My Best Friend- Cobrina
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Jade se observava no espelho da sala de dança, seu sorriso já era vitorioso, em breve o vagabundo voltaria a ser seu, ela só precisava pensar nos detalhes daquele plano, o mais importante era encontrar um meio de aparecer grávida, e obviamente uma criança.
A bailarina fez uma careta, odiava crianças, choros, fraldas e todas aquelas coisas, mas com certeza valeria à pena, seu vagabundo sempre valia à pena.
–Parabéns Jade, você pensa realmente muito rápido- a voz era de Duca, a morena se virou assustada, temendo que ele tivesse descoberto seu plano e que fosse contar para todos a verdade- relaxa bailarina, eu também tenho meus interesses nesse seu plano.
Jade era esperta, e logo captara qual era o interesse do lutador na esquentadinha, começou a gargalhar alto.
–Afinal o que todos vocês viram naquela Maria Macho, hein Bom moço?- ela questionou divertida.
–Eu posso te ajudar, conheço uma mulher que está grávida de dois meses e não pode criar a criança, é perfeito pra você e pra ela- o lutador afirmou, pegando um papel no bolso e o esticou para a garota- se você parar de falar assim da Ka, eu posso te dar esse endereço.
–Certo, eu não falo mais nada sobre ela- a bailarina ergueu os braços em rendição e em seguida pegou o papel da mão do lutador- onde fica isso?
–Me encontra na praça às dez horas da noite hoje, que eu te levo lá.
–Certo, mas e quanto à barriga, sabe nenhuma grávida tem filho sem ter uma barriga, como nós vamos fazer isso?- ela questionou enquanto dobrava o papel e o guardava na bolsa.
–Qual é bailarina, você é atriz também, nunca ouviu falar de enchimento?- Duca sorriu para a bailarina, que sorria para ele, era um bom plano, e para eles a amizade entre Cobra e Karina logo acabaria.
Enquanto isso na casa dos Duarte, Karina e Cobra se encaravam, desde que o moreno entrara pela varanda pedindo para desabafar, os dois estavam naquele silêncio.
–Qual é Cobra veio aqui pra ficar me encarando?- ela questionou irritada, o silêncio a incomodava, e o olhar fixo dele em seu rosto também, levantou-se encarando a penteadeira de Bianca.
–Eu não posso ser pai Karina- ele afirmou em um sussurro, fazendo a loira virar-se de uma vez para encará-lo, ele esperava alguma reação dela, mas ela esperava por uma explicação- eu não sou exemplo pra ninguém Ka, não posso cuidar de um filho, não posso criar alguém, não é da minha natureza.
–Você cuida de mim Cobra- ela afirmou, sentando-se ao lado do melhor amigo- se você cuida de uma adolescente desmiolada, vai conseguir cuidar dessa criança.
–Ka, essa criança, ela não vai ter um bom pai, eu não fui feito pra isso, não da- ele estava desesperado, e ela penalizada, aquilo realmente parecia um fardo pra ele- eu nunca consegui ajudar minha mãe a cuidar dos meus irmãos, nunca fui exemplo pra eles- Karina o encarou.
–Você nunca falou da sua família- ela sussurrou, não queria irritar o amigo, mas pela primeira vez ele não parecia irritado com o assunto, sorriu deitando-se na cama.
–Eles são maravilhosos Ka, mas eu não me encaixava, não nasci pra ser honesto, pra ser bom moço, isso ai é coisa pro Duca, não pra mim, não é da minha natureza ter uma família, ter gente que depende de mim, eu sou sozinho, e pretendo ser sozinho pra sempre.
Aquelas últimas palavras não tinham a intenção de atingir a loira, mas por um momento Ricardo pode jurar que vira um ponto de magoa nos olhos da garota, porém se a magoa esteve ali, já havia sumido.
–Você vai ser um bom pai, você pode ter uma família sim Cobreloa, não é difícil, basta você acreditar em si mesmo- ela afirmou- você e a Jade se amam, não sei qual foi o motivo do termino, mas tenho certeza que o amor de vocês é mais forte que isso, essa criança está ai pra mostrar isso.
–Ka eu não amo a Jade- ele estava irritado, sentia-se sufocado, não podia acreditar nas palavras da melhor amiga- eu não sei o que sinto por ela, acho que é algo físico sabe? Mas não é amor, não é- ele parou de falar de repente, lembrando-se das palavras de sua mãe, quando ele ainda tinha apenas seis anos e havia se apaixonado por uma garotinha
“- Amor é quando você encontra uma pessoa que te faça sorrir até nas piores horas, alguém que te entenda, e que te escute, alguém que você mataria e morreria por ela.”
–Cobra?- Karina o chamava, mas ele não estava em condições de continuar a conversa, simplesmente levantou-se e saiu pela varanda, deixando a melhor amiga ali, sem saber o que exatamente faria.- o que deu nele?- ela se questionou, considerou a idéia de ir atrás do amigo em busca de uma explicação para aquela insanidade, porém estava cansada, e preferiu tomar um banho relaxante e se jogar na cama depois.
~.~.C&K.~.~
Karina não dormia mais, havia escutado um barulho no quarto, poderia ser Bianca, mas porque então a irmã ficava a encarando, porque ela sentia a presença tão perto dela, encolheu os ombros, tentando fugir daquele olhar, estava curiosa, mas também estava assustada, abriu os olhos vagarosamente, tentando se acostumar com a escuridão, não havia ninguém que ela pudesse ver, tentou observar a cama de Bianca sem se mover muito, e pode notar que a irmã dormia profundamente.
Revirou-se na cama, tentando fingir que ainda dormia e fechou os olhos, virando a cabeça para o outro lado, podia ver a porta da varanda fechada, forçou um pouco mais a vista, havia alguém na varanda, observando o interior do quarto fixamente, a lutadora estava em dúvida se devia levantar-se para descobrir quem era, ou se ficava deitada rezando para que a pessoa fosse embora.
Antes de Karina se decidir, a pessoa sumiu, provavelmente pulando pela varanda de volta para a rua. A lutadora levantou da cama indo até a varanda, abriu a porta e observou a rua, não havia ninguém ali, voltou para o quarto e fechou a porta da varanda novamente, se certificando de trancá-la, e em seguida voltou para a cama.
No QG Cobra observava o movimento da rua, não conseguia dormir, o fato de Jade estar grávida esperando um filho dele, e as palavras de sua mãe, rodavam sua mente impossibilitando uma noite de sono.
“- Amor é quando você encontra uma pessoa que te faça sorrir até nas piores horas, alguém que te entenda, e que te escute, alguém que você mataria e morreria por ela.
–E como eu vou saber que encontrei ela mãe?- o pequeno questionou emburrado, enquanto via a garotinha por quem ele estava apaixonado brincar com outro.
–O seu coração vai saber meu bem.”
–Eu devo estar ficando bem louco- ele afirmou jogando a garrafa de água longe, parou de reclamar assim que viu uma sombra descendo da varanda do quarto de Karina, era grande de mais para ser sua pequena, sua? É ele estava mesmo ficando louco.
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