Mundo sobrenatural.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Pov Kai "agora"
—Vamos cara.
—para que a presa?---- perguntei passando por ele e entrando na boate, que estava totalmente lotada.
—to com sede, por isso a pressa---- disse ele dando dois tapinhas de leve no meu ombro.
—então vamos caçar---- sorri para ele que retribuiu. Seguimos ate o bar e sentamos no banco.
—tequila--- disse para o cara do bar que logo serviu duas doze.
—e ai qual será a vitima?--- perguntou Enzo que analisava com cuidado as garotas.
—que dizer as vitimas-----ele sorriu. Avistei uma menina que parentava ter 16 anos, acho que ela falsificou algum documento para entra na boate. Ela me olhava e eu retribuía seu olhar.
—aquela é muito jovem--- rebateu Enzo.
—sorte dela, não acha?--- falei enquanto se levantava e ia ate a linda jovem. Ela tentava me seduzir, era um alvo fácil, assim como todas. Quando cheguei perto a puxei e nossos corpos se colaram, seus olhos estavam um pouco assustando enquanto analisava minha expressão, que simplesmente não demostrava nada.
—aaacho que você esta muito perto---- sua voz saia tremula. Eu sorri.
—eu posso sair se você quiser--- sussurrei em seu ouvido. Seu corpo estava rígido, mas foi relaxando assim que meus lábios tocaram seu lóbulo.
—não quero que vá--- eu sorri satisfeito com a reposta dela.
—podemos ir algum lugar mais reservado--- disse enquanto beijava de leve o canto de sua boca.
—claro---- segurei sua mão e a conduzir para fora da boate.
—aqui estar muito escuro---- disse ela enquanto nos aproximava de um estacionamento que era iluminado apenas com a luz da lua.
—aqui é perfeito--- disse enquanto a jogava contra um carro, seu corpo bateu de leve e logo a imprensei meu corpo contra o dela.
—você é linda, pena que é tão fácil e tão vadia---- seus olhos se arregalaram, adorava olhares assustados.
—me solta--- ela tentava se debater, mas eu empresava mais ainda meu corpo contra o dela.
—me ajuda--- se olhar se desviou para algo que estava atrás de mim, virei meu rosto para ver quem era.
—você demorou--- disse enquanto me afastava um pouco da garota.
—tive uns contra tempos--- Enzo limpava o canto da boca onde escorria um pouco de sangue.
—vocês dois vão me machucar?---- a garota chorava.
—já esta chorando?--- perguntei e em seguida limei uma lágrima que escorria pelo seu rosto. Por um prevê descuido ou não, ela saiu correndo pelo estacionamento.
—adora quando elas fogem--- disse e sair atrás da garota.
—melhor apareceu---- podia ouvir os soluços do choro que ela tentava prender, mas fingia não saber onde ela estava só pra deixar a brincadeira legal. Avistei um ferro enferrujado no chão e o peguei sair arrastando pelo o piso do estacionamento fazendo um barulho assustados para minha presa, e logo acertei o carro que ela estava se escondendo atrás. Seus gritos ecoavam pelo estacionamento e ela saiu correndo, mas antes que ela pudesse desaparecer da minha visão, joguei o ferro que penetrou em suas costas e logo ela caiu. Caminhei calmamente ate seu corpo, ao chegar perto podia ouvir sua respiração quase falhando. Agachei e olhei em seus olhos, que transmitia dor e medo.
—quer um conselho? Não saia com estranhos---- e em seguida puxei o ferro e o sangue começou a jorra.
—pow cara você exagerou de novo--- a voz de Enzo ecoou pelo local.
—desculpa cara, você arruma outra--- disse chutando o corpo para que ele virasse.
—agora vamos--- disse.
—Kai--- uma voz aguda fez-me olhar para trás e lá estava ele, meu pai. Sua expressão era seria e fria, eu apenas ri.
—olha Enzo quem venho fazer uma visita---- disse jogando o ferro no chão.
—já chega dessas suas insanidades--- ele gritou, parecia furioso.
—você é tolo se pensa que vou com você--- virei às costas e ia seguindo meu rumo, mas sua magia me puxou para trás fazendo-me cair no chão.
—ta de brincadeira---olhei para ele furioso e por mais que eu tentasse jogar minha magia nada funcionava, ele era mais poderoso.
—já chega Kai, agora você vai me obedecer--- logo suas palavras de magia saíram de sua boca e eu fui apagando aos pouco, e antes que minha visão fosse tomada pela escuridão vi o covarde do Enzo fugir.......
Jéssica um mês antes.
Era horrível sentir o cheiro daquele homem impregnado em minha pele, eu sentia repulsa toda vez que era obrigada a ver a cara dele. Sempre esperava que ele caísse no sono mais profundo para pode sair de fininho, mas dessa vez estava tão enjoada que tentei fugir dali. Dei um pulo daquela cama fedorenta que rangeu.
—onde pensa que vai mocinha?---- a voz aguda e irritante ecoou pelo quarto. Eu tentava cata minhas roupas pelo quarto com rapidez.
—tenho que ir para escola---disse com tom elevado.
—sou mais importante que a escola--- quando percebi já me agarrava por trás. Queria soca bem na cara do canalha, mas já tinha tentado tanto isso e nunca adiantou, ele apenas ria e depois me batia até deixar meu corpo todo marcado pelos seus desejos insanos.
—você não ia gosta que eu faltasse, pois a diretoria viria aqui e iria fazer um monte de perguntas, por que estou faltando tanto, você não iria gosta da policia em sua porta, iria?---- ele me largou de depressa.
—nem brinca com isso, vai logo---- o cretino se jogou na cama. Abri a porta rapidamente e bati com força. Sair vagando pelo corredor estreito, ate para no banheiro adentrei rapidamente. Ainda era cedo, e eu estava acabada, tirei minhas roupas e joguei no chão. Rapidamente liguei o chuveiro e adentrei, a água fria caia sobre a minha cabeça, e pelo ralo descia toda aquela sujeira que era o toque daquele homem na minha pele. Passei meia hora para desinfetar todo meu corpo, passei álcool por toda minha pele, escovei os dentes mais de cinco vezes, tentei de todas as formas limpa meu corpo, mas por mais que tentasse sempre estaria marcado. Enrolei-me na toalha e sair, dei mais dois passos e já estava em frente ao quarto, abri a porta e em seguida entrei fechando a porta junto. Procurei alguma coisa para vestir, estava frio para minha sorte, pois estava cheia de marcas roxas pelo corpo. Acabei pegando um moletom folgado, e uma calça jeans rasgada, não porque era moda, mas porque estava velha e surrada mesmo, calcei meu tênis velho e sujo, joguei meu material na bolça e sair. Desci as escadas rapidamente, e ao abri a porta me bati com a minha mãe. Ela vinha do hospital, era uma boa enfermeira e uma péssima mãe.
—já estar indo querida?--- ela perguntou assim que passei por ela sem falar.
—já---apenas respondi ríspido.
Perto da escola avistei meu único amigo Matt. Nem sei por que éramos amigos, pois sou uma pessoa horrível de se conviver, mas ele era o único que tinha paciência comigo.
—jess--- ele sempre me chamava assim desde o primeiro dia que nos conhecemos.
—oi Matt---estava péssima e minha voz saiu arrastada. Só ficava contende quando meu padrasto viajava a negócios.
— o que aconteceu? Você esta horrível--- seu semblante preocupado me analisava. Ele não sabia da minha historia, tinha vergonha de conta isso a ele, então apenas guardava tudo para mim.
—não é nada, apenas não dormi direito--- tentei força um sorriso, para tentar tranquiliza-lo.
—ei--- ele me puxou pelo braço quando tentei passar por ele.
—me conta o que esta acontecendo? Posso te ajudar---- por alguns segundos seus olhos se prenderam em meu pescoço.
—o que isso jéssica?---- tentei subir a gola do casaco para tampa às marcas de dedos do meu padrasto, pois ele me enforcou quando neguei chupa ele.
—me deixa Matt--- sair correndo pelas ruas, pois não queria conversa sobre isso, não queria mais inventar desculpas, apenas queria que todos me deixassem em paz. Nunca tinha corrido tanto em minha vida como corri hoje, mas tive que para quando meus pulmões ansiavam por ar, e minhas pernas estavam exaustas.
Quando me dei conta estava em frente ao prédio do meu pai, ele era um empresário rico, que tinha abandonado a filha. Até entendo deixar minha mãe, já que ela o traiu com o monstro que vive hoje, mas que culpa eu tinha.
Resolvi entra e tentar mudar minha vida. Passei por uma porta giratória e fui ate a atendente, que era elegante, e assim que me viu olhou-me com desprezo.
—oi querida seu pai esta em uma reunião muito importa--- ela nem me deixou falar.
—espero.
—vai demora--- mas assim que ela fechou a boca, meu pai passou rindo com outro cara, mas seu riso cessou assim que me viu.
—jéssica o esta fazendo aqui?--- ele perguntou surpreso.
—só quero conversa com você--- meu semblante mostrava toda minha tristeza.
—tá, minha acompanha---- mas antes de ir ele se virou para o homem.
—Damon depois a gente conversa---- o homem apenas sorriu e piscou para mim, que desviei meu olhar rapidamente. Seguir meu pai ate uma sala que não ficava muito longe da recepção, ele me ofereceu café, mas neguei, apenas sentei-me em uma cadeira confortável. Ele me analisava, acho que permaneci quieta por muito tempo, não conseguia falar.
—e então?--- perguntou um pouco sem paciência.
—pai posso mora com você?---ele ficou quieto, por uns 5 minutos, apenas encarava umas folhas de papel que estava jogada sobre a mesa.
—você sabe que eu gosto de você, mas não posso--- antes que ele continuasse me levantei e gritei.
—você não gosta..... você me deixou naquela miséria de vida, eu uso trapos porque o dinheiro que minha mãe ganha só da pra sustentar aquele monstro, e você pai nem se da o trabalho de me ligar e pergunta se eu estou bem, se preciso de alguma coisa---- minhas lágrimas descia ferozmente pelo meu rosto, as palavras se enganchava em meio ao soluço.
—eu sinto muito---- essa foi à resposta dele. Não aguentava mais encara aquele rosto que lembrava meu pai carinhoso e atencioso, hoje ele tinha se tornando um nada pra mim. Sair daquela sala andando rapidamente, tentando limpar meu rosto que estava molhado de lágrimas. Sair pelas ruas correndo, às vezes esparrava em pessoas, que me chamavam de loucas e faziam cara feia. Não tinha para onde ir, estava sozinha.
—droga de vida---meus resmungos saiam um pouco alto, o bastante para chamava atenção das pessoas.
—o que estão olhando?---- eu perguntava, elas apenas me olhavam com desdém.
—o que? Se acham melhores que eu?----minhas gargalhadas saiam se humor nenhum, e mais uma vez as pessoas me chamavam de louca. Naquele momento eu tive a coragem que sempre desejei ter, então seguir em frente. Andei ate chegar à velha ponte, que costumava ir sempre.
—aqui estamos nós de novo----- sussurrei para o vento que soprava meu cabelo enquanto me aproxima da ponte. Ao chegar fiquei encarando a água, elas batiam levemente nas pedras. Passei pela barra de proteção, e me sentei na pequena parte de concreto. Tantas vezes me sentei aqui, e pensei em pular, mas não tinha coragem. Fechei os olhos e comecei a contar começando do 3, e no 1 eu pularia.
—dia difícil?--- abri os olhos rapidamente. Quando olhei, avistei o amigo do meu pai, ele se apoiava com os braços cruzados sobre a barra de proteção, olhava para o horizonte, em seguida desviou seu olhar, que se encontrou com o meu.
—meu pai mandou me seguir?
—não, vim porque quis----ele era lindo, e seus lábios se fizeram em um sorriso torto e sexy.
—por quê?---- estava confusa.
—posso mudar sua vida.
—não, ninguém pode---- já tinha tomado minha decisão e nenhum estranho mudaria isso.
—pode se levantar?--- pediu educadamente. Levantei-me e fiquei de frente para aquele homem estranho e lindo, apenas a barra de proteção distanciava um do outro.
—uma menina linda e pedida---ele inclinou seu corpo para frente, e sua boca ficou poucos sentimentos da minha.
—confia em mim?--- ele perguntava olhando fixamente para meus olhos, apenas balancei a cabeça em sinal de sim. Em seguida ele mostrou as presas, era assustador e bizarro, mas eu não temia, apenas fiquei parada observando. Ele mordeu seu próprio punho, e em seguida colocou em minha boca me obrigando a tomar. Seu sangue desceu pela minha garganta, era nojento e ruim.
—você é um demônio?--- minha pergunta sem noção saiu entre meus lábios. Ele sorriu, e em seguida tomou meu lábios em um beijo avassalador, que foi se desfazendo aos poucos.
—eu posso ser demônio e anjo, você que escolhe----fiquei paralisada observando aquele rosto lindo.
—acho que demônio--- ele sorriu satisfeito com minha resposta.
—a gente se ver, eu acho---- em seguida ele me empurrou, e eu cair uns 5 metros, bati com a cabeça em uma pedra, assim sentir meu crânio parti e apaguei........
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