My Best Friend... Pansy?
9 Goodbye, Pansy
Notas iniciais
Como eu sou legal, postei logo pra vocês não ficarem esperando muito *u*
Voltamos para minha casa assim, abraçados. Quer ela queira ou não, nós nos aproximamos mais do que eu achei que nos aproximaríamos e, no fundo, minha vontade era de avançar no tempo até o meu próximo aniversário para que eu pudesse pedir para ela ficar humana para o resto da vida. Mas eu sabia que, apesar disso tudo, ela sentia falta de ser uma guitarra. E eu não queria fazer ela sofrer.
Entramos em casa e minha mãe estava no mesmo lugar.
-Oi, mãe.
-Olá, querido. – disse ela, sem desgrudar os olhos da TV.
-Trouxemos uma coisa pra você.
-Ahan.
-Mãe...
-Hmm?
-Trouxemos uma coisa pra você.
-Pra quem?
-Pra você.
-O que tem eu?
-Trouxemos uma coisa pra você.
-Pra quem?
Bufei.
-Mãe, eu descobri que posso engravidar.
Ela arregalou os olhos.
-MAS O QUE?!
-Calma, eu ainda não cheguei nesse nível de esquisitice. – ouvi Gerard e Pansy rirem atrás de mim – Eu só falei isso pra chamar sua atenção.
-Ah, desculpa, querido. – ela deu um sorrisinho de desculpas – O que você queria falar?
-Nós já voltamos. E trouxemos isso pra você. – entreguei para ela um coelhinho de pelúcia que ganhamos com aquela máquina com a garra.
-Awn, obrigada! – disse ela me dando um beijo na bochecha.
-Ai, tá, chega. –me desvencilhei do abraço dela e fui lá pra cima.
-Awwwwwwwn filhinho da mamãe! – disse Pansy ao chegarmos no meu quarto e fecharmos a porta.
-Cala essa boca, falou?
-Tudo bem, Frankiezinho. Desculpa!
-Ha-ha-ha. E nem se atreva a fazer nenhum comentário. – virei-me para Gerard antes que ele pudesse proferir alguma palavra.
-Mas eu nem ia dizer nada! – resmungou ele.
-Você ia sim. Eu te conheço, Gee.
-Nossa, desculpa aí, amigo de infância!
-Você entendeu muito bem.
-Putz, nem quero ouvir briguinha de namorados. – disse Pansy, colocando o travesseiro na cabeça. Eu ri e falei:
-Nós não estamos brigando!
-É, nós nos amamos! – disse Gerard, colocando um braço na minha cintura, mas eu me desvencilhei.
-Sai pra lá que eu ainda não quero falar com você.
-Não estão não, imagina se estivessem... – Pansy revirou os olhos e começou a olhar para a janela.
De repente, o celular de Gerard começou a tocar.
-Ah, merda. Oi mãe. É, eu tô na casa do Frankie.
-AMOR, ME PASSA A MACONHA! – gritei.
-NÃO, ME DÁ A VODKA! – gritou Pansy.
-Calem a boca, seus retardados! – sussurrou ele, pondo a mão no celular e retirando-a logo depois – Desculpa mãe, é o Frankie e uma amiga dele aqui enchendo o meu saco. Não, eu não fugi de casa, eu só...
-GEE, SEU LINDO, VEM CÁ SATISFAZER!
-TIRA O CIGARRO DA BOCA, MENINO!
Gerard tirou o celular de perto da boca.
-Mas vocês dois querem parar de viadagem?! Puta que pariu, isso é sério! – disse ele, saindo do quarto para discutir com a mãe.
Eu e Pansy ficamos um bom tempo rindo e, quando paramos, Pansy voltou a olhar para a janela.
-Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
-Não, não... É só que... Eu não sei se eu quero mesmo ir.
Você não sabe o quanto essa frase me deixou feliz.
Lentamente, me aproximei dela e pus uma mão no seu ombro. Ela se esquivou e, segundos depois, me abraçou. Obviamente, fiquei sem jeito e apenas pus uma mão nas suas costas.
-Eu vou sentir sua falta. – sussurrei.
-Mas eu vou sempre estar com você. Pendurada na sua parede. – pude sentir ela sorrir.
-Isso é verdade. – sorri junto com ela.
Após nos separarmos, ficamos apenas admirando a paisagem até Gerard entrar.
-Pararam com a viadagem? Ótimo. – resmungou ele. Eu e Pansy rimos.
-E agora? O que faremos? Pansy só tem mais quarenta minutos. – eu disse, com a voz fraca.
-Nós não temos mais nada a fazer, Frank. – respondeu ela – Eu me diverti muito hoje, mas agora tudo o que podemos fazer é esperar.
-Eu queria não ter gastado tanto tempo brigando com você. – murmurei baixinho.
-Eu também. – respondeu Pansy, com sinceridade.
Ficamos nós três sentados na cama, simplesmente aproveitando a presença dela conosco nesses últimos quarenta minutos, até que Gerard disse:
-Eu tenho que voltar pra casa... Minha mãe disse que eu preciso ajudar ela com umas coisas.
-Ok...
Ele se levantou e abraçou Pansy longamente.
-Vou sentir sua falta. – disse ela, com a voz rouca, após eles se separarem.
-Eu também. – ele abriu um sorriso triste.
-Obrigada por ficar comigo. Eu realmente gostei de você. – ela abriu um sorrisinho enquanto Gerard corava.
–Não tem problema. Até amanhã, Frankie.
-Até amanhã, meu amor. – beijei-o e vi ele se afastando.
-Agora somos só nós dois... – comentou Pansy enquanto olhava meus pôsteres.
Eu assenti tristemente.
-Quanto tempo eu ainda tenho? – perguntou ela.
-Vinte minutos.
Seus olhos demonstravam tristeza. Mais tristeza do que antes.
De repente, ela pulou em cima de mim e me abraçou.
-Eu vou sentir sua falta, seu idiota. – disse ela sem me soltar.
-Eu também vou, teimosinha. – retribuí o abraço. Quando nos soltamos, ela estava com lágrimas nos olhos metálicos.
-Ah, Pansy. Não fica assim. – murmurei, enquanto tentava acalmá-la – Você vai continuar comigo... Só estando em outra forma.
-Não é a mesma coisa. – soluçou ela.
-Não é mesmo. Mas é melhor que nada. – tentei abrir um sorriso reconfortante. Fiz ela se sentar novamente na cama e sentei ao lado dela.
-Tem razão... Mas eu ainda vou sentir sua falta. – ela deitou no meu ombro, chorando.
-Eu sei, Pansy. Acalme-se, ok? Vai ficar tudo bem. – limpei algumas das lágrimas de seu rosto.
-Ah meu deus, eu tenho dez minutos. – disse ela, chorando mais ainda.
-Pansy, por favor, não chore. Olha pra mim. – ela levantou a cabeça e olhou nos meus olhos – Eu quero que você seja forte por nós dois. Eu sei que nos aproximamos muito em tão poucas horas, mas infelizmente você não pode ficar. Por isso, eu quero que você entenda que, não importa se você é uma garota ou uma guitarra, eu ainda vou continuar amando você como no dia em que eu ganhei você de presente. Tudo bem?
Ela fungou, mas assentiu, limpando o rosto.
-Cinco minutos. – anunciei.
Ela abriu um sorriso conformado e me abraçou.
-Obrigada, Frank. Por tudo. Eu me diverti muito. Desculpa por ter sido tão chata no início, eu sinceramente sinto muito, ok?
-Não tem problema, Pansy. Eu entendo por que você fez isso.
Aí, ela fez uma coisa inesperada: pegou meu rosto e me deu um beijo na bochecha.
-Adeus, Frankie. – ela sorriu.
-A-adeus... – gaguejei, ainda meio tonto pela ação repentina.
Observei Pansy lentamente virar uma guitarra novamente e cair no chão, fazendo um barulho um pouco alto.
-Frankie, está tudo bem? – perguntou minha mãe, lá da sala.
-Sim, eu só derrubei minha guitarra sem querer. – menti.
Peguei Pansy e a pus de volta na parede, admirando-a.
Sorri levemente e me sentei na cama, sem saber o que fazer.
-Frankie? – ouvi alguém me chamando
Notas finais
E AÍ? QUEM SERÁ QUE CHAMOU O FRANKIE? NÃO PERCAM O PRÓXIMO CAPÍTULO DA NOVELA DAS OITO U_U
Hm, parei '-' mas é sério, o próximo capítulo vai ser o último *chora*
Enfim. Postarei o último em breve '-' provavelmente (repito: PROVAVELMENTE, não garanto nada) amanhã ou depois de amanhã. Beijos e até o próximo.
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