Mundos Colidindo
7 Precisa-se de um médico
P.O.V. IO.
Me lembro de quando comecei a me sentir mal. Os medicamentos não funcionavam, não eram fortes o suficiente.
E quando descobri o que havia comigo pensei, Meu Criador o que farei agora.
—O que foi?
—Se importa em me responder como um homem morto pode engravidar alguém?
—O que?
—Eu realmente não entendo como isso é possível. Você é um vampiro e vampiros estão mortos. Não podem ter filhos.
—Ai Meu Deus!
—Podem?! Vocês podem?
—Só conheço duas crianças híbridas. Mas, nenhuma como a nossa. IO você é uma alienígena com dois corações e poderes inacreditáveis.
Estávamos num quarto de hotel, em Roma quando descobri. O quarto começou a chacoalhar.
—O que vamos fazer? É ruim o suficiente ter que fugir dos Morgs e lutar. A criança vai precisar de cuidados, fraldas, banho, estabilidade. E nós dois temos inimigos a perder de vista. Os Morganianos estão me caçando, seus Mestres me odeiam e não podemos simplesmente ir ao hospital.
Eu estava chorando, aquilo era desespero. Não posso trazer uma criança á este mundo nessas condições e ainda assim, eu amo meu bebê. O meu milagre.
—O que vamos fazer, Alec? Vamos precisar de assistência, precisamos manter o bebê á salvo.
—Bom, conheço alguém que talvez possa nos ajudar.
—Que bom. Já é um começo.
—Pegue o seu passaporte. Vamos para a América.
P.O.V. Alice.
Eu acabo de ter uma visão.
—Os Volturi estão vindo?
—Não. São apenas os gêmeos.
—Porque motivo viriam para cá?
—Não sei. Está borrado, desfocado.
E quando eles chegaram não poderíamos ter ficado mais chocados.
—Olá. Bem-vindo.
—Olha, Cullen eu sei que temos nossas diferenças. Mas, como estou desesperado...
—Porque está desesperado?
—Digamos que você é o único vampiro médico do mundo e o único que já lidou com uma situação parecida com esta.
Ele olhou para o carro e disse:
—Jane. Traga ela.
E Jane ajudou uma mulher loira, enorme de grávida á sair do carro.
—Ai Meu Deus!
—Você está bem?
—Meu povo foi massacrado, estou grávida de mil meses e sendo caçada por Morganianos que querem me exterminar. Mas, fora isso estou bem.
Disse a mulher loira com muita raiva na voz.
—E me trouxe para mais vampiros. Ótimo.
—Ele vai nos ajudar IO.
—O último da sua raça que disse que iria me ajudar, atraiu os Morgs e me forçou a lutar para que os seus vassalos contemplassem o Poder do seu novo Troféu.
—IO? Seu nome é IO?
—É. Bom, o quanto eles sabem?
—Até o momento só que está grávida.
—E sendo caçada por Morganianos. O que é um Morganiano?
—Sabe aquela pergunta que os ciêntistas espaciais vivem fazendo. Será que existe vida em outros planetas? A resposta é sim. Existe.
—E como você sabe disso?
Perguntou Emmett.
—Porque, eu não nasci na Louisiana. Na verdade, não nasci em nenhum lugar nem perto da Louisiana. Ou desta galáxia.
—Está dizendo que você é uma alienígena?
—Sim. Se não acredita em mim, porque não escuta os meus dois corações batendo?
P.O.V. Carlisle.
E era real. Ela tinha dois corações, um de cada lado da caixa toráxica.
—Meu Deus!
—Cara, uma alienígena grávida!
—Emmett!
—É verdade. Sou uma alienígena grávida. Um ISO, o último ISO. Ou quase.
—Iso?
—Algorítimos Isomórficos. Nós podemos existir tanto neste plano quanto no plano virtual. Posso me teleportar, ler mentes, literalmente entrar na internet. Parte do nosso código raiz foi criado por um programador de sistemas, mas a outra parte? Geração espontânea.
—Então você é um robô?
—Não sou robô. Sou de carne e osso e sangue. Sou bio-digital. No meu planeta, Astória não tinha mar, não tinha sol, não como o sol que vocês tem aqui. Nosso sol não era amarelo era... azul. Azulado vai. Os metais de Astória eram mais resistentes do que os da Terra. Tínhamos um templo, onde apenas os nobres podiam entrar, e os campeões mais corajosos e habilidosos. Não contávamos o tempo como vocês. Não haviam horas ou dias, eram ciclos.
—E o seu gato? Nunca entendi qual é a daquele gato.
—Jabber não é um gato. Ele é um Flerken. Um metamorfo.
O gato da raça Himalaio estava sentado olhando para Emmett como se perguntasse:
"Qual é a sua?"
—Imagino que o seu Flerken tenha uma forma original, certo?
—Sim.
—E qual é?
—Chamei ele de Jabber porque a sua forma original parece com a criatura do livro. Alice no País das Maravilhas.
—Seu gato é um dragão?
—Jabber é um FLERKEN! Noventa e nove por cento do tempo ele é a criatura mais dócil e inofensiva do mundo, mas quando os Morgs estão por perto ele abre bem a boca e de lá saem tentáculos e ele engole os Morgs inteiros. Oh, ele bota ovos.
—Ovos?
—Centenas de milhares de ovos auto fecundados que geram centenas de milhares de outros Flerkens. Que se parecem com... qualquer animal que eles quiserem. Agora, tendo isto sido esclarecido. O senhor vai me ajudar Doutor? Por favor.
—Claro. E quanto seu D.N.A.?
—Não é D.N.A. exatamente. É D.N.A. digital, chamávamos de código raiz.
—E Alec é o pai do seu filho?
—Sim. Mas, não sabemos se é filho ou filhos. Ainda. Alec diz que pode ouvir dois corações, mas como eu tenho dois e sou só eu, não sabemos se é um bebê ou se são dois.
—Se me permitir vou fazer um exame. Quando minha nora ficou grávida o saco amniótico era impenetrável.
—Você tentou usar prata?
—Prata?
—Seu povo é alérgico á prata. Meti bala na guarda toda e as balas passaram. Mas, os queimou. Se tentar usar prata e isto queimar o bebê...
—Vamos com calma. Primeiro vamos tentar fazer uma ultra-sonografia comum.
—Muito bem.
Enquanto passava o gel e pressionava o equipamento contra o abdome dela perguntei:
—Com quantos meses de gestação você está?
—Ahm, onze.
—Onze?
—Um nascimento em Astória levava um ciclo. Um ciclo é um ano terrestre. Mas, lá o tempo passava diferente. Mais rápido.
—Teve sangramento? Sentiu dor?
—Não para ambas as perguntas. Mas, a criança quebrou o meu quadril.
—Mas, está andando normalmente. Bom, normalmente para uma gestante.
—Não sei como. Mas, o osso quebrou e no instante seguinte, num estalar de dedos... estava de volta ao lugar.
—Pode se curar assim tão depressa?
—Não. Me curo mais rápido do que um ser humano, mas não tão rápido. Não se alguém não remover o "defeito" do meu código raiz.
—Remover o defeito? Como uma cirurgia?
—Não. E o bebê?
—Posso ouvir dois corações, mas não posso ver nada.
—Ótimo. Tenho agulhas de prata. Ou talvez, eu não precise.
Ela tentou se levantar, mas não conseguiu.
—Agora sei como se sentem os jabutis virados de ponta cabeça.
Tive de ajudá-la a se levantar e ela foi direto para Alec.
—E como foi?
—Ele não viu nada. Me dá o meu disco.
—Porque?
—Acho que tenho uma ideia. Dá o disco.
Alec a entregou um disco feito dum material desconhecido, cujas pontas e o centro tinham uma luminosidade azul neon.
—Disco, realizar escaneamento, busca por material genético.
O disco respondeu:
—Busca por material genético em andamento, por favor aguarde.
A luz saiu e a escaneou.
—Material genético encontrado.
—Designação de código raíz.
E era uma procissão. A lista não acabava mais.
—Impossível. Disco, número de ISOS encontrados.
—Número de ISOS encontrados. Dois mil trezentos e vinte e dois.
—Disco realizar leitura de material genético. Coletar e analisar.
Do disco saiu uma agulha que picou o dedo dela.
—Análise em andamento, por favor aguarde.
—Cara, tecnologia alienígena!
—Aviso, material genético desconhecido encontrado. Possível contaminação. Aviso, material genético desconhecido encontrado. Possível contaminação.
—O disco precisa de material genético compatível para parar de apitar. Alec, dá o dedo.
—Porque eu?
—Você é o pai. Agora dá o dedo rápido.
Alec estendeu o dedo e ela falou.
—Disco, realizar coleta e análise de novo material genético.
O equipamento furou o dedo de Alec.
—Ai!
—Análise de material genético em andamento, por favor aguarde. Material genético compatível encontrado. Possibilidade de contaminação, descartada. Espécie desconhecida.
—Espécie, vampiro. Fraquezas, prata. Habilidades, velocidade, força e longevidade. Fonte de alimento, humanos ou animais. Designação, predador. Fisiologia, pele pálida, dura como pedra, fenótipo variado, cor de íris vermelha ou dourada. Alimento sangue.
—Nova espécie catalogada, preparar para Back Up.
—Se importam se eu sentar?
—Não. Fique á vontade.
—Não deixa interromperem o Back Up. Isso pode nos matar.

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