Mundo da Máfia (1º Temporada)
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Capítulo 12
Ele me olhava com um meio sorriso incrivelmente sexy e em questão de segundos deitou sobre mim colando seus lábios nos meus, sem pensar duas vezes retribui o beijo, as mãos de Lucca seguravam minha nuca ditando o ritmo do nosso beijo, sua língua pediu passagem e eu imediatamente cedi, quanto mais sua língua explorava minha boca mais desesperado ficava o beijo, ele foi descendo para meu pescoço mordendo-o e beijando ao mesmo tempo, já estava ciente que ficariam marcas por ali mas o que eu menos me importava agora era as marcas que ficariam no meu pescoço, aquilo era muito bom, nunca me senti tão viva. Lucca descia mais os beijos até puxar minha blusa para cima e eu facilitei levantando os braços e deitando novamente, ele ficou milésimos segundos olhando para meus seios mas a vergonha que estava sentindo fez com que aquilo se transformasse em horas. Lucca abriu um meio sorriso abocanhando um de meus seios, mordiscou levemente fazendo com que eu me arrepiasse dos pés a cabeça, ele passava seus dedos habilidosos em um por enquanto chupava e mordiscava o outro, um calor subiu em mim e eu só conseguia fechar os olhos apreciando aquele momento maravilhoso, foi quando o celular dele tocou. Ele bufou e saiu de cima de mim sentando na beira da cama pegando o celular.
-O que você quer? -Ele ouviu o que fosse do outro lado da linha e arregalou os olhos. -Ela está aí? Estou indo.
Ele se levantou da cama olhou para mim e suspirou.
-Vou ter que deixar você, se importa?
-Não, imagina! -Ironizei e ele sorriu
-Juro te recompensar! -Falou beijando minha testa e indo para o closet ainda bufando.
A minha curiosidade veio à tona obviamente, o que seria tão importante para que ligassem no meio da madrugada? E quem é "ela"? Peguei minha blusa que estava no chão e vesti sentando na cama.
-Não vai dormir? -Saiu do closet abotoando a camisa de mangas compridas.
-Eu perdi o sono. -Falei por fim e ele veio em minha direção me dando um beijo rápido nos lábios.
-Mesmo assim tente dormir. -Falou saindo do quarto.
Eu realmente perdi o sono, são três da manhã e o que eu vou fazer? Ler, é a melhor coisa que eu faço. E aqui vou eu, no meio da madrugada nessa casa escura indo para biblioteca, me deitei no divã e peguei o mais novo romance. Fiquei ali umas duas horas lendo aquele livro até que ouvi a porta da sala sendo aberta e eu juntamente sai da biblioteca indo à procura de Lucca.
-Lucca? -Um silêncio se instalou na casa -Lucca? Eu não estou brincando!
Vendo que estava falando sozinha, corri para o quarto e tranquei a porta pegando meu celular e discando o número de Lucca que atendeu no mesmo instante.
-Fala que é você que chegou aqui em casa.
-Ainda vou demorar um pouco.
-Lucca, alguém entrou aqui. Estou com medo.
-Alguém entrou aí em casa?
-Sim, diz que são os seguranças.
-Não são os seguranças, eles não têm permissão para fazer isso! Vai para o Closet agora! -E assim fiz -Na minha parte do closet tem uma porta na parede, da umas batidinhas até escutar o eco
-Ellie! Ellie? -Uma feminina conhecida soou próximo a porta do meu quarto.
-Lucca, eu acho que é a Matilda.
-NÃO, Ellie! Não vai! Faz o que eu falei! Entra na passagem!
-Não Lucca, é a Matilda! Eu já te ligo!
-Não Ell... -Desliguei o celular e fui atrás da voz.
-Matilda? -Ouvi meu celular tocar novamente no chão do closet mas ignorei saindo do quarto e descendo as escadas -Matilda? -Avistei-a próximo a porta
-Ellie! -Ela estava com uma voz de choro e semblante triste -Eu sinto muito!
-O que está falando? -Foi quando senti uma mão tampar minha boca com um pano a outra segurar minha cintura.
-Eu não falei que íamos nos encontrar! -Então tudo ficou escuro.
A dor de cabeça estava me matando, acordei mas nem abrir os olhos conseguia, estava sentada em uma cadeira e meus braços estavam amarrados para trás igualmente minhas pernas. Abri os olho com dificuldade ao escutar uma voz masculina, o lugar onde eu me encontrava era péssimo, chão de cimento igualmente a parede e várias destroços de carros e entulhos, uma espécie de galpão. Uma porta foi aberta e a figura masculina que eu temia estava ali, Frederico.
-Olha, eu não sei o que fiz para você mas me deixe sair daqui, eu nunca me envolvi com esses negócios de máfia.
-Cala a boca lindinha. -Falou vindo até mim acompanhado de mais dois seguranças. -Só vou te dar uma chance, onde Lucca guarda as armas?
-O que? Como eu vou saber onde ele guarda as armas?
-Você é esposa dele, tem que saber!
-Eu não sei, juro.
-Vamos fazer o seguinte, vou te dar um tempo para pensar, quando eu voltar, quero a resposta ou então vamos ter que conseguir de outro jeito.
E eles simplesmente entraram na porta ao meu lado, parecia uma espécie de escritório improvisado.
-...É CLARO QUE ELA SABE! EU QUERO A PORRA DAS ARMAS DE UM JEITO OU DE OUTRO! -Ouvi a voz de Frederico abafada dentro do cômodo -AH VAI ACREDITAR NELA SÓ POR QUÊ ELA PISCOU OS OLHINHOS AZUIS PARA VOCÊ? Ela é esposa dele, suja igual a ele! -Falou a última parte mais baixo
Como vou falar onde estão as armas se não sei onde estão? Só pode estar de brincadeira! Tentei desamarrar a corda que prendia meu braço porém era impossível, céus como vou sair daqui? Como Lucca vai me achar aqui? E o que aquele homem quis dizer com "resolver de outro jeito" ? A voz dentro do cômodo tinha cessado, minha cabeça só latejava mais forte quando a porta foi aberta e Frederico e mais dois homens saíram lá de dentro.
-E então? Aonde está as armas?
-Eu não sei!
-Já vi que vai ser por mal -Falou empurrando a cadeira em que eu estava no chão me fazendo cair.
-Frederico, não adianta me machucar, eu não sei te responder onde estão essas armas. Perda de tempo ter me sequestrado. -Falei tentando esticar minhas costas.
-Liga para o maridinho dela. -Frederico mandou um dos homens ligar por enquanto ele levantava minha cadeira
-Aqui senhor. -Falou um dos homens entregando o celular no viva voz para Frederico, não demorou muito para que a voz conhecida de Lucca atendesse.
-Lucca! Quanto tempo! Sabe quem está aqui comigo? Exato, sua esposa, tenho que confessar uma coisa, ela é gostosa pra caralho! E sabe o que eu vou fazer se você não entregar as armas? Exato, eu e meus amigos vamos dar uma canseira nela!
-Frederico! Deixa ela fora disso! Devolve ela e eu te entrego as armas!
-Nada disso, as coisas são do meu jeito, quero as armas na Avenida principal agora!
-Deixa eu falar com ela! -Frederico revirou os olhos e colocou o celular perto de mim. -Ellie?
-Lucca.
-Eles fizeram algo com você? Você está bem? Vou te tirar daí, prometo!
-Está tudo bem -Olhei para os três homens que me encaravam atentamente e gritei para Lucca -Galpão abandonado mata princi... -E antes que eu acabasse a frase, senti um murro forte na minha cabeça e gritei ouvindo o celular sendo jogado no chão
-Eu não ia te machucar mas você pediu, é bom que mostro para o seu maridinho quem manda. Meninos, se divirtam com ela. -Falou entrando no escritório novamente.
-Você não está pensando em fazer isso com ela né? -Um dos caras falou.
-Eu só não estou pensando como já vou começar. -Falou um deles desamarrando minhas mãos
-Cara, ela não tem nada haver com essa história, qual é, deixa a garota fora disso!
-Ordens são ordens -Falou o outro sorrindo -e olha o corpo dela! Acha que vou perder uma dessas?
-James, deixa ela. -Falou o homem ainda me olhando
-Se você não quer saia daqui! -James falou terminando de soltar a corda das minhas pernas
Pensa Ellie, seja esperta!
-Preciso ir ao banheiro. -Falei já de pé com James segurando meu braço com força.
-Depois lindinha. -
-Eu preciso ir agora.
-Eu levo ela, pode deixar. -Falou o outro homem.
-Mudou de ideia Charlie?
-Quem não mudaria! -Falou pegando meu braço e me arrastando para fora do galpão.
-Charlie certo? -Ele assentiu -Você precisa me ajudar, me tira daqui, eu juro que não sei onde tem armas!
-Se eu te ajudar eles me matam! -Falou ainda me arrastando -Eu sabia que não devia me meter com esses caras! Veja só, sou obrigado a estuprar meninas inocentes! Nunca quis entrar nessa merda! -Falou mais para ele do que para mim entrando no meio do mato -Tome, ligue para seu marido, diga que estará na principal em vinte minutos.
Disquei o número de Lucca, o qual minha boa memória me permitia lembrar e ele prontamente atendeu.
-Lucca, eu estarei na estrada principal em vinte minutos, tem como ir até lá?
-Como você está? E onde está? O que eles fizeram com você? Ah Ellie, eu sinto muito!
-Estou bem, em um galpão abandonado próximo a principal na mata, tenho que ir ou vão me pegar, esteja lá por favor. -Desliguei e entreguei o celular para Charlie
-Siga a estrada de terra por vinte minutos e estará lá na principal, boa sorte!
Fui em direção a estrada e quando olhei a última vez para Charlie ele estava no chão, então desesperada comecei a correr até esbarrar em algo.
-Onde pensa que vai?
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