Notas iniciais
Hm.. Oie :v Primeiro capítulo da fanfic, ainda é apenas um teste, se flopar, vou parar de postar çuç então comentem e me digam o que acham, para que eu possa continuar ou parar >

"Alice começou a sentir-se muito entediada por estar sentada perto de sua irmã no banco, sem ter nada para fazer. Vez ou outra espiava o livro que a irmã lia, mas não havia ilustrações ou diálogos neste; 'E qual o uso do livro,' pensou Alice, 'sem imagens ou diálogos?'"

Mas, esta é a história de Alice que todos já conhecem. Logo depois, Alice, em seu tédio, avista o coelho branco de terno e resolve persegui-lo, dando assim um início à sua mágica aventura no País das Maravilhas.

Porém, meu objetivo aqui não é contar-lhes esta história mais uma vez, afina, creio que todos vocês já estejam cansados deste mesmo velho conto, com suas adaptações infantis de livros e filmes. Primeiramente, devo apresentar-me. Podem me chamar de C. Sim, apenas C, pois não há a necessidade de saberem que realmente eu sou. Eu estarei aqui, narrando uma história de um mundo paralelo ao de vocês. Uma história verídica, mas de um lugar onde vocês nem sonhariam que existe. Um outro mundo, em uma outra galáxia, um mundo paralelo, onde tudo é o contrário do que conhecem. O Mundo dos Espelhos.

Tudo acontece no ano de 18XX no mundo dos espelhos. Aqui, há réplicas de todas as pessoas, objetos, animais, países, tudo que vocês conhecem, mas ao contrário. Machos na Terra, são fêmeas no Mundo dos Espelhos, e assim, vice versa. Talvez vocês tenham tido algum contato com o filme "O estranho caso de Benjamin Button", no qual o protagonista nasce velho e morre como um bebê. é assim que as coisas acontecem aqui. Os jovens são velhos, os velhos são jovens, assim é a harmonia neste mundo.

Neste mundo, como eu já disse, há os países, que são como os que vocês conhecem. Porém, novamente, ao contrario. Potências mundiais são países miseráveis aqui; países com alta renda, são pobres; países emergentes são grandes potências; os que em sua Terra passam fome, esbanjam de luxo no Mundo dos Espelhos; os grandes e ricos, não passam de miseráveis, implorando por um pedaço de pão surrado E neste mundo ao contrário, há o que vocês chamam de Inglaterra. Um país rico, com um forte exército, nobres alimentam-se do manjar dos deuses. Isso, no mundo de vocês. No Mundo dos Espelhos, esta tal Inglaterra é dominada por guerra, caos, carnificina. Os pobres morrem por doenças com alto nível de contaminação, a classe média, atingida pelos efeitos da guerra, passa fome, quase que nivelando-se aos mais miseráveis, mesmo os ricos são atingidos. Mulheres e crianças são abusadas no meio da rua, mas ninguém tem força para fazer nada. Outros países passam a negar negociações de exportação e importação, causando uma grande crise no país.

Contudo, no meio deste caos, é onde nossa história se desenvolve. Um garoto, que antes era da alta elite, morava numa grande mansão de uma renomeada família, roubava pães amanhecidos da pequena loja de esquina que já estava à beira da falência. Ninguém mais ligava para roubos e furtos. Todos estavam na miséria, a comida era do mais ágil, o cobertor para se aquecer, do mais charlatão. Um teto para dormir era privilégio dos mais sortudos. Nesta noite, o garoto e seu irmão foram sortudos. Acharam uma caixa de madeira grande, provavelmente utilizada para o transporte de feno, quando a cidade ainda não estava tão bagunçada.

- Eu sinto falta do papai e da mamãe. — O irmão abraçava um livro. O único que restou, todos os outros foram pulverizados num incêndio — o mesmo que matara os pais dos garotos — causado por manifestantes, que não suportavam a ideia de pessoas tão ricas vivendo no luxo, e eles, sem ter onde dormir. — E você Austin? Nunca te vi chorando por causa deles.

O garoto permaneceu calado. Mas não era como se ele não sentisse saudades dos pais. Ele apenas aprendera a conviver com a ausência de ambos. Ele decidira ser forte, pois seu irmão, apesar de mais velho, fora muito afetado pela perda dos pais. Então, ao menos ele, Austin Greenfield, deveria ser forte, para poder ser um suporte para a única pessoa que ele amava que ainda estava ao seu lado.

- Bem... — Suspirou o irmão, vendo que não obteria uma resposta. — Pelo menos achamos esta caixa. Parece que choverá hoje. Teremos um abrigo por esta noite. — E por fim, abriu o livro para ler.

Austin não chegou a aprender a ler. Ele ainda era novo na época do incêndio, e não teve tempo de aprender a ler ou a escrever. Seu irmão tentara ensiná-lo, mas com apenas um livro e um pedacinho de carvão para escrever, era realmente difícil. Austin sabia apenas escrever duas palavras: seu próprio nome e "horror". Horror foi uma palavra aleatória que estava no livro que seu irmão sempre portava, e ele pediu para que lesse. Desde então, ele aprendera a escrever tal palavra. E também passou a tê-la como uma descrição de sua medíocre vida.

Notas finais
Ficou curto e tal, mas é apenas a introdução à história >< os proximos capitulos serão maiores :33
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.