My Another I
4 Another Awakening
Notas iniciais

Acordei no chão com uma mistura de lama e sangue. Tentei me levantar, mas foi uma péssima ideia, minha barriga ardeu e senti uma dor agonizante no mesmo local, onde Japão havia dado pontos, mas como um certo alguém deve ter se movimentado demais, quem é que sofre as consequências? Sim! Sempre sobra pra mim. Os pontos deviam ter sido arrebentados, porque o sangue chegava a manchar minha roupa. Outras coisas que me indicaram a volta de Feliciano foram: minhas roupas que haviam mudado, meu apagão, meus bolsos carregados com facas, e uma bandeira branca fincada no chão coberta de sangue. Mas... e quanto aos outros? Comecei a me desesperar, e se Feliciano tivesse matado eles?
–Itália-kun! Me responda se estiver aqui!- ouvi uma voz familiar gritar.
–Japão! Japão! Estou aqui! – chamei ele.
–Itália-kun!!- ele disparou em minha direção — você esta bem? Dói algo?
–...Eu não consigo levantar..- resmunguei meio que um choramingo.
–Oh!Oh! Parece que os pontos foram arrebentados! – ele examinou o tanto de sangue que havia em minha roupa – Mais antes disso! Temos que te levar para tratar disso agora mesmo! – ele começou a se afobar.
“Se ao menos eu desaparecesse...” uma frase que há muito tempo eu falei passou pela minha cabeça. É mesmo, se eu não existisse, eu não daria tanto trabalho para Japão, Alemanha e os outros...
–Er... Japão.. Tem certeza de que este é o Itália? – ouvi Inglaterra questionar.
–Er... Sim? Quem mais ele seria?
–E-é, quem mais ele seria? – Inglaterra começou a rir nervosamente.
Pronto, a prova concreta que eu precisava, agora sim, meu mundo acabou de se despedaçar... Senti uma lágrima solitária escorrer pelo meu rosto. E me deixei levar pelo cansaço.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Escuridão. Era tudo o que eu via. Até que uma luz fraca surgiu no meio de tudo isso. Era uma menino.
“Itália... Você cresceu tanto...” podia ouvir sua voz, mas não tocá-lo.
“Sacro Império Romano...” senti as lágrimas que estava segurando á tanto tempo virem a tona.
“Itália... Não chore, não é hora disso ainda, eu sei que dói... Mas aguente isso mais um pouco okay?”
“Ma-mas...” eu já segurava fortemente o local onde se localizava meu coração. Senti suas pequenas mãos me envolverem.
“Ora, ora... Que reunião brilhante!” ouvi uma voz com um tom de sarcasmo.
“Feliciano...” E minha única luz sumiu de vista.
“Ora, parece que ele não vai ficar para o resto...” ele se aproximou de mim, diminuindo a distância pouco a pouco.
“Fe-Feliciano”
“Oh! Parece que logo, logo Xiao também vai acordar...”
“Não!” Não podia ser verdade, China também?! Por que não poderia ser eu o único a suportar esse fardo?
“Bem... Por ora vou lhe deixar sozinho..” ele também foi embora.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Enquanto isso em outro lugar...
China’s P.O.V on
Não dava mais pra aguentar, meu peito doía, estava cheio de ferimentos, e o outro lado também não facilitava, o que os outros iriam pensar? Eu não sou um país fraco! Vou mostrar isso pra el-....
China’s P.O.V off
Xiao’s P.O.V on
Acordei, com o corpo todo dolorido e no meio de uma guerra, o quão longe esses países podem ser tão burros? Eles nem pensam em quem são os mais fracos... Quer dizer... China é fraco, mas eu... Não que eu seja narcisista nem coisa do tipo, mas acho que se eles planejassem melhor que fosse cuidar da vanguarda ou coisas do tipo, para que fosse favorável á todos os países.
–bufei- O jeito é contra-atacar. – peguei uma espada que estava caída no chão e parti pro ataque, aliás, não deixaria, mesmo que fosse o China, passar por uma desonra dessas.
Acho que consegui matar quase metade do exército deles, e o resto os meus homens cuidaram. Agora eu só preciso mudar de roupa e ir para a reunião. Acho que Feli já deve ter despertado a esse ponto. Mesmo que um pouco...
Xiao’s P.O.V off
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
–NÃOOOOOOOOOOOOOOOOO- acordei gritando e chorando – não, não, não....- abracei minhas próprias pernas.
–Por que? Por que? Por que não pode ser apenas eu a suportar esse peso?
“Toc toc”
–Itália? Mon cher... Tudo bem? – França falou atrás da porta me assustando.
E agora? Eu não posso deixar ele me ver nesse estado... Mas se eu não responder ele pode ir embora... Ou ele pode entrar pra ver o que está acontecendo...
–Si-sim!
–Que bom... Ficamos preocupados com você, e também ouvimos um grito... Certeza de que não aconteceu nada?
–Si-sim, eu só tive um pesadelo – tentei dar minha risada de sempre, mas não deu muito certo...
–Certeza, tipo certeza mesmo? Não precisa que o Onii-chan durma com você?
–Sim!
–Ok...
Finalmente ouvi ele indo embora, e corri para trancar a porta, eu sei que eles devem ter a chave, mas pelo menos vão demorar mais para chegar aqui. Voltei para cama e me enrolei nas cobertas deixando derramar minhas lágrimas até dormir.
*de manhã*
Acordei com batidas na minha porta. Eu ainda estava enrolado em minhas cobertas, diferente do usual.
Me levantei lentamente, e fui caminhando até um espelho que tinha no quarto, nada de tão grave, meus olhos só estavam um pouco inchados pelo fato de que eu havia passado praticamente a noite inteira chorando.
–DROGA VENEZIANO ABRE LOGO ESSA PORRA DA PORTA! – xingava Romano do outro lado da porta.
Opa, acho que demorei demais. Continuei meu caminho, agora direcionado para a porta. Assim que a abri, Romano caiu no chão, acho que ele estava se preparando para arrombar mesmo aquela porta.
–Pfffff... Fratello, o que foi isso? – segurei um pouco do meu riso.
–EI! Do que você está rindo? – ele começou o drama de sempre, tinha eu ser meu Fratello mesmo.
–Gomen ne, Ita-chan, não consegui segurar ele.- falou Espanha coçando a nuca.
–E-ei Veneziano... O que diabos aconteceu com seu rosto?
–O que?
–Quer dizer, seus olhos estão... Inchados?
–Hm...?- DROGA, droga, droga, droga.... Esqueci disso, e olha que me olhei no espelho antes de abrir a porta! — ahahahahahahahahahahahaha...-soltei uma risada fraca.
–O que você acha que tem de engraçado nisso, caralho?
–Calma, Romano... Ele acabou de acordar...
–Falando nisso, e seu machucado?
–...Não doi...- fiz uma cara de assustado.
–Pera, deixa eu ver isso melhor...- Espanha começou a puxar minha camiseta para cima e começou a desenrolar as ataduras, e é claro que Romano também ajudou.
Toquei o lugar em que supostamente estaria um corte, simplesmente uma cicatriz. Ah, se bem que isso é normal para nós países, mas supostamente não devia ser assim tão rápido... Já sei...
–...Feliciano...- sussurrei inconscientemente.
–Hm? O que disse? – perguntou Espanha.
–Na-nada!
–Estranho...- Romano estava pensando.
– O que?
–Geralmente a “ regeneração” não devia ser tão rápida assim...
CHINA! Lembrei dele só agora! O que eu faço.......
CONTINUO???
Fale com o autor