Mundos
8 Capital
Notas iniciais
"Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre. Segundo, por imitação, que é o mais fácil. E terceiro, por experiência, que é o mais amargo.'
Confúcio
P.O.V Primmose Mellark ||
Prim, Prim, não me deixe ir, porque você fez isso?Você me deixou morrer Prim – Meu irmão me dizia chorando, ele se ajoelhava a mim implorando para mim não deixar-lo ir – não me deixe ir Prim, me salve.
Minha mãe e meu pai apareceram atrás de mim e disseram.– Saia Daqui, você não merece ter o sobrenome Mellark ou Everdeen. – Cada vez mais que eles diziam isso mais eu chorava e recuava com medo, até que minha mãe me enforcou com as mãos e disse – Saia Daqui, ninguém te quer, você é só mais uma sujismunda idiota que nós tivemos, o nosso erro, – Estava quase chorando aos berros já até que ela disse a palavra que me fez voltar a realidade – Eu te odeio.
Acordei em uma sala escura, estava deitada em uma cama, olhei para os lados e não vi ninguém, era uma sala branca, limpa e arrumada. Tentei me levantar mais não conseguia, estava amarrada pelo braço, não conseguia sair, então comecei a me debater,enquanto várias perguntas vinham a minha cabeça: Onde estou? Onde está minha mãe? O que aconteceu foi real? E Onde estão Fernando e Mell?
Foi quando ouvi uma voz grossa fora do quarto dizendo:
– Ela acordou.
Ouvi passos vindo ao quarto enquanto ficava mais desesperada tentando me debater para me soltar até que abriram a porta, suspirei, era a comandante Paylor, ela foi lá em casa algumas vezes falar com minha mãe, fazia tempo que não via ela.
– Que bom vê-la acordada Prim – Disse Paylor com o rosto cansado, cheio de olheiras como se ela estivesse trabalhando a dias sem dormir.
– Onde eu estou? – Perguntei a comandante Paylor.
– Na Capital. – Disse Paylor olhando triste para mim – Ontem o Distrito 12 foi atacado e trouxemos ao máximo os sobreviventes para a capital, assim que te vi mandei deixarem você aqui no quarto descansando.
– Onde minha mãe, meu pai e Josh estão? – Perguntei segurando as lágrimas por pensar se o que aconteceu com o Josh foi realmente realidade.
– Eu não sei, eu estava com a equipe de médicos da capital que foram resgatar às pessoas, comecei a andar pela área até que vi você, desmaiada encima do corpo de...
– Josh. – Completo a frase com lágrimas e Paylor assentindo olhando para mim com um rosto de tristesa. – Ele morreu mesmo? – Disse já chorando, solunçando e segurando minhas pernas encima da cama.
Comandante Paylor me olha e responde: – Sim, encontramos o corpo dele perfurado no meio com algum objeto que os nossos cientistas estão tentando descobrir o que é. – Paylor fala isso sentando-se na cadeira a frente da cama.
– Eu vi.– Falei, me levantando dando um susto em Paylor. – E-e-eu vi meu irmão morrendo. – Uma lágrima escorreu de meu olho, Paylor começa a me olhar com atenção. – U-u-um homem de capuz preto o sequestrou e o matou com uma espada! – Eu digo esclamando e Paylor assenti para continuar. – E-e depois ele sumiu!
– Como assim sumiu? – Pergunta Paylor se levantando da cadeira e conçando o queixo.
– Ele desaparaceu! – Eu grito chorando, – Do nada! Parece que ele se teletransportou! – Eu digo quase berrando. Eu olho para Paylor e ela está com a mesma expressão de antes.
– Não sei Paylor, eu não sei – Eu dizia chorando. – Quero minha mãe. – Digo com os olhos cheios de lágrimas olhando para ela.
– Olha Prim. – Disse Paylor olhando seriamente aos meus olhos. – Eu só quero que você diga uma coisa. – Como aconteceu a guerra? Como que o distrito 12 estava, todos os sinais de câmeras do 12 caíram antes do ataque, só me diga quem atacou, como ele era...
– Eu não sei, eu não sei – Digo gaguejando, então Paylor me abraça e sussurra em meu ouvido:
– Eu sei como é perder alguém especial, não chore, só vai piorar às coisas – Disse ela me abraçando enquanto eu chorava em seu ombro. Quando me acalmei ela me soltou e fez a mesma pergunta.
– Quantos eram Prim?
– Só ele.– Quando eu disse isso ela arregalou os olhos.
– Como só uma pessoa pode causar um ataque desses a um distrito e matar tantas pessoas? – Pergunta ela com cara de assustada.
– Eu não sei, eu só conseguia vê-lo e as pessoas que corriam desesperadas para fugir.
Ela parou para pensar e chegou a uma conclusão.
– Os outros devem ter saído antes.– Ela chegou a essa conclusão e eu só concordava com tudo que ela dizia com um olhar distante.
– Agora. – Disse ela se ajeitando na cadeira. – Me conte tudo o que você viu acontecer naquele dia.
– Desde o começo?
–Sim.
– Bem... depois de acordar eu fui para a floresta encontrar com Fernando e Mell, nós ficamos lá conversando até que ouvimos o barulho e resolvemos checar o que era e vimos um homem falando no celular sobre o projeto "Novos Jogos Vorazes"– Ela me interrompe fazendo uma cara de preocupada e séria
–"Novos Jogos Vorazes" ?– Ela pergunta, era nítido ver o medo que ela sentiu quando ela ouviu essa palavra.
– Sim, foi o que eu ouvi. – Olho a ela que parecia estar assustada e pergunto. – Posso continuar?
Ela assenti e eu continuo.– Então o homem parece que viu a gente, então nós saímos correndo e fomos em direção ao distrito 12, mas todos estavam correndo desesperados e nós não sabíamos o que estava acontecendo, então nos lembramos que nossas famílias ainda estavam lá dentro e fomos correndo ajuda-los, primeiros vimos o homem matar a irmã do Fernando, que ficou chorando. Depois a Irmã de Mell, E por fim o meu irmão.– Ao chegar nesse ponto já estava chorando de novo só de relembrar esse momento.
–Mas... o homem do celular é o mesmo que o homem que matou seu irmão?
–Eu não sei, não consegui ver seu rosto. – Ela assenti e começa a pensar, e enfim parece chegar a uma conclusão.
– Então Prim, eu estou muito preocupada com isso, porque nem sabemos qual é o nosso inimigo! Como podemos lutar? – Ela dizia. – Achei que você pudesse me dizer pelo menos qual era o rosto do nosso inimigo para nós começarmos a agir, mas eles foram mais espertos.
–Me desculpe. – Digo baixo e Paylor para de falar.
Ela suspira.– Não é sua culpa Prim.
Quando ela vai se levantar acontece um estrondo e nós nos encaramos, depois olhamos ao teto que estava com uma rachadura no meio, depois acontece outro estrondo, Paylor vaipara a porta e tenta sair, mas está trancada, então eu olho para ela e o teto desaba encima de nós.
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