Notas iniciais
Sejam bem vindos ao primeiro capítulo de O mundo da máfia..

Vou confessar a vocês que eu fiquei com receio de postar e não gostarem, mas tomei coragem e aí está, espero muito que gostem, esse capítulo é uma espécie de prólogo e por isso é narrado em terceira pessoa, mas os outros serão em primeira pessoa, variando os POV'S..

Boa leitura e aguardo comentários, quero saber se invisto na fic kkkk

Beijos =)

Capítulo 1 -Prólogo

-Coloca a menina no carro e vamos! Não temos muito tempo! -Enrico Ravagnani gritou para um de seus seguranças.

-Mamãe! Eu quero minha mãe! -Falava a menina se debatendo com as roupas sujas de sangue e clamando pela mãe.

-Não de ouvidos a ela, vamos logo! Tira essa mulher daqui. -Berrou o homem de cabelos castanhos

Os seguranças de Enrico pegaram o corpo da mulher, que em várias partes estava dilacerado, não dava para reconhecer o rosto da morena pois possuía marcas roxas e cortes com sangue nas bochechas. Depois que colocaram a magra mulher em um saco preto dentro da mala de um dos cinco carros pretos e grandes que ali estavam deram partida.
A pequena menina não conseguia parar de gritar e se debater no caminho do novo destino, ela chamava pela sua mãe desesperadamente, ver a própria mãe sendo torturada e morta com apenas dez anos não é tarefa fácil para uma criança de coração tão puro e inocente, as imagens ainda vidravam em sua cabeça enquanto seus olhos teimavam em se fechar. Sua cabeça doía sem parar então, apenas chorava baixo e observava com atenção o homem careca de terno e óculos escuros sentado no banco traseiro ao seu lado.

-Para de me olhar! -Falou o homem com um tom rígido e esnobe sem tirar os olhos da vista fora do carro.

-Você é muito feio. -Falou com a voz baixa e amedrontada por saber que esse era um dos homens que machucou sua mãe.

-E você é órfã! -Falou com ignorância fazendo a garota abaixar o rosto novamente.

-Eu quero ir embora. -Sussurrou começando a chorar novamente.

O segurança que estava ao seu lado olhou para ela e sussurrou algo para o homem que estava no banco dianteiro e ele afirmou prontamente entregando um paninho branco para ele, a menina olhava os movimentos ainda chorando, foi quando o homem levou o pano até próximo do seu nariz, tudo que a menina fazia era se debater porém não durou nem segundos e ela caiu desmaiada.

A distância não era muita, umas duas horas até a escondida casa de Enrico Ravagnani, o chefe da máfia Italiana. Se a menina de lindos olhos azuis, ao menos soubesse o que significava isso, se soubesse o que iria ser da sua vida no futuro..

Duas horas cansativas e finalmente chegaram à enorme mansão de Enrico, os grandes muros brancos de pedra contrastando com a enorme quantidade de verde que possuía dentro e fora do local, ao redor dos muros seguranças em todas as partes, e dentro arborizado jardim, seguranças dentro e fora de guaritas. A casa tinha quatro andares e por fora era toda branca com os vidros e janelas escuros.

-Pega logo essa garota, estou sem tempo! -Enrico Mandou o segurança pegar a menina que estava adormecida dentro do carro -Deram algo para ela ? Ou só adormeceu ?

-Ela não parava de berrar então coloquei ela para...

-VOCÊS TEM O QUE NA CABEÇA? -Enrico berrou -Se acontecer algo com essa garota mato os três! -Acalmou a voz apontando para os seguranças e o motorista que saiam do carro.

-Sim senhor -Falou Adolfo, o segurança que foi atrás com a menina.

-Entreguem-a nas mãos de Constance, ela saberá o que fazer com ela. -Enrico falou entrando no carro e indo para Centrale da Cosa nostra Italiana, a qual ele era o chefe.


A menina acordou choramingando de dores na cabeça, se levantou procurando por algo e achou uma mulher sentada próximo a grande cama a qual estava deitada.

-Olá menina! Seja bem vinda! Como se sente ?

-Mal, muito mal -Resmungou a menina colocando a mão na cabeça.

-O que está sentindo ? -Constance perguntou com um jeito materno.

-Minha cabeça dói.

-Aqui, tome -Entregou um copo com um líquido branco para menina -Logo melhorará. -A doce menina apenas pegou o copo bebendo de uma vez e fazendo uma careta ao terminar, o que fez Constance dar uma gargalhada.

-Sou Constance -Falou a mulher de cabelos castanhos ao ver o rosto triste da menina tentando demostrar um sorriso.

-Sou Ellie, Ellie Monroe -Disse a menina tentando dar um sorriso -Éhr, eu já posso ir para casa agora ?

-Oh meu amor! Sua casa agora é aqui.

-Não é, minha mãe deve estar preocupada, e além disso ela estava muito machucada, eu tenho que ajudá-la -Falou a linda menina tentando se explicar e deixando Constance com água nos olhos.

-Sinto muito meu amor, mas sua mãe não pode mais ser visitada, ela se mudou para muito longe e deixou você aqui comigo -A menina começou a choramingar novamente -Oh, oh, meu amor, não se preocupe -Limpou as lágrimas do rosto da menina -Vou cuidar de você tudo bem? Pode confiar em mim.

Constance com seus quarenta anos sempre sonhou em ser mãe, porém uma doença afetou e distanciou esse sonho de seu pensamento. Ao ver aquela menina de dez anos com um jeito tão carinhoso, uma luz se acendeu nela, e passou a gostar da menina rapidamente já adquirido um carinho materno por ela. Depois de uma longa conversa com a menina, com a intenção de distraí-la para não pensar em coisas ruins, foi preparar uma deliciosa comida para menina ao deixa-lá no banheiro para que tomasse um banho e colocasse uma das milhares de roupas que tinham ali.

Logo após tomar seu banho, a menina foi explorar a enorme casa observando com atenção tudo e em todos os cômodos e por um único momento imaginou sua mãe ali, com ela, admirando os lindos corrimãos de gesso da escada, lembrou como sua mãe era louca por decorações e sempre falava para ela que ainda teriam uma linda casa com uma enorme piscina.

-Ellie querida, venha jantar. -A voz de Constance soou no primeiro andar. -A menina estava louca de fome então desceu correndo até a mulher que lhe acolhera. O jantar estava na mesa, apenas servida por um único prato.

-Você não vai comer ? -A bela menina perguntou ao se sentar em uma das cadeiras acochadas

-Não meu amor, eu como lá nos fundos.

-Você não mora aqui? Por que não come aqui? -Falou colocando uma colher da deliciosa comida na boca.

-Porque meu lugar de comer é na minha casa. -Sorriu -Está bom querida? -A menina assentiu mastigando.

-Você não mora aqui? Quem mora ?

-O senhor Enrico e agora você.

-Eu não queria morar aqui.. -Resmungou tristonha. -Onde ele está?

-No trabalho amor.

-Ele trabalha com o que ?

-Huum...Já ouviu falar em máfia?

-Minha mãe falou que são bandidos ruins que machucam pessoas.

-Não é exatamente isso, o que deve saber e que nunca faça nada para irritar ele e sempre o obedeça menina. -Falou olhando seriamente para menina que engoliu seco

Notas finais
E então? Críticas ou elogios? Continuo ou desisto?

Aguardo vocês!