O tempo estava nublado, meus documentos de separação já estavam prontos, isso significava que eu não ia mas ficar preso dentro de casa com aquele idiota, tarado, e estúpido: Key.
Eu saí de casa, queria respirar um pouco o ar puro, não tão puro mas você deve ter entendido, sair de casa. Estava andando pela rua, molhado pois estava chuvendo, sem querer, meio proposital, esbarrei em um homem, alto, beeem alto, aí eu disse:

-VOCÊ PODIA OLHAR POR ONDE ANDA SEU RETARDADO!
Pois é, eu estava com raiva... E ele disse:

-Não sou eu que tenho cara de retardado...
Ele não ajudou muito a minha raiva naquele momento, sabe, eu não sabia se eu queria mesmo me separar do Key, e o idiota me chama de retardado... Tudo bem que eu possa ser um pouco retardado, mas só quem pode falar isso é o Key, o Daisuke, a Luara, e a Yuu. O Reita não... Mas ele fala.
Continuando, eu queria matar ele nesse momento e não matei, eu disse:

-Seu filho da puta, sai da minha frente!
Ele me prensou no muro de uma casinha lá e me deu um beijo, foi o melhor beijo que eu já recebi, o Key passava exatamente na hora que eu tava gostando.

Ele ficou parado me olhando, eu empurrei a criatura e fui correndo pro Key, ele disse:

-Seu puto, acha que só porque nós nos separamos que pode se jogar assim pra cima de qualquer um?
Eu não tinha o que responder, por que não era mentira, no entanto também não era verdade... Ele que se jogou em cima de mim.

-Foi ele que começou...

-Dane-se quem começou, você gostou...
Essa foi forte. E desde quando ele sabe quando eu gosto, quando eu não gosto? Dei um tapa na cara dele e saí correndo, eu queria matar o Key, ele acha que sabe de tudo, então eu pensei: por que não matar?
Sim, armei dois meses a morte daquele infeliz, mas tinha um problema: como eu ia encontrar ele novamente, sem que ele estivesse com raiva?
E, tive que usar um recurso não muito legal, fingir que amava ele de novo, e foi isso que eu fiz. No começo ele não aceitou, mas depois gostou disso. Aí organizei uma viagem para o Japão — na verdade no começo eu não sabia pra onde eu iria com o Key, mas a Yuu deu essa ideia e como não tinha nenhum lugar melhor, foi lá.
O Key não queria sair do quarto do hotel, se você é inteligente sabe porquê... A 3º noite que nós estavamos lá eu peguei o punhal sempre amigo, e assasinei o Key, que estava dormindo.

Não consegui me entender, mas eu estava com um peso. Abri minhas asas e saí voando pela janela, de volta para inglaterra.
Fiquei trancado no meu quarto por um longo tempo, nunca tinha matado alguem e sentido isso, e o velório do Key estava chegando. Me arrumei, com ajuda do Daiki, e fui pra Rússia, o fim do mundo, só pra ver o velório dele. No final, quando todo mundo foi embora, estava só eu, eu me sentei no túmulo dele e bebi o veneno. Olhei para o céu, e soube que dessa vez dera certo...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!