Notas iniciais
Oi gente!!! Olha eu sei que provavelmente tem gente que não leu o capítulo anterior, mas eu tava ansiosa pra postar esse capítulo, já to pedindo desculpa agora pelos acontecimentos desse capítulo!!! Não me matem por favor!!!! A pessoa misteriosa será revelada no capítulo 7 ok? Beijos e Boa Leitura.

Karina podia ter ido pra casa, chorar na cama, mas preferiu ir pra academia, evitava olhar nos olhos de qualquer um, pegou um par de luvas e seguiu até o saco de pancadas que estava vazio, batia no mesmo irritada.

Ela queria descarregar não só a raiva, e a magoa, mas também todas as suas forças, pela primeira vez na vida ela quis desmaiar, logo ela que achava aquilo algo tão idiota e teatral, queria perder a consciência por um tempo, parar de sentir o gosto dos lábios de Cobra nos seus.

Duca estava no escritório de Gael conversando com o mestre quando os dois viram a ira da garota, ela parecia querer despedaçar o saco de pancadas, sem pensar em muita coisa o lutador correu até a loira para tentar segurá-la.

–Me solta!- ela esbravejava enquanto se debatia, Duca havia tirado seus pés do chão tentando controlá-la, sentiu a cabeça doer, mas continuou se debatendo, sua respiração ficou mais pesada, e seus braços tremiam levemente, lembrou que não havia comido nada depois do café, havia recusado o almoço para ir tirar satisfação com Cobra.

Lembrar de Ricardo a deixou mais irada, e ela voltou a se debater e a gritar, estava descontrolada, Gael e Bianca tentavam ajudar Duca a controlar a garota, mas era impossível, parecia uma fera selvagem machucada e acanhada.

–Alguém chama o Cobreloa- Gael gritou, imaginando que somente ele poderia dar um jeito na sua filha, porém assim que o nome dele foi dito ela se enraiveceu mais, e em um surto de adrenalina conseguiu se soltar de Duca, ninguém ousava se aproximar da loira, ela suava e estava ofegante, parecia realmente um animal ferido.

A adrenalina e as forças se esvaíram do corpo da lutadora de uma só vez, no exato instante em que Cobra pisou na academia, bem a tempo de vê-la desmaiar no chão em um baque surdo.

Seus olhos estavam arregalados, e ele correu até onde ela estava empurrando a todos que estavam em seu caminho, abaixou-se ao lado do corpo desacordado da loira, sentindo seu coração bater acelerado, o que havia acontecido ali? Olhou para todos os rostos, Gael, Bianca, Duca, e todos os outros curiosos da Ribalta e da Academia.

–Alguém chama uma ambulância!- o moreno gritou desesperado, enquanto segurava a mão da garota entre as suas, ela que havia caído, mas era ele que sentia dor, parecia que ele tinha perdido uma luta, e perdido feio.

Duca se afastou discretamente enquanto Bianca ligava para a ambulância, parou ao lado de Jade que parecia irada.

–Ela fez isso de propósito- a morena sussurrou irritada- ela fez isso pra chamar atenção do meu vagabundo!

–Ou o seu vagabundo fez alguma coisa que irritou ela- Duca afirmou convicto- você não percebeu que era só falar o nome daquele lá, que ela se irritava mais?

–Talvez ela tenha dado um pé nela- Jade afirmou sorrindo- será que a gente ta com tanta sorte assim Bom Moço?

–Acho melhor não comemorar antes da hora bailarina, vamos esperar a Ka acordar ai a gente vê o que faz.

Antes que chamasse atenção os dois se afastaram, Duca voltou para perto do mestre, e Jade voltou para a Ribalta.

Karina foi levada para o hospital, Gael foi de ambulância com a filha, Duca ficou encarregado de levar Bianca, Dandara e João para o hospital, e Cobra foi atrás de moto.

~.~.C&K.~.~

Karina acordou atordoada, a luz incomodava seus olhos, e o lugar onde ela estava parecia excessivamente branco. Tentou se levantar, porém estava fraca, e havia algo preso em seu braço.

Forçou os olhos a se acostumarem com a iluminação, e finalmente viu o quarto branco, estava em um hospital, ao seu lado uma enfermeira fazia algumas anotações, e demorou um pouco para notar que a loira havia acordado.

–Vejo que você acordou querida- a mulher era uma senhora mais velha que lhe sorria reconfortante- como está se sentindo?

–Fraca- Karina respondeu emburrada, odiava se sentir fraca, gostava de ser forte- o que aconteceu?

–Bom você ficou muito tempo sem comer e o nível de açúcar no seu sangue caiu, não teria sido nada se você não estivesse se exercitando pesado na hora- a senhora mais velha, Marta era o nome escrito em seu crachá, olhou severamente para a loira, mas logo seu olhar se suavizou- tem muitas pessoas ai fora preocupadas com a senhorita sabia? Seu pai, sua irmã, sua madrasta e o filho dela, e mais dois rapazes que eu não sei o que são seus, mas eles não parecem se gostar muito.

–O Duca e o Cobra- ela afirmou sorrindo, e a senhora pareceu lembrar que era assim que eles haviam se apresentado e assentiu- como o Cobra chegou aqui?

–Ele chegou junto com toda a sua família minha querida, pouco depois que você chegou de ambulância com seu pai. Ele parecia bem atordoado e preocupado.- Marta terminou de anotar e virou-se para a porta- quem você quer ver primeiro querida?

–Meu pai, e se puder a minha irmã- Karina afirmou, não sabendo se era seu pai ou Cobra que havia chegado preocupado, pouco depois que a enfermeira saiu Gael e Bianca entraram, pareciam aliviados em ver os olhos de Karina abertos.

–Ka!!- Bianca quase gritou, estava feliz em ver a irmã bem, a abraçou tentando não a apertar muito- você quase matou a gente do coração.

–O que deu em você Karina, queria me matar?- Gael disse fingindo estar bravo, beijou a testa da filha caçula- você parecia um animal raivoso na academia, e de repente caiu desmaiada.

–Foi muito assustador Ka, é sério, o que deu em você?- Bianca questionou a irmã.

–Eu tive uma crise de raiva, que juntou com uma queda de açúcar no sangue e com exercício físico pesado, e desmaiei- a loira explicou, como se fosse natural.

–O Cobra, eu achei que o menino fosse ter uma síncope, ele estava incontrolável na sala de espera, achei que fosse bater no médico que disse que você ainda não havia acordado.- Bianca contou para a irmã, sorrindo para ela.

–Já pode falar que eu acordei e mandar ele embora- Karina afirmou cruzando os braços e bufando.

–Ei mocinha o que é isso?- Gael perguntou, estranhando a reação da filha caçula- ele é seu melhor amigo, estava preocupado, e você vai pelo menos falar um oi pra ele.

Dito isso Gael saiu com Bianca e pouco depois Cobra entrou no quarto sentando-se ao lado de Karina, que nem havia olhado no rosto dele.

–Eu tava muito preocupado com você pequena- o lutador afirmou tentando chamar a atenção dela.

–Pronto já viu que eu to bem, agora pode ir embora- a loira afirmou, sem olhar nos olhos do melhor amigo, sabia que se olhasse nos olhos dele iria fraquejar e pedir para ele ficar ali com ela.

–O que deu em você Karina?- ele questionou estranhando a atitude da garota, ela nunca foi de chutá-lo para fora como um cachorro sem dono.

–Aquilo que você falou Cobra, no QG hoje mais cedo- ela finalmente virou para observar o rosto do moreno- era pra me afastar não era? Você me queria longe de você, queria me provar que não precisa de ninguém, nem de mim, ótimo parabéns você conseguiu.

–O que você ta falando Ka, eu fiz aquilo sem pensar.- ele tentava se explicar, tinha esperança que ela esquecesse aquele momento de fúria dele.

–Fez sem pensar, mas fez, e agora agüenta as conseqüências Ricardo- ela afirmou seria, evitando olhar os olhos dele- vai embora por favor, eu não quero falar com você.

Ele não disse mais nada, não ia insistir, não era esse tipo de pessoa, se era aquilo que ela queria ele iria respeitar. Saiu do quarto e passou em silêncio pela sala de espera sem falar com ninguém, sabia que seus olhos provavelmente estavam cheios d’água, foi direto para o estacionamento e subiu na moto correndo para o QG, para o seu buraco, onde ele pretendia se esconder até se recompor.

Enquanto isso Karina pediu para que Bianca voltasse para o quarto e sozinha, ela precisava de um colo pra chorar, e nada melhor que sua irmã para isso.

–O que aconteceu? O Cobra saiu com uma cara de choro- Bianca questionou sentando ao lado da irmã e a abraçando pelo ombro- e você está quase chorando também, meu Deus Ka.

–Foi ele quem quis assim Bi, eu não queria me afastar dele, mas ele quis assim- a loira dizia em meio aos soluços.

–Como assim Karina, o que aconteceu?- a morena questionou.

Karina contou de como Cobra havia se tornado seu melhor amigo e confidente, sobre a confusão que estava em sua cabeça, falou sobre a raiva que ela sentiu quando Jade veio falar que estava grávida do lutador, sobre a visita que ele fez na noite anterior, sobre o beijo daquela manhã e finalmente contou o que havia a deixado com tanta raiva.

–Vocês se beijaram?- os olhos de Bianca brilharam por um momento, mas o brilho sumiu assim que viu as lágrimas da irmã- ai Ka, eu nem sei o que te dizer, mas você já pensou na possibilidade de talvez estar apaixonada pelo Cobra?

–Pensei Bi, porque você acha que eu o mandei embora? Eu já acabei com uma família quando nasci e nossa mãe morreu, não posso de jeito nenhum destruir a família dessa criança que a Jade está esperando.

As duas irmãs ficaram ali abraçadas, Bianca podia não concordar com a atitude da irmã, sempre foi a favor de grandes atos por amor, mas no fundo ela entendia, Karina, assim como ela, sabia a dificuldade de não ter um dos pais, e a loira nunca iria querer isso pra ninguém, muito menos pra uma criança indefesa, que não tem culpa de nada.

Notas finais
Desculpa meninas!!! Prometo que essa distância entre eles acaba nos próximos capítulos, mas eu precisei fazer isso pra resolver um outro problema! Não me matem, não me abandonem!! Beijos