My Bulletproof Heart
13 12-I'm in trouble
Notas iniciais
Porque eu dei preferência à leitura de fics do que à escrita de fics, é. Sorry. Enfim, não ficou muito grande porque eu estou com uma crise de imaginação muito trágica e porque eu estou preocupada com amanhã, que é a minha volta às aulas.
Sim, minhas aulas começam numa quinta feira. Vá entender.
Bom, enjoy!
Continuei escondendo o que tinha acontecido durante mais tempo. Ray e Bob começaram a desconfiar menos quando eu voltei com meu jeito sarcástico de ser. Porém, mesmo assim, continuavam a, ocasionalmente, me mandarem indiretas, pedindo para que eu contasse o que havia acontecido. Eu simplesmente me fazia de desentendido e fingia que não tinha entendido a indireta. Talvez eles soubessem que eu estava mentindo. Talvez não. Mas foda-se, não importava.
Comecei também a maneirar um pouco mais nas drogas...
Mentira. Eu continuo inalando cocaína. (In) Felizmente, estava acabando e, como aquele cretino imbecil filho da puta idiota do Markus sumiu, eu não teria com quem comprar.
Um belo dia, na aula de matemática (que, aliás, eu não estava entendendo porra nenhuma daquela merda de teorema de pitáco ou algo assim), a coordenadora apareceu na sala.
–Sr. Iero e Sr. Way. – chamou ela.
Pronto, fudeu.
Provavelmente o Sr. Waypensou o mesmo, pois empalideceu na hora.
Todos da sala começaram a trocar olhares ou risinhos. Bob e Ray murmuraram um Boa sortee eu fui encontrar meu fim.
A coordenadora fechou a porta após eu e o Way passarmos.
–Muito bem, a detenção de vocês será dividida entre vocês dois. Vocês passarão uma semana organizando os livros da biblioteca, começando na semana que vem.
–Uma semana?!– exclamei – Mas é muito tempo! Não podia ser só... Sei lá... Dois dias?!
–Se não quiser aumentar esse tempo, Sr. Iero, é melhor ficar quieto. – disse ela, virando-se e andando até as escadas.
–Se um dia eu mato essa...
–Você quer calar essa porra de boca?! – disse Gerard – Daqui a pouco, nós vamos ganhar mais uma semana de detenção.
–Que seja. – resmunguei, entrando na sala, de mau humor.
–Como foi, Franks? – perguntou Bob, baixinho, para que a professora não nos escutasse.
–Ah, ela só foi falar os dias da minha detenção. – resmunguei, me jogando na cadeira, de mau humor.
–Sr. Iero, o senhor quer fazer o favor de prestar atenção na aula?! – ralhou a professora de matemática.
–Na verdade eu não quero não... – respondi baixinho. Sem querer, saiu alto demais.
–Como é que é? – disse a professora. Todos os alunos riam e arregalavam os olhos. O novato me olhava com uma cara de “Qual é o seu problema?!”.
Mas eu não liguei para a expressão do Way.
Foda-se a opinião dele.
Foda-se ele.
–Escuta aqui Sr. Iero, vou fingir que não ouvi. Desta vez passa. Mas da próxima vez, meu bem, você vai para a diretoria e eu não quero nem saber, ouviu?
–Tá. – murmurei, sem nenhum humor e sem dar a mínima para o que a professora falava. Eu tinha mais o que fazer do que prestar atenção em uma velha maluca que não falava coisa com coisa.
Bob e Ray olharam para mim após a professora voltar a atenção para o quadro branco.
–Você pirou, seu retardado mental?!
–Foi sem querer! Saiu alto demais!
–Frank, você fala merda demais para os professores. Vai acabar sendo expulso. – disse Bob.
–Eu sei, eu sei... – retruquei, infeliz.
–Falando em merda... – notou Ray – Você tá com os olhos vermelhos. O que houve?
–Nada. – menti.
–Aham. Prazer, Bill Gates. É sério, o que houve?
–Ah... Eu... Eu só...
O sinal para o recreio nunca foi tão bonito e melodioso quanto naquele dia.
–X-
Consegui me esquivar das perguntas de Ray e Bob sobre o que aconteceu. Não me pergunte como, eu só consegui inventar umas mentiras tão doidas que, por um milagre, eu consegui convencê-los de que nada havia acontecido.
Em compensação, outro problema me surgiu.
–Oi. – disse uma figura ao meu lado, no recreio, enquanto eu esperava Bob e Ray terminarem de pegar uma coisa qualquer na sala.
–Hãn... Oi.
A figura se recostou ao meu lado e eu pude ver seu rosto.
–Ah, é você. O que quer, Way? – resmunguei, de má vontade.
Sua expressão era séria, mas parecia esconder um pouco de preocupação.
–Por que você fez aquilo?
–Aquilo o que?
–Você sabe muito bem do que eu estou falando, Iero! Por que você falou aquilo para a professora?!
–Me desculpe, protetor da professora. Mas eu não ia falar isso para ela. Saiu alto demais sem querer! Apesar de eu não gostar dela, não era minha intenção falar aquilo. – retruquei.
–Você não devia ter falado isso. Nem alto e nem baixo. – respondeu o novato, secamente. Eu revirei os olhos.
–Tá, mas pra que isso te importa?
–É tudo o que você sabe dizer, não é? “Não é da sua conta, não é da sua conta!” – ele elevou o tom de voz e eu fiz o mesmo.
–Eu não disse que não era da sua conta. Só perguntei por que isso te importa.
–ME IMPORTA. SÓ ISSO.
–TEM QUE TER UMA RAZÃO PARA VOCÊ SE IMPORTAR, WAY.
–VOCÊ QUER MESMO SABER POR QUE EU ME IMPORTO? PORQUE EU NÃO QUERO QUE VOCÊ SEJA EXPULSO! – ele disse isso, mas, pela sua expressão, se arrependeu minutos depois.
–C-como é? – gaguejei.
–Nada... S-só esquec-ce o que eu disse... – o novato saiu correndo, me deixando plantado no corredor do prédio, perplexo.
–Pronto! Já pegamos os... Frank? O que aconteceu? – vi Ray e Bob saírem da sala com os iPods na mão e me olhando, curiosos.
–Ah, não foi... Não foi nada. Só... Só vamos descer.
–Mas...
–Vamos. Descer. – murmurei entredentes. Os dois se entreolharam, mas me seguiram. Graças ao bom deus, os dois tinham aprendido que não valia a pena discutir comigo.
Notas finais
Enfim, estou achando que temos uma leitora na moita aqui. Apareça, eu não mordo, juro! A não ser que você seja o Frankie, aí eu mordo sim.
Bom, até o próximo o/
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