My Black Unlucky
1 Capituo 1 - Sonho bons ou ruins?
Notas iniciais
^_^ Cambio desligo!
Música, risadas...
Era isso que Annabeth ouvia em seus sonhos.
Tocar.
Era isso que ela fazia. Mas sempre acordava no melhor momento de seu sono, as risadas e as musicas ainda ressoavam em seus ouvidos. Mas logo desapareciam, encobrida pelo insistente som do despertador.
03h00min da manhã.
Levantava, coçando os olhos e cuidando pra não bater o dedinho do pé, o que sempre acontecia. Seguia rumo à cozinha, o barulho de seus passos ecoando pela pequena casa, foi até a geladeira.
Um copo de água gelada era o que ela precisava pra acordar. Nunca funcionava. Talvez joga-la em seu rosto trouxesse mais resultados. Os gritos começaram. Annabeth se apressou.
-Esse não, não, não... –Sussurrava procurando entre os remédios o de nome mais estranho e cumprido. – Sim.
Havia achado. Correu de encontro aos gritos abafados, o remédio na mão e o medo ao seu lado. Ele sempre estava ali, com a mão em seu ombro, como um amigo que a qualquer hora pode te apunhalar pelas costas, eu podia vê-lo. As mãos tremendo, era sempre doloroso velo assim.
-Papai?
Nada respondeu, os gritos, esses continuavam, Annabeth chegou mais perto, devagar retirou o travesseiro do rosto de seu pai, respirou fundo.
-Papai, eu estou aqui. Abra os olhos.
-Helena.
-Papai, abra os olhos.
-Não me deixe.
-Papai, por favor.
Ele nunca abria, ela sempre tentava. Jorge Tolledo, era como se chamava, na maioria das vezes era calmo, muito calmo, eu tive vontade de dormir quando o ouvi pela primeira vez.
- Eu te amo papai.
Sempre dizia isso antes de empurrar o remédio garganta abaixo. Se sentia horrível, mas era preciso. Lagrimas sempre caiam quando ela o fazia. Jorge tinha depressão. Tinha pesadelos toda noite. As 03h00min da manhã em ponto. Era como se os pesadelos esperassem e quando a hora chegava dissessem a Annabeth “Ei, agora é a nossa hora!”. Bom, eles diziam.
Seu sono de fato era tão pesado que não acordava, o calmante era forte mas não o impedia de sonhar, por essa razão Annabeth dava a segunda dose as 3:00 da manhã. Dizem que os sonhos quando são ruins trazem a loucura e a tristeza. Mentira, ninguém diz isso, eu acabei de inventar pra dar mais drama na história.
Logo depois seu pai se acalmava, murmurava o nome de sua falecida mulher e caia no mais profundo sono. Annabeth chorava abraçada ao pai que dormia feito uma pedra.
Não era pra eu ter me interessado pela garota, era uma simples folga pra mim, alias, pra um trabalho tão duro quanto o meu as folgas deviam ser mais diárias, e sim SDDTD (Sindicato de direitos dos trabalhadores divinos), isso é uma reclamação. Não se engane, não foi o sofrimento de Annabeth que me interessou, muito menos sua fatídica historia.
Me interessei por apenas uma coisa.
A beleza que emanava dela.
Não a beleza de seus cabelos dourados, ou de seus olhos azuis cinzentos.
Não essa.
Me interessei na beleza que vi dentro dela.
Não os órgãos. Se você pensou isso, por favor, vá a um psicólogo.
Vi sua verdadeira beleza trancafiada dentro de seu coração.
E foi naquele momento que eu decidi.
Eu a libertaria.
Nem que eu perdesse o meu emprego por fazer isso. Que CDCD (Centro dos comandos divinos) não leia isso.
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