My Baby
4 Capitulo 4 - Mentirosas...
Notas iniciais
My Baby...
Capitulo 4 – Mentirosas...
Ponto de vista Kath:
Estou literalmente atirada no sofá roxo da sala principal de Mary enquanto a mesma terminava de acionar a quantidade adequada do adoçante cristalino para um café com extra cafeína.
Um dos primeiros raios de sol adentrou as cortinas de tecidos Voil branca do local atingindo bem minha face, em vez de reclamar e trocar de lugar apenas me aconcheguei no móvel e deixei que a luz do sol leva-se consigo um pouco de meu desespero e aflição.
Quando escutei o ranger da porta abri meus olhos se abriram percebendo a presença de Mary que me entregou uma caneca de sapinho verde. Bom um dos motivos de eu ser amiga de Mary é a semelhança de personalidades entre-nos duas e o fato dela não se importar com que as idéias super idiotas das pessoas ao seu redor e mesmo sabendo que um dia isso pode interferir em sua vocação profissional – designer de moda –, ela ainda não da ouvidos as opiniões alheias o que é totalmente ingênuo e inteligente.
–Obrigada. –agradeci.
Segurei a caneca personalizada com a minha mãe esquerda enquanto usava a direita para sentar-me melhor no sofá.
***
Depois de algum tempo conversando e explicando em algumas formas diferentes a noite anterior, Mary surtou três vezes e jogou objetos inanimados em mim. Durante uns dez minutos escutei ela dizer coisas sem sentidos e idiotas ate para mim.
–Ok, me desculpa juro que nunca mais irei fazer isso, palavra de escoteira. –falei levantando a mão direita em um sinal de juramento. Acontece é que Mary, infelizmente, me conhece muito bem.
–Você nem é escoteira. –retrucou novamente, e começamos novamente com discursos baratos tirados do Google sobre traição e outras milhares de coisas que provavelmente eu fiz durante a noite anterior.
***
– Caramba, de vagar Mary. –reclamei assim que senti minha cabeça voltar e bater com força do banco de passageiro da picape alaranjada de Mary.
Estamos indo em direção ao colégio, mas infelizmente Mary dirigi como uma mula e como eu não tenho carteira de motorista tive que aceitar o primeiro convite por que sim eu estava desesperada e caminhar meia hora para uma pessoa sedentária é muito.
Antes de seguir o rumo da escola dobramos na segunda esquina depois que demos partida da casa de Mary e estacionamos na minha, para eu poder me trocar e mentir para minha mãe desculpas esfarrapadas de adolescentes desesperadas e sedentárias demais para inventar uma boa desculpa, mas por sorte ou destino ela acreditou e me liberou com um sorriso nos lábios.
–Finalmente. –agradeceu Mary saindo e batendo a porta da picape alaranjada. Fiz o mesmo processo e caminhamos pela calçada entrando nos grandes portões escuros do colégio.
–Não ta na hora de trocar de automóvel não? –perguntei inocentemente e despertando uma pequena irritação em Mary. Ela tem dinheiro e tem carteira – apesar de dirigir como uma mula –, então por que não descartar coisas velhas e sem valores.
–Ei eu gosto da abobora, faz me lembrar de todos os momentos que passamos juntas. –falou abrindo um sorriso de orelha em orelha, mas que logo foi desmanchado ao perceber minha cara de desanimada. –Você é muito insensível. –comentou colocando um ponto final na historia.
Apesar de estar com uma jaqueta de couro preta por cima de uma regata cinza e minha calça jeans apertadas e azul escuras ainda senti um calafrio percorrer minha coluna e o sol parecia insuficiente para me aquecer agora. Com minhas sapatilhas azuis marinha pisei nos primeiros degraus da escada que dava aceso a porta principal da escola e assim avistei Thomas, Carlos, Kendall e James conversando alegremente em frente aos armários e Thomas estava arruinando vida de mais um dos nerds invisíveis que ele tanto odiava.
Aquilo era idiotice e se Thomas o “perfeitinho” tivesse algum defeito eu o julgaria por ser um estúpido e idiota com as pessoas menos favoráveis. Aproximei-me dos meninos e os cumprimentei com a maior educação possível, Mary vez o mesmo processo que eu só que sorrindo especialmente para Carlos que parecia estar hipnotizado.
Thomas ainda aterrorizava o pobre coitado nerd que, provavelmente, deve ter se negado a fazer a lição de casa de Thomas.
–Oi. –cumprimentei com um selinho, mas ele me segurou pela cintura e aprofundou um pouco mais o beijo. Sem pensar nas conseqüências acariciei sua nuca aproveitando o gesto carinhoso. Por algum motivo desconhecido a primeira pessoa que me veio em mente foi Logan e no mesmo instante que me lembrei da noite anterior me afastei empurrando Thomas que bateu levemente as costas no armário.
–Pig. –Carlos me deu um abraço de urso e me levantou do chão o que é super normal já que ele sempre fazia isso. Pois sé Carlos me apelidou de “Pig” por que ele me julga ser gordinha e por que ele simplesmente ama se referir as pessoas como um animal, no meu caso um porco.
Cumprimentei os outros indivíduos e notei a ausência de Logan que depois de uns cinco minutos avistei entrar de mãos dadas com a Vick. Ele se despediu dela e se aproximou de onde nosso grupo costumava ficar.
–Hey. –cumprimentou os outros meninos com um aperto de mão super sinistro. Durante cinco minutos meus tímpanos não escutaram nenhuma indireta somente senti olhares discretos da parte dele.
–Podemos assistir a uns filmes depois da aula o que acha? –perguntou Thomas me abraçando de lado enquanto todas as outras pessoas presentes conversavam animadamente entre si.
–Ah desculpa, minha mãe me pediu para ajudá-la a arrecadar algum dinheiro para as crianças do orfanato. –respondi.
Um meio disso era verdade, quer dizer, sim eu iria ajudar minha mãe a arrecadar dinheiro para o orfanato “crianças sem lares”, mas provavelmente esse evento seria duas horas depois que eu saísse da escola e obviamente daria tempo o suficiente para assistir pelo menos um dos filmes planejados. Sorte que meu namorado não é tão inteligente assim...
Mas a questão é por que, necessariamente, eu não estaria com nenhum pouquinho de vontade de ficar assistindo filme com Thomas enquanto dividíamos o mesmo teto e fazíamos coisas que namorados fazem.
Talvez tenha a ver com o fato de estarmos namorando há quatro meses e eu enjôo de pessoas muito rápido ou talvez seja por que a noite anterior eu tive relações sexuais com seu melhor amigo e, provavelmente, esteja nutrindo sentimentos completamente inadequados por essa tal pessoa.
Ou talvez seja só mais um talvez.
***
Ficar conversando a aula inteira com Carlos e James faz com que o tempo passe mais rápido pelo simples fato deles fazerem da aula um momento divertido para ambos – incluindo o professor de literatura, que às vezes também ria das perguntas totalmente “inocente” que Carlos fazia constantemente –, e também me divertia com as palavras que existiam no exclusivo vocabulário que James usava diretamente para seu espelho.
–Como Caroline não pode estar apaixonada por mim? Caramba eu sou incrível. –relatou James observando-se através do seu reflexo no espelho.
Revirei os olhos.
–Com toda certeza ela acha que você é superficial e obviamente vai ter que olhar menos para seu reflexo no espelho e a fazer sorrir e o motivo desse sorriso será você, entendeu? — perguntei enquanto citava uma pequena observação que há pouco tempo descobri.
James arregalou os olhos deixando aquelas bolinhas pretas dilatadas.
–Como que você sabe de tudo isso? Pig? – perguntou Carlos arqueando uma das sobrancelhas. Esses meninos.
Novamente revirei os olhos.
–Por que eu sou menina e sei muito bem que as meninas gostam de caras legais. –respondi e comecei a desenhar uma das minhas especialidades corujas. Sem querer me gabar, mas eu tenho um talento e tanto para desenhar, Thomas confessou isso, Carlos também, Kendall e ate Logan... Pois sé!
***
Na hora do recreio encontrei Mary conversando com Carlos em frente ao banheiro feminino e como eu sei que existe uma química entre os dois apenas virei de costas e segui em direção ao meu armário.
Os corredores do colégio estavam quase vazios –a não ser pelos nerds desprezados –, e isso facilitava cada vez mais minha caminhada que para um sedentária é meio que longa.
De longe avistei um casal aos beijos e conforme fui me aproximando reconheci que era Logan e Vick que estava quase que se comendo bem do lado do meu armário.
Aproximei-me e ignorei os quase gemidos de certa vaca loira, a senha do meu armário deu errada três e na quarta vez coquei o armário com força que o volume de meu punho entrando em contato com o metal do armário ecoou pelos corredores e por sorte o casal ao meu lado parou imediatamente de se beijar.
Quando finalmente acertei a senha avistei pelo canto do olho Logan sussurrando algo no ouvido da vadia e logo ela se afastou sorrindo como uma perfeita vadia que ela é.
–Oi estressadinha. –cumprimentou Logan encostando as costas no armário ao lado. Continuei a procurar meu livro “A culpa é da estrelas” e ignorei o ser sorridente. Ele continuou ali fazendo sons com sua boca rosada me irritando para caralho.
–Será que da para você sumir daqui? –perguntei fechando a porta do meu armário com força. Pois sé como se já não bastasse eu precisar ir para a casa desse menino toda santa quarta e ainda ele vai me encher nos tempo livres? De jeito nenhum.
Sem pensar duas vezes me virei e caminhei em direção ao refeitório onde encontraria meus amigos.
Continua...
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