My Boys: The Fall

1 As Contratações


Notas iniciais
"--" = Mudança de tempo/ambiente e etc.

Em algum lugar da Itália um jovem loiro estava caminhando aparentemente sonolento pelas ruas de Roma, parecia procurar alguma coisa, ou até mesmo algo para comer.

– Onde será que está aquela padaria de pãozinho doce? Ficando com fome de novo.

Enquanto ele caminhava, sentiu um arrepio na espinha ao cruzar seu caminho com uma garota de cabelo um pouco longo, porém a maior parte do cabelo jogado de lado, seus olhos estavam fechados e a mesma estava sentada num banco perto de uma pequena lanchonete, a sensação que se passava por ele era de que mesmo com os olhos fechados ela o seguia. Ao terminar de cruzar o caminho por entre algumas mesas da lanchonete continuou a prosseguir para a padaria.

– Que estranho... Sensação de estar sendo observado na hora que passei em frente à lanchonete. Como se tivesse alguém ali me encarando.

Não tardando muito, já longe dali a garota abria os olhos e se levantava, sem expressar-se muito caminhou até adentrar a lanchonete onde pagava o tivera comido e saiu, entrando em carro preto estacionado próximo.

–-

Em semanas anteriores, perto do coliseu um rapaz sério caminhava com as mãos no bolso, tinha um olhar frio e aparentava ser do mesmo jeito, um tanto solitário. Parecia que tinha acabado de sair de um treino de espadas, parecia estar voltando a sua casa, quando ao passar por entre a multidão, podia sentir uma forte energia vindo de alguém, parou por um momento para observar a mesma, procurou-se focar na energia que sentia, só que era sorrateira e muito traiçoeira, mal pode ver a mesma se aproximar, as sombras a sua volta pareciam o observar, até que:

– O que é você...?

Não obtivera resposta, pois a mesma sumira em seguida. Ao olhar em volta novamente, parecia que tivera desaparecido no ar.

– Sensação de estar sendo observado e analisado por alguém...

–-

Num campo aberto, não muito distante da central de Roma, um rapaz de cabelos rebeldes negros e mesclado em algumas partes em vermelho, estava a aproveitar a leve brisa que se passava pelo campo, até virar um pouco o seu rosto para trás e perceber alguém.

– Oh... Finalmente apareceu é? Está há quanto tempo atrás de mim?

– Tempo o suficiente. Vou precisar de você em breve. Por favor... Prepare-se.

– Do que vai precisar de mim?

– Suas habilidades.

– Hum... O que ganharei com isso?

– Um dia irá saber.

–-

Um fim de tarde qualquer um rapaz estava no fliperama se divertindo com sua irmã, jogando algum tipo de jogo de luta. Até que ele percebe uma presença um tanto ameaçadora no local, ao olhar em volta não conseguira ver ninguém, exceto uma garota perto do balcão rindo, que parecia um tanto mais solta, o resto do local para ele parecia mais lento, antes de se voltar atenção no jogo, à garota movimentou-se para olhar e cruzou de repente com o olhar dele, a ausência de vida no olhar dela, foi o que mais o assustou, fazendo assim desconcentrar do jogo e quando foi ver tinha perdido pra irmã que estava rindo e zoando da cara dele.

– Mas o que aconteceu há alguns instantes...?

–-

Em um local, lembrando-se ser um beco escuro, tinha uma presença de um ser sombrio, uma de suas mãos escorriam sangue, ao olhar para trás e ajeitar seus óculos, pode ver apenas a silhueta de alguém.

– Quem és?

– Um dia quem sabe irá descobrir. Posso ver que estava executando alguma missão...

– Não... Estava me livrando apenas de algumas pedras em meus sapatos.

– Procura por mais poder... Ou está fugindo de algo?

– O que quer insinuar?

– Nada... Apenas quero lhe dar mais poder.

–-

Em algum lugar da Itália, extremo sul, existia uma mansão muito bem feita e com campos muito floridos, alguns diziam que a família de lá abandonou o local, porém havia vezes que carros e outras pessoas visitavam a mesma, viram poucas vezes os remanescentes proprietários saindo da casa. Lá dentro uma garota de cabelos longos e vermelhos caminhava pelos corredores, carregava algumas papeladas em mãos para levar a um escritório.

– Que comece a vistoria.

Ela levou uma das mãos a um telefone e chamou o mordomo, um rapaz belo de cabelos bem ajeitados e castanhos e de olhos heterocromios.

– Para o que me chamas Milady?

– Estive caminhando por está minha Itália... E vi pessoas de que me interessaram... Agora preciso saber se serão dignas de vir aqui... Você sabe o que tem que fazer... Mande os hackers da mansão, vasculhar toda a rede disponível na cidade... Quero cada detalhe, cada dado coletados desses rapazes...

– Como desejar Milady.

Esta é a Mansão Crivellaro, uma família de poderosas pessoas com dominações de alguns elementos e armas, a nova pessoa em seu comando é mais conhecida como Boss. Eles nem sempre a chamam assim, porém é como preferem chamar, são os poucos que sabem a verdadeira face do governante da mansão. Enquanto alguns dos rapazes da mansão estavam a vasculhar e hackear muitos dos sistemas de banco de dados da cidade, a garota começou a olhar os documentos em sua mesa, parecia um tanto séria e ao mesmo tempo cansada. No tempo que ficou concentrada no trabalho, o mordomo logo a veio chamar.

– Milady? Os nossos rapazes encontraram os dados de alguns dos rapazes que vossa pessoa encontrou... Deseja fazer um dossiê sobre eles?

– Quero cada detalhe sobre os mesmos em minha mesa em menos de uma semana... Fui clara?

– Com todas as letras Milady. Estarei pedindo para que os mesmos que encontraram os dados para passar a limpo e claro com copia para um pen drive para que possa acessar por si mesma os arquivos.

– Ótimo... Fico muito feliz com isso. Aproposito... Pode ver um pouco de suco de laranja pra mim? Estou com sede e não trouxe a minha garrafa de água.

– Sim Milady.

Um pouco mais tarde naquele dia, ela estava observando os dossiês dos rapazes, atenta a todos os detalhes, havia mais coisas do que ela esperava, encontrando desde gostos a desgostos dos mesmos.

– Isso é surpreendente... Os poderes deles são ocultos... Mal os mesmos sabem como lidar com isso... Serão ótimos para que eu possa treina-los e deixa-los cada vez mais forte... Será arrisco demais enfrenta-los... Mas se preciso, irei derrotar um por um...

– Milady... Você não pode se esforçar muito... Está ainda ferida desde sua última batalha.

– Eu estou bem. Apesar de que... Estou um tanto exausta. Quando poderão chamar os rapazes aqui?

– Em torno de uma semana... Iremos trazer os rapazes aqui na mansão. Mas o que poderíamos dizer?

– Bom... Aparentemente muitos deles estão desempregados... E só um ou dois tiveram passagem pela Máfia. Apenas diga que é uma proposta de emprego. Um deles... A aparência me é familiar de alguma forma.

– Melhor tomar cuidado milady... Sua sanidade de uns dias pra cá tem lhe alterado muito. Tende ficado exausta com mais facilidade.

– Sim. Eu sei disso, porém agora é hora de começar a reagir, se eu continuar parada... O que meus inimigos vão pensar que eu vou fraquejar agora... Isso só seria uma desonra a mais para a família e eu não quero deixar o nome mais sujo... Eu vou limpar cada gotícula de sangue impuro que respingou em mim... E –

Antes que pudesse terminar o mordomo a interrompeu.

– E assim levar adianta a sua vida... Matar ou eliminar seus inimigos não trará a honra de seus antepassados, Milady.

– Tem razão... Mas preciso vingar a morte daqueles inocentes... Ficaram... Indefesos. Quero poder defender aqueles que estão sobre a ameaça de grandes máfias.

– É um pensamento bem melhor não acha?

– Sim... Obrigada.

– Bem... Se me der licença vou buscar o seu copo de suco.

Assim o mordomo saiu e deixou a garota no escritório concentrada em como poderia chamar a atenção dos mesmos.

– Será muito bom tê-los perto... Assim conseguirei tempo para planejar tudo...

Uma semana depois, o mordomo da garota caminha para a sala dela, a mesma estava concentrada em algumas papeladas, porém não deixara de tirar a atenção nos passos a caminhar lentos e precisos pelo corredor.

– Hum?

Ao bater na porta do escritório dela, e a mesma levanta o rosto, o mordomo diz um tanto sério de que os meninos que tinham chegado ao horário combinado e que estavam aguardando na sala de visitas, ela levanta-se e da à volta na mesa, ajeitando a roupa e saindo pela porta acompanhada do mordomo, não demorando muito para chegar à sala de visitas e ver os rapazes olhando a volta um tanto curiosos.

– Eu já tinha visto uma casa bonita assim... Mas isso é exagero. – Disse o rapaz loiro.

– Bom... Isso não é tão surpreendente. É apenas uma casa como outras quaisquer. – Retrucou um tanto mais frio, o rapaz de cabelos negros e uma cicatriz no queixo.

O rapaz de cabelos rebeldes negros e mesclado com vermelho se senta em uma poltrona e boceja lentamente. Os outros começaram a olhar pra porta, um tanto nervosos e logo sombras adentraram por debaixo da porta e desapareceram assim que a mesma se abriu.

– Sejam bem vindos! Eu sou Bárbara.

Ela sorriu levemente e notar os mesmos um tanto tensos.

– Por favor, sinta-se a vontade, sentem-se. Não vou lhes causar nenhum mal, só quero apenas conversar.

– Conversar? Então por que mantém sua imagem em segredo...? – Mencionou o rapaz de cabelos levemente bagunçados ruivos.

– Minha imagem? Sou apenas uma simples pessoa como outra qualquer.

– Não parece... – Retrucou o rapaz de óculos e olhos ônix.

– E mil perdões... Quero também lhes apresentar ao meu fiel mordomo. Carlos Royal Victorus. Ele mostrara a casa a vocês em breve.

– Hum... O que você é exatamente?

Resmungou o rapaz de cabelos negros com uma cicatriz no queixo.

– Bom... Já disse que não sou nada além de uma simples pessoa.

– Com propostas de emprego assim? Do nada...?

– Do nada não seria uma boa palavra. Mas sim necessito de mais pessoas me ajudando. Se não lhe interessar, simplesmente dê as costas.

Vendo a leve intolerância da garota, se manteve no lugar, enquanto ela conversava e explicava um pouco sobre o que eles iriam fazer na mansão, ficaram com algumas perguntas.

– Então deixa eu ver se entendi... Você nos quer como subordinados para lutar ao seu lado por algo bom pras pessoas da cidade? Você por acaso é a líder de alguma máfia? – Olhou indagado o rapaz loiro.

– Sim.

– Mas... Mulheres não são proibidas na Máfia? – Ressaltou o rapaz ruivo.

– De fato são... Porém não vejo por que eu não posso quebrar essa regra. Afinal quem mais teria sangue frio o suficiente para liderar algo desse gênero? Vocês teriam coragem de fazer jogos sujos para terem o que quer...?

Ela levantou-se da onde estava e caminhou lentamente até o centro da sala, novamente algo os fizeram ficar tensos. Todos olhavam para chão e para as paredes.

– Acham que teriam coragem para tal coisa?

Eles estando ainda um tanto quietos e sérios, ela voltava a sorrir novamente, por um instante um deles se levantou e caminhou até ela e colocou a mão no ombro da mesma.

– Eu acho que você esta sendo um tanto grosseira e intimidadora não acha?

– Eu não o chamei para dar palpites Matusak.

– ...

Todos olharam a cena e ficaram sem entender o que se procedeu.

– Pois bem... Não quero lhes passar uma má impressão. Apenas quero ver o potencial e a verdadeira força de vocês em combate... Existe uma máfia lá fora que desonrou a minha família, quero ter de volta a mesma. Porém derramar sangue de inocentes está fora dos padrões... Eles estão fazendo de tudo para destruir essa casa. Então... Peço a vocês... Daniel, Hibari, Stephano, Arthur e Matusak. Para me ajudar a manter esta casa em pé e assim... Prosseguir caminho para tirar do poder aqueles que não merecem estar lá.

Eles se entreolharam um tanto surpresos por ela saber o nome de todos, um a um foi se levantando e caminhando até a mesa dela para assinar uma espécie de papel, ela sorrira um pouco e guardava com cuidado os papeis no gaveteiro, se levantando e sem dizer nenhuma palavra a mais, o mordomo Carlos adentra a sala e pede gentilmente que os rapazes o sigam. Bárbara se sentava novamente na cadeira assim que todos saíram da sala, colocava a mão na cabeça e suspirava fundo.

– Que desta vez... Eles não se machucam como os outros... Preciso fortalecer-me e rápido...