My Angelus

14 Dever de casa


Notas iniciais
Atrasei um pouquinho ao combinado mas esta ai ! Muito obrigada pelos comentarios , serio

Já eram meia noite e trinta e eu e Sam conversávamos sem dar vestígios de sono. Bobby e Dean já haviam se deitado a algum tempo então a casa estava totalmente silenciosa, ate um pouco assustadora.

─ O Dean me contou sobre... sua vida. Eu sinto muito pelo que já passou. ─ Sam disse parecendo sincero. Eu não me importei de Dean ter compartilhado nossa conversa com seu irmão só achei que foi rápido demais, porque havíamos conversado sobre isso não haviam nem 12 horas.

─ Eu também... sobre a sua... ─ respondi sem levantar o olhar.

Eu estava deitada no sofá com os pés sobre as pernas de Sam, e conversávamos a algum tempo.

─ Como seus pais... ─ Sam tentou perguntar mas parecia receoso.

Fiquei alguns segundos pensando sobre a pergunta dele. Muitas pessoas já haviam me feito o mesmo questionamento, mas eu não saberia responder por um único motivo, eu não me lembrava de nada, nada, da noite da morte deles. Simplesmente era um branco, uma lacuna vazia em minha mente.

─ Eu não sei, eu não me lembro do acontecido, e meus avós não fizeram questão nenhuma em me explicar. ─ respondi enquanto me aconchegava no sofá.

Como em todas as vezes que eu me lembrava do assunto involuntariamente eu forçava a minha memória, e como sempre, vinham borrões indistintos em minha mente e uma terrível dor de cabeça que me fez rolar no sofá e colocar as mãos nas têmporas soltando um grunhido.

─ Liza! Liza !? ─ escutei um voz abafada me chamar e quando abri meus olhos Sam estava com o rosto próximo ao meu e com a expressão assustada.

─ Calma Sam, está tudo bem, isso é normal. ─ sorri tentando tranquiliza-lo.

─ Normal? Você estava se contorcendo parecendo sentir dor. ─ ele falou saindo de cima de mim mas ainda me observando com atenção.

─ Todas as vezes que eu forço minha memória sobre esse assunto, eu sinto uma dor na cabeça terrível e vejo algumas imagens desconexas, é como se eu estivesse correndo para a linha de chegada e surgisse um muro na minha frente, e eu bato de cara com ele e... um branco. ─ falei me sentando no sofá e massageando as têmporas.

─ Interessante... ─ falou Sam me olhando com os olhos cerrados, e eu arrumei minha postura ficando ereta.

─ Interessante? ─ perguntei arqueando a sobrancelha direita.

─ Ahn, não, eu quis dizer que parece suspeito. ─ o moreno disse se atrapalhando.

─ Suspeito? ─ eu perguntei curiosa.

─ È, eu não sei. ─ falou ele visivelmente atrapalhado.

─ Sam... ─ falei em tom de repreensão. ─ Se sabe de algo, por favor me conte. Minha única e exclusiva meta no momento é descobrir o por que de estar sendo perseguida, e qualquer informação me ajudaria muito. ─ terminei de falar e juntei nossas mãos.

─ Liza, Leonel pediu que protegêssemos você enquanto ele resolve assuntos pendentes, eu não sei se devemos ... ─ ele não terminou a frase, deixando-a no ar.

Eu me sentia mais reconfortada a cada dia, mas nesse momento todas as minhas preocupações resolveram bombardear minha mente de uma só vez. Porque Leo havia me deixado logo os Winchester não é reclamando, mas questionando, entre tantas pessoas para me ajudar, qual o fator havia feito ele escolher os irmãos? ─ Quais eram os assuntos pendentes de um anjo? E por último e não menos importante, por que estou sendo chamada de não humana e sendo perseguida.

Quando sai do ‘’pequeno’’ questionamento em minha mente eu reparei estar com a expressão assustada. Observando as pessoas eu descobri que algumas tentam ser fortes e não são mas conseguem passar isso, outras tentam e conseguem ser... E algumas pessoas mentem para si mesmas, achando que são coisas que na verdade nunca serão. Talvez eu esteja classificada neste ultimo grupo.

─ Liza, nos vamos tentar de ajudar. Só quero que saiba que a verdade as vezes machuca. ─ ele falou apertando minhas mãos carinhosamente. Sam havia percebido minhas fraquezas, mas não importa.

─ Estou disposta a pagar pela verdade Sam. ─ falei esboçando um leve sorriso.

─ Então vamos começar.─ falou ele sorrindo animado, o que me assustou.

─ Como? ─ perguntei arqueando a sobrancelha.

─ Fazendo o dever de casa. ─ disse ele sorrindo abertamente. Nerd! ─pensei ─.

Eu iria transformar meu pensamento em um comentário, mas fui interrompida pelo meu celular que vibrou duas vezes em meu bolso. Peguei o mesmo e desbloqueei a tela me deparando com uma mensagem de Zoe. Após ler a mesma umas dez vezes eu tentei ligar para minha amiga, mas a ligação não completava e as mensagens não eram enviadas com sucesso.

Sua mensagem dizia:

Irei visita-la amanha. Precisamos conversar.

Notas finais
O que acharam ? Comentem, favoritem, recomendem.