Kagami indicou com o olhar Himuro e Atsushi na poltrona, a fitá-los de longe. — Para todos. Não sei se vai gostar, mas... — Comentou indo em direção ao fogão, abrindo uma tampa de uma das panelas, revelando um cheiro peculiarmente bom. — Kuroko disse que você gostava, então...

E precisava se encabular todo para dizer que havia feito sua sopa de tofu?

Tetsuya sempre dando um jeito em tudo, não é? Fizera muito bem, já tinha tempo que não comia seu prato preferido, e só havia pegado um pedaço de bolo pequeno após o treino o qual seus companheiros de time lhe prepararam.

Seijuurou estava de certa maneira desconcertado. Era bastante coisa de muitas pessoas em tão pouco tempo. O máximo que tinha em suas feições era um sorriso em agradecimento, contrastando com a maneira sem graça do momento junto de um leve rubor.

O dia estava ocorrendo muito melhor do que esperava, já que nem cogitara um terço de todos os acontecimentos.

— Feliz aniversário, Aka-chin. — Murasakibara já perto da mesa, tendo seu olhar nas rosquinhas, proferiu ao Imperador, fitando-o mais que rapidamente a sorrir. Ele não mudaria mesmo.

— Akashi, como Kise disse, meu presente não acabou por aqui. — Tatsuya comentou, sorrindo a olha-lo de uma maneira estranha que o capitão não soube identificar.

— Ah! Akashicchi! A segunda parte do meu presente é que você vai fazer uma sessão de fotos comigo e aparecerá na revista! — Ryouta exclamou mais que animadamente, não deixando de abraçar Seijuurou novamente.

Ele ia fazer o que e aparecer na onde?!

Kise tinha minhocas no lugar de seu cérebro? Em que dia sobrenatural Akashi iria concordar com um absurdo daqueles?

Sua expressão revelava bem sua animação com a ideia. Nula.

O que parecia não abalar nada na decisão do loiro que pelo visto havia tomado pelos dois. No entanto, diferente de si, a alegria com aquela ideia estava sendo expressa nos rostos de mais garotos do que somente o modelo.

Não podia acreditar que eles concordaram e tramar isso para si no fim de tudo. Passaria o resto do dia tirando fotos que acabariam numa revista? Junto com Ryouta ainda?

— Podemos comer primeiro? — Daiki indagou a já pegar uma das rosquinhas das formas, levando à boca e mordendo um pedaço, tendo todos a encará-lo ali. — Que? Murasakibara já tá na terceira.

— Mine-chin. — Atsushi tentou censurá-lo por ter sido descoberto, sendo notável a boca e dedos sujos pelo doce.

Uma risada fora proferida pelo Imperador, olhando os adolescentes que iniciaram uma pequena discussão.

— Afaste tudo daquela parede, Kagamicchi! Meus fotógrafos vão usá-la. — Kise pediu a indicar uma parede com alguns quadros, mesinha e pertences.

Ele já havia planejado tudo desde o início. Akashi apenas rumou a dar a volta no balcão e entrar na cozinha, dando um leve aperto no cachecol em volta do pescoço.

Estava tudo completo.

Era o que pensava.

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— Por quanto tempo mais essas pessoas vão ficar aqui, Kise? — Taiga encarava tudo de longe, assim como todos os outros que permaneceram na casa com eles.

Desde que eles iniciaram aquele diálogo amigável, passaram-se horas, finalmente ficando de noite e escurecendo consideravelmente. Com Midorima a ir embora logo após de comer tendo Takao a lhe seguir e se despedir por ambos.

Ryouta de fato havia chamado seus fotógrafos, e os mesmos estavam ali, tirando foto de Seijuurou e si. Isso era uma cena estranha, talvez até mesmo medonha.

O loiro muita das vezes repuxava um sorriso no rosto do ex-capitão, que não tinha as expressões muito simpáticas diante das câmeras. A cada flash e foto tirada, era uma pequena risadinha da plateia que ali restou nos sofás afastados para uma melhor apreciação.

Caso Akashi não quisesse, obviamente ele não estaria ali a fazer.

A presença de Kasamatsu fora essencial no momento que o modelo sugeriu de forma tão normal que eles tirassem um pouco das roupas. Dizendo ser: Esse é meu presente para você, controlar esse imbecil.

Agradecia, mais que imensamente. Bem que o copiador precisava entender um pouco dos limites de alguém de vez em quando.

Era um tanto quanto constrangedor tirar fotos na frente de todos seus companheiros, e além, seus namorados também.

Daiki não se aguentava e vez e outra soltava algum tipo de comentário em brincadeira, incentivando Ryouta a tirar a roupa, recebendo uma censura de Kagami e Kuroko no mesmo tempo.

Enquanto que de um lado tinha a recusa da parte de ambos e também Yukio, Murasakibara que tinha um saco de balinhas caramelisadas – compradas por Tatsuya que via que ele ainda tinha fome -, incentivava o mesmo como Aomine, tendo o apoio de Himuro.

Ogiwara era o único que se mantinha impassível diante de toda a situação que ocorria, deixando um riso e até mesmo alguns sorrisos de canto com algumas cenas. Como quando Kise fora pegar uma das frutas da casa de Kagami e fez algo que nunca devia na frente dos outros. Muito menos de uma câmera.

Colocou-a simplesmente na boca de Akashi, pedindo para ele fazer uma feição e pose sexy para o fotógrafo, tendo os lábios do modelo do outro lado.

Fora o pior. Aquela fruta quase acabou por entrar em outro lugar que não a boca no loiro quando Seijuurou deu indícios de se alterar, sendo parado por Taiga que não queria Ryouta choramingando em sua casa com aquela voz dengosa e irritante.

— Hm... — Kise olhava para as câmeras – não era simplesmente só um fotógrafo, ele fez questão de chamar a equipe inteira. Maquiagem, figurinista, e o que mais tinha direito. Ficaram horas tirando fotos, pareciam todas boas, até que as engraçadas em momentos de divertimento ou raiva. — Está bom. Muito obrigado pessoal, mandem para a edição e depois a revista! — Terminou com um sorriso animado.

Ele não havia desistido da ideia ainda de fazê-los aparecer na revista. O que era um tanto vago, Akashi não era famoso como ele. Ryouta iria mesmo se importar com isso sendo que o modelo era ele? Era besta mesmo... De uma forma positiva.

Seijuurou suspirou um pouco cansado daquilo, procurando ir para o banheiro e tirar toda aquela maquiagem desnecessária que colocaram em seu rosto. Ao menos não trocou de roupa como o outro, que fez isso no mínimo três vezes.

Escutava pela porta aberta e corredor que passou as vozes e passos dos companheiros. Deveriam estar ajudando a descer com todos os equipamentos. Não entendia porque fora preciso iluminação. Ah... Tanto faz.

Após o sabonete, jogava a água contra o rosto, passando a mão por todos os locais não se esquecendo de tirar tudo. Desligou a torneira, pegando uma toalha de rosto ali próxima, secando-o e logo a deixando de volta ali, olhando para o espelho a desligar a luz e sair do banheiro.

Quando voltara para a sala, não encontrou mais nenhum deles ali, o que achou de certa maneira um pouco estranho. Atsushi não levantava do sofá por nada, e este decidiu que os auxiliaria com os equipamentos?

Era uma primeira vez que conseguia aproveitar do silêncio desde que o dia começou minimamente conturbado para si.

Não viu seu Pai ao sair, já que esse levantava mais cedo e estava sempre em seu escritório, o qual se recusava a entrar. Somente os criados da casa foram os que lhe deram felicidades pelo aniversário. Não que fosse uma primeira vez... Estava acostumado.

Lembrou-se do celular em seu bolso, notando que em todo o ensaio não havia tirado-o dali, assim também como o presente de Midorima. O cachecol nas cores do arco-íris.

Sorriu minimamente ao se sentar numa poltrona da sala, ligando o aparelho a notar que havia mensagens novamente. Nenhuma delas de seus companheiros, era um número desconhecido. Assim também como havia ligações do mesmo.

A hipótese de seu progenitor era totalmente descartada, já que esse não faria isto.

No momento que seu dedo iria pressionar o botão para abrir à primeira, a campainha da casa de Kagami tocou, tirando Akashi de seus pensamentos assim também como de seu ato com o celular.

Deixou-o na almofada após se levantar, rumando para a mesma ao pisar no chão somente de meias. Onde Kagami deixou seus tênis?

Não era nenhum deles para tocar a campainha, então logo à imagem de um dos contratados de Ryouta se passou a sua mente. Algum deles se esqueceu de algo? Era bem capaz.

Ao girar a maçaneta, um vento acompanhou a abertura da porta, assim também, revelando a figura por trás dessa. A mão de quem havia tocado a campainha tocou o cachecol colorido, evitando sua queda.

A expressão de Seijuurou não fora uma das melhores do dia.

Seu passo recuou, deixando a peça colorida ficar nas mãos dele. O que ele fazia ali primeiramente?

— Nijimura-san... — Era o máximo o quanto conseguia proferir.

As feições de surpresa do lado do ruivo, num misto de saudade, felicidade, inquietação. Raiva, tristeza. Dor. Não sabia ao certo o que lhe definia mais no momento, era complicado e confuso demais.

E quanto ao seu Pai? Não queria pensar no pior de ter acontecido e ele estar ali, a voltar por este motivo. Queria crer que era uma brincadeira.

— É assim que vai me receber, Akashi? — Satisfeito era longe do que podia definir o moreno no momento. Desfez o passo de distância entre eles, passando o cachecol ao redor do pescoço do ruivo, trazendo-o para perto.

Suficientemente próximo para o rosto de Seijuurou encostar-se a seu peito, praticamente em seu pescoço, notando o quão paralisado ele ainda estava. Um sorriso simples trajava os lábios de Shuuzou, encarando-o de cima, passando suas mãos em torno de suas costas e cabeça, fazendo-o lhe abraçar de uma vez.

As mãos menores de Akashi logo enlaçaram igualmente o corpo de Nijimura, de maneira forte, pressionando o rosto contra o peito dele. Ainda totalmente desacreditado que era mesmo ele ali consigo, a manter aquele contato afetivo tão raro de ambas as partes.

Segurava-se, sabia muito bem disso, não queria chorar diante dele, pareceria besteira talvez. Contudo, o mais velho já podia sentir a peça que trajava umedecer levemente na onde ele estava a praticamente enfiar o rosto, provavelmente querendo escondê-lo.

Sua mão atrás da cabeça do menor onde bagunçava os fios vermelhos levemente passou para a lateral de seu rosto, não tendo que exigir muito para que ele mostrasse sua face para si.

Os olhos rubros focados com dificuldade pelas lágrimas que deixava turva sua visão aos seus escuros, as bochechas com um tom avermelhado, o sorriso que demonstrava vários sentimentos.

O quanto se privou disso e esteve longe dele? Seijuurou não fora o único a se sentir totalmente desolado com os caminhos que ambos ficaram, estando cada um num país, sem contato algum.

Não queria prolongar a dor dele e nem alimentar esperanças de Akashi que um dia voltaria, seria o pior a se fazer. Não fazia nem mesmo parte de seus planos voltar tão cedo.

Seu Pai ainda estava em recuperação, apesar de muito melhor do que antes. O pedido de Himuro e Kise não lhe fora uma novidade, ainda mais pela data imposta por ambos.

Prometeu que voltaria no dia seguinte.

Seijuurou, infelizmente, podia notar isso no olhar de seu ex-capitão. Ele iria novamente, não é?

— Nijimura-san... — O mais novo sussurrou a olhá-lo, chorando mais um pouco. Não por saber o óbvio após eles se verem, mas pelo fato de estarem frente a frente novamente.

Shuuzou balançou a cabeça em negação, ainda usando do artifício do cachecol para trazer o ruivo para mais perto de si, sendo o suficiente para seu rosto abaixado e o dele erguido para lhe encarar acabassem com a distância restante.

Os lábios apenas se roçaram de início, dando para o moreno sentir as lágrimas que deslizavam pela face do menor em sua boca, o gosto doce que elas tinham ao contato de sua língua que lambeu brevemente o lábio inferior de Akashi.

Os olhos de Seijuurou se fecharam com o contato, tendo sua língua afagar a do mais velho, iniciando o ósculo o qual tanto aguardou durante esses últimos dois anos.

Não existia afobação de nenhum dos lados, apenas o afago calmo dando a eles um beijo compartilhado para se aproveitar, para reconhecer-se novamente um ao outro. O ruivo ficou na ponta dos pés minimamente, tendo suas mãos a saírem das costas do moreno e enlaçarem dessa vez seu pescoço.

Shuuzou investiu, dando alguns passos para frente e fechando a porta atrás de si após adentrarem mais o cômodo, não apartando o ósculo. Suas mãos desceram pelo corpo de Seijuurou até chegarem a sua cintura, tendo os dedos a se apossarem do local de maneira firme.

O baixo som do estalo na sala completamente silenciosa, quebrando tal calmaria com suas bocas, os passos do maior que tomavam um rumo para alguma parte da casa até então desconhecido para Akashi.

Nijimura ao notar a respiração mais ofegante do ruivo, apenas afastava minimamente o rosto, abrindo os olhos a notar para onde estava indo. A próxima porta no corredor poderia ser o que almejava.

As mãos desceram mais um pouco pelo corpo pequeno de Seijuurou, aproximando este mais para praticamente prensar o seu, tomando os dedos em suas coxas e erguendo-o para seu colo. As pernas do mais novo logo tiveram o seu apoio na cintura do maior, assim como suas mãos seguraram de maneira mais forte em seu pescoço e nuca.

Ao Akashi ameaçar em abrir os olhos, Shuuzou tomou seus lábios novamente, agora tendo a liberdade de locomover-se na casa e até a porta que queria. A ideia de que seus companheiros voltarem nem era cogitada pela mente do menor, que estava simplesmente entregue aquilo.

Entregue a seu capitão. O que ele sempre seria para si.

Uma mão apenas segurava o corpo de Seijuurou, tendo a outra a procurar pela maçaneta e ao finalmente achá-la, abrir a porta, separando os lábios para apenas uma confirmação, mas logo tendo sua boca no pescoço do ruivo. Era ali.

Não tardou em fechá-la também, colocando um pé por cima do tênis do outro, a tirar e fazer o mesmo processo no que sobrou deixando ambos ali na porta mesmo, rumando para a cama que não estava muito longe.

Os lábios tomaram distância da tez ao escutar o barulho em deleite da garganta de Akashi com a pressão que fez, notando a marca nada pequena e bem avermelhada que deixou na pele branca.

— Akashi... Seja meu novamente. — Mais uma vez... O murmúrio assemelhara-se com um pedido feito por Nijimura, olhando profundamente nos orbes vermelhos do garoto o qual um dia fora somente mais um jogador em seu time.

O qual agora era o motivo por ter deixado o que lhes afastou para trás, por apenas um dia, para somente tê-lo de novo em seus braços. Sentir seu corpo uma última vez. Agora o ruivo que tomava seus pensamentos todos os dias que estava na América a acompanhar a recuperação do progenitor. Aquele que deixou e colocou tanto peso de uma única vez.

Ele não deveria imaginar quanta era sua vontade do Pai melhorar para estar ali novamente, consigo. Contudo, era possível notar em seu olhar, como olhava para Akashi. Seu Akashi. Não era um olhar em desejo, nem admiração. Era o inexplicável, aquele que definia o que ambos sentiam um pelo outro.

Incapazes de dizerem, somente a sentir, em tentativas como estas de expor.

— Eu sou teu, Nijimura-san. — Seijuurou sibilou contra os lábios do mais velho, deixando um beijo ali de forma demorada, olhando nos olhos negros que sempre lhe tragavam numa troca de olhares longa. Como essa. — E você é meu. Meu capitão.

Shuuzou riu nasalmente, repuxando os lábios de forma evidente, num sinal que de início não demonstrou, mas era a malícia em si surgindo. E seria feita com certeza.

Deitou o corpo de Akashi na cama lentamente, aproveitando os lábios próximos para tomá-lo em mais um ósculo, subindo suas mãos pelas coxas a dedilhar por cima dos panos incômodos o corpo dele.

Faria que aquele tempo que desfrutariam fosse mantidos longos, aproveitando cada tato, cada ofegar, cada mínima movimentação do corpo dele. Para isso precisaria se livrar de toda aquela roupa.

Seus dedos agora se encontravam no fim de sua camisa, tendo-a entre os dígitos, procurando subi-la enquanto a calma roçava na tez de sua barriga, acompanhando todo o processo, tomando a boca do mais novo em um beijo com mais fervor.

Notava facilmente como ele já gemia conta seus lábios, as mãos a apertarem seus ombros, tremendo levemente. Entendia-o muito bem. Mas o seu medo era outro, o receio que rondavam ambos eram diferente, mas tinham o mesmo peso em seus casos.

Separou os lábios quando a camisa de Seijuurou chegou a seu pescoço e este teve que deixar ambos os braços acima da cabeça. Aproveitou a peça tapar a visão dele por breves segundos, deixando seu rosto se aproximar agora do peito desnudo, sentindo-o tremer levemente ao ter o contato de seus lábios em seu peito.

Fazia baixos estalos a cada beijo que deixava pela tez macia e delicada, tendo a pressão, que, mesmo leve, era possível ver a rápida vermelhidão em sua pele branca. A camisa fora retirada, agora o permitindo ver de baixo as expressões dele ao largá-la ali no colchão mesmo.

O rosto corado, os fios ruivos um pouco bagunçados pela movimentação, um olhar que esboçava sua vergonha ao mesmo tempo em que a felicidade. Os lábios entre abertos, liberando ofegares, sendo mordidos quando percebia que estava a ser observado durante o ato.

— Deixe-os, Akashi. Quero ouvi-los. Todos. — Shuuzou pediu, referindo-se aos sons do ruivo, levando uma mão a lateral do rosto dele, passando seu polegar pelo lábio inferior a ser levemente mordido, abrindo-o. Sorriu, tendo os dedos mais longos a acariciarem sua bochecha. — Quero ter tudo de você hoje.

Seijuurou enrubesceu fortemente, mudando o foco dos lábios dele, notando um repuxar suas feições que conhecia muito bem. Ele iria tê-lo, sabia.

Parcialmente satisfeito com ele seguir o que lhe fora dito, continuou com sua boca a beijá-lo, começando a mordê-lo levemente, acompanhando de suas sucções nada fracas, acabando por arrancar um gemido em prazer ao mesmo tempo em que de mínima dor.

Conhecia aquele corpo, por mais tempo que ficou afastado do mesmo. Reconhecia Akashi por completo.

Sua língua encontrou-se em contato de seu mamilo, notando este já estar minimamente rijo. Por tão poucos toques? Sempre fora lascivo, era adorável.

Os lábios se fecharam ali, succionando-o, recebendo os sons em regojizo do mais novo para seu próprio deleite. Com seu corpo a estar sobre o dele, totalmente rente ao mesmo, podia sentir a ereção de Akashi se formando por baixo dos panos, começando a lhe cutucar na barriga.

Sorriu com malícia a observar tal detalhe, tendo sua mão direita a entrar em meio a ambos, chegando ao baixo ventre dele e iniciando uma lenta massagem sobre o volume que ali continha em dois panos. A outra utilizava o dedo indicador e polegar para estimular o outro botão.

Seijuurou já mordia levemente os lábios novamente, mas logo os soltando para manter o pedido do mais velho, deixando seus gemidos, arfadas, ofegares saírem com completa nitidez a ambos, sendo despejado sobre suas sanidades, diminuindo ambas de pouco em pouco.

O tratamento de Shuuzou terminou nos mamilos do mais novo, notando-os completamente durinhos e sensíveis, sendo preciso somente um toque para ouvi-lo gemer novamente, se contorcendo levemente sobre o colchão.

Sua boca voltou a desenhar um caminho pela tez do peito, barriga, chegando a seu umbigo a expor a língua ali, vendo-o prender o ar com seu ato. Suas mãos desciam conforme a cabeça fazia isto, mas tendo essas a chegarem primeiro na calça do menor.

Os dedos ágeis trataram de descer o zíper, também desabotoando a mesma num ritmo um pouco rápido, enquanto tinha sua língua a estimulá-lo ainda no umbigo, recebendo as mãos logo em seus fios negros.

Akashi puxava de maneira fraca as madeixas negras, tendo sua calça a ser abaixada lentamente, revelando a peça íntima, as coxas brancas e roliças. O pré-gozo já denunciando sua excitação formada por todos os toques de outrora.

Uma das peças que no momento só atrapalhavam, fora retirada por completo junto de suas meias ao chegar aos pés, sendo jogadas no chão atrás do mais velho, sobrando somente à cueca no corpo dele.

O ruivo sentira vontade de se cobrir de início, mas logo percebendo o rosto de Shuuzou a descer para seu baixo ventre, as mãos apenas puderam apertar os fios negros dele e acompanhá-lo nisso.

Os lábios que antes formavam inúmeros biquinhos de suas típicas feições faziam o mesmo, só que dessa vez, a beijar a virilha dele, desviando da ereção formada para o outro lado dentro da peça íntima.

Apertou a coxa esquerda do ruivo, mudando um pouco sua posição ao erguê-la, deixando uma sucção forte ali, contrastando bem. A outra mão voltou-se para a ereção, cobrindo-a com a palma e dedos, fazendo um longo e lento estímulo, captando as feições de deleite do menor.

Por baixo de suas próprias pelas estava seu membro, pulsando com a visão proporcionada até o momento do mais novo, tão a mercê de si.

Não se deteve mais da vontade de apreciá-lo por completo, pegando a ponta úmida do pré-gozo, puxando a cueca a retirá-la, não deixando apartar o contato visual, notando o quão ele aparentava estar um pouco com vergonha.

Suas bochechas rubras era o que mais lhe denunciava. Passou a peça pelas pernas dele, tirando-a, tendo agora Akashi completamente nu, naquela cama. Para si.

Tirou as mãos do corpo do ruivo, querendo também tirar suas roupas, mas fora parado pelo mais novo, que segurou seu pulso naquele momento.

— Eu vou fazê-lo... — Sibilou antes mesmo da pergunta ser feita, já notando as expressões mais confusas do moreno.

Fora uma pequena surpresa a iniciativa de Seijuurou para si, porém, não o deteria de realizar isso. Queria vê-lo tentar. Tê-lo por cima não era de todo ruim.

Seijuurou sentou-se, empurrando de maneira fraca Shuuzou para se deitar logo se sentando no colo dele. Estar sem roupas e naquela posição não era muito confortante no sentido de sua vergonha, mas não voltaria atrás.

Pegou a barra de sua camisa, erguendo-a do corpo dele até tirá-la, deixando de canto igualmente a sua naquele colchão. E naquele momento o pensamento inoportuno lhe veio à mente. Estavam praticamente a fazer sexo na casa, no quarto e na cama de Kagami.

Deu de ombros, voltando com seu foco ao que fazia. Ajoelhou-se brevemente descendo um pouco na cama para tirar igualmente sua calça e meias, deixando as roupas todas ao chão à frente da cama.

Parou um pouco, observando o corpo de seu ex-capitão seminu. A visão suficiente para sentir o rosto ficar ainda mais quente, assim também como o resto do corpo se concentrando sua excitação no membro.

Abaixou o tronco, tirando também a peça íntima sem muito tardar, já que ficaria sem reação caso ficasse somente a olhá-lo. Jogou-a atrás de si, notando o membro também rijo, mas ainda não estava totalmente duro.

Segurou-o, meio incerto de seus atos, iniciando lentos e longos movimentos de vai e vem, arrancando uma arfada do maior. Prosseguiu, tendo a outra mão a estimular seus testículos, enquanto sua cabeça ia lentamente até seus lábios encostarem a glande, lambendo-a.

Parecia um bichano, experimentando algo novo a ter receio, acabando por sua língua limpar o pré-gozo que crescia conforme seu ato prosseguia. Nijimura tinha um evidente sorriso em prazer e malícia pela cena.

Somente dele realizar aquilo fazia se sentir ainda mais coberto pela luxúria em tê-lo, o desejo a concretizar-se a cada segundo e ação mais íntima e profunda. Tinha o tronco erguido, sendo sustentado pelos cotovelos no colchão.

Os dedos esguios e compridos já brincavam com algumas madeixas ruivas de Akashi, acompanhando-o quando este colocou metade de seu membro na boca, acabando por apertá-las de maneira forte.

Ofegou, acabando por se recordar de algumas palavras antes de entrar na casa de Taiga. Gaveta... Olhou ao redor, notando somente uma pequena cômoda com duas gavetas ao lado da cama, abrindo à primeira, não notando muitas coisas, logo indo para a segunda, a fitar e reconhecer muito bem o frasco com um líquido transparente.

Tirou-o dali, sentindo seu membro pulsar cada vez mais dentro da boca do mais novo, também como o pré-gozo entrar em contato da língua que exercia movimentos junto de sua cabeça, realizando estocadas no oral.

Deixou-o sobre o colchão, voltando com os olhos para aquela cena. O ritmo já era mais elevado, e o menor parecia realmente focado no que fazia para proporcionar o máximo de prazer a si.

Não queria se desmanchar daquela maneira, precisava tê-lo.

— Akashi. — Chamou-o, pegando seu rosto a erguer a cabeça pelo queixo. — Venha. — Sentou-se na cama, querendo-o sobre seu colo.

Seijuurou lambeu os lábios brevemente, sabendo o que ocorreria a seguir ali. Ficou em cima das coxas dele, colando seu peito ao do mais velho, apoiando ambas as mãos em seu ombro e empinando o quadril para o mesmo.

Tinha o nariz a roçar no pescoço de Shuuzou, sentindo seu odor mais forte do que nunca, acabando por não notar que roçou a ponta do nariz e seus lábios na pele exposta, inalando seu cheiro de maneira tímida.

Escutou o barulhinho da tampa abrir, assim como um pequeno riso escapar dos lábios de Nijimura por seu ato, acabando por corar mais um pouco, mas não parar com o que fazia. Era mais que apenas inebriante. Era dele. E seu.

O moreno despejava uma quantidade mais que generosa em três de seus dedos, sabendo que a preparação era fundamental, ainda mais com o ruivo. Este apesar de ser lascivo era um pouco sensível demais, tinha que tomar cuidado consigo caso quisesse que ele também se sentisse bem durante o sexo.

Deixou o lubrificante de lado para o uso que novamente sabia que seria necessário, endireitando seus dedos completamente escorregadios para a entrada dele, tendo um novo empinar de sua bunda para si.

Inseriu o primeiro, somente a ponta, notando a contração imediata que o mais novo teve com a pequena invasão. As paredes internas logo tiveram a contração, expelindo automaticamente seu dígito, mas que manteve ali, olhando as expressões e como o corpo dele reagia a tudo.

Remexia-se de maneira visivelmente incomodada sobre o colo de Shuuzou, mas não impedindo que este parasse de prepará-lo, apenas abraçando-o pelo seu pescoço, tendo o corpo a se levantar um pouco mais, possibilitando uma invasão mais fácil em si.

Não doía já que era apenas um dedo e este estava coberto de forma até mesmo exagerada de lubrificante, somente um incômodo comum de seu corpo. Assentiu com sua cabeça minimamente a ele, podendo deixá-lo prosseguir com a invasão em sua cavidade, tendo o primeiro dedo a entrar por completo.

Os lábios se apossavam do pescoço que estava ao seu alcance, mordendo-o de forma fraca, deixando beijos um pouco sôfregos e estalados ali, arriscando sugá-lo em algumas vezes, notando o sorriso em suas feições crescer com cada ato mais ousado que o anterior entre eles.

A ponta do segundo dígito roçou aos gomos do orifício meramente contraído, ao mesmo tempo em que estava já violado, ameaçando de adentrar como o primeiro, apenas recebendo mais uma nova confirmação rápida com a cabeça da parte de Seijuurou, que mantinha o rosto escondido em seu pescoço a todo o momento.

Forçou a entrada, notando novamente seu contrair, parando ali.

— Está tudo bem em prosseguir, Akashi? — Nijimura indagou de maneira preocupada, obviamente. Não queria fazê-lo sentir dor nenhuma, apesar de que anular isso era um tanto impossível no que realizariam.

Akashi não confirmou em palavras, apenas mantendo seus lábios a um novo toque na tez um pouco bronzeada de Shuuzou, descendo com o quadril onde estava o dedo que retesou o toque, fazendo este retornar ao contato direto, insinuando claramente que ele poderia continuar.

Sentiu-o tentar de novo, dessa vez relaxando o máximo que pôde para deixá-lo adentrar sem mais problemas. O incômodo voltou ao seu interior, que praticamente comprimia e expelia os dígitos de sua cavidade, sentindo ter o segundo dedo totalmente dentro, tendo um rebolar ali.

Seus braços que enlaçavam o pescoço de Nijimura apertaram um pouco mais fortes, tendo o corpo e se roçar mais ao dele novamente, tentando acostumar-se com a invasão dos dois dígitos.

— Nijimura-san... É bom. Eu quero mais... — Akashi gemeu contra a orelha de Shuuzou, tendo mais um novo rebolar contra os dedos após alguns minutos em que eles estavam ali.

O moreno ao notar isto, não podia mais limitá-lo do que sentia. Despejando um pouco mais do lubrificante no terceiro dedo, a penetrá-lo lentamente com esse, tendo novamente a contração rápido de início. Mas logo relaxando, ouvindo-o estar em deleite contra sua orelha que era mordida levemente em algumas vezes.

Resolveu estocá-lo com os dígitos lentamente, testando até onde ele podia aguentar, procurando novamente sua sensibilidade a dar-lhe o prazer máximo. Para seu alívio e também dele, Seijuurou já tinha um movimento considerável em querer mais, rebolando em seu colo, consequentemente em cima de seu membro, tendo o pré-gozo a melar sua barriga.

Não podia mais...

— Akashi... Quero tê-lo. — Shuuzou proferiu ao fitá-lo de forma intensa, tirando todos os dígitos de seu interior rapidamente, tomando sua cintura em mãos.

Seijuurou tirou o rosto da curva do pescoço do mais velho, olhando-o a sorrir. Sabia que ele seria paciente e bom para ambos. Ergueu seu corpo no colo dele, permitindo que o membro roçasse em sua entrada.

O moreno tateou novamente o lubrificante ali em seu lado, despejando uma quantidade que cobrisse seu membro por completo, roçando a cabeça do pênis no ânus contraído, tendo o leve gelar em ambos.

Nijimura não permitiu que ele continuasse naquela posição, deitando-o na cama, se posicionando entre suas pernas a encaixar ambos os corpos da maneira mais confortável possível, empurrando o quadril ao adentrar com a glande.

Notou os olhos rubros cerrarem-se de maneira rápida, o gemido em dor que escapou baixinho, assim como seu peito que subia e descia agora mais rápido. Tomou os lábios dele aos seus, deixando que ele se focasse em outra coisa que não fosse à dor.

Sua cintura não se moveu enquanto não percebesse o corpo acostumar-se com a invasão, tomando o membro dele em sua mão entre os corpos, assim como um dos mamilos com a outra, iniciando estímulos em ambos enquanto suas línguas se afagavam dentro de suas bocas.

Minutos se passaram, não parecendo muito para os dois que se mantinham com seus desejos aflorados.

— N-Nijimura-san... Eu quero você por inteiro... Em mim. —Akashi gemeu mais que manhosamente seu nome, proferindo as palavras que não soaram vergonhosas no momento por não se importar com aquilo, mas causando certo rubor no rosto do mais velho.

O olhar rubro do mais novo estava completamente deixando explícito o quanto queria, queimando nos negros que não lhe tragavam mais. Apenas se juntava ao seu, misturando ambas as intensidades, formando uma harmonia entre eles única.

As mãos de Shuuzou se apossaram de novo da cintura de Seijuurou, apertando-a ao usufruir de uma força maior para poder prosseguir a entrar nele. Era deveras apertado, assim como se lembrava dos anos atrás.

Ele se guardou todo esse tempo para si, sempre na esperança e acreditando que Nijimura era o único para a sua pessoa. Não se arrependeu e nem pensou em voltar com tais decisões em nenhum momento. Estava sendo provado o quão bom fora fazer isso naquele momento.

O pênis estava somente com a metade dentro, e mesmo ali, era espremido pelas paredes internas quentes e macias a massagear seu membro, notando que a contração de Akashi era enorme a tal ponto.

Apartou meramente seus movimentos ali, voltando a um beijo com o ruivo, tentando fazê-lo relaxar mais um pouco, sendo possível após alguns minutos voltar com seus movimentos, entrando dessa vez nele por completo.

A sensação era avassaladora, a luxúria que o cobria, o prazer a cercá-los e inundá-los de momento. Para o mais novo deveria ser tudo não mais que um incômodo, que esperava passar a cada segundo que ofegava após um ósculo apartado.

Shuuzou não se movimentou mais após aquilo, tendo seus lábios a capturar um dos mamilos dele, sua mão a glande do pênis do ruivo, que ainda estava duro e gotejava o pré-gozo, denunciando que o prazer estava sobressaindo o incômodo e possível dor.

As mãos de Akashi seguiram para ambas a cada lado do rosto do moreno, tomando-o nelas e aproximando a boca da sua. Sussurrou palavras desconexas, algumas que nem ao menos foram ouvidas por nenhum dos dois. Somente seus pensamentos tinham o conhecimento delas. Mas só seu coração sabia como eram importantes, fortes.

A sorrir para o mais velho e assentir junto de um beijo em seus lábios longo, o maior arriscou-se a começar a estocá-lo, saindo quase que completamente, tendo um novo estalo de suas bocas a acompanhar a cintura que batia de encontro às nádegas.

O primeiro gemido em regojizo da parte do mais novo saiu por seus lábios durante o ósculo compartilhado, tendo seu rebolar tímido para ele repetir a investida contra si, tendo um repuxar de canto em seu rosto denunciando como ele estava a se portar.

A malícia e luxúria por ambos, descritas no sorriso o qual trajavam, a maneira a trocarem um olhar. Estavam em seus mundos de prazeres.

As estocadas de início foram lentas e fracas, apenas saindo e entrando em Seijuurou, tendo um fraco ecoar dos corpos se chocando. Esperando ele estar totalmente acostumado até poder começar a se mover de maneira mais rápida, forte.

As unhas curtas de Akashi arranhavam os ombros de braços de Shuuzou conforme seu ritmo elevava, seu pênis batia em seu limite e lhe dando um prazer imensurável a tocar-lhe a próstata.

Os gemidos já não eram mais baixos e liberados apenas para dar a Nijimura o prazer de ouvi-los, agora era por sua própria vontade, a incapacidade de não conseguir detê-los e nem querer isso.

Ecoavam no quarto junto de seus corpos, já com uma fina camada de suor em algumas partes a transparecer seus movimentos contínuos.

A mão do moreno realizava uma masturbação em Seijuurou, fazendo este acabar por não se conter nem o mínimo, sendo mesmo até capaz de vizinhos escutarem este ato obsceno a ocorrer caso estivessem em casa.

Seus lábios alcançavam seu pescoço, tornando-o repleto de marcas avermelhadas, que não demorariam a se tornarem mais escuras e ficassem em sua tez durante algumas semanas.

Quem dera sua presença também durasse com o menor por mais este tempo.

Não sendo o suficiente, Shuuzou marcou-lhe com os dentes, deixando uma visível marca na pele, tendo até mesmo certos furos pequenos no local em que suas presas fincaram nele. Virou o corpo de Akashi no colchão, tendo-o de costas para si, ficando com o tronco suspenso por seus braços um pouco dobrados, ajoelhado na cama, tendo a traseira de forma livre ao mais velho.

O maior retomou as investidas no interior do ruivo, tendo suas mãos na carne macia das nádegas que segurava, perfurando a tez também ali com suas unhas, marcando-o. De diversas formas.

Seu pênis era massageado a cada estocada que realizava já comprimido pela cavidade quente e apertada de Seijuurou, tendo um fácil deslizar por como ele se acostumava após dar início. O corpo do ruivo se contraía algumas vezes, acabando por liberar um urro evidente, que arranhava sua garganta para sair e expressar seu prazer.

Sua boca alcançou a nuca do menor, recebendo um olhar de canto dele rapidamente. Riu audivelmente, tendo sua respiração um pouco pesada a bater na pele, acabando por arrepiar seu corpo por inteiro. Não havia nem lhe tocado ainda...

— Nijimura-san... Mais forte... — Seijuurou pediu, rebolando contra a cintura dele que havia parado ali, recebendo os dentes em sua nuca de maneira forte, acompanhando de um chupão em seguida com a mesma intensidade.

Ambas as mãos do moreno foram ao peito do ruivo, não soltando a tez de seus lábios e dentes, quase saindo de sua cavidade, a voltar com mais força, assim como ele havia praticamente lhe implorado com o olhar.

Um gemido alto, em seguida de um som de satisfação da boca a salivar do menor fora perceptível, sentindo seu corpo ser empurrado para trás a cada vez que ele investia contra si. Tocando-lhe a próstata repetidas vezes, de maneira alucinante, não dependendo de velocidade, conhecendo-o e fazendo-o sentir o prazer a sua maneira.

O corpo de Akashi era facilmente manuseável, sendo atingível o nirvana pessoal, impedindo-o de gozar ao voltar numa investida comum. Suas estocadas rápidas, fazendo os corpos terem um atrito de pele imenso.

Seus gemidos, arfadas, até mesmo pequenas palavras em alto tom eram o suficiente para lhe dar o ápice, tendo somente ele em suas mãos, o contato profundo de seus corpos. Tê-lo só ali era o que bastava e o que sempre bastou.

Não sabiam quanto tempo se passou, nem era de importância alguma para ambos.

Seijuurou tinha visíveis espasmos conforme a mão em seus pênis aumentava o ritmo da masturbação, acabando por deixar seu tronco cair na cama, deixando o rosto rubro se enterrar no colchão, gemendo ali sem uma pausa.

Gozou em jatos longos e rápidos no lençol da cama, sujando também sua barriga e um pouco dos braços ao redor do corpo, amolecendo praticamente por inteiro, restando apenas Shuuzou a lhe segurar para manter sua cintura ainda erguida.

As mãos do mais velho largaram o corpo que ainda mantinha parcialmente para ficar em sua altura da cintura, deixando-o descansar ali por apenas meros segundos. Logo tomou sua perna direita a erguê-la e passar em cima de seu ombro esquerdo, voltando a estocá-lo com vigor.

Seijuurou ainda se recuperava, apenas podendo sentir seu interior ser investido de maneira contínua e forte, rápida, tocando-lhe da maneira que facilmente Nijimura conseguia, tendo o corpo a responder em forma de uma segunda ereção a se formar conforme seus gemidos também aumentavam.

O moreno fitava o menor largado na cama, voltando com suas forças de pouco em pouco, fitando-o com imenso rubor ao mesmo tempo em que desejo. Os braços menores dele se estenderam para sua pessoa, querendo-o perto, tendo um tato maior. Necessitando da boca dele a sua.

Um novo ósculo dera início, e os dedos de Shuuzou apertavam fortemente a coxa que mantinha mais separada possível do corpo para estocá-lo. Os lábios separaram quando sua própria respiração se tornou ofegante, denunciando pequenos urros e suas arfadas discretas.

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As próprias mãos de Akashi trabalhavam em seu membro dessa vez, querendo atingir o próprio nirvana enquanto via e sentia Nijimura se desmanchar em seu interior, acabando por até mesmo escorrer um pouco de seu sêmen para fora de sua cavidade ao retirar o pênis, se desfazendo em seguida em suas próprias mãos e dedos.

As respirações ofegantes substituindo os estalos e choque dos corpos. O corpo de Shuuzou a se deixar em seu lado, trazendo-o para seu peito, não ligando nenhum dos dois por estarem deitados no lado errado da cama.

Treino, locomovendo-se de um distrito para o outro, uma pequena sessão de presentes, uma comida que ocasionalmente lembrava-lhe a infância. Uma sessão de fotos que traria possíveis surpresas no dia seguinte. Uma noite com o homem que fazia surgir sentimentos estranhos em seu peito desde o dia que passaram a treinar juntos após o próprio treino comum na escola.

Estava tudo mais que completo para si dessa vez, e poder sorrir para Nijimura após tudo isso em seus braços era o melhor de tudo.

Mas ver o sorriso entristecido dele ao não aguentar mais, fechando os olhos e se render ao sono não fora a última cena que queria para si.

~>~<~

Acordou com as vozes vindas do outro cômodo, tendo uma leve pontada em dor na sua cabeça pelo timbre lhe doer ouvidos.

Uma em especial parecia querer adentrar o quarto, estando no corredor e tendo outras a discutirem consideravelmente alto para mantê-lo longe. Não era preciso dizer quem era.

Abriu os olhos de maneira lenta, fitando o teto branco e sua luz no centro do mesmo. Estava deitado para o lado da cabeceira da cama. Não precisou nem ao menos apalpar a cama em seu lado, já que se recordava muito bem de ter dormido em cima dele.

Não pude dizer que o amava...

A sensação de chorar lhe assolou nos primeiros segundos, levando o pulso para cobrir os olhos, esperando que molhasse sua pele com as lágrimas já no canto de seus olhos. Nada.

Algo quente estava em seu pulso, e necessitou de abrir os olhos para conferir no mesmo momento.

Ao ter a visão completamente nítida, pôde notar algo quase igual ao seu cachecol.

Era uma munhequeira, nas cores do arco-íris igualmente.

Não pôde evitar sorrir, igual à Shuuzou como na última imagem que teve dele em sua mente antes de adormecer. A vontade de chorar havia lhe abandonado, de uma forma diferente.

Podia notar o quarto arrumado, suas roupas dobradas de uma maneira um tanto desleixada sobre a cômoda do lado da cama, os lençóis aparentemente ainda sujos, tendo outro a cobri-lo devido a sua ainda nudez.

Colocou a mão direita a qual tinha o pequeno acessório novo, seu presente pelo visto, em cima do peito, enquanto tinha uma lágrima intrusa a escorrer pelo olho e umedecer os fios próximos.

Como fez na primeira vez, prosseguiria conforme tinha que ser não alimentando esperanças nem mesmo quando olhasse para o que lhe foi deixado para trás.

Sem ninguém a surgir novamente e mudá-lo mais um pouco, apenas sendo si.

O dia que poderiam ficar juntos ou definitivamente separados poderia estar perto. Ou até mesmo longe, quem sabe.

Não o esperaria novamente, assim como desta vez.

A surpresa é o melhor de tudo, e se tratando de Akashi, ainda mais em datas que deveriam passar em branco.

Notas finais
Cara. Socorr. Ficou maior do que eu pensava. -qq Espero que todos que chegaram até aqui tenham gostado! Deixem review, vossas opiniões são de deveras importância para mim, ainda mais por tanto tempo sem postar nada e fazer um lemon. Estava travada. ;u; Digam se gostaram ou não! Erros, o que quiserem!Kissus da Tia Sociopata e jya nee~!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!