My Bulletproof Heart

36 35-You're just a sad song with nothing to say


Notas iniciais
Vim postar rapidésimo porque tenho curso de inglês.
Título é uma parte da música Disenchanted.
Porque eu amo essa música -q
Mil e um obrigadas à linda da My Poison 1 pela recomendação maravilhosa! Dei pulinhos na cama quando vi ^^
Enjoy!

POV Frank

Acordei com um pingo de água que caiu em minha roupa e desceu por minhas costas. Gemi em desconforto e senti os braços de Gerard em minha volta. Seus dedos deslizavam levemente por meus braços, indicando que estava acordado. Ao ouvir meu gemido, ele disse:

–Bom dia, Frankie... – seu tom era carinhoso. Vire-me e beijei-o, aproveitando ao máximo sua presença.

–Bom dia. – sorri, com uma felicidade genuína. Eu estava mais feliz do que nunca e isso era visível. Chequei as horas e não tive notícias tão boas – Sinto que vou levar bronca.

–Eu ajudo você com isso. – disse ele, rindo docemente e distribuindo beijos em meu rosto – Vamos?

Levantamos-nos e começamos a caminhar para fora do parque, de mãos dadas. Será que era possível ficar mais feliz do que eu já estava? Provavelmente não. Minha vontade era de beijá-lo e abraçá-lo para sempre.

Agora eu tinha certeza... Eu me apaixonei por aquela figura atrapalhada, tímida e misteriosa.

No caminho, Gerard surpreendeu-me diversas vezes. Vez ou outra, ele me roubava um beijo ou me fazia carícias enquanto andávamos. Mas o que mais me surpreendeu foi quando ele me chamou de “meu”.

–Frankie?

–Hm?

–Posso lhe fazer uma pergunta?

–Claro.

–Você tem certeza que quer isso? – lancei-lhe um olhar indagador – Você sabe muito bem que nós dois vamos sofrer com o preconceito... E que vão rir de nós... Portanto, se você quiser voltar atrás, eu vou enten...

Soltei-me de sua mão e fiquei de frente para Gerard.

–Nunca mais diga isso. Eu não me importo com o que os outros digam, eu vou ficar com você, Gerard.

Ele sorriu docemente e beijou minha testa.

–Eu te amo, meu Frankie.

Foi a primeira vez em tempos que eu me senti, de alguma forma, protegido e amado. Segurei levemente seu rosto e beijei-o docemente.

–X-

Após vários minutos, chegamos a minha casa. Meu relógio de pulso marcava oito da manhã. Com um pouco de sorte, conseguiria chegar antes de minha mãe acordar.

–Obrigado por vir comigo... – sussurrei, à porta de minha casa.

–Não há de que. Vejo você amanhã, na aula?

–Com certeza. – abri um sorriso. Ele me deu um beijo de despedida e observei-o se afastar. Suspirei de cansaço e abri a porta de casa, evitando qualquer tipo de barulho, afim de não acordar minha mãe.

Atravessei a sala no mais completo silencio. Apesar de alguns rangidos, subi as escadas sem maiores problemas. Porém, quando eu estava abrindo a porta, a maçaneta escorregou de meus dedos e acabou batendo, o que produziu um som particularmente alto.

Fudeu, pensei.

Uma figura apareceu atrás de mim. Já estava rezando para que todos os santos me ajudassem quando finalmente percebi quem era.

–Frank?

–Zacky?

–O que faz aqui... A essa hora... Vestido assim?

–Er... Eu... – gaguejei. O semblante de Zacky estava confuso. Senti meus neurônios queimando enquanto tentava pensar em uma desculpa cabível. Suspirei, derrotado.

–Eu só voltei do baile agora.

Zacky ficou calado e pensativo, até que disse:

–Você ficou bêbado?

–O que? Não!

–Drogado?

–Não.

–Transou?

–Não!

Ele parecia que ia se arrepender de algo no futuro, mas mesmo assim disse:

–Não vou contar à sua mãe. Porém, em troca, quero que você melhore sua atitude comigo. Eu não quero lhe fazer mal, muito menos substituir o seu pai. Eu só quero ser seu amigo. Pode ser?

Gaguejei fracamente. Engoli em seco e assenti, a contragosto. Ele sorriu e disse:

–Agora vai para o seu quarto antes que ela acorde.

–Obrigado. – suspirei aliviado antes de entrar no quarto. Fechei a porta e me joguei na cama, caindo no sono minutos depois.

POV Gerard

Andei para casa, praticamente pisando nas nuvens. Eu estava total e completamente apaixonado por Frank. Eu lutaria por ele, faria qualquer coisa. Ele era tudo o que Lindsey não era: gentil, atencioso, engraçado, fofo... Lindsey era apenas... Sexy. E linda. Frank era sexy e lindo também, claro, mas ele era muito mais do que isso.

Lindsey...

Por onde será que ela andava?

Ouvi o barulho de um caminhão. Corri até a janela do meu quarto e vi um grande caminhão de mudanças parado na rua. A casa da frente possuía agora um anúncio colado na janela da frente escrito “VENDIDO”. Franzi a testa. Não estava acostumado com novos vizinhos, mas resolvi deixar para lá.

–X-

As paredes sujas de sangue... Batimentos cardíacos altos... Suponho que sejam os meus. Ouço passos, mas não me mexo. Não por falta de vontade própria, mas porque não conseguia. Abrir os olhos também não me foi possível. Percebi que os batimentos cardíacos também não eram meus. Comecei a ficar preocupado. Ouvi uma voz murmurando alguma coisa qualquer, até que outra voz, desta vez vagamente conhecida, disse:

–Três vivas para a doce vingança.

Sua voz era sinistra e maliciosa.

Acordei suando frio e com o coração batendo a mil. Esse tipo de sonho já havia se tornado frequente, mas isso não diminuía o meu susto cada vez que eu via este tipo de cena.

Passei a mão na testa, secando o suor. Provavelmente eu estava pálido. Peguei o celular e liguei para Frank, sem me importar com o fato de que havia lhe dado apenas duas horas de descanso.

Alô? – ouvi a voz cansada dele.

–Frank?

Gerard? O que houve? – seu tom era preocupado. Isso, de certo modo, era reconfortante. Saber que ele se preocupava comigo era reconfortante.

–Nada importante... Eu só tive um pesadelo...

Ah, meu amor... Foi só um sonho...

–Eu sei... Mas f-foi tão r-real!

–Gee, calma. Não vai acontecer nada, ok? Eu prometo.

–O-ok...

Não chore, ok? – eu podia sentir que ele tentava me reconfortar – Quer me contar como foi?

Contei a ele como foi o sonho. Ele passou alguns minutos pensando, até que disse:

Lembra de alguém que pode querer te fazer mal?

–Hmmm... O namorado da Linsdey?

–Talvez... Bom, de qualquer forma, esse sonho é impossível.

–Por que?

–Porque, provavelmente, se ele tentasse encostar um dedo sequer em você, eu cometeria um homicídio.

Não pude deixar de sorrir bobamente com esta frase.

–Obrigado, Frankie.

–Não há de quê. Ops, minha mãe acordou. Tenho que ir. Até depois.

–Até. – desliguei o celular e voltei a afundar a cabeça no travesseiro. Logo minha mãe bateu em minha porta.

–Bom dia, querido!

–Bom dia... – fiz minha melhor voz de sono.

–Já viu quem são os nossos novos vizinhos?

–Hm? Quem?

–Os Ballato! – ela sorriu animadamente. Arregalei os olhos e corri até a janela. Observando toda a mudança, estava o Sr. E a Sra. Ballato. Entre eles... Lyn-Z.

Com uma barriga protuberante.

Notas finais
Ainda estou com raiva do novo layout do Nyah.
Pra que vocês precisavam saber disso... ?
Não precisavam.
Enfim, estou atrasada já. Beijo.