Mundos Colidem
3 Eragon- As Histórias se misturam
Letícia's POV
Neste exato instante os cavaleiros de dragão reinavam em sua dimensão. Gallbatorix havia sido derrotado por Eragon e Saphira, mas a paz não havia chegado ao matador de espectros, o mais poderoso cavaleiro de dragões de todos os tempos tinha agora uma nova missão. No mundo onde os dragões era conhecidos apenas por lendas. A porta para as dimensões estavam se fechando, Eragon e Ayra tinham sua última chance de salvar aquele mundo. Agora dois cavaleiros terão de iniciar uma revolução que poderá mudar tudo.
Eragon's POV
O vento sussurrava palavras que poucos podem entender, eu o ouvia com as orelhas pontudas tapadas por uma bandana preta ferro, quieto, eu conseguia ouvir tudo e todos que estavam naquela cidade, o Distrito 11, fechei meus olhos, e deixei o tempo passar a minha volta, eu voltei meus pensamentos para o pouco tempo de paz que tive com Oromis, que agora jazia morto e Glaedr, que agora ficará comigo, ele e Saphira se uniram, e Glaedr está sem cavaleiro e sente muita falta de um, então de vez em quando eu trato ele como se ele fosse meu dragão, mesmo sabendo que não é, e ele me respeita e me protege, assim como eu o respeito e o protejo, só temos essa ligação pois eu consegui um novo corpo para ele continuar vivendo a mundo aberto a procura de um novo cavaleiro digno o suficiente dele. Ayra e eu casamos a alguns anos atrás, poucos na visão dos elfos, muitos na visão dos humanos.
Mesmo perdido em meus pensamentos eu consegui ouvir passos chegando perto de mim, estava em um lugar escondido que somente uma pessoa conhecia além de mim:
“Ayra?” eu suspirei.
“Quem mais poderia ser?” ela sentou-se ao meu lado e me deu um suave beijo “Sabe que dia é hoje não?”
“O dia em que nossa missão começa se não estou enganado.” eu abri os olhos “vamos então” eu disse levantando e pegando na mão de Ayra para ajuda-la a levantar.
“Saphira? Está por perto?” eu me sentiria mais seguro se ela pudesse falar comigo.
“Sim pequeno estou aqui” que ótimo.
É parecia que eu teria de voltar aos Jogos, sim eu já fui para os jogos vorazes antes, mas não consegui concluir minha missão, e pelo bem da mesma, eu precisei sair vivo daquela arena. Mas, dessa vez Ayra estaria comigo, e desta vez eu e ela conseguiríamos derrotar a capital, iriamos iniciar uma revolução.
Esse ano era a nossa ultima tentativa, as portas entre a dimensão do mundo comum e dos cavaleiros de dragões se fechariam, e só voltariam a abrir daqui setenta e cinco anos. Era a ultima chance e eu faria jus a todos títulos a mim conferidos, Eragon matador de espectros, e agora uma lenda em uma outra dimensão.
Rapidamente eu estava sentados ao lado do palco com alguns outros vencedores “mais velhos” do que neu, Ayra que não havia participado dos jogos anteriormente estava em meio a uma grande plateia de mulheres, eu a encontrei rapidamente, sua beleza se destacava muito. Não importava nada qual nome seria chamado eu e Ayra seriamos voluntários. Logo uma mulher subiu ao palco:
“Boa tarde a todos, sejam bem-vindos a mais uma colheita, e dessa vez parece que teremos umas regras novas...” o que regras novas? “Este ano é a septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes, e sendo assim um desafio será imposto. Os veteranos, aqueles que já foram para os Jogos irão novamente, vocês que nunca participaram, não vão participar!” Não! Merda! Não podíamos perder essa oportunidade, eu precisava que Ayra fosse junto.
Eu senti algo invadindo minha mente, só podia ser Ayra, então eu abri uma pequena passagem que só Ayra ou Saphira seriam capazes de achar “Eragon, sou eu Ayra. Faça o seguinte, entre na mente dela sem que ela perceba, e faça com que ela veja no papel escrito o meu nome independente do que aconteça, eu dou um jeito para ir para a área que você está, eu consigo usar um feitiços e me esquivar dos guardas, não se preocupe em nenhum momento, se preocupe mais com ela, e com o feitiço que você usará para fazer com que eu vá com você.” ela quebrou a conexão.
“Depois de explicado tudo, vamos lá, damas primeiro” ela começou a anadar em direção ao um pote que parecia um aquário bem grande cheio de papéis, eu comecei a sussurrar palavras inaudíveis a ouvidos humanos na língua antiga, e entrei na mente daquela mulher, ela não percebeu, eu consigo chegar na visão dela, e a distorci “Ayra! Nossa primeira tributa, venha suba aqui” eu estava tão distraído que não vi ela chegando, ela passou ao meu lado e deu uma piscadela. “Agora cavalheiros certo?” Agora era fácil eu me ofereceria “Leo!” ele estava ao meu lado e quase caiu em lágrimas eu coloquei a mão em suas costas e levantei a outra.
“Eu me ofereço!” eu gritei “Você se livrou dessa grandão” eu disse a Peter mandando-lhe um sorriso torto.
Ele agradeceu fazendo um gesto de cabeça:
“Eu quero ser instrutor deste daqui!” Leo gritou.
“Se assim deseja, sendo um veterano, você poderá ir com eles, eu acho.” ela sorriu falsamente.
“Você não precisa fazer isso sabe.” eu suspirei.
“Eu sei, mas você me ajudou e agora eu vou ajudar você” eu vi a mulher do palco trocar algumas palavras com o guarda ao seu lado, e logo uma pequena escolta pegou Leo e o levou para longe.
“Aqui estão os tributos deste ano do Distrito 11, venha suba! Qual é o seu nome?” eu lhe repsondi, Eragon “e que a sorte esteja sempre ao seu lado!” ela ergue nossas mãos, cortando a minha fala.
Ninguém foi nos visitar na “sala de despedidas daqueles que quase nunca voltam” como eu gosto de chamar. E num piscar de olhos estávamos em um trem indo direto para a capital. Leo também estava lá.
“Obrigado por me ajudar.” ele sorriu.
“Não há de que, mas não vamos precisar da sua ajuda.” eu falei tentando ser o menos grosso possível.
“Eu sei o que vocês querem e o que vocês são, vocês vão iniciar uma revolução e sei muito bem da existência de seus dragão. Ensine-à não deixar carcaças por aí. Eu a vi no céu um dia desses. Lindas escamas verdes.” ele disse sorrindo “eu bem que queria um dragão, mas bem deixando isso de lado, eu vou ajudar” ele sorriu.
“Vejo que não é tão burro assim, bem-vindo ao grupo” Ayra disse com um sorriso carinhoso.
“Vamos dar uma andada por aí, e depois explicamos tudo direito ok?” eu e Ayra saímos daqueles comodo “Ele é atento as coisas, deve saber da existência só de Fírnen, não mencionou Glaedr ou Saphira.” eu continuei falando.
“Ele pode ser de grande ajuda.” eu dei de ombros “E Eragon, pronto para salvar esse mundo?” Ayra sussurrou ao canto da minha orelha.
“NÓS estamos prontos para salvar esse mundo.” eu sussurrei de volta.
Eu explorei um pouco do trem com Ayra até quase o anoitecer, encontramos comidas deliciosas e roupas macias, achamos meu quarto assim como o dela, e nos separamos eu fui para o meu quarto onde eu tomei um banho e coloquei um pijama que a capital nos oferecia, e logo desmaiei na cama. Fui acordar era tarde do outro dia. Me olhei no espelho e vi como meus cabelos estavam compridos, resolvi corta-los, a bandana preta estava velha e desgastada, eu resolvi fazer uma nova então peguei uma blusa de seda verde e rasquei uma fita comprida e grossa e fiz uma bandana que cobria minhas orelhas pontudas completamente.
Sai da cabine que era meu quarto e fui a procura de Ayra que não demorou muito tempo a ser achada no vagão de comidas:
“Essas roupas não são nada comparadas as que eu tinha!” ela mexia no vestido.
“E nunca serão, agora pare de reclamar, olhe como eu estou, com essa bandana ridícula” ela deu um riso “Mas, prefiro do que ficar com aquele cabelo comprido!” ela concordou com a cabeça.
Sentei-me em um sofá e aproveitei a paisagem, e assim fez Ayra e ficamos assim durante um longo momento, até que Saphira entrou em minha mente:
“Hun, pequenino acho que achei algo interessante.”
“O que foi?” respondi em pensamento.
“Um cavalo, e não eu não me arrisquei em terra, estamos no meio do mar, ele estava voando, eu estou com ele em minha garras agora, eu não queria lhe incomodar, mas eu não quero entrar na mente dele, eu geralmente assusto muito cavalos, e de qualquer jeito, veja se consegue acha-lo com sua mente.” Um cavalo voando? Saphira não faria uma piada dessas faria?
Não iria duvidar dela, expandi minha mente até seus limites e comecei a procurar outras mentes perto da de Saphira e logo achei uma não, mas várias, a de Saphira, uma perto dela que deveria ser o cavalo, e um pouco mais abaixo no mar, dois homens um mulher e três golfinhos.
Eu entrei na mente do cavalo
“Se acalme ninguém lhe fará mal.” eu disse o que não funcionou nem um pouco
“QUEM É VOCÊ? VOCÊ ESTÁ SÓ NA MINHA CABEÇA E SAIA DELA AGORA MESMO!” um cavalo que fala? Isso é novo.
“Você fala?” como assim ele fala.
“Sim, não está ouvindo? Muito prazer Blackjack, será que eu podeira perguntar-lhe seu humilde nome enquanto eu sou carregado com um animal enorme?” rude.
“Não é um simples animal é um dragão, e meu nome é Eragon.” chamar a Saphira de um simples animal? Ele estava passando dos limites.
“Bem acho melhor ela me soltar, porque meu cavaleiro, vamos dizer assim, não vai ficar muito feliz em saber que eu fui capturado novamente, e com certeza virá me buscar.” até parece que o cavaleiro dele seria páreo para mim e Saphira “bem, mas vejo que como você consegue falar comigo por pensamentos, deve ser filho de Poseidon, são os únicos que conseguem falar com cavalos.”
“Não tenho pais neste lugar, não sou filho desse tal Poseidon!” ele era deus do mar pelo que li em um livro que encontrei a alguns meses atrás, então as histórias de semideuses deviam ser verdade também, é claro um cavalo alado “desculpe, mas não posso liberta-lo assim sem mais nem menos, ninguém pode saber da existência de Saphira. E eu não consigo falar com você porque sou filho de Poseidon, eu consigo falar com você por causa de Saphira ela me concedeu poderes mágicos além de sua compreensão, e posso invadir a mente de qualquer um.”
“Olhe Eragon, eu já vi muita coisa, mas nunca um dragão, se você diz que consegue entrar na mente de qualquer um, procure Percy, ele viaja pelo mar, se ele jurar silencio a ti, eu farei jus a palavra dele. Explique tudo a ele, ele está com mais duas pessoas, Jason e Annabeth, acho que é o único jeito de me libertar. Eu serei totalmente leal em minha palavra.” será que poderia confiar.
“Antes quero que repita algo comigo, é um juramente antigo de meu povo.” ele aceitou e eu falei algumas palavras na língua antiga e ele repetiu com perfeição, elas falavam que ele iria fazer jus a tudo que seu cavaleiro, Percy, falasse a mim.
Eu expandi mais ainda minha mente até reencontrar a mente dos três golfinhos e das três pessoas totalmente sem barreiras (nossa como era fácil invadir mentes nesse mundo):
“Quem de vocês três é Percy?” eu perguntei na mente dos três, tomando cuidado para não invadir-lhes as memórias.
“Quem disse isso?” eu sabia que eles estavam confusos.
“Não fui eu” respondeu uma voz feminina.
“Muito menos eu” respondeu uma voz grossa.
“Fui eu, eu estou dentro da mente de vocês, não se preocupem não represento perigo, só lhes farei mal se recusarem a me dizer quem é Percy.” para que colaborar?
“Como sabe meu nome?” para que falar em voz alta.
“Eu conheço um amigo seu, Blackjack, e pare de responder em voz alta, responda em seus pensamentos, parece que você está falando sozinho porque seus amigos não estão mais escutando nossa conversa.” tomara que ele consiga falar comigo direito por pensamentos.
“Como assim você conhece Blackjack?” ele me respondeu por pensamento.
“Bem é uma história confusa, não me questione muito sobre ela, mas eu quero que você venha pessoalmente busca-lo, eu estarei na capital, te vejo lá, a menos que não queira mais ver seu amigo !” eu sei que eu menti, mas eu não podia simplesmente explicar que eu tenho um dragão e por Saphira em perigo sem mais nem menos.
“Ayra, entre na minha mente, eu preciso lhe mostrar umas coisas, mas é difícil explicar.” rapidamente Ayra viu tudo que eu lhe deixei a mostra.
“Droga! Boa escolha não falar para ele, mas agora vamos precisar de muitos encantamentos para devolvermos esse cavalo alado. Vamos ter que nos esconder, e passar despercebidos dos guardas. Acho que conseguimos dar um jeito. Eu espero”
“Eu também” tínhamos chegado a capital.
“Amanhã às 11h da noite no litoral da capital. Eu irei te achar não se preocupe.” eu falei rapidamente na mente de Percy.
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