Mundos Colidindo
9 Sil Volturi
P.O.V. Carslile.
Agora que Sil já nasceu e tem toda a guarda Volturi para cuidar dela, IO e Alec vão partir.
—Obrigado Doutor. Lamento muito por termos causado transtornos ao senhor e sua família, mas o senhor me ajudou, ajudou minha filha e por isso lhe serei eternamente grata.
—Disponha.
—Obrigado Cullens.
—Disponha.
No curto período que passei com ela, notei que os olhos de Sil mudavam de cor. Num momento estavam verdes como o de outro bebê qualquer e no minuto seguinte estavam azuis, num tom de azul gelado, neon, fluorescente.
P.O.V. Alec.
Eu tenho uma filha. Uma filhinha linda, meio alienígena com dois corações.
—Sil Volturi. Parabéns irmão.
—Nunca entendi a necessidade de sobrenomes, apesar de que, em Astória eu era IO da Casa de Lorn. O que significa que os sobrenomes daqui são como os títulos de Astória.
Sil não conseguia sobreviver apenas com comida e nem apenas com sangue. O corpo dela precisava de ambos. E ela crescia rápido. Muito rápido.
Conforme ela crescia os olhos mudavam de cor, ficando cada vez mais azuis e tornando-a cada vez mais sensível á luz.
—Faz sentido. O sol de Astória não era tão claro quanto o da Terra e para todos os efeitos, você é um ser noturno.
P.O.V. Sil.
Eu me lembro de tudo. Lembro de estar dentro da minha mãe, de ouvir sua voz, a voz do meu pai, da minha tia. Me lembro de sair da minha mãe e encontrar um par de olhos dourados. Do gosto do sangue azul, Doutor Carslile Cullen, sua voz, seus pensamentos, sua pele um pouco mais fria que a minha.
Andar de carro pela primeira vez, ver o sol, fazer o motor do carro parar pouco antes da nossa casa explodir e fazê-lo religar logo após isso. Andar, falar, comer, aprender a usar o banheiro. Aprender a controlar meu próprio corpo e o corpo dos outros.
—Papai! Papai!
—O que foi querida?
—Quero que você veja.
—O que?
—Isso.
Disse soltando a fumaça pelas mãos.
—É igual a sua.
—Uma névoa azul. É a névoa mais linda que eu já vi.
—Você acha que funciona igual a sua?
—Talvez. Não está com fome?
Perguntou meu pai me pegando no colo.
—Estou sempre com fome.
—Está tremendo. Está com frio?
—Sim. Estou com frio já a algum tempo.
—Bom, então vamos colocar você pra dentro. Você pode me mostrar os seus desenhos novos.
P.O.V. Alec.
Sil é incrivelmente talentosa. Ela desenha o que ela vê, quer seja nos lugares onde nos estabelecemos ou nas mentes dos outros. Gosta de desenhar Astória. As memórias de IO. Sua vó Cora.
Ela não desenha aquelas coisas que as crianças humanas costumam desenhar. Aqueles desenhos de palitinhos, não. Os dela são incrivelmente realistas. Aprende a uma velocidade alucinante, faz balé, desenha, toca piano, violino, mas ainda assim ela é minha doce e inocente garotinha que usa seus dons para concertar asas quebradas de borboletas.
Sil é estonteantemente poderosa, mas pode ficar agressiva quando provocada. Com uma rajada de energia ela mata dez mil humanos.
—Mamãe disse que você gosta de pintar também.
—Eu gosto. Muito.
E é verdade. O meu segredo, adoro pintar quadros.
—Sua mãe está esperando em casa. Esperando por você. Aposto que ela fez fettuchini ao molho branco. Seu favorito.
—Aprendi a me teleportar hoje. E a abrir um portal.
—Legal.
—Pode correr? Bem rápido?
—Bem rápido então.
Enquanto estava correndo com ela no colo ouvi a sua risada infantil. Sil adorava quando eu fazia isso, desde bebê.

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