Mundo da Máfia (1º Temporada)
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Capítulo 16
-CORINA! Eu sei que você está aí! Não pode se esconder por muito tempo! -O som estridente e tenebroso da voz de Carl soou
-Ellie meu amor, não saia daqui tudo bem? A mamãe ama você! -Sussurrou Corina
-Mamãe, fica aqui -Sussurrei em resposta -Ele vai te machucar mamãe
-Só...Obedece filha! Não sai daqui!
Vi minha mãe saindo do nosso esconderijo atrás de umas peças de carro na pequena área na parte de trás de nossa casa e eu fiquei ali, sem poder desacatar as ordens de minha mãe.
-POR QUE VOCÊ SAIU ESSA NOITE?
-Carl, eu não...
-NÃO MINTA PARA MIM, VAGABUNDA! -Os gritos eram apenas chiados abafados escutados de longe
-Carl, fui comprar comida para Ellie!
-Com que dinheiro? -O tom alto de Carl sumiu por alguns instantes e logo após ouvi gritos desesperados
Mamãe!
Corri do nosso esconderijo secreto entrando para dentro da casa, Carl chutava minha mamãe que berrava no chão e lá tinha muito, muito sangue.
Minha irmãzinha!
Corri na direção de Carl tentando empurrá-lo em vão
-Solta mamãe! Sai! -Gritei
Mamãe -Com o rosto vermelho -Chorando me olhou negando com a cabeça e sussurrou "corre" mas eu tenho que ajudar minha mamãe e minha irmãzinha. Então continuei a bater em Carl com toda minha força
-Sabe o que você é? Um mostro! Igual do desenho! -Olhei para o rosto dele que tinha um sorriso no rosto e rapidamente pegou meu cabelo me jogando para dentro do banheiro
À cabeça batendo no pé da pia começou a doer e então passei a mão sentindo-a arder. Me levantei do chão de ladrilho gelado e bati na porta -Que estava trancada -Bati desesperadamente gritando porém o silêncio era de enlouquecer.
-Mamãe? Abre aqui por favor!
Mas ninguém abria e nem respondia, senti algo quente escorrendo pelo meu pescoço e passei a mão olhando a mesma. Ao avistar o sangue em minhas mãos me desesperei.
-Mamãe! Ta saindo sangue do meu pescoço! -Bati na porta vendo que o sangue que estava em minhas mãos tinha tomado forma de mãos e escorria pela porta. -Mamãe! Ajuda! -Chorei -Dói mamãe! Está doendo!
-Ellie? Ellie querida, está tudo bem? -Uma voz reconhecível soou me fazendo abrir os olhos em alerta
-A Senhora Rossi -Falei saindo de transe.
Nossa, faz anos que não tenho esse pesadelo/lembrança ruim, estranho.
-Você está bem querida? Estava se debatendo e gritando.
A merda!
-Estou, estou bem, é só um pesadelo... -Sorri confortando-a
Acho que dormir no sofá e depois do almoço causa esses efeitos negativos, olhei para o relógio conferindo que já passavam das seis. Então me levantei e fui à procura de meu celular, ficar sozinha tanto tempo nessa casa está me causando problemas mentais. Encontrei o celular no criado-mudo do "meu" lado da cama, peguei e rapidamente disquei o número de Lucca que atendeu no primeiro toque.
-A que devo a honra de seu telefonema?
-Está animadinho hoje..
-Você não está?
-Não.
-Posso saber o motivo?
-O motivo não é novidade, odeio ficar sozinha nessa casa. Vai demorar?
-Resumindo, o motivo é saudade do seu marido. -Afirmou -Vou demorar um pouco, venha você até mim, Leo está ao seu dispor -Sorri
-Nos vemos em breve então. -Falei desligando com um sorriso enorme no rosto
Como amo sair dessa casa como uma criança ama ir ao parque, se bem que eu nunca gostei de ir ao parque, falta de costume acho.
Após um banho incrivelmente quente vesti uma calça jeans vinho e uma blusa branca de mangas compridas, ciente do frio que fazia lá fora peguei um casaco grande e escuro, esse certamente me esquentaria, um par de botas curtas e pretas combinaram perfeitamente.
-Agora podemos ir -falei comigo mesma, mania que eu adquiri depois de ficar a maior parte do tempo sozinha -Ótimo Ellie, está ficando maluca.
Sai de casa obtendo mais certeza do frio e apertando mais o casaco, ótimo agora é só saber qual desses motoristas se chama Leo, antes que eu acabasse de raciocinar um deles veio até mim.
-Senhora Bellusci, Leo Duster, vou levar a senhora até seu marido. -Assenti Entrando no banco traseiro do carro.
O carro deu partida seguindo em direção a "empresa", ou sei lá como isso se chama. Pela janela só dava para observar os diversos tons de verde das plantas que tinham ali, realmente, morávamos no meio do nada, não entendi o motivo de não ter uma casa em um local normal, não no meio do mato, se bem que aqui não era nada mau, a natureza sempre me fascinou.
Fomos em uma estrada por alguns minutos que só ia ficando mais escondida e enfim chegamos, o enorme portão cinza foi aberto e lá estavam os três grandes prédios, muito discreto três grandes prédios no meio da mata. O carro estacionou e a porta foi aberta por Leo.
-Senhora Bellusci, o senhor está a sua espera.
-Que formalidade Leo, meu nome é Ellie, pode me chamar assim. -Falei indo em direção a porta de vidro enorme.
Que negócio machista! Só contratam homens para trabalhar aqui, nunca vi um lugar com tantos homens. Entrei pela porta observando Henry em minha direção.
-Ellie, vamos? Lucca está lá em cima te aguardando -Assenti indo em direção às escadas. -Onde você vai?
-Vou
-Então venha, é por aqui.
-Eu prefiro ir de escadas Henry tenho pavor de lugares fechados.
-Ellie, são nove andares.
-Não tem problema -Falei entrando na porta com escadas de emergência
Uns trezentos degraus talvez, essa vez foi mais cansativo que a primeira. Respira, respira, água, isso, preciso de água! Olhei para o corredor tentando na inútil tentativa de encontrar água, ótimo, só devo encontrar na sala do Lucca. Andei até o final do corredor já sabendo qual era a porta então apenas abri.
-Ellie? O que aconteceu? -Lucca me olhou assustado fazendo a mulher na cadeira da frente me olhar também.
Que fique claro que quando eu comentei sobre não ter mulheres na empresa, eu não pedi uma!
-Nada, está tudo bem. -Falei tentando acalmar minha respiração -Está ocupado? -Olhei para mulher que estava em sua frente
-Não, já acabamos! -Lucca falou se levantando -Até outro dia Carly
Carly estava vestida em um uma saia lápis com blusa branca solta de mangas compridas, parecia ter uns trinta anos e seu cabelo curto e negro completamente estiloso, calçava saltos enormes pretos. A minha amada amiga curiosidade está me fazendo uma visita.
-Está bonita Ellie -Disse Lucca assim que Carly fechou a porta se retirando do escritório.
-Sabe... -Me aproximei -Estava afim de fazer algo hoje, vamos ao um lugar para dançar?
–Não. -Falou mudando o tom.
-Por que não? -Falei ao me sentar no sofá espaçoso e confortável
-Não podemos frequentar esses tipos de lugares!
-Os tipos de lugares legais? Eu nunca fui em uma dessas boates ou cassinos, não sei.
-Não vai dar Ellie! As coisas não estão legais na máfia, estamos entrando em guerra.
-Está de sacanagem? Que bobagem Lucca! Quais estão entrando em guerra?
-Todas rivais da Cosa Nostra.
-Seu irmão está incluso nisso? -Assentiu
-Isso é loucura.
-Não, isso é a máfia. -Falou se levantando e indo em direção a porta
-Onde vai?
-Resolver alguns assuntos, não demoro.
-Para que me chamou para cá então?
-Não sei se ficará segura em casa, prefiro que esteja comigo. -Falou saindo e fechando a porta
Isso, e Ellie continua sozinha.
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