Music Box - Prisoner
2 Capítulo 2: Gekokujou
No dia seguinte, Rin, Len, Miku ( que iria ficar na casa de um cover dela por que a casa dele era praticamente um clone da dela, MUITO BIZARRO) e todos os outros vocaloids estavam no ônibus, algumas vocaloids femininas estavam olhando diretamente para o Len que estava todo enfaixado e nervoso, isso por causa dos comentários delas, comentários do tipo : ‘‘ coitadinha da pele de pêssego dele’’, tremenda vergonha, isso só o fazia recordar do dia anterior (n/a: ele não tinha acordado na enfermaria? pois então...).
Flashback
Kaito corre desesperado atrás do Len que estava rápido a sua frente com seu cachecol em mãos rindo da cara dele, Len sobe numa árvore e fica agitando, Kaito era muito velho pra subir atrás dele (ou pelo menos era o que ele achava).
– LEEEEEEEEEEEEEEEN, DESCE JÁ DAÍ!!!
A voz forte como um trovão denunciava a imponente presença feminina que se aproximava exalando em sua volta uma aura tão negra que em dias ensolarados quem estivesse longe poderia achar que iria começar a chover, Megurine Luka, uma das vocaloids mais fortes da empresa costumava causar essa impressão nas pessoas e ninguém a ousava desafiar para uma luta, não depois de Kaito ter sido encontrado pendurado ‘‘misteriosamente’’ pelo cachecol no alto da parede quase sufocando, ninguém se manifestou, mas o peixe-espada que fora usado para prende-lo deixava a dúvida claramente resolvida.
Len, que sentia o perigo em potencial, tratou de se apressar em descer daquela árvore o mais rápido que suas pernas podiam, porém, fora pego de surpresa, escorregou, caiu e apagou.
Fim de flashback
– caaaaaaaaaaara, que vontade de sumir agora.
Dizia, afundando-se ainda mais na poltona do ônibus de luxo (n/a: eles podem), Kaito não perde a chance de se vingar pelo trote da escola.
– não se preocupe, logo você vai estar em casa pfffffffffff... ‘‘ pele de pêssego’’.
Já iam começar a brigar, câmeras já estavam a postos, Rin com a maleta de primeiros socorros, Len e Kaito de punhos levantados (Len com muito mais raiva do que Kaito), mas pararam ao perceber vozes alteradas do lado de fora do ônibus.
– COMO ASSIM NÃO POSSO LEVAR SETE BAGAGENS DE MÃO???
Era Neru, que só parou de discutir com o motorista porque Rin usou sua ‘‘ arma secreta’’, o convincente do seu irmão.
Chegando ao dojo de veraneio da família Kagamine (que mais parecia uma mansão de tão grandes, de fato, demorou muito para o motorista chegar ao portão da frente já que a muralha que eles chamavam de muro era muuuuuuuuuuuito compriiiiiiiiiiiiiiida), então uns homens saíram de dentro carregando as malas dos gêmeos para dentro e uma escolta maior ainda de homens de quimono branco presos por uma faixa amarela trazendo consigo uma senhora que entrou sozinha no ônibus, esta faz uma reverencia respeitosa com a cabeça.
– Rin-sama, Len bocchan, estávamos a vossa espera.
O restante dos vocaloids fica numa expressão de choque indescritível, exceto Kaito (ele é rico também, não mais que eles, mas é), Miku ( é a mais rica de todos), Luka (possui família influente), Meiko (ramo de industrias).
– c-caramba, eles são ricos ou o que?
Kaito se pronuncia.
– eles não são ricos e nem o que, são só herdeiros de uma fortuna em valor considerável (n/a: não são ricos, são multimilionários).
Ambos se despedem meio constrangidos pelo ‘‘ espetáculo’’ de minutos atrás e seguem atrás da senhora, logo após acenar para o ônibus e pegar os horários com o professor, sendo seguidos por ‘‘ sua escolta particular’’.
– c-com licença obaasan ( ele só gosta de chamá-la de avó, já que, apesar de não terem uma, ele no fundo, queria que ela fosse e ela se sentia lisonjeada por ouvir isso de seu bocchan).
– pois não bocchan.
– primeiro: me chame de ‘‘meu jovem’’ como fazia antes, por favor.
– claro.
– e segundo: é meio esquisito ser seguido por aí o tempo inteiro não é?
– ho, perdão bocchan.
(pensamento) – ela me chamou de bocchan de novo
– shito shito, tettaisuru. ( homens, retirem-se)
todos.
– HAI!!!
Todos desaparecem não se sabe pra onde parecendo mais ninjas, não lutadores de Kendô, reapareceram (sobrenaturalmente) praticando na graaaaaaande varanda de trás, isso sem contar com a casa anexa para visitantes (mini mansão), o onsen particular (com direito a ofurô, massagens, pedras quentes e talz) e um jardim cheio de cerejeiras que estavam lindas naquele dia.
Len e Rin se arrumaram, Len praticava o seu Kendô, enquanto Rin abanava-se com um leque redondo e recebia uma bebida gelada da obaasan que logo se retirou com a bandeja.
– aaaaaaaaaa, que bom poder usar esses quimonos sem precisar cantar o ‘‘ Gekokujou’’ não é Len?
Len agita a espada (de madeira)
– até porque a Miku quase nos matou depois daquele clip não é Len?
Len agita a espada.
– a, QUALÉ LEN, EU E VOCÊ AQUI NESSE PARAÍSO, EU TENTANDO FALAR UM ASSUNTO E VOCÊ SÓ FICA AGITANDO ESSA ESPADA DE MADEIRA?
– Rin, você se lembra o porque de eu ter topado essa viagem não lembra?
Rin gela, é verdade, Len era muito preguiçoso e só estudava porque precisava muito passar e se livrar logo da escola, quase não saia de casa e fazia tempos que ele não praticava seu Kendô, poderia haver inúmeros lutadores bons naquele lugar, mas Len derrubaria todos (n/a: parente do Honey?), já tentara a outrora desafiar o Gakupo assim que pôs os olhos na espada dele, mas o Berinjela-san era muito covarde pra topar qualquer desafio ( a espada entoa músicas e é só pra fazer tipo mesmo), naquele momento Len estava lá para descobrir mais sobre a vida de seus pais (especialmente a de Raitou Kagamine, e que lugar melhor do que a casa onde ele fora criado?).
Era noite e Len tinha o mesmo sonho agitado de sempre, desta vez, porém, ele estava mais forte, mais intenso, ele suava e se agitava entre as cobertas, gemendo, gritando ‘‘ não, n-não... o chicote de novo não’’, quem passa-se por ali poderia pensar besteiras, uma batida na porta o acorda.
– bocchan, o senhor está bem?
– obaasan...
Relutou por um momento mas não poderia se aguentar se não fizesse essa pergunta, aquele assunto estava lhe tirando o sono e o incomodando muito.
– pois não meu jovem?
– a senhora conhecia o meu pai?
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