Mundo de Chamas
2 Confusão
Notas iniciais
Jason não havia passado a noite bem, a cena do pesadelo ainda estava assombrando a sua mente. Ele fez uma coisa que não era muito de sua praia, ficou olhando pela janela, admirando a magnífica lua. Quando já era oito horas, Jason já estava indo na direção do Central Park, vestia uma jaqueta verde-chá, uma calça jeans preta e tênis estilosos. Parou na frente de uma loja que não conhecia e sacou o celular, dedilhando os polegares na tela do aparelho até a agenda. Jason não havia passado a noite bem, a cena do pesadelo ainda estava assombrando a sua mente. Ele fez uma coisa que não era muito de sua praia, ficou olhando pela janela, admirando a magnífica lua. Quando já era oito horas, Jason já estava indo na direção do Central Park, vestia uma jaqueta verde-chá, uma calça jeans preta e tênis estilosos. Parou na frente de uma loja que não conhecia e sacou o celular, dedilhando os polegares na tela do aparelho até a agenda, procurando o nome de Mordechai. Mordechai não era só eficiente em conselhos mas também como melhor amigo, ele também havia conhecido outra pessoa através de Mordechai. Eveline, uma garota de cabelos ruivos e olhos magníficos, simpática e gentil, quase perfeita. Jason apertou no botão para discar e começou a chamar.
– Alô?
Jason esperava em um dos bancos do Central Park, um pouco confuso. O frio tentava penetrar mas suas roupas como agulhas, Jason levantou o olhar para ver se encontrava Eveline e Mordechai, ele contava cada minuto que se passava, ansioso. Novamente, ergueu o celular na frente do rosto e ficou procurando algo que fazer nele. Depois de esperar por alguns segundos, duas figuras apareceram na frente de Jason. Ele mau pôde ver os movimentos de Eveline, que furtou seu celular e colocou dentro de seu casaco, um sorrisão amigável brotou no rosto dela. Seus cabelos ruivos estavam jogados para o lado, seu casaco era azul escuro. Surpreendendo Eveline, Jason a abraçou tão forte que a ergueu alguns centímetros do chão.
– Oi!!! — disse Eveline enquanto ainda estava sendo abraçada.
– Oi! — disse Jason enquanto deixava ela no chão.
Jason e Mordechai trocaram olhares por um breve tempo até Jason o abraçar com mais força que abraçou Eveline, mas não conseguiu levantá-lo ou coisa assim. Um sorriso brotou no rosto de Mordechai e então, ele entregou um saco para Jason. Havia um expresso de café dentro do saco, não demorou muito para Jason dar uma golada de café. Começaram a caminhar pelo parque depois de uma série de perguntas sobre como Jason estava, ele foi sincero e disse cada detalhe do sonho e como ele ficou depois, uma coisa anormal.
– Deve ter sido só um pesadelo estranho. — sugeriu Mordechai.
– É, ou o seu cérebro te enganando. — disse Eveline logo em seguida.
O cérebro de Jason se recusou a acreditar nas sugestões sobre o sonho, havia sido realista demais. Ele sacudiu a cabeça no intuito de afastar maus pensamentos, para ele, pelo menos a conversa estava clareando sua mente. Jason soergueu o saco na direção da calçada e os três se ajuntaram, caminhando pela calçada, começaram a passear pelo Central Park.
– Está mesmo achando que isso é um sinal ou coisa assim?
– Não exatamente um sinal — disse Jason — Só é estranho, e perturbador.
– Também acho, mas não acho que seja real. — disse Eveline.
Jason tomou mais um gole de café, um gole longo e que durou uns segundos. Jason encolheu em sua roupa, no meio dos dois amigos. As vezes Jason sentia que Mordechai tinha um afeto diferente por Eveline, então, as vezes era como se ele ficasse segurando vela, mas ele precisava deles naquele momento.
– É, vamos esquecer isso — disse Jason — Como vocês estão?
– Estou muito bem, as coisas na minha família estão ótimas. — respondeu Eveline.
– Também estou. — disse Mordechai.
– Bem, sendo sincero — começou Jason — Minha vida não está sendo perfeita.
Entediante, confusa, chata, desde que vocês foram embora, é assim.
– Sério? — disse Eveline e então, tomou um pequeno gole de café.
– Sim.
– Não é só a sua — disse Mordechai, Jason e Eveline lançaram um olhar para ele no segundo depois — Não completamente, ainda estou esperando a resposta da universidade.
– Nada na vida é perfeito — disse Jason — Eu acho.
Eles passaram o resto do dia conversando, Jason tomou tanta cafeína que quando eles tiveram de ir embora, ele ficou passeando pelo Central Park, agitado e energético, saltando pelo parque. Já era noite, os pensamentos ainda estavam concentrados no pesadelo, mesmo depois de conversar com Mordechai e Eveline. Será que aquilo poderia ser verdade? Era possível? Havia passado uma boa parte do tempo pesquisando sobre demônios e anjos pelo celular, decidiu parar quando chegou na parte de exorcismo, já estava de noite e o sonho não tinha nada haver com aquilo. Jason agora saltava de calçada para gramado, pulando em um de cada vez, como uma criança em um parque, fingindo estar em um avião militar, controlando ele. Jasin lançou um olhar para um beco em que havia passado na frente, ele continuou a saltar e ignorou a escuridão que estava a frente dele, entrou com um salto sem saber o que estava fazendo, mergulhou na escuridão, Jason sabia aonde saltar então, prosseguiu mesmo estando no escuro.
Um barulho estranho ecoou pela escuridão, como um grunhido, algo assim. Outro barulho um pouco mais perturbador ecoou pela escuridão, Jason afundou a mão dentro do casaco e sacou o celular, apertando o botão para ligar e então a luz dizimou a escuridão o máximo que podia, iluminando uma área considerável. Ele prosseguiu pela escuridão e atravessou a rua, o barulho ecoou novamente pelo lugar, agora havia alguns barulhos extras a distância. A curiosidade domou conta do corpo de Jason, agora ele ginga a com toda cautela na escuridão, havia um beco escuro e quando Jason deu o primeiro passo para entrar no beco, o barulho ecoou novamente. Tinha algo errado, mas nada impediu de Jason continuar, seus passos eram silenciosos e completamente cautelosos.
Jason levantou o celular mais um pouco, a luz do celular começou a invadir uma boa parte do beco, clareando a mente de Jason. Uma poça de sangue estava no chão, uma figura esquelética estava em cima dela, não era humano, tinha escamas escuras e nojentas, era grande e havia mais. Três pessoas estavam cercando a criatura, eles usavam roupas perfeitamente justas em cada um, dois eram garotos e a outra, uma garota. Na mão dela tinha uma adaga que reluzia á luz, um dos garotos também, ele parecia ser o mais velho dos três, um adulto com uma cara de jovem, olhos azuis que fuzilavam os de Jason, parecia um pouco surpreso, porém confiante. O outro tinha cabelos castanhos arrepiados e olhos azuis iguais a do outro, ele estava empunhado uma adaga no ombro da criatura no chão. O mais velho fez um movimento na direção de Jason, mas já era tarde.
Jason estava correndo de volta, usava o celular como guia, porém, não pôde nem dar o terceiro passo. Algo tocou o seu tornozelo e se enroscou nele, a pessoa que controlava com aquilo puxou com tanta força que derrubou Jason, que chocou seu corpo contra o chão frio e duro do beco, o seu corpo começou a ser puxado de volta para perto dele e então parou. Todos os músculos de Jason hesitaram quando ele tentou se levantar, alguém tocou o seu braço e o jogou de lado, agora ele estava cara a cara com o mais velho, seus olhos azuis fuzilavam os de Jason, antes que sua expressão era triste, foi pra confusa, depois surpresa como antes.
– Alec...?
Como uma pedra, algo abateu a nuca de Jason com força, todos os músculos do seu corpo vacilaram, como se tivesse perdido todos os sentidos ou ele estivesse desmaiado, seus olhos estavam arregalados mas não conseguia mexer nenhum membro. Mãos deslizaram pelas suas costas e o levantaram, o mais velho estava carregando Jason no colo, ele lançou um olhar para o garoto que segurava algo que estava brilhando na sua mão, iluminando uma boa parte do beco.
– Abra...
– Alec... — disse a garota.
– Abra, Max.
Max, o jovem de cabelos castanhos, apontou algo que Jason nunca havia visto na sua vida, uma coisa ondulada surgiu na parede do beco, era mais ou menos como um espelho com uma tonalidade azul-claro, brilhando. O mais velho deu um passo, hesitou e continuou. Carregando Jason, ele entrou dentro da coisa e tudo ficou complicado demais para Jason entender, as coisas começaram a rodar, borrando a visão de Jason completamente, tudo estava um caos e então, tudo ficou dourado e depois, tudo ficou escuro.
Jason acordou com o cheiro se cookie invadindo suas nsrinas, seus olhos só se abriram alguns segundos depois e deu uma olhada em volta: estava em um quarto majestoso, estava coberto por lençóis e cobertores e sua cabeça estava afundada em incontáveis travesseiros, tão macios que parecia que estava em cima de mil gatos fofos e que dormiam junto a ele. Ele se levantou, porém, quando seus pés tocaram o chão, seus músculos vacilaram assim como antes, seu rosto só não encontraram a porta graças aos seus reflexos, que pararam seu corpo usando a porta de apoio. Suas mãos deslizaram automaticamente até a maçaneta e a girou, pulando para fora do quarto. Agora estava em um corredor enfeitado maravilhosamente, as portas separadas pelo corredor em total organização, Jason agora dava cada passo com toda caútela pelo corredor até um lance de escadas no fim do corredor.
Desceu cada degrau muito atento, os olhos acompanhava a cada barulho que vinha do hall. Alguém estava conversando lá em baixo, então Jason teve todo cuidado para não fazer nenhum barulho, desceu até o primeiro degrau, escondendo o corpo na parede, espiou o hall. Havia mais de uma pessoa no hall, havia várias, cada um vestia roupas justas e pretas, cada estilo diferente. Jason transcorreu o olhar até encontrar as mesmas pessoas, os três estavam sentados em sofás que parecia ter peças de ouro e o mais velho estava em uma poltrona e havia uma pessoa sentada no braço, alto, o corpo esguio e encapuzado, as suas roupas brilhavam e reluziam á luz, Jason notou a falta do menino de cabelos castanhos.
– Olá.
Jason cambaleou na escada e caiu desajeitado, seus olhos encontraram o do garoto. Parecia ser o único que não estava vestido de preto, uma camisa branca que tinha o desenho de uma shuriken cravada em algo e embaixo estava estampado o letreiro do mangá "Naruto", seus cabelos castanhos bagunçados e recentemente molhado, os seus olhos azuis mostravam uma expressão que falava tipo: "o que essa pessoa está fazendo?".
– O que você está fazendo? — ele finalmente disse.
Mas já era tarde demais, Jason já havia subido toda a escada e agora estava correndo pelo corredor, não sabia se tinha alguma rota de fuga ou coisa assim, mas continuou. Quando olhou a frente viu: no final do corredor havia uma janela aberta. Os músculos de Jason pareceram se revigorar naquele momento então, aproveitou e acelerou, ele era só um borrão atravessando o corredor, mau conseguia sentir os seus pés tocarem o chão. Alguns metros da janela, ajeitou o corpo pensando em como iria passar pela janela então algo o puxou.
Suas costas se chocaram contra o chão de madeira, Jason não havia notado como ali era frio, deveria ser por causa do ar gélido que entrava pela janela, ele grunhiu de dor e co torceu o corpo no chão. Uma mão agarrou um dos seus braços e o levantou com força, Jason percebeu que a mão estava tremendo, era Max que estava a segurando enquanto olhava para Jason, ele estava fazendo esforço para levantar ele.
– Me solta!!!
Com um único movimento que Jason não controlou, ele investiu contra Max e abateu o seu rosto com toda força que tinha, Max grunhiu e colocou as mãos no rosto, soltando Jason. Lançou um olhar por cima do ombro de Max e viu: uma multidão de pessoas armadas e roupas negras e alguns com roupas bastante intimidadores corriam na direção de Jason, que virou-se e planejou como iria passar pela janela. Simplesmente pulou pelo espaço aberto e o frio o abateu brutalmente. Estava chovendo, a chuva tocava a sua pele como agulhas, ele olhou em volta: estava em um telhado. Se adiantou para fechar a janela, mas no outro instante, ela explodiu em cacos de vidro, lançando o corpo de Jason no telhado.
Uma pessoa, na verdade, uma garota estava na frente de Jason. Um chicote brilhava nas suas mãos, parecia um tanto perigoso e letal quanto as armas que as pessoas carregavam, com um único gesto da garota, ele rasgou o ar na direção do braço de Jason, fazendo um corte grande e profundo. Jason se contorceu no chão e grunhiu e novamente, seus músculos pareceram vacilar. Para a surpresa dele, eles se revirogaram no segundo depois e seu corpo agiu por conta própria, mas sabia que era ele mesmo fazendo aquilo, a sua cabeça era um caos. Moveu-se tão rápido para o lado que o único sinal que viu do chicote foi um flash de luz e um estalo, agora estava levantado e encarava a garota.
Perguntas dele mesmo vinha na sua cabeça: "o que editou fazendo?" "o que vou fazer?". Então, a mão que segurava o chicote se moveu outra vez, dessa vez Jason não se moveu, só ergueu o braço. O chicote se enroscou ali e Jason se moveu no instante seguinte, puxando o braço enroscado e puxando a garota junto. Algo atingiu Jason no rosto, um soco que o jogou contra a parede perto da janela, a garota fez o chicote se desvencilhar do braço e retrocedeu no telhado. Ela fuzila Jason com um olhar e então, tudo foi um caos.
Ela gesticulou o braço que manipulava o chicote e Jason já tinha avançado, abaixado. O chicote errou o alvo e passo pelo lado de Jason, que não estava mais no lugar. Quando havia se aproximado o bastante, lançou o corpo contra o da garota. Jason e ela caíram na direção do abismo lá embaixo, não havia mais telhado e os seus pés não tocavam nada, estava no ar, caindo junta a garota.
Eu vou morrer..., pensou.
Fechou os olhos e começou a aceitar a sua morte, ele sentiu as mãos da garota deslizando pelo seu ombro e o envolvendo, como um último abraço e carinho. Fechou os olhos e esperou que todos seus ossos estalassem, partindo-se e a sua visão escurecendo, o coração parando. Mas nada, só ouvia a chuva caindo e a respiração da garota, e passos. Alguém estava se aproximando, Jason abriu os olhos e olhou em volta, algo estava iluminando um beco. Conseguiu ver, pigmentos pequenos ao redor dele e da garota, pigmentos brancos e pretos que se misturavam por toda parte ao redor deles. Estavam flutuando no ar, ele moveu-se e continuou ali, a garota fez o mesmo e jogou-se para o outro lado. Levantou um olhar e viu a pessoa que vinha: um homem alto, esguio e encaouzado, usava um casaco preto com glitter que brilhava a uma luz que saia das suas mãos, uma calça bastante justa, então a luz revelou seu rosto. Olhos como um gato, Jason pensou naquelas histórias que Cleóprata tinha um gato. Um sorriso malicioso brotou no seu rosto e ele finalmente disse:
– Idiota igual ao seu pai.
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