My Big Hero
1 Prólogo - Felicidade
Notas iniciais
Eu necessitava fazer uma fic deles, estou quase surtando com TadaHiro, precisava colocar para fora.
Essa fic vai ser baseada em um pensamento que tive no meio do filme, tipo: "se o professor estava vivo, o Tadashi também poderia", e daí veremos o que acontece.
Aproveitem ♥
O garoto estava jogado na cama, abraçado ao travesseiro, usando um boné surrado.
De novo.
Aquela dor em seu peito não passava, não podia acreditar que tinha acontecido isso. O Baymax ainda estava em pé, olhando para ele. Tinha usado todas as táticas para curá-lo desse “mal estar psicológico”, mas nenhuma delas tinha funcionado. E não funcionariam.
Nada funcionaria.
Hiro já tinha se virado para voltar a dormir, talvez essa dor parasse se ele passasse toda sua vida dormindo, quando ouviu o telefone tocar, e sua tia dar um grito. Depois de alguns segundos – provavelmente o tempo em que ficava calada para ouvir a pessoa que estava no telefone -, ela o chamou.
- HIRO! Desce aqui, rápido! E veste um casaco antes.
O garoto não queria se mexer, mas sabia que se não fosse, tia Cass subiria e encheria seu saco até que ele cedesse, fazendo o que ela queria. Vestiu um casaco, calçou os sapatos e desceu as escadas, sendo seguido por Baymax que o escaneava, dizendo que ele não parecia melhor, mesmo que Hiro não se importasse.
- Hiro, você não sabe o que aconteceu! – Começou tia Cass, sorrindo e com lágrimas nos olhos.
- O que, tia Cass? – Perguntou o garoto, não muito animado.
- O Tadashi! Acharam o Tadashi em um galpão abandonado!
- Não... Não é possível... Ele...
- Sim, todos nós achamos, mas... Lembra que não acharam o corpo dele, nem o do professor?
- Sim.
- Então! Temos que ir para o hospital! Tem que ser ele!
Hiro quis dizer que a tia deveria estar ficando maluca, que deveria ser alguém parecido com Tadashi, mas no fundo ele também desejava que fosse o irmão, desejava que pudesse vê-lo novamente, abraçá-lo novamente, estar em seus ombros novamente. Aquela esperança doía e ao mesmo tempo o reconfortava.
Seguiu a tia com um misto de tristeza e esperança, desejando profundamente que fosse o irmão, que ele estivesse lá para dizer que está tudo bem. Entrou no carro sem dizer uma palavra, enquanto sua tia colocava o cinto de segurança e verificava se ele também tinha colocado. Ao olhar para a porta, pôde ver que Baymax o esperava em casa, então gritou que estava bem para o robô, que se virou para voltar a sua forma original. Estava bem fisicamente, era verdade, mesmo que sua mente estivesse em frangalhos.
Chegaram ao hospital alguns minutos depois, fazendo tia Cass sair do carro desesperada, e o coração de Hiro se acelerar. Quando finalmente localizaram o paciente identificado como “Tadashi Hamada”, as mãos do garoto suavam e ele parecia que teria um colapso a qualquer momento. Uma enfermeira os conduziu até a sala onde ele estava, e foi quando o coração de Hiro quase parou.
Era ele.
Definitivamente era ele.
Mesmo que passasse um milhão de anos, o garoto reconheceria aquele rosto.
Resistindo ao impulso de sair correndo e abraçá-lo, Hiro apenas deixou que suas lágrimas caíssem, enquanto tia Cass sentava numa cadeira e começava a chorar. Ali, envolto a tubos e fios, estava o irmão que ele achava que nunca mais veria. Estava com alguns ferimentos, talvez com alguns ossos quebrados, mas estava ali, vivo.
Naquele momento, Hiro podia jurar que morreria de felicidade.
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