Music In The Dark

16 Meu Anjo de Volta


Notas iniciais
E aí, povo? Desculpem pela demora.
Mas fiquem felizes, o meu teatro acaba esse mês e aí eu vou ter mais tempo para escrever.

O Fantasma beijou os lábios da morena frágil em seus braços e quando perdeu o fôlego, voltou a beijar a pele macia de seu pescoço. Anna voltou suas mãos para a pele macia e levemente machucada de Erik. Como se Madame Giry nunca tivesse aparecido pela porta. Erik lentamente começou a desabotoar a camisa de Anna, enquanto as mãozinhas dela vagavam pela barriga musculosa e pelas costas largas do Fantasma. Em poucos segundos, as roupas dos dois estavam no chão ao lado da cama. Anna fechou os olhos, desfrutando ao máximo da nova experiência, enquanto deixava os dedos de Erik vagarem por sobre sua pele nua, brincando com os bicos de seus seios juntamente com seus lábios. Estes mesmos lábios depois traçaram uma trilha de beijos por sua barriga, enquanto as mãos de Anna subiam lentamente por seu pescoço, acariciando a linha do queixo e depois indo para a nuca, se entrelaçando com um tanto de força em seus cabelos. A garota já gemia o nome do Fantasma antes mesmo de Erik penetrar. Quando ele o fez, foi com calma e movimentos leves, deixando Anna se acostumar. Enquanto isso, as mãos dele acariciavam o rosto dela, que mantinha os olhos fechados e gemia constantemente. As unhas dela arranhavam suas costas levemente.

Aquele era o momento mais perfeito da vida dos dois.

Os dois chegaram ao ápice juntos. O Fantasma, de pé, sentiu seus joelhos cederem e teve que se apoiar na cama para não cair, deitando-se ao lado de Anna. Ela tinha os olhos fechados e seu corpo inteiro tremia, parecia fraca. Erik abraçou sua cintura, por trás, e sentiu as mãos dela tocarem as suas. Ele afundou o rosto no cabelo ondulado, sentindo o cheiro doce de Anna e, em alguns segundos, a menina estava dormindo em seus braços. Erik sorriu com a visão, beijando-lhe o cabelo escuro e sentindo uma imensa felicidade.

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Anna acordou sentindo o calor do Fantasma ao seu redor. Ele abraçava sua cintura e tinha o rosto perdido em meio ao seus cabelos. Pela primeira vez desde que eles se conheceram, Erik parecia em paz, talvez até feliz. Anna pensou que provavelmente ela devia estar do mesmo jeito do que ele. A menina sorriu com o pensamento, e se virou lentamente, sem sair dos braços do Fantasma. Uma vez de frente para Erik, Anna passou os braços em volta dele também.

Os olhos de Erik lentamente se abriram.

-Anna? — ele se surpreendeu por estar sendo abraçado pela pequena menina em sua cama.

-Eu te amo, Erik. — a morena sussurrou para ele.

Ele sorriu. Era a segunda vez em pouco tempo que ouvia essas palavras vindas dela, e ninguém nunca em sua vida toda tinha lhe dito isso. Nem mesmo Christine. As coisas em sua vida pareciam estar mudando para melhor.

-Eu amo você, Anna. — o Fantasma disse, estreitando o abraço e beijando a menina apaixonadamente, suas línguas dançando juntas.

Depois de alguns minutos, Anna se interrompeu.

-Erik, já fazem duas noites que não fico no Ópera Populaire. Talvez seja prudente voltar agora.

Ela estava certa, mas ele não queria ficar sozinho na escuridão, não de novo. E ele sabia que Madame Giry continuaria a observar Anna, e dar um jeito de afastá-los. Erik suspirou.

-Tudo bem, Anna. Vista-se, e eu te levo... Mas, Anna...

-Sim, Erik?

-Tem que prometer que vai voltar.

-Eu voltaria, você querendo ou não. — Anna disse, sorrindo. Erik fez o mesmo. Ambos começaram a se vestir ali mesmo.

-Erik, você.. Er, pode me ajudar com o meu espartilho?

-Claro. — Erik sorriu, e se aproximou de sua pequena.

Logo, os dois estavam prontos.

O Fantasma guiou a pequena morena pelos túneis, de mãos dadas. Naturalmente, ele ia na frente. Chegaram num dos corredores do Ópera Populaire, e Anna virou-se para beijá-lo uma última vez, ficando na ponta dos pés, enquanto ele a sustentava, os braços mais uma vez em sua cintura. Em uma milésimo de segundo, o Fantasma não estava mais lá. Anna suspirou.

Andou um pouco pelos corredores que já lhe pareciam suficientemente familiares.

-Anna!- uma voz feminina chamou. Ela olhou na direção da voz.

-Ah, olá Christine!

As meninas se abraçaram. Até mesmo Christine era quase uma cabeça mais alta que Anna.

-O que faz aqui, Christine?

-Bem, é uma longa história. Acho que as coisas não estavam dando muito certo com Raoul, então eu resolvi voltar.

Anna ergueu as sobrancelhas. Christine sentia-se culpada por isso, mas se sentia ainda mais culpada por deixar de lado a parte de querer o Anjo dela de volta. Madame Giry lhe tinha dito que Anna passara duas noites no covil dele. Talvez Anna estivesse apaixonada. Mas Christine era o anjo do Fantasma, e o Fantasma era seu anjo. Anna só estava no caminho, por mais que doesse para Christine admitir isso. Ela tinha se afeiçoado à menina.

-Lui esteve te procurando o dia todo, Anna. — disse Christine, sorrindo.

Anna retribuiu o sorriso, o que espantou Christine um pouco. Ela nunca vira Anna sorrir... A menor se virou, e continuou pelos corredores, procurando por Lui.

"Preciso achar o meu anjo." , Christine pensou, e fez seu caminho até o seu antigo quarto, que agora era de Anna. A menina ficaria ocupada por um bom tempo.

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-Lui! — o menino mascarado ouviu chamarem. "Será Anna?" A voz era a dela, com certeza.

-Anna! — ele exclamou. Ela vinha correndo em sua direção.

Eles se cumprimentaram em um abraço.

-Já estava com saudades. Onde esteve?

-Não posso falar muito sobre isso, Lui. Vamos só dizer que o conde é um tarado.

Lui riu, nervoso.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar, faz bem promeu coração , hehe.
Bjos, Luna :*