Murtagh - Cavaleiro de Dragões
15 Na vila
Notas iniciais
Eu me sentia melhor com companhia. Na verdade, eu estava bem feliz! Como estávamos com pressa para achar nossa amiga Ruth, partimos no dia seguinte com tudo em um galope. Eu corria muito com Tusks, meu alazão. O vento batia forte, bagunçando meus cabelos. Aquela era a melhor sensação do mundo! E pela primeira vez em vários dias, eu abri um enorme e radiante sorriso. Um sorriso sincero, que mostrava o tanto que a felicidade era forte por estar no caminho certo novamente. Vitor pareceu perceber, e seu comentário me fez trocar o sorriso radiante por uma cara séria.
–Então é verdade que você também tem sentimentos! Vamos, isso é ou não é a melhor coisa do mundo?
Apesar da cara séria, eu continuava feliz por dentro. Nós estávamos indo bem rápido, e em pouco tempo estariamos na vila aos pés do enorme palácio Mantra, de Galbatorix. Após vários ataques de anões e elfos, ele havia mudado a localização de sua moradia para um lugar nem tão habitado, mas o suficiente para ele arrancar dinheiro do povo com impostos altíssimos. Quando chegamos na Vila, diminuímos o ritmo para um trote apressado. Chegamos em uma estalagem para nos hospedarmos por alguns dias enquanto investigamos a área em busca de possíveis esconderijos. Deixamos os cavalos com um tratador e fomos observar as redondezas.
A base do palácio era uma espécie de planalto natural constituido de rochas um pouco gastas. A parte de trás era um bosque e algumas cabanas de lenhadores, fazendeiros e camponeses. Percorremos um longo caminho a pé em busca de possíveis cavernas na base do planalto, mas nada foi achado. Talvez nas florestas por aí, mas já estava escurecendo, e a floresta era enorme.
–Acho melhor voltarmos amanhã, com cavalos e mais descansados.
Ninguém discordou, eu estava exausto. Quando chegamos, eu tomei um banho rápido e logo desci para comer. Eu podia sentir que Ruth não estava muito longe. Eu fui dar uma olhada em Tusks, e encontrei com o tratador escovando um cavalo.
–Olá, você tem um cavalo e tanto. Muito forte, este aí.
–Sim, ele é.-concordei orgulhoso. — Por acaso o senhor sabe alguma coisa sobre Galbatorix?
–Se sei alguma coisa, não posso negar, mas não é grande coisa. Qual é o seu nome, meu jovem?
–John.- menti.
–Eu sou Keller. Porque o interesse em Galbatorix? Sabe que isso pode ser perigoso, as vezes os jovens não sabem com o que se metem. Galbatorix está recebendo visitantes, disso eu sei. Ele chegou aqui há dois dias, com uma carruagem a mais.
–Alguém sabe quem era o convidado?
–Não sei, mas talvez não seja convidado. Algumas pessoas dizem que ele traz moças bonitas para servi-lo no palácio. E estas não são convidadas, e sim obrigadas, algumas vezes até raptadas.
–Isso é o bastante.- concluí- acho que curiosidade demais pode ser perigoso para mim, mesmo. Obrigado Keller. Vou entrar e descançar um pouco.
Dei uma maçã á Tusks e entrei rápido, esperando que ninguém tenha ouvido minha conversa com o tratador. Talvez falar sobre essas cisas por aqui seja perigoso mesmo.
Notas finais
Eu sei que ficou pequeno, mas para compensar vou tentar escrever mais um ainda hoje!
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