My Bulletproof Heart

42 41-Thank you. For everything.


Notas iniciais
Bom dia pra vocês! Feliz páscoa, meus lindos -qn
Bom, eu ia postar antiontem, mas um certo coelho chamado FRANK teve outro filho, então eu fiquei animada demais pra conseguir fazer qualquer coisa aqui no Nyah -qn
(Já não basta as gêmeas não? Compra uma televisão, mano. Para de ter filho -q)
Enjoy!

Por causa de tudo o que aconteceu lá em casa, passei a morar com Gerard por alguns dias. A mãe dele não viu nenhum problema nisso e, quando Gerard mencionou o motivo para eu começar a morar lá, ela me lançou um olhar de compaixão e me abraçou, dizendo que faria o máximo possível para eu me sentir bem naquela casa. Donald também não fez objeções e disse que ia ser legal me ter por perto. Mikey ficou particularmente feliz com a notícia e saiu saltitando pela casa de felicidade. Posso afirmar que o fato de que eles me queriam dentro daquela casa me deixou bem melhor do que antes.

Gerard estava puxando o colchão debaixo da cama dele enquanto eu apenas assistia. Aquilo me deixava um pouco desconfortável e fazia eu me sentir um pouquinho inútil, mas não mencionei isso. Apenas continuei sentado, observando Gerard arrumar a cama.

-Pronto. – disse ele, suspirando.

-Muito obrigado, Gee... Não precisava fazer isso por mim, você sabe disso, né?

Ele fez que não com a cabeça.

-Você não entende, não é? Eu sinto a necessidade de te proteger. Eu preciso fazer isso sim.

Abri um meio sorriso tímido e engatinhei até a cama. Observei Gerard. Ele estava particularmente engraçado com aquele pijama verde claro que destoava completamente de sua aparência sombria. Ri discretamente, mas ele notou.

-Tá rindo do que? – ele levantou uma sobrancelha.

-Do seu pijama.

Ele bufou.

-Diz o homem vestindo um pijama de guitarrinhas. – disse ele, apontando para o pijama que eu usava. Corei fortemente enquanto ele ria.

-Awn, era brincadeira! – ele beijou meu rosto e se deitou na própria cama. Olhou a hora e decidiu que era melhor dormirmos. Gerard se esticou até alcançar o abajur, desligando-o.

-Eu podia ter feito isso, sabia? Estava mais perto de mim.

-Eu sei. – ele deu de ombros – Mas eu estou fazendo isso de propósito.

-Isso o que?

-Fazendo você se sentir inútil. – ele abriu um sorrisinho. Arqueei as sobrancelhas.

-Ah, muito obrigado, senhor Way! – me enfiei debaixo das cobertas, tapando minha cabeça também. Tudo isso só de birra. Ouvi Gerard rir baixinho e puxar minhas cobertas para baixo, me cutucando levemente. Mesmo assim, me recusei a virar em sua direção.

-Frankie, desculpa! Não faço mais isso! – ele ria muito. Fiz um barulho de falso escárnio e continuei com os braços cruzados – Frankieeeeeeee, por favor!

Suspirei fundo e olhei para ele. Gerard sorria de modo doce. Senti seus dedos afastarem minha franja e ele sussurrou:

-Boa noite, Frankie. – ele beijou minha testa e se virou, deitando-se novamente.

-Boa noite, Gee... – murmurei baixinho. Virei-me para o lado oposto, fechando os olhos e tentando dormir.

-X-

Um...

Dois...

Três...

Três.

Três vivas para a doce vingança.

Sangue...

Matar...

Vingança...

Sweet... Sweet Vendetta...

Acordei suando frio e me apoiei na cama com meus dois braços, meu coração batia descontroladamente. A imagem de Gerard todo coberto de sangue me assustava mais do que tudo nessa vida. Era estranho, pois já fazia algumas semanas que eu não tinha esse tipo de pesadelo. De qualquer forma, passei a mão por minha testa, tentando tirar um pouco do suor frio que escorria. Enquanto tentava me levantar para ir beber um copo d’água, acabei acordando Gerard sem querer.

-Frankie... ? – perguntou ele, a voz rouca e mole de sono – O que houve?

-Volte a dormir. – minha voz saiu entrecortada sem querer, o que alarmou Gerard ainda mais.

-Frank, o que... Por que sua testa está suada?

-N-nada... Foi só um pesadelo...

-Ah... – murmurou ele.

-Eu v-vou... Beber água e j-já volto, ok?

Ele assentiu e se sentou na cama, aguardando. Desci as escadas, bebi água e voltei para o quarto, fechando a porta atrás de mim. Gerard continuava na mesma posição de ontem, apenas esperando o meu retorno. Sentei-me no colchão e ele indagou:

-Então, vai me contar o que você viu no seu sonho?

-Eu não quero te chatear com isso, Gee...

-Por favor. – pediu ele.

Suspirei fundo e concordei.

-Eu... Eu ando sonhando com isso faz um tempo, ok? Já estou acostumado.

Ele assentiu.

-Eu estava andando em um... Acho que era uma espécie de labirinto... – franzi a testa – E... Eu conseguia ouvir alguém falando coisas estranhas... Como... Três vivas para a doce vingança... E... Bom... Eu vi... – comecei a tremer nesse ponto – Eu vi voc-cê... Deitado em um caixão... E c-c-coberto de s-sangue... – lágrimas começaram a riscar meu rosto – Eu... Eu... Ah, Gee, eu não quero te perder!

Ele suspirou e fez um gesto para que eu me sentasse em sua cama.

-Você não vai me perder, Frankie. Não se preocupe, não vai acontecer nada, eu prometo. Foi só um sonho. – ele me abraçou.

-Eu sei... M-mas foi t-tão real! – gaguejei – Além do mais... Voc-cê já sonhou algo p-parecid-do! E isso n-não é norm-mal!

Ele não respondeu, simplesmente afagou minhas costas, tentando me reconfortar.

Continuei chorando em seu peito por um longo tempo, até que caí no sono sem perceber.

-X-

POV Gerard

Eu tinha que admitir: aquilo não era normal. O problema é que eu me recusava a acreditar nisso, eu continuava insistindo em dizer que aquilo era totalmente normal, mas não era. Eu não podia continuar me enganando: algo ruim ia acontecer comigo.

Senti que Frank roncava levemente em meu peito. Observei seu rosto sereno e cansado que dormia profundamente. Sorri involuntariamente ao passar a ponta de meus dedos levemente por suas bochechas rosadas. Ele resmungou alguma coisa e apertou seu rosto contra meu abdômen. Tirei-o de meu colo com cuidado e deitei sua cabeça em meu travesseiro. Deitei-me ao seu lado. Não sei por que fiz isso, acho que eu tinha esperanças de que, dormindo do meu lado, ele não se sentiria tão indefeso e não ficaria tão sujeito a pesadelos mórbidos como aquele. De qualquer forma, apenas abracei sua cintura. Frank se virou, ainda adormecido, afundando seu rosto na curva de meu pescoço. Suspirei, sentindo seu cheiro maravilhoso. Adormeci pensando no que aconteceria com Frank caso eu morresse.

-X-

No dia seguinte, acordei e vi que Frank não estava mais em meus braços. Olhei o horário e eram seis da manhã, o que significava que eu tinha mais uma hora para dormir e que minha mãe provavelmente ainda não estava de pé, já que ela não trabalhava às quartas. Meu pai já havia saído, o que significava que eu, Mikey, Frank e minha mãe estávamos em casa e, a essa hora, deveríamos estar todos dormindo.

Todos exceto Frank.

-Ah meu deus... – gemi, levantando e indo atrás de Frank. Procurei no escritório e não o achei, muito menos no banheiro e nem no corredor. Ouvi um barulho de panelas e deduzi que era minha mãe, portanto, desci até a cozinha para perguntá-la o que estava fazendo acordada a essa hora.

-Mãe? O que... – me surpreendi ao ver que não era minha mãe na cozinha, mas sim Frank – Frankie? O que está fazendo?

Frank ainda estava usando seu pijama de guitarra, tinha uma espátula na mão, um pote com um líquido amarelado na bancada ao seu lado e, ao lado do pote, quatro pratos com três panquecas cada um. Ele parecia estar colocando uma quinta em cada prato enquanto eu o observava. No fogão, havia uma frigideira com uma panqueca sendo feita. Ele se virou para mim e sorriu.

-Bom dia, meu amor!

-Bom... Bom dia... – murmurei, um pouco confuso – Por que... Er... – apontei vagamente em direção às panquecas. Ele pareceu entender.

-Eu... Me senti mal por não fazer nada nessa casa e... Bom... Também é uma forma de agradecer por vocês me acolherem. – ele deu um meio sorriso sem graça – E agradecer a você por me ajudar ontem à noite... Com o pesadelo...

Um sorriso se formou em meu rosto.

-Não precisava fazer isso, sabia, Frankie?

-Eu sei. Mas eu quis. – ele encolheu os ombros. Sorri mais uma vez e beijei seus lábios levemente – Agora sai daqui antes que eu queime as panquecas.

Ri em um tom levemente alto.

-Ok, ok, desculpa, cozinheira!

Ele bufou em desagrado e quase tacou a espátula em mim. Saí da cozinha ainda rindo.

Notas finais
Nhé...
É isso -q
Beijo .-.