Notas iniciais
Fala gente bonita!!! Eu não ia postar esse capítulo hoje, porque já postei o sétimo capítulo, porém eu vi no site da malhação a ideia que os autores tiveram para acabar de vez com as nossas esperanças de Cobrina existir, e fiquei tão puta, mais tão puta que resolvi para ver se alegrava o meu coração e o de quem já leu aquilo e ta tão irritada quanto eu!!! Cobrina pode não existir na Malhação Sonhos (e acabar com os meus sonhos) mas na minha fic existe meu povo!! Então vamos sofrer uma overdose de Cobrina aqui por favor!! Beijoss e Boa Leitura.

Todos estavam paralisados observando o enchimento nas mãos de Bianca, Jade havia acabado de ser desmascarada, na frente de todos.

Cobra sentiu seu sangue ferver, o que aquela maluca tinha na cabeça? Subiu a escada feito um furacão e agarrou os dois braços da bailarina, fazendo-a ficar cara a cara com ele.

–O que você tava pensando sua maluca?- A voz dele emanava ira, seus olhos estavam cheios de ódio, Karina havia se afastado dele por causa da mentira de Jade, ele havia se apegado a uma criança que nem mesmo existia- O que você tem nessa cabeça maldita?- ele chacoalhava o corpo da morena, queria matá-la.

–Ta me machucando vagabundo- a voz dela saiu chorosa e falha, mas também raivosa, não podia acreditar que aquela maldita Bianca havia acabado com seus planos.

–É pra machucar- ele parecia uma onça faminta, seus olhos estavam cravados na morena a sua frente como ele fazia com um adversário no ringue.

–Cobra- ouviu a voz de Karina e sentiu as mãos da loira em seu ombro- não faz uma besteira, quem vai se ferrar é você. — ele tentava se concentrar nas palavras dela, mas era difícil, o ódio o deixava cego e surdo- respira fundo Cobreloa, bem fundo- ela dizia aquilo calmamente e todos assistiam embasbacados, ele a ouvia, ela tinha um poder sobre ele que era assustador, era maior que o poder que Dandara tinha sobre Gael, e todos imaginavam que isso era impossível. — Isso Cobra agora solta o braço dela, e olha pra mim- ele demorou alguns segundos, mas obedeceu, olhando para a loira, sentia seu rosto molhado, nem havia notado que estava chorando.

Karina o abraçou e ele se sentiu fraco, aos poucos os dois se sentaram na escada, Cobra estava praticamente deitado no colo da loira que fazia carinho em seus cabelos.

–Ta beleza Karina, muito bonitinho você acalmar ele, agora vem pra cá- Duca estava com ciúmes- vem pra cá agora.

–Duca!- Karina repreendeu o namorado- agora não é hora pra ciúmes né?

–Não é ciúmes é cuidado!- o moreno afirmou- vem pra cá, sai de perto dele.

Cobra levantou do chão e saiu rapidamente para o QG deixando todos para trás, Karina ficou encarando o namorado.

–Vamos voltar pro treino- Duca afirmou segurando o braço da garota e a puxando para o ringue, a loira porém puxou seu braço se soltando do namorado.

–Eu vou atrás dele- a loira disse cada palavra pausadamente- eu volto e a gente conversa ta bem?- ela deu um selinho no namorado e saiu correndo atrás de Cobra.

O moreno estava sentado no chão do QG chorando, não existia bebê, ele havia se apegado a uma pessoa que não existia.

Karina sentou-se ao lado do moreno o puxando para perto dela, nunca havia o visto chorar, e ela se sentia agoniada com aquela situação.

–Ela não tinha esse direito Ka- ele soluçava, sentia como se alguém tivesse morrido- eu me apeguei a essa criança, uma criança que não existia.

–Eu sei Cobra, eu não sei nem o que te dizer- ela olhava pra ele- acho que eu sei do que você precisa pra aliviar.

Ela se levantou pegando um par de luvas e o jogando para Cobra, o moreno se levantou e começou a bater raivoso no saco de areia, Karina pegou mais um par de luva e encarou o amigo.

–Luta comigo Cobra- ela pediu sorrindo para o moreno.

–Eu to com muita raiva Ka, não quero te machucar- ele afirmou parando para observar o rosto da loira- eu não me perdoaria se machucasse você.

–Você não vai me machucar- ela afirmou se aproximando dele- eu confio em você Cobra.

O moreno afirmou, espantando a vontade de beijar a loira, se afastou da mesma se preparando para a luta.

Os movimentos eram executados com perfeição, ele tentava não colocar muita força para não machucá-la, mas Karina estava muito melhor na defesa e conseguia desviar da maior parte dos golpes, e os que a acertavam não chegavam a machucar muito.

Duca e Jade entraram como dois furacões pela porta do QG assustando os dois.

–Karina vamos embora- Duca disse- ele já ta muito melhor, depois você manda uma mensagem pra ele.

–Nada disso, ninguém sai daqui- Jade afirmou autoritária, seus braços tinham marcas das mãos de Cobra- eu posso me ferrar sim, mas você se ferra junto Bom moço.

–Do que você ta falando maluca?- Karina questionou irritada, queria arrancar cada fio de cabelo da bailarina- Vai ameaçar meu namorado agora?

–O seu namorado, o bom moço da história, me ajudou com tudo isso- a morena falava convicta- e eu tenho como provar.

Duca estava estático vendo Jade esticar o celular para sua namorada, a loira pegou o aparelho e deu o play no vídeo que estava aberto na tela, Cobra se aproximou, querendo saber do que se tratava.

O vídeo começava com Jade se observando no espelho, o celular estava na mão de Lírio, seu fiel escudeiro, que estava sentado no fundo da sala, em um canto quase escondido.

Duca chegou no local parabenizando a bailarina, o dialogo todo girava em torno de como eles fariam para enganar Cobra e Karina, falavam inclusive sobre um bebê de uma mãe que não tinha condições de criá-lo e que seria o filho de Cobra e Jade, o vídeo terminava quando eles falavam sobre a barriga falsa.

–Karina eu posso explicar- Duca começou a falar, mas foi interrompido pelo sonoro tapa na cara que levou da namorada- a gente precisa conversar com calma.

Tudo aconteceu rápido, Cobra puxou a loira para trás de seu corpo e se jogou furiosamente sobre Duca o batendo com fúria, descontando toda sua raiva acumulada no rival.

Aquele sonso sem noção havia ajudado Jade com aquele plano maluco, e ainda se dizia bom moço, Karina pegou seu próprio celular e ligou para Gael pedindo para o pai vir para o QG com reforços porque tinha medo do que poderia acontecer ali.

–Que palhaçada é essa?- Gael gritou pouco depois, atrás dele Zé, Marcão e Wallace vinham correndo- porque esses dois tão se matando?

–Pai só acaba com essa briga que eu te explico depois- Karina gritou, e os quatro recém chegados foram separar a briga, Jade aproveitou o tumulto para sair sem ser notada.

Gael e Zé seguravam Duca e Wallace, Marcão e Karina seguravam Cobra.

–Ei olha pra mim- Karina pedia segurando o rosto de Cobra entre as suas mãos- olha pra mim e fica calmo, eu vou resolver isso tudo, vai pra dentro.

–Karina esse idiota- Cobra começou a contestar, mas parou assim que viu o rosto da loira- ta bom eu vou tomar um banho.

Ricardo saiu indo direto para o banheiro e Karina virou-se para observar Duca.

–O que deu em você? Porque você resolveu ajudar o plano daquela maluca?- Karina questionava magoada, Duca tinha perdido a noção?

–Espera do que vocês estão falando?- Gael questionou, e Duca se encolheu, já imaginando o que viria depois, quando o mestre descobrisse.

–Eu descobri pai que o Duca já sabia disso tudo desde o começo, e ajudou a Jade, ele arrumou inclusive uma mulher grávida para dar o filho para a Jade, a Jade me mostrou o vídeo, não tem como negar- ela olhava magoada para o lutador.

Gael sentiu uma raiva subir em seu peito e agarrou seu pupilo pelo pescoço o carregando para fora da loja.

–Você tem noção do que você fez moleque? Eu pensei que você fosse mais responsável- ele soltou o garoto perto da banca- não precisa mais pisar na minha academia ta me entendendo? Mal caráter não tem lugar na academia do Gael.

O mestre saiu batendo os pés rumo a sua casa, Karina voltou para o QG trancando a porta por dentro e indo até o quarto de Cobra, onde ele se encontrava apenas de bermuda.

–Somos só nós dois de novo Cobreloa- ela afirmou, e ele virou-se para encará-la, se aproximou em passos rápidos- como sempre só temos um ao outro.

–Mas comigo você pode contar sempre Karina- ele a puxou pela cintura- eu sempre vou estar aqui pra te proteger.

E então os dois se beijaram, atendendo ao pedido que seus corações faziam a tanto tempo, o beijo parecia transmitir muito mais que um desejo momentâneo, ele transmitia saudade e um algo a mais, Cobra sabia que da sua parte aquele a mais era amor, só não tinha certeza se era recíproco.

Os dois se separaram por falta de fôlego e ficaram se encarando, ambos ofegantes.

E aquela tarde foi regada a muitos beijos, e apenas beijos até o anoitecer, quando a lutadora teve que voltar para sua casa, prometendo, porém que voltaria na outra manhã para ver o melhor amigo.

Notas finais
Awn *-* Vai galera ficou fofo!!!! Eu gostei muito!! E vocês gostaram da reconciliação de Cobrina??? COMENTEM!!!! Beijosss