Mundos Diferentes, Sentimentos Iguais
15 Capítulo 15 - Sentimento Dividido
Notas iniciais
' Bom, tentarei compensá-los com um capítulo de 2000 palavras. Ou mais.
' O que acharão de Chiquititas? Juro, me apaixonei pela Bia e pela Mili. E dos garotos o mais legal é o Binho.
' Boa leitura.
Paulo acordava ofegante, acabara de ter um pesadelo. Já eram três noites com o mesmo pesadelo. O garoto se perguntava quando isso iria acabar. Quando tudo ia se resolver. Aquelas perguntas rodeavam a cabeça do garoto que não sabia o que fazer.
Nesses pesadelos, ele dava de cara com Alícia que discutia com ele por gostar de outras, depois dela terminar a discussão terminava com o garoto. Logo após Alice aparecia dizendo que linda do jeito que era, nunca ia namorar um garoto idiota como Paulo. Depois vinha Valéria dizendo para o garoto esquece-la, pois sabia que se namorasse-o somente ia sofrer. No final, todos seus amigos se afastavam dele chamando-o de garoto que magoa garotas. Perdia tudo, amigos, amigas, namorada, e até mesmo a irmã.
– O que o destino está querendo fazer comigo? — Perguntava o garoto levantando da cama e indo até o banheiro.
Entrava no banheiro e ia até a pia, lavava seu rosto para ver se conseguia relaxar um pouco.
– Espero que isso... Alícia?! O que "cê" tá fazendo aqui? — Perguntava o garoto olhando o espelho onde ele via a face de Alícia.
– Como pode gostar de outra namorando comigo Paulo? Isso é traição! Seu idiota! E os meus sentimentos? — Alícia gritava para Paulo.
– Alícia... Relaxa... — Valéria aparecia sentada em cima do vaso.
– Calada! A culpa é sua! Por sua causa ele não me ama mais! — Alícia gritava.
– Na verdade, ele ama a gostosa aqui! — Alice também aparecia.
– Apaixonado pela novata? — Valéria falava erguendo uma sobrancelha. — Ainda diz não ser galinha. A novata nem respirou na escola direito e já partiu pra cima dela?
– Não... Não é isso. Na verdade ele é um idiota sem sentimentos! — Alícia gritava com lágrimas nos olhos.
– Galinha... — Valéria falava virando de costas.
– Diz pra elas Paulo, porque esconder que gosta de mim. — Alice falava apoiada em Paulo.
– Não... Alícia não chora... Valéria olha para mim... Alice me larga. — Paulo falava confuso sem saber quem ajudar. — Me deixem em paz! — Gritou o garoto e todas aquelas imagens sumiram.
Paulo caía no chão e começava a chorar, Marcelina e Jaime que estavam na sala esperando Paulo se arrumar foram ver o porque do grito do garoto. Ao chegarem no banheiro se deparam com o garoto caído no chão.
– Paulo? O que houve? — Perguntava Jaime desesperado balançando o amigo. — PAULO! REAGE!
Lágrimas já escorriam pelos olhos de Marcelina, Jaime estava quase se pondo à chorar também. Até Paulo levantar secando as lágrimas.
– O que aconteceu... Cadê elas... Elas estavam aqui... — Paulo olhava os arredores do banheiro, mas lá só viu Marcelina e Jaime.
– Elas? Elas quem doido? — Jaime perguntava dessa vez rindo.
– Nada... Esquece... Endoidei de vez... — Dizia agora também rindo.
– Paulo... — Marcelina falava baixo preocupada com o irmão.
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Depois do incidente com Paulo, os três adolescentes saíram rumo à escola. Paulo não dizia nada, as vezes ria um pouco, já que com Jaime por perto é impossível não rir.
Maria Joaquina que já havia chegado na escola, via os três entrarem. Olhava para o Jaime rindo que nem um macaco e sorriu. Porém ao ver o garoto se aproximar Maria Joaquina corou.
– Hey Maria... Eu queria saber... Se... — Falava visivelmente nervoso o garoto.
– Desembucha logo Jaime. — Falava friamente a garota, evitando contato visual com Jaime.
– É que eu preciso falar com seu pai. Depois da aula posso ir com você falar com ele? — Perguntou diretamente, dessa vez já não estava nervoso.
– Sim, claro que pode... Mas o que quer falar com meu pai? — A garota perguntou agora olhando para o amigo.
– É algo pessoal. Sinto muito. — Jaime falou se retirando do local.
– "Sinto muito"... O Jaime não fala sinto muito. Aliás, ele nunca se desculpa comigo... — Era o que ocupava a mente de Maria naquele momento.
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Valéria ainda estava chegando na escola, a garota andava lentamente, nem prestava atenção na rua. Naquele momento, ela não pensava se algo de ruim ia acontecer. Só queria retirar aquela sensação do corpo, esvaziar a mente.
– Olha só o que temos aqui, Fred! — Dizia um homem de boné se aproximando de Valéria.
Ao tentar correr um homem aparecia atrás dela e a segura pelo pulso.
– Uma nerd gostosa! Isso é raro nos dias de hoje! — Dizia o tal de Fred.
– Raro... e gostoso... — Dizia o outro cara com um olhar malicioso.
Os dois seguraram Valéria e começaram a retirar suas peças de roupa. Um tirava a calça jeans de Valéria enquanto o outro tentava tirar a blusa da garota.
– Qual o problema garota? Nunca pode ter essa oportunidade? — Perguntava Fred.
– Deve ter escapado desse tipo de coisa por pura sorte. Que cara não ia querer uma gostosa feito você. — Dizia o outro já desabotoando as calças, ficando somente de cueca.
– Não... Por favor... Para! — Gritava a garota porém sem sucesso. Quanto mais ela gritava mais bruto aquilo ficava.
Depois de tirarem a calça jeans de Valéria, empurraram-na de quatro no chão. Fred já estava preparado para tirar a cueca e abusar da garota, até receber um chute na cara fazendo o cair inconsciente no chão.
– O que houve Fr... — O outro cara ia até o amigo lhe ajudar mas recebia uma série de golpes na barriga e depois recebeu um cara, o suficiente para desmaiar.
Valéria desmaiava no chão ainda não entendendo o que tinha ocorrido. Só sentiu alguém colocando sua calça jeans e a pegando-a no colo. Logo após, desmaiava de vez.
Alguns minutos depois
– Então... Tentaram estupra-la... — Adiel perguntava sentado ao lado de Valéria.
– Sim... Se não fosse você... Eu morria, obrigado. — Valéria agradecia tomando um gole de sua água.
– Não precisa agradecer, qualquer amigo seu faria isso. — Falava o garoto sorrindo.
– Não... Tem uns que acho até que ajudaram aqueles desgraçados... — Falou se referindo a Paulo, logo após uma lágrima caiu de seus olhos. — Peraí... E a escola? Estamos atrasados!
Valéria terminou de beber sua água e correu até a porta.
– Relaxa... — Dizia Adiel fazendo a garota parar. — Já liguei para a professora Helena, expliquei o ocorrido e ela vai conversar com a diretora.
– E os meus pais? — Perguntava Valéria.
– A professora pediu meu endereço, passei para ela que vai passar para seus pais. Eles já devem estar chegando. — Dizia Adiel sorrindo.
– Hm... Ok... Obrigada. — Dizia Valéria não deixando escapar um sorriso. — Mas... Porque me salvou? A gente nem tinha olhado na cara um do outro, nem nos conhecíamos... Porque arriscou sua vida para me salvar?
– Não quero ver mais ninguém sofrer... Não enquanto eu estiver vivo. O que durará pouco. – Dizia o garoto falando a última frase baixo, somente para ele ouvir.
– O que foi que disse? A última coisa... Não entendi direito... — Valéria perguntava.
– Nada de mais... É melhor ficar sem entender. — Disse.
– Ok... Mas o que quis dizer com: "Não quero ver mais ninguém sofrer... Não enquanto eu estiver vivo." — Valéria perguntou curiosa.
– É que... Quando eu tinha entre 15 e 16 anos. Eu estava na escola, era o segundo dia de aula. Fui chamado na diretoria e lá vi dois de meus professores chorando.
Flashback on
– O que houve? Porque estão chorando? — Perguntava o garoto confuso.
– Adiel... Você tem que ser forte como sempre foi... Isso é algo natural da vida... — Dizia minha professora entre lágrimas.
– Como assim? Ser forte? Do que estão falando? — Adiel perguntava.
– Seus pais Adiel... Eles foram torturados... Torturados até a morte... — A diretora dizia também entre lágrimas.
De repente, lágrimas começaram a escorrer o rosto do garoto. O desespero tomou conta de seu coração. Naquele momento, um garoto sem sentimentos e com ódio nasceu.
Flashback off
– Nossa. Sinto muito. Muito mesmo... Não devia ter tocado no assunto... — Valéria dizia sinceramente.
– Não faz mal... Ou iam eles, ou ia eu. Assim é a vida. Vivemos num mundo composto por mortes e por sofrimento... — Adiel dizia e Valéria veio até ele e lhe abraçou.
– O mundo não é assim. Existem o lado bom e o lado ruim. E você pode contar comigo. Vou te mostrar o lado bom. — Valéria dizia com lágrimas nos olhos.
Adiel resolveu retribuir o abraço. Para ele, aquilo depois de muitos anos, era algo diferente, não era como o abraço de suas irmãs. Era como um abraço diferente. Um abraço de alguém que você podia confiar. Um abraço inocente, algo que somente aqueles de coração puro poderiam entender.
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– O que eu faço cara... É confuso demais... — Paulo conversava com Kokimoto.
– Cara, fico feliz de ter dividido isso comigo. Mesmo que eu não tenha sido o primeiro a saber... — Kokimoto dizia sorridente.
– Você é meu melhor amigo e eu só não te contei antes, por medo de você me "zuar"... — Paulo dizia.
– Cara, pode contar comigo, te ajudei com a Alícia no 3° ano. Te ajudei com ela de novo no 6° e ajudarei de novo nesse ano. Embora dessa vez o problema envolva três garotas. — Kokimoto olhava para o grupinho de meninas que estavam um pouco mais afastadas.
– Cara... A questão é essa... Você não pode mais me ajudar... — Paulo dizia com algumas lágrimas caindo de seu rosto.
– Claro que posso cara... Sou seu "parça!, seu melh... — Antes que o garoto terminasse Paulo levantou e encarou o amigo.
– NÃO SOMOS MAIS CRIANÇAS KOKI! TEMOS QUE NÓS MESMOS RESOLVERMOS NOSSOS PROBLEMAS! — Gritou Paulo atraindo o olhar de todos ao redor, inclusive das meninas. Paulo ao ver a atenção que chamou, saiu correndo com lágrimas nos olhos.
No grupinho das meninas
– Ele tava chorando? — Perguntava Marcelina.
– Eu vou lá ver o que houve... — Alícia dizia se levantando, mas Carmem a segurou.
– Deixa ele sozinho. Talvez ele só precise pensar... Um tempo sozinho é o melhor dos remédios. — Carmem dizia fazendo Alícia se acalmar.
– A Carmem sempre sabe o que dizer! — Bibi dizia fazendo Carmem corar.
Em outro lugar ainda no pátio
– O que será que deu neles? — Perguntava Jaime se sentando ao lado de Maria Joaquina
– Eu sei lá... O Paulo e o Kokimoto brigarem é algo raro... — Maria Joaquina falou.
– Assim como é raro eu e você termos uma conversa civilizada como estamos tendo agora... — Jaime falou fazendo a garota rir.
Naquele momento, os dois ficaram em silêncio, evitavam contato visual um com o outro. Até Jaime romper o silêncio.
– Que joguinho é esse? — Jaime perguntou olhando o IPhone de Maria.
– É Ninjump Deluxe. Nunca jogou? — Perguntou a garota.
– Já devo ter jogado, mas reinstalei o celular. Tinha muito vírus. — Falou o garoto.
– Quer jogar? — Maria Joaquina perguntou dando o aparelho para Jaime.
– Quero... Quero sim... — Jaime disse e começou a jogar.
Maria Joaquina se aproximou do garoto ficando colada com ele, ambos coraram porém fingiram não ter notado o estado em que se encontravam.
– Sabe Maria, posso te chamar só de Maria? — Jaime perguntou olhando para a garota e ela respondeu que sim com a cabeça. — O pessoal sempre chamou você de chata e metida. Essas coisas... Mas eu nunca achei você chata e metida, desde o dia que te ajudei no 3° ano, eu percebi que você só precisava de amigos... E hoje você conseguiu esses amigos e é adorada por todos.
– A-adorada por todos? — Perguntou nervosa.
– S-sim... — Jaime também ficou nervoso ao perceber o que tinha dito.
– Legal saber que justo você, aquele que sempre me odiou, achar isso de mim. — Falou olhando nos olhos do garoto.
– Peraí... Eu nunca te odiei... Na verdade eu sempre te... — Jaime virou fazendo com que ambos se olhassem diretamente nos olhos, aproximaram-se aos poucos um do outro até que...
– O sinal... Jaime, o sinal! — Maria gritou para Jaime que estava corado, segurou sua mão e foi puxando ele até a sala.
Um pouco mais a frente de onde estavam Jaime e Maria Joaquina
– Tá, o Jaime é legal. Mas acho que a Maria Joaquina quase ter beijado ele já é demais... — Jorge disse demonstrando um pouco de ciúmes.
– Olha só, meu priminho é ciumento... — Falava Ametisa provocando o primo.
– Cala a boca sua chata... — Jorge disse ignorando a prima e indo até a sala.
– Ai Jorge... Como você é idiota... — Ametisa disse andando até a sala.
E assim foi o melhor começo de aula para alguns. O quase beijo de outros. E a amizade de outros dois. Como isso iria acabar? Só o futuro poderá dizer...
No próximo capítulo — Jaime e Maria Joaquina
Notas finais
' Também teve dois momentos Maime na escola, e depois vai ter Jaime na casa da Maria Joaquina para falar com seu pai, só para isso mesmo?
' O personagem Adiel e o personagem Valéria não são um casal. Serão melhores amigos.
' E no final, um pequeno momento entre Jorge e Ametisa.
' Bom, se gostaram e acham que recompensei vocês pelo tempo perdido. Deixem seus reviews u.u
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