Mundo obscuro dos mortos

15 Capítulo 15 - É hora de sair


Notas iniciais
Depois de muito tempo no ar é claro que ficaria sem combustível rapidamente.... O que fazer? Se dividir e ir procurar... Uma péssima ideia ao descobrir mais uma surpresa

Já tinha se passado horas em que estavam voando, todos estavam sem acreditar no que tinha acontecido. Michael viu o tornozelo da garota que nunca conversou, da qual não se sabia o nome e se aproximou para ajudar com o ferimento.

–Qual é seu nome? – A pergunta cortou a onda de silencio que pairava no helicóptero.

–Meu nome é Sarah. – Sua voz saia fraca por causa de seu tornozelo que ainda doía.

–E o que aconteceu com você? Estava presa em escombros.

–Eu estava fugindo desses monstros. – Ela passava a mão em seu tornozelo como se aquilo melhorasse sua memoria. – Até que eu entrei em uma casa e vi algumas pessoas. Elas estavam colocando algumas bombas e eu fugi antes que elas detonassem. – Ela fez uma cara de dor quando se lembrou do último detalhe. – Mais não fui rápida o bastante e tive o azar dela cair em cima de mim, por causa da força da explosão fui jogada para o chão, fiquei presa.. E assim vocês apareceram.

–E quantos dias você ficou presa la? – Michael se aproximava um pouco da garota enquanto apoiava seu queixo com a mão.

–Acho que algumas horas, 3 no máximo.

–Michel. — A voz de Tim chamava do banco do piloto. – Estamos ficando sem gasolina, temos que descer e tentar achar um pouco mais... Se continuarmos voando por mais tempo corremos o risco de cair.

–Tudo bem, podemos montar uma guarda e ir revesando as buscas.

–Temos que pousar imediatamente... Estamos sobrevoando um cemitério, pode ser?

–Já é bom... Está claro ainda, deve ser meio-dia.

E assim o helicóptero foi baixando aos poucos enquanto um barulho apitava com uma luz vermelha que indicava que o tanque de combustível estava no final. O cemitério não era tão assustador visto na luz do dia, tinha varias lapides, túmulos e algumas estatuas de anjos. O vento estava agradável, um dia bom e ensolarado depois da chuva forte tiveram que enfrentar.

–Acho que vai ser difícil você achar combustível para helicóptero no meio do nado... Pegue gasolina, podemos tentar... Não sou um gênio em aviação ou coisa assim, mas acho que gasolina dá.

–Se acharem um carro grande, encha de combustível também e o tragam só por precaução.

Michael estava encostado na lateral do helicóptero enquanto tomava uma garrafa de água, uma das poucas que sobraram. Sua arma estava nas suas costas, evitava usa-la, pois não havia mais munição para recarregar e deviam ter apenas 30 balas sobrando.

James e Tim saíram com um galão que levavam dentro do compartimento de seu helicóptero. Já Sarah ficou sentada la dentro até seu tornozelo melhorar; Anne, Jason e Michael ficaram vigiando o local até quando eles voltassem.

–Jason... – Anne foi ao encontro dele levando e entrelaçou suas mãos na dele. – De novo muito obrigada por me proteger enquanto meu pai foi sequestrado, agradeço muito... Se não fosse por você e suas palavras para me acalmar acho que teria feito alguma loucura.

Jason tinha ficado sem palavras e seu rosto já estava começando a pegar um tom de cor vermelhada e ainda para ajudar Michael observava aquela cena com um sorriso de quem queria rir. Jason sem nenhuma reação tentou abrir sua boca para falar algo, mas foi interrompido por uma pergunta de Michael... Que sorte!

–Como foi que eles abriram a porta!? – O cabelo de Michael estava um pouco maior, igual sua barba... Fazia tempo que não cortava ou se quer raspava ela... Desde que tudo aquilo começou não tiveram tempo ou energia para fazer.

–Eles vieram caminhando na minha direção e por sorte (ou azar) escutaram o barulho vindo da porta... Eles caminharam até la fazendo aqueles barulhos horríveis deles e trombaram com a porta e assim começaram a bater sem parar... Mais sem sucesso, nenhuma rachadura ou se quer abertura... O outro deles se aproximou da fechadura e foi de encontro com a porta, até queria rir da cena deles trombando com a porta... Mais dai algo estranho aconteceu. – Ela fazia uma cara olhando para as nuvens como estivesse tendo um flash back do que havia acontecido. – A mão dele segurou a maçaneta, um pouco fraco mas de repente ele a forçou para baixo de vagar e assim puxou a porta liberando todos os zumbis presos.

–Eles abrem portas também!? – Jason que escutava a história se assustou e ao mesmo tempo quis fazer uma piada. — Para mortos-vivos eles estão bem "vivos"

–Acho que não... Eles fizeram isso em 10 minutos depois de mortos... As vezes teriam um pouco de “humano” neles e já que queriam ferrar com a gente, no meio desse momento que tiveram abriram a porta... Deve ser algo assim.

Eles olharam para Michael com uma cara pensadora e balançaram a cabeça em sinal positivo concordando com o pensamento.

–Até que você tem razão Michael... Alguns demoram mais para virar, outros mais rápidos... Quanto mais rápido for, acho que mais tempo “humano” eles tem até seu cérebro parar de uma vez... Alguma memoria que deve ter ficado ou coisa do tipo.... Faz todo sentido do mundo... Se acharmos alguém que esteja procurando uma cura devemos falar isso imediatamente... Que alguns tem vestígios de memoria quando viram mais rápido que os outros e assim podem fazer algumas coisas com consciência antes de morrer de vez.

–Não Jason... É apenas uma teoria que poderia faze-los perderem mais tempo do que podem... Se não fizesse sentido seria meses de pesquisas atoa... ou pior, anos!

Eles ficaram um tempo sem conversar enquanto o vento batia em seus rosto, um ar puro que dava um toque de liberdade... Alguns pássaros passavam voando cantarolando para longe... Aquilo lembrava quando passava a tarde toda no parque da cidade, vendo as pessoas passarem. Jason e seu amigo Peter... Peter... Ele não pensava mais naquele nome desde que tudo isso começou... Quando voltava para sua casa depois de ter saído, foi pego por um bando de zumbis e estava assustado tudo mudou rapidamente e se não fosse por Michael, ele estaria morto... E Peter? O que teria acontecido com ele... ? Estava vivo ou morto!? Ele parecia saber o que estava por vir... Tiveram uma conversa estranha... Ele estava estranho.

–Peter, tenho que ir na loja entregar esse Pen drive com o programa para arrumar a maquina que pediram a um tempo... – Jason estava abotoando sua camisa em frente ao um espelho. –Eu venho logo, não quebre nada. – Ele deu uma risada enquanto passava por uma mesinha onde estava o seu Pen drive.

–Vai lá cara... Mas cuidado, tenho uma sensação estranha... Hoje está diferente, não sei... Só cuidado... – Peter estava um pouco serio, não parecia ser uma de suas brincadeiras.

–O que você acha que esta estranho? Está um dia normal igual aos outros.

–Eu estava vendo uma reportagem ao vivo na televisão sobre a usina que parecia estar instável ou coisa assim... Mais ela saiu fora do ar... – Ele ainda continuava com um ar serio no rosto. – Então decidi ir ver na internet... O estranho foi que a câmera estava ligada, mas a repórter havia sumido. – Ele apertava seus joelhos fortemente. –Um barulho estranho e de repente a câmera caiu no chão e antes de sair fora também... Vi um pé passando e a repórter logo atras dele, caída no chão cheia de sangue.

Jason olhava para seu amigo com um ar serio agora e depois de um tempo quieto resolveu falar. – É ao vivo, as vezes era um louco que tentou assaltar o programa atras de fama... Tudo pode acontecer cara, relaxa... Bom, vou indo lá... Até logo.

E assim saiu de sua casa com a história que Peter o contara... Aquilo martelava sua cabeça... Começou a pensar no cientista e agora isso...

Agora que Jason pensou nisso tudo, viu que seu amigo tinha razão e que algo estranho mesmo iria acontecer... Ele só queria saber se Peter estava vivo ou morto, queria encontrar seu melhor amigo... Os pensamentos de Jason foram para longe, devia estar ali sonhando acordado por minutos.

–Jason, Jason... – Michael gritava para com um ar assustado.

Ele voltou ao mundo real (Será!?) e não sabia se tinha certeza no que estava vendo... Ele piscou seus olhos varias vezes e a cena que viu foi muito estranha. A terra estava se mexendo da onde estavam as lapides; o chão começava abrir pequenos buracos onde deles saiam mãos cinzentas com ossos a mostra... Outras só estavam o osso.

–Zumbis! Isso é impossível... Eles não tiverem exposição contra o vírus – Jason gritou enquanto buscava sua arma dentro do helicóptero. – Anne fique dentro do helicóptero junto com Sarah, ela está dormindo então não acorde ela... E fique sem fazer barulho, feche a porta!

Ele correu para junto de Michael onde enfrentava os mortos que agora saiam do chão!

Notas finais
Aqui vocês veem que eles saem do chão... Se ficar confuso o capítulo 16 terá revelações que vão explicar isso