- Grávida? — Scott gritou, apontando a arma na direção de Patch. — Eu deveria matar você.

Patch não se mexia.

- Qual o seu problema? — Ele continuou gritando sem resposta. — Você acha que isso vai acabar bem?

Eu estava travada, Angie estava chorando.

- Não chore. — Eu sussurei. — Está tudo bem.

- Não toque nela. — Scott segurou em meu braço. — Ela é um monstro.

- Monstro?- Perguntei, sentindo raiva das palavras.

- Ela é sua meia — irmã. — Ele falou como se fosse a voz mais comum do mundo. — É filha de Hank, a mãe foi morta tentando tirá-la daqui.

Eu não conseguia respirar, os olhos de Patch procuravam os meus.

- O que? — falei com a voz quase inaudível.

- Isso mesmo que você ouviu, Grey. — Ele deu de ombros. — Agora se você tem alguma esperança, anjo. — ele falou com nojo. — Vamos todos conversar na minha sala.

- Então… — Patch estava relaxado na cadeira. — O que quer?

- Na verdade eu tenho uma proposta muito interessante. — Um sorriso diabólico brotou em seus lábios rosados.

- Não tenho tempo para mistérios, Scott. — Patch falou friamente.

Eu continuava calada segurando Angie.

- Eu quero testar o ” amor” de vocês. — Ele falou ironicamente.

- O que? — Eu berrei.

- Calma, Grey. — Ele não me olhou nos olhos. — Ainda não terminei, vocês se amam mesmo?

- Não tenha dúvidas. — Fiquei surpresa com o tom mortal da minha voz.

- Bom… — Ele pensou por um segundo antes de abrir a primeira gaveta de sua mesa. — Veremos, vamos adiantar o desenvolvimento da coisa que está na sua barriga.

- Eu vou te mostrar o que é coisa! — Eu estava me levantando, mas Patch me impediu.

- Continue. — Ele parecia cansado.

- Vamos injetar isso em você. — Ele continuou levantando uma seringa contra a luz. — E em dias você fará o parto.

- Patch! — Eu gritei, mas ele parecia calmo.

- Me de dois dias. — Ele se dirigia a Patch. — E venha para buscar a coisa ou mataremos, não podemos ficar com isso aqui.

Patch não disse nada apenas assentiu, fiquei pasma com a sua frieza.

- Se é só isso… — Patch se levantou e caminhava em direção a porta quando Scott o repreendeu.

- Não terminamos ainda. — Ele sorriu.

- Então, fale. — rugi. — Droga!

- Você vai perder a memória novamente. — Ele respondeu com calma.

- Você é maluco! — Coloquei Angie na cadeira e me levantei. — Só pode! Não vou concordar com isso! Fale alguma coisa Patch!

- Aceitamos.- Ele falou por fim, antes de me abraçar e sair porta a fora. — Em dois dias nos encontramos novamente.