Notas iniciais
SORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRYSORRY!
EU FALEI QUE IA POSTAR SEXTA!
EU NÃO TIVE TEMPO PRA PORRA NENHUMA ESSES ÚLTIMOS DOIS DIAS!
Eu ia postar mais cedo, JURO! Mas eu tive que sair com a minha mãe, só voltei de noite e ainda fiquei procrastinando, eu sou horrível, mil vezes desculpa!
Enjoy ;s

–N-nasceu? – gaguejei, nervoso.

A médica assentiu, sorrindo. Ela nos levou até a sala onde Lindsey estava. Ela segurava um pequeno embrulho de panos e estava coberta por um lençol de linho. Sua expressão era de felicidade enquanto observava o embrulhinho. Aproximei-me cautelosamente, sendo seguido de perto por Frank. Ao nos ver chegando, Lindsey sorriu. Não parecia estar nem um pouco abalada com o fato de seu próprio filho ser fruto de uma relação sexual violenta. Parecia estar determinada em amar o pequeno...

O pequeno... Er... Espera...

–Qual o nome dele?

Lindsey franziu a testa.

–Boa pergunta... Não pensei nisso... Era muita coisa na minha cabeça, entende?

Assenti. Subitamente, ela fez uma cara de quem teve uma ideia.

–Quer segurá-lo?

Franzi a testa. O bebê em seus braços me olhava inocentemente, sem saber de nada. Frank, que estava ao meu lado, riu de minha expressão de medo.

–Vai logo, você não vai quebrá-lo nem nada.

–Eu só tenho medo de machucá-lo...

Ele me deu um selinho.

–Você é a pessoa mais carinhosa e doce que eu conheço. É impossível você fazer algo de ruim a ele.

Suspirei e consenti. Lindsey passou o bebê lentamente para os meus braços. Segurei a pequena criatura de um jeito levemente desajeitado, fazendo Frank, Lindsey e a médica rirem.

–Não tem graça. – fechei a cara. Voltei a observar aquele projeto de gente. Nunca fui bom com crianças e eu não sabia se estava realmente gostando daquela experiência. O bebezinho passou a olhar nos meus olhos e, de repente, ele começou a morder os próprios dedinhos. Levantei uma sobrancelha, mas não disse nada.

Até que não tinha sido tão ruim.

–Até que não foi um desastre... – comentei, ainda segurando o bebezinho.

–Viu? – a médica sorriu.

–É, mas agora tira ele de cima de mim.

–M...

–TIRA. ANTES QUE ELE ESCORREGUE DAS MINHAS MÃOS.

A médica franziu a testa e tirou o bebê de minhas mãos. Frank abriu a boca para dizer algo, mas desistiu logo depois e se contentou em torcer as mãos, nervosamente.

–Quer segurá-lo também? – indagou Lindsey, sorrindo.

–É... Bem... Sim. – ele se resignou, corando levemente. A médica riu e entregou-lhe o pequeno bebê. Frank sorriu, um sorriso sincero. Seu rosto ficou iluminado.

–Oi, pequeno... – murmurou ele, rindo.

De repente, o bebê fez algo inesperado: sorriu de volta para ele.

Aquela criaturinha tão pura e inocente sorriu para ele.

Frank se espantou tanto quanto os outros. Lindsey sorriu e falou:

–Awn, ele gostou de você!

–É... Talvez... – Frank franziu a testa.

POV Frank

Como assim aquele bebê sorriu pra mim?

Eu hein.

Estranho.

Devem estar se perguntando por que quis segurar o bebê. Sinceramente? Eu não sei, só senti que deveria fazer isso. Era meio que o certo a fazer...

... Mesmo que eu não saiba o porquê. Resolvi não discutir com meu subconsciente e simplesmente aceitar o fato de que eu precisava segurar aquele projeto de gente.

Eu podia não gostar da Lindsey, mas eu tinha que admitir que o bebê dela era fofo.

O pequenino começou a observar o ambiente ao seu redor, de um jeito inocente.

–Você não faz ideia de por que nasceu, não é? – sussurrei tristemente, sem que os outros ouvissem – Acho melhor eu dar você para a sua mamãe de novo.

Gerard e Lindsey, que conversavam, não ouviram nada do que eu disse, felizmente.

–Bom... – falei, em um tom mais alto – Até mais, Jimmy.

Foi só aí que eu me toquei do nome que eu tinha chamado o bebê de Lindsey. Mordi o lábio e murmurei “desculpe” antes de colocar o bebê nos braços da médica e sair correndo da sala, totalmente vermelho de vergonha. Ouvi passos atrás de mim e vi que era Gerard. Ignorei-o e andei até os jardins do hospital, sentindo o vento frio da madrugada bater em minha face.

–Frank, o que houve? – indagou ele.

–Dói demais, Gee! – gritei – Eu quero o meu Jimmy de volta! – desatei a chorar. Gerard me abraçou e afagou meus cabelos enquanto murmurava palavras doces em meu ouvido, tentando me acalmar. Quando isso aconteceu, ele levantou meu rosto levemente.

–Não fica assim, tá? Eu sei que o seu irmão está mais feliz, seja lá onde estiver.

Assenti e funguei. Senti a ponta de seus dedos frios acariciarem minha bochecha. Enterrei o rosto em seu pescoço e fechei os olhos, sentindo seu perfume doce.

–Obrigado, Gee. Você é o melhor namorado do mundo e eu te amo muito. – murmurei, com a voz um pouco rouca e manhosa. Senti ele me abraçar e sorrir.

–Eu também te amo, meu bebezinho lindo.

Corei fortemente e beijei seu pescoço. Separei-me dele e limpei um pouco meu rosto. Ele sorriu e disse:

–Vamos voltar pra sala?

Assenti. Andamos lentamente de volta à sala, onde encontramos Lindsey sozinha, deitada na maca. Ela me direcionou um olhar preocupado.

–Tá tudo bem, Frank?

–S-sim... – murmurei – Desculpa por sair correndo... É que eu me lembrei de umas coisas não muito agradáveis...

–Sem problemas. E... Sabe, Frank... Eu gostei.

–Do que?

–Do nome. James. Você conhecia alguém com esse nome?

–Era um... Parente bem próximo, vamos dizer. E... Hm... Ele morreu há alguns anos.

–Ah... – ela me olhou com compaixão – Meus pêsames, Frankie!- Frankie? Olha a intimidade – Eu também tinha um parente que morreu há uns anos... Bom, na verdade, ele não era meu parente direto, e sim, meu meio-irmão... Mas eu via ele com frequência... – ela franziu a testa – Na verdade, ele também se chamava James... Ei, espera, qual é o seu nome?

–Frank Iero. Por quê?

Ela arregalou os olhos e um misto de alegria e choque transpareceu em seu rosto.

–Frankie?! Sou eu, Lindsey Ann Ballato! Não se lembra de mim?

Parei para pensar por um tempo. Lindsey Ballato. Ballato... Já ouvi esse nome em algum lugar.

De repente, uma enxurrada de lembranças me acertou: eu e uma menininha de marias-chiquinhas brincando juntos, eu e a tal menina rindo, discutindo, conversando... E nos abraçando.

–Lyn?! – gritei, totalmente chocado e surpreso.

Eu havia achado novamente a minha meia-irmã.

Notas finais
Sabe-se lá quando o próximo vai sair. Na verdade, já está parcialmente completo, mas eu preciso do humor pra escrever.
Enfim.
Sinto-lhes dizer que a fic já está chegando ao fim :x
Mas ainda temos alguns capítulos, podem deixar.
Beijo.