Notas iniciais
Oi gente, eu sou a nova autora da fic, e bem espero que vocês gostem desse capitulo.

Eu estava completamente feliz de estar longe de Will, eu ainda não consigo a chamar Annie de mãe, foi muito tempo longe, mas o importante era estar longe de Will, ele fazia e sempre fez da minha vida um inferno, eu nunca entendi do motivo de me bater tanto, nunca entendi, acho que dava prazer a ele, acho que ele se sentia bem descontando toda sua amargura em mim.

Eu queria que ele entendesse que eu não tinha culpa, não tinha culpa de nada do que acontecia, ou aconteceu, queria que ele entendesse que deveria parar de me bater, mas o fato de ele não entender isso faz eu ter mais ódio dele, eu o acho um ignorante um... Não sei mais o que dizer okay?

Eu não fiquei completamente feliz de me mudar, apesar de estar feliz com Annie, eu ainda não confiava tanto nela, e deixei muitos amigos para trás. Eu queria sim ficar longe de Will, mas eu tinha amigos, uma vida, pessoas que eu amava e preservava e parece que ninguém entende isso. De todas as frases que eu falei aqui é sobre o entendimento, e eu estou cansada de ser incompreendida.

Annie, quer dizer minha mão, ia mandar levarem o Audi R8 V10 de alguma maneira pelo que ela me explicará, gente, para, gente rica é outro nível e eu não estou acostumada com tudo isso.

Ela dormia ao meu lado enquanto eu olhava para meu celular que nem adiantaria trocar alguma mensagem porque estava no modo avião, eu estava louca para chegar na Inglaterra, a primeira coisa que faria era ligar para Zoey, ela precisava saber como era lá, certeza que a primeira coisa que eu seria questionada era sobre meninos.

É certeza.

–Prontos para descer? –Perguntou a aeromoça. –Acabamos de pousar na Inglaterra. –Ela sorriu.

Sacudi o braço de Annie que ainda dormia, ela mexeu a cabeça para o lado, e soltou um grunhido, tipo eu acordando para ir para escola, acho que sei de quem puxei, balancei ela de novo e ela abriu os olhos.

–Annie, chegamos. –Sorri e ela assentiu se espreguiçando e levantando.

–Querida. –Chamou e eu a olhei enquanto pegava as pequenas coisas que vieram ao meu lado, o resto estava junto com as outras bagagens. –Me chame de mãe, por favor? –Eu fechei os olhos.

–Vai ser difícil acostumar. –Murmurei, mas ela ainda sim ouviu.

Qual é? Não seria fácil me acostumar com tudo que eu passei, ela me abandonou me deixou me ignorou, me deixou com um monstro.

Organizadamente fomos todos descendo e quando chegamos lá andei ao seu lado, vi que tinha um homem e ela sorriu para ele, eu continuei indo atrás dela e olhando para os lados vendo as pessoas passando.

–Senhora. – O homem de preto com terno falou. –Vou pegar as malas suas e da menina. –Annie assentiu e o moço foi.

–Quem era? –Perguntei.

–Mark, meu mordomo. –Deveria ter imaginado mesmo.

Ela continuou a andar e eu a segui notei como ela era uma mulher importante, quando saímos do aeroporto ela foi até um carro preto e fez com a cabeça para eu entrar.

–Mas me diga. –Ela me olhou se sentando. –As malas? –Questionei.

–Não se preocupe Mark dará um jeito agora entre. –Entrei se me preocupar alias sabia que ela tinha suas frescuras e exigências.

O caminho fora tranqüilo eu olhei para minha mãe, que eu ainda não via como uma mãe, mas era ela estava atenta no celular, quando paramos na porta de uma mansão, encarei de boquiaberta, mais tarde perguntaria qual era sua ocupação em trabalho, porque meu Deus, ela tinha de ser muito boa.

O motorista desceu do carro e abriu a porta para mim, eu ainda encarava a mansão maravilhada com o que via, eu estava definitivamente em choque.

–Lindo não? –Ela me perguntou e eu balancei a cabeça. –Depois vou lhe falar mais sobre meu trabalho e como funciona e lógico não poderia deixar de falar para você os motivos dos ocorridos. –Finalizou.

Eu sabia o que ela quis dizer, ela falaria de tudo que aconteceu e como estava sua vida agora, eu sinceramente não queria saber, mas precisava, sentia que precisava.

Passamos pelos grandes portões e assim que entramos vi vários empregados pela casa entre eles uma moça de meia idade loira, cuidando de uma menininha, que eu deduzi ser Sophia.

Ela possuía olhos azuis e cabelos negros, era branca e tinha sardinhas no rosto, eu a olhei e ela sorri para mim, não pude deixar de fazer o mesmo.

–Essa é Sophia. –Falou minha mãe. –Sophia querida, venha conhecer June, sua irmã. –Sophia correu até mim sorridente.

–Oi. –Falou animada.

–Oi, como você está lindinha? –Perguntei sorrindo para ela.

–Bom vocês vão ter muito tempo para isso, agora venha comigo June. –Eu assenti, não era possível, mal sai do inferno e teria que conversar sobre ele?

Ela me conduziu por um imenso corredor em sua mansão, estava louca para explorar por aqui, enfim chegamos á uma porta que ela passou um cartão e abriu era um escritório, aqueles típicos de empresas. Ela apontou a cadeira para mim e se sentou na dela.

–O que você quer saber? –Perguntou.

–O que você pode me contar? Por que eu? Eu quero saber tudo. –Falei.

–Há dezesseis anos quando eu estava grávida de você, eu estava feliz, em um casamento feliz, mas seu pai começou a dar acessos de raiva, eu esperei os nove meses e tive você. Eu te amava tanto, era tão linda, é tão linda. –Sorri, mas ainda não justificava. –Eu comecei a endoidar com as brigas e eu estava desesperada, naquela época não tinha nada, sabe o que é nada? Era o que eu tinha, eu não tinha condições de criar você, você não sabe como era doido isso, ele tinha, e jamais imaginei que ele faria com você o que fazia comigo, achei que a bipolaridade dele não iria ser tudo isso.

Eu não estava com lágrimas nos olhos como todo mundo iria ficar eu ainda não perdoava ela, mesmo sem nada, porque me deixar com ele?

–E quando eu vi os vídeos, o que ele fazia com você, o modo que ele se divertia... –Ela fechou os olhos. –Eu me arrependi amargamente, mas o que importa é que você está comigo agora, eu, você e Sophia seremos uma família.

–Se não tinha dinheiro antes, como esbanja hoje em dia? –Perguntei curiosa.

–Chegando aqui eu voltei a cursa administração, alias meus pais tem uma empresa, que eu comando hoje em dia, bem, eu comecei a me aplicar nisso, e consegui, eles nunca me emprestaram nada quando estava com o Will, eles nunca gostaram dele, mas isso não importa. –Importa sim! – Há quatro anos me envolvi com um homem chamado Bobby, tive minha filha com ele, mas após isso descobri sobre ele ser casado. –Eu assenti. –Eu juro June, eu tentei te ligar, mas seu pai... E chegou um dia que para mim deu, eu não deixaria mais você lá. –Ela tinha lagrimas nos olhos.

–Entendi. –Foi tudo o que disse.

–Eu falo tudo isso para você nem falar um “me perdoa” falso? –Perguntou sorrindo dessa vez.

–Eu... Eu não sei o que falar, posso descansar? –Perguntei.

–Vou lhe mostrar seus aposentos. –Ela deixou a sala e eu fui atrás.

Assim que ela abriu a porta do quarto e saiu eu fiquei assustada com o padrão de vida que eu iria ter agora, meu Deus era lindo, havia uma cama azul de água provavelmente e eu confirmei minha teoria assim que me joguei lá, havia uma mesa com um computador, o quarto era super decorado com vários vidros e uma porta que dava para uma varanda.

O banheiro, meu Deus! Que banheiro, havia uma banheira gigante e ele era todo decorado assim como o quarto, eu amei a cor era vermelha e tinha uma parede preta, tanto no quarto como no banheiro.

Fiquei deitada na cama olhando para meu celular e o tirando do modo avião, assim que tirei comecei a ver quantas mensagens eu tinha.

A primeira que abri foi de Zoey:

“Sua vagabunda assim que chegar me de noticias.”

“Pelo amor de Deus, o avião caiu June?” — Eu ri com essa última e respondi dizendo que estava tudo bem e mais tarde ligaria.

Abri a de Nathan:

“June gata, linda, diva, sexy, você chegou bem?” – Esse menino me ama, e eu respondi da mesma maneira: “Nathan, gato, lindo, sensual, cheguei bem sim, não morra de saudades.”

Abri a de Hannah e a de Katty que me diziam para telefonar em breve e que já sentiam minha falta, e a de Jhonn perguntando se eu estava legal.

Deixei o celular em cima da cama e sai do meu quarto, quando cheguei em baixo vi Annie conversando com Sophia, na verdade brincando com ela, e quase soltei uma lagrima, eu não tive isso, nunca teria como voltar no tempo.

Subi de novo porque sabia que ia começar a chorar e eu não podia não na frente dela me deitei na cama sem nem olhar as mensagens que havia em meu celular e continuei a chorando até cair no sono, assim senti leves mãos passarem os dedos pelos meus cabelos, eu sabia que não eram da minha mãe porque quando abri o olho não havia ninguém por perto, de quem era? Não pensei nisso, adormeci de novo, sem me importar de quem era...

Notas finais
Enfim espero que tenha gostado, comentem okay? xx'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.