Mundos Colidem

1 Katniss- A Colheita


Notas iniciais
Primeira fic, peguem leve pf em, hahaha.

Minha cabeça doía, eu sentia as gotas de suor descendo pela minha testa, eu estava com meus músculos tensos, meu coração batia mais rápido em meu peito, eu tinha acabado de acordar de um pesadelo, eu estava tensa, havia lágrimas eu meu olhos, Peeta estava sentado ao meu lado acariciando meu cabelo com gestos suaves e ternos. Ele viu que eu havia acordado e sorriu;

“Pesadelos?” ele falou enquanto ele tirava os fio de cabelo suados da minha testa.

“Sim, pior impossivel.” Eu sentei-me na cama e sequei as lágrimas “Preciso de um banho se você não se importa.”

Ele levantou da cama e saiu, fechando a porta às suas costas. Eu entrei debaixo do chuveiro, estava morno, minha pele queimava um pouco sobre a temperatura da água, mas era bom, me acalmava, eu deixei meus pensamentos serem levados pela água ralo abaixo. Minha cabeça estava mais leve. Desde a última vez que brigamos eu e Peeta ainda não estávamos 100% bem, mas eu sentia necessidade dele ao meu lado, a toda hora e a todo momento eu queria a nossa relação antiga de volta, eu queria ele. Meus pesadelos haviam voltado a pouco menos de um semana, eu sabia que alguma coisa estava para acontecer, e não ia ser das boas.

Minha dor de cabeça tinha passado, eu estava razoavelmente melhor, até me lembrar hoje era dia da colheita, eu sentei no chão e pensei, mais um ano, para mais um casal, que nunca mais terá a vida alterada pela capital, eu derramei uma lágrima pelo canto do olho só de pensar no terror que aquelas pessoas teriam que passar. Mas nunca imaginei o que estava por vir.

Eu coloquei uma roupa mais arrumada e desci para a cozinha, onde Peeta me esperava sentando na mesa de mármore com o café da manhã pronto a sua frente:

“Está se sentido melhor?” ele perguntou comendo um pedaço de seu bacon.

“Um pouco, tenho um mal pressentimento sobre a Colheita desse ano Peeta, eu sinto que algo vai acontecer.” eu sentei à mesa e coloquei algumas coisas no meu prato.

“Não se preocupe, já fomos escolhidos, não podemos ser escolhidos de novo e você sabe disso.” ele abriu um sorriso reconfortante para mim.

“Ok, vou me preocupar menos, mais ainda tenho uma sensação de que algo ruim está por vir.” e aquelas foram as últimas palavras do nosso café-da-manhã.

O tempo até a Colheita não consegui amenizar a minha preocupação. O tempo passou como um piscar de olhos, logo eu Peeta e Haymitch estávamos a caminho da praça principal do Distrito 12, onde quase tudo já estava pronto para a Colheita, os três telões estavam esticados de forma que todos do Distrito pudessem ver o que seria passado nelas. Eu, Peeta e Haymitch logo nos sentamos ao lado do palco, enquanto víamos pessoas de várias idades se arrumarem em fileiras longas e com um ar de terror e tristeza.

Após vários minutos sentada no silencio total eu sentia meu coração batendo no peito, ele batia forte, fechei meus olhos e tentei não ouvir as vozes chorosas e com medo ao meu redor. Eu estava nervosa e Peeta deve ter percebido porque ele segurou minha mão com força e confiança, continuava a olhar um ponto fixo no horizonte e por puro instinto segurei a mão dele com a mesma força que ele segurava a minha tentando lhe passar a confiança que eu tinha nele.

Eu senti meu coração palpitar, o que eu sentia por ele era mais do que uma mera amizade? Eu queria algo mais? Não... Não tenho tempo de pensar nisso, não agora. Effie subiu ao palco com um pergaminho meio amarelado em sua mão, e nele jazia o selo da capital em vermelho vivo feito de cera com alguns entalhes que eu nunca tinha visto.

“Boa-tarde Distrito 12! E sejam bem-vindos a mais uma colheita. Este ano teremos a septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes, como todos sabem, a cada 25 anos temos um certo “evento” em nossos jogos, e está escrita aqui neste pergaminho que eu lerei agora para vocês” ela deu uma leve tossida se afastando um pouco do microfone e abriu o selo de cera do pergaminho “Este ano, como evento aqueles que já ganharam os Jogos Vorazes voltaram ao campo, sim aqueles que iram para os Jogos esses Katniss, Peeta e Haymitch” ela disse apontou para nós “voltaram para a Arena como tributos, os únicos três tributos do Distrito 12 que já ganharam os Jogos Vorazes agora voltaram para a Arena para provar sua força novamente.”

O que!? Não, não podia ser eu era a única mulher, eu não posso voltar meus pesadelos ainda nem foram embora totalmente e agora eu terei que voltar para aquele inferno, eu me recuso, Peeta me olhou com um ar preocupado, eu me toquei eu era a única mulher que poderia ir, eu sabia que se Haymitch fosse escolhido Peeta entraria em seus lugar com certeza:

“Damas primeiro” disse Effie quebrando minha linha de pensamento, eu não sabia porque ela teria que pegar meu nome, todos lá tem a mesma coisa escrita Katniss Everdeen, o meu nome, maldito dia em que eu não morri naquela arena, teria sido tudo tão mais fácil, mas a vida não me levou por esse caminho “Katniss Everdeen!” ela disse e bateu algumas palmas silenciosas enquanto eu subiu ao palco “Agora aos cavalheiros certo?” ela saiu de perto do microfone, eu suava frio, as lágrimas lutavam para sair dos meus olhos, mas minha força de vontade era maior “Haymitch, parece que você voltara ao campo!” ela sorriu torto para ele.

“Eu me voluntario!” Peeta estava em pé com a cabeça abaixada e o braço levantando “Eu vou no lugar dele!”

“Então se é assim, Peeta Melark, suba aqui, cumprimentem-se por favor.” eu o olho com um olhar de compaixão e ternura, e talvez até algo muito maior que isso e ele retruibui “Aqui temos nossos tributos, Peeta Melark e Katniss Everdeen!”

O Mundo ao meu redor gira, eu sinto tonturas minha pressão abaixa, começo a suar frio, meu mundo desabou, se eu sair viva Peeta sair morto se ele sair vivo eu não saio, o que eu faço, porque raios eles se ofereceu, eu podia me virar sozinha, eu podia ganhar e voltar para o seu abraço, podia, nunca que a capital deixará voltarmos dois vivos, não tínhamos escolha a não ser lutar contra a capital, ou morrer tentando. Não tivemos tempo para mais nada naquele dia, eu passei o tempo que me restava no Distrito 12 em choque enquanto Peeta ficava sempre ao meu lado esperando eu cair no chão desmaiada, minha cara estava muito pálida segundo ele.

Muito antes do anoitecer fomos para o trem, onde Haymitch eu e Peeta embarcamos, sim voltando as origens de tudo:

“Você nem eu estamos psicologicamente prontos para entrar novamente na arena, nem agora nem em mil anos, mas teremos que superar isso em pouco mais que uma semana, acha que consegue pequena?” pequena? Da onde ele tirou esse apelido.

“Sim, acho que sim, mas prometa que você sempre estará ao meu lado, por favor, não quero lhe perder de jeito nenhum” eu deixei o orgulho de lado não conseguia mais viver com o orgulho borbulhando em minha garganta impedindo que eu e Peeta voltássemos a ter a relação de antigamente.

“Sim, prometo.” Me deu um suave beijo na testa “Agora acho melhor você deitar e descansar um pouco, como antes, está muito pálida, venha eu levo você para o vagão dos banquetes.” ele pegou minha mão e me afastou de Haymitch e Effie que tinha acabado de entrar no trem.

Pouco menos de dois minutos estávamos sentados em um sofá com uma mesa a nossa frente cheia de frutas e alguns sucos em jarras magnificas de vidro:

“Vamos coma alguma coisa antes que desmaie!” Peeta se preocupava muito comigo.

“Ok, mas não estou com muita fome” peguei uma maça e mordisquei ela um pouco.

“Vamos, coma direito, não quero ver você passando mal depois.” ele pegou um morango da tabua de frutas e colocou na minha boca, o gosto era doce, até que muito gostoso, e assim com ele insistindo eu comi uns cinco morangos e mais uma maça até ele me deixar em paz.

“Agora vá descansar, tome um banho e durma um pouco talvez se sinta melhor.” ele sorriu e se levantou deixando eu sozinha.

Eu me levantei logo depois de ouvir a porta se fechando atras de mim, eu segui pela direção contraria até o vagão que levava ao meu quarto, lá tomei um banho e coloquei um pijama que era composto de um moletom largo que ganhei de minha mãe no meu último aniversário e uma regata branca, e uma pantufa quentinha e macia. Eu resolvi dar uma passeada pelo trem antes de cair no sono por isso agarrei meu roupão e o joguei nas costas.

Passando por alguns vagões aproveitei para mordiscar algumas comidas espalhadas pelas mesas. Como nozes e frutas, eu estava me sentindo muito melhor, depois de andar uns três vagões encontrei Peeta sentando olhando por uma janela, sentei a sua frente:

“Pronto para tudo que está por vir?”

“Não, mas acho que se você estiver ao meu lado, talvez eu consiga.” Ele sorriu ainda olhando para fora da janela.

“Não entendo como as pessoas sentem prazer em ver outras pessoas se matando.” eu disse fazendo uma cara de nojo.

“Nem eu, mas fazer o que? Nós não temos poder sozinhos Katniss, nunca teremos.” ele deixou escorrer uma lágrima por sua bochecha rosada que logo ele disfarçou com uma rude limpada com as costas de sua mão “Não quero voltar àquela arena.”

“Ei, Peeta, eu também não, mas por enquanto vamos aproveitar o tempo que temos longe da capital, você poderia dormir comigo hoje, talvez com você do meu lado os meus pesadelos não ataquem com tanta frequência na noite.”

“Claro pequena, tudo por você.” ele levantou e pegou na minha mão me conduzindo pelos vagões até o vagão que era meu quarto.

Retirei o roupão arrumei a cama e me deitei me aconchegando entre os cobertores, logo ele se deitou ao meu lado virado de frente para mim com um sorriso bobo na cara, ele segurou minha mão por baixo das cobertas e aproximou seu corpo do meu, eu me sentia tão aconchegada tão segura, eu sentia o calor de sua pele contra a minha, minha cabeça apoiada a seu peito, sim nosso elo tinha voltado, estávamos bem novamente. Ele puxou meu queixo para cima com uma de suas mãos fazendo com que eu olhasse nos olhos dele, e foi chegando mais perto gradativamente até que nossos lábios roçaram, eu fechei os olhos e me entreguei a sensação que aquilo me passava, o êxtase de poder beija-lo novamente, até que nossos lábio se encontraram formando um só um beijo romântico e carinhoso, matou a saudades que os dois lados sentiam.

Ele me soltou do beijo e me abraçou me apertando contra ele e foi assim que me perdi em sonhos, os mais belos sonhos.

Notas finais
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