My Bulletproof Heart

9 8-You did a lot of stupid things


Notas iniciais
Well, desculpa se não ficou muito bom esse capítulo. Na verdade eu só fiz ele pra afogar minhas mágoas ¬¬ mas, depois que eu me acalmei, eu achei que ficou até bom, portanto, só fiz algumas pequenas mudancinhas e acho que está bom assim.

Acabei passando a maior parte do dia na estação de metrô abandonada. Quando fui para cara, já eram umas oito horas da noite eu estava com uma dor de cabeça forte e os meus olhos estavam vermelhos. Eu tinha que dar um jeito de disfarçá-los, ou minha mãe poderia desconfiar.

Entrei em casa com o maior cuidado possível. Infelizmente, mamãe estava sentada no sofá.

-Frankie, aonde foi?

-Andar por aí.

-E por que está com os olhos vermelhos?

-Ah... É... É porque eu estava chorando. – menti.

-Frankie, acalme-se. Seu pai já deve estar vindo e nós resolveremos isso tudo, ok? – ela sorriu, tentando me reconfortar. Eu simplesmente assenti e sentei-me do seu lado.

Esperamos por minutos que pareceram horas, até que vi meu pai abrindo a porta.

Ele era alto, com os cabelos negros como os meus e os olhos castanhos. Normalmente era um cara divertido e sorridente mas, hoje, estava com a cara fechada e uma expressão pensativa e séria.

-Olá, Linda. – disse ele, formalmente.

-Olá.

-Oi, Frankie.

Não respondi e apenas olhei para o lado. Pude ouvir meu pai suspirar com desânimo.

-Olha, eu... – minha mãe o interrompeu.

-Depois do jantar você fala, ok?

Ele assentiu.

Evelyn apareceu alguns minutos depois, dizendo que a comida estava pronta. Todos fomos para a exageradamente grande mesa de jantar e comemos em um silêncio extremamente desconfortável.

Enquanto comíamos, meu pai me examinava, o que não ajudava em nada o meu desconforto. Eu fingia estar interessado em qualquer coisa: No saleiro, na comida... Em tudo, menos nele, pois seus olhos demonstravam pena, que é um dos sentimentos que eu mais odeio no mundo.

Após terminarmos de comer, Evelyn apareceu e tirou os pratos e panelas, deixando apenas o arranjo floral que minha mãe tinha comprado na esperança de alegrar um pouco o ambiente.

Fiquei encarando as tulipas vermelhas enquanto minha mãe e meu pai, aparentemente, dialogavam com os olhares.

-Ok, chega. O que está acontecendo?! – disse meu pai.

-Me diga você o que está acontecendo. – me surpreendi.

-Por que está com os olhos vermelhos?

-Ah, não sei, quem sabe porque você, do nada, resolve se separar!

-Filho, acalme-se... – minha mãe foi interrompida pelo meu pai.

-Não foi do nada, eu andei pensando bastante nisso! – ele respirou fundo, tentando se acalmar – Olha, peço que vocês dois escutem o que eu tenho a dizer antes de protestarem. Pode ser?

Eu e minha mãe assentimos.

-Primeiro, quero que saibam que eu amo vocês dois e que eu não estou com nenhuma outra mulher, Linda. O problema é que eu não consigo passar tempo o suficiente e, em pouco tempo, eu não seria mais um pai para você – ele gesticulou na minha direção – E nem um marido para você. – ele olhou para minha mãe.

-Ah sim, o típico “não é você, sou eu”. –resmunguei.

-Shh. Deixe o seu pai falar. – rallhou minha mãe. Revirei os olhos e apoiei meus cotovelos na mesa.

-Por causa disso, eu estou com medo de machucar vocês dois e decidi tomar esta decisão.

-Ah, grande decisão. Evitar uma merda para fazer outra maior ainda. Muito obrigada, hein, pai?! – senti meus olhos arderem.

-Frank, me desculpe.

-É tudo o que você sabe dizer, não é? Quer saber, esquece, faz o que você quiser, eu vou dormir. Boa noite, mãe. – levantei-me e saí da sala, sem dar nenhuma explicação.

Porém, era óbvio que eu não ia dormir. Eu sabia que havia outro omtivo que ele não queria me contar. E eu sabia também que ele estava omitindo algo naquela frase. Por isso, virei o corredor e entrei pela porta dos fundos da cozinha, dando de cara com Evelyn.

-Meu deus! O que faz aqui? – exclamou ela.

-Shh, eu imploro, por favor, não conte para a minha mãe que eu estou aqui ouvindo a conversa dos dois. É só que eu acho que meu pai mentiu para mim e eu queria confirmar isso. Será que você poderia fazer esse imenso favor para mim?

Ela pensou por alguns minutos e acabou aceitando.

-Obrigado, Evelyn. – suspirei aliviado. Evelyn era mesmo uma santa.

Abri a porta minimamente e me escondi atrás da poltrona. Ali era um ótimo lugar pois, caso alguém viesse, eu poderia correr de volta para a cozinha.

Comecei a escutar a conversa.

-Admita, aquelas razões foram só uma fachada. Qual é o verdadeiro motivo? – perguntou minha mãe.

-Eu... Linda, me desculpe, mas... Eu não sinto mais nada por você.

Senti minha mãe prender a respiração.

-C-como assim?

-Eu conheci essa garota... Chamada Kaitlyn e... E nós conversamos e acabamos dormindo juntos... E... Ela me fez ver que o que eu sentia por você... Acabou. Eu ainda te respeito e tudo o mais, mas... O que eu sentia antes por você já não é mais o mesmo sentimento.

-E por que continuou comigo durante esse tempo todo?

-Por causa do Frank.Eu sabia que ele ficaria arrasado se soubesse e achei melhor deixar ele crescer um pouco até fazer isso.

-Ah é, deixá-lo se acostumar ainda mais com você para, finalmente, deixá-lo.Grande plano!

-Não, Linda. Você acha mesmo que eu passava as noites trabalhando? Eu passava as noites longe daqui para fazer o Frank sentir menos amor por mim.

-Pelo amor de deus, Frank, isso é a coisa mais idiota que você já fez! E olha que você já fez muita coisa idiota!

-Namorar você foi uma delas.

-Como é que é?

-É isso aí, Linda. Namorar você foi um erro.

-Então está dizendo que o nosso filho foi um erro?!

-Está brincando? Ele foi o maior erro de toda minha vida! Olha só pra ele: Vive maquiado de um jeito estranho, as notas estão lá embaixo, não é forte, não é popular, não tem namorada e tem uma grande chance de ser um boiolinha!

Levantei-me lentamente da poltrona para que os dois pudessem me ver. Meu rosto, agora riscado pelas lágrimas, estava corado de raiva, porém, meus olhos demonstravam uma calma gélida.

-Ah... F-Frank... Er...

-Não precisa explicar nada não, pai. Sabe, eu sei que eu não sou o melhor filho do mundo mas, pelo menos, você podia ver as minhas qualidades também. Ou nem isso você sabe fazer?

-Filho... E-eu...

-Esquece. Conseguiu o que queria. Quer que eu te ame menos? Meus parabéns.

Empurrei-o para o lado, o forçando a me dar passagem e fui em direção às escadas para ir dormir. A última coisa que ouvi antes de fechar a porta foi minha mãe gritando “Viu o que você fez?”. Depois disso, mergulhei no silêncio reconfortante do meu quarto.

Notas finais
Ok, vocês devem estar querendo me matar por três simples razões:
1- O Gerard não aparece faz um tempo
2- Eu estou deixando vocês curiosas
3- Eu estou ferrando com a vida do Frankie. Sorry, é.
Porém, não matem esta autora inocente *-* eu juro que a vida do Frank vai melhorar *-*
Ah, e lembrando a vocês que o Frankie tem o mesmo nome do pai. Só pra não deixar ninguém confuso, é.
Enfim, até o próximo!