Mundo azul
12 Castanho e azul 11
Notas iniciais
Várias coisas estavam preocupando a mente de Sophia, seus pais, seu irmão que ainda não deu algum movimento.
Ela não sabia o que fazer, tinha medo de se tornar normal toda essa situação.
Oliver ficou na mansão quando ela e Amália foram ao mercado fazer compras para casa, os demais funcionários iriam lá para fazer a limpeza de tudo e o cachorro havia ficado preso e não atacasse os demais
Sophia se perguntava o que Oliver estaria fazendo, sentia que ele ficava muito só naquela casa enorme.
Mas agora o cachorro poderia fazer uma companhia, pelo menos um pouco, já que ele ficaria mais de guarda.
Seus pensamentos vagam e ela pensa sobre a sua aproximação, ele contou mais sobre si: está fazendo faculdade de artes e já consegue pegar alguns trabalhos em home office.
O dia em que dormiu ele estava terminando uma capa de livro e aproveitou para escrever o seu próprio.
— Bom já está tudo certo — Amália surge ao seu lado a tirando de seus devaneios — Vamos preparar algo para todos que estão lá.
— Sim senhora.
Sophia ajuda Amália a levar as compras aí carro e a senhora é quem vai dirigindo.
— Vi que está se dando bem com Oliver — Começa a falar quando já estão na estrada.
— Sim senhora… Bom ele não me expulsou ainda — Ela não sabia mais o que dizer
— Oliver se importa, é por isso. Diferente de seus irmãos, ele gosta das coisas mais simples. — Amália suspira.
Sophia nada disse, mas no fundo não desejava conhecer os irmãos dele.
Chegando em casa elas se surpreenderam ao ver que Oliver ajudava na limpeza.
Ele carregava alguns galhos de árvores nos braços.
Quando ele as vê, apenas ergue um dedo aos lábios indicando “não contém”.
As pessoas que estavam lá pareciam não reconhecê-lo e sorriu guardando seu segredo.
Ela o observa: estava com a calça jeans surrada, uma camiseta preta de manga curta com terra, e os cabelos cobertos com um pano.
Ele parecia suar, mas isso não o impedia de continuar.
Sophia se aproxima e nota outras empregadas olhando para ele, seu coração se aperta em ciúme.
Ciúme?
Ela parou no meio do caminho e Oliver a encara: sustentando seu olhar.
Seus olhos a analisam e parecem curiosos, mas ele nada diz.
Sophia não sabia como reagir, na verdade ela nem sabe o que seria chamada essa interação deles, amizade? Patrão e funcionária? Ele a ajudou duas vezes, mas ela não o agradeceu devidamente.
Ela desconecta seus olhares e parte para dentro da casa, e ouve murmúrios das outras garotas na cozinha:
— Funcionário novo?
— Ele é lindo.
— Até quando vamos limpar essa casa? Se nem os donos estão bem aqui.
— Mais respeito, e não reclame do trabalho.
— Será que o funcionário novo tem namorada?
— Vou falar com ele!
Sophia fica atenta, e nota uma garota loira, o vestido estava acima do joelho, e era linda.
Sophia a odiou.
— Primeiro deveria estar com o uniforme correto — Aponta Sophia sem perceber que chama a atenção das moças.
A loira a olhou de cima a baixo, analisando.
— Pode deixar, irei seguir a sua dica — Respondeu com ironia e puxou mais seu vestido, praticamente relevando as coxas.
Nessa hora o anjo manda Amália entrar na cozinha e seus olhos se arregalaram ao ver a moça:
— Mas que falta de respeito!
A moça loira tenta a todo custo lhe pedir desculpas, mas Amália não aceita e a expulsa:
— Faça isso nas suas festas, a partir de hoje não voltará a está casa.
Sophia sentiu até pena, mas ficou aliviada que não veria essa garota dar em cima de Oliver.
— Ao trabalho! — Ordena Amália séria e todas se dispersam.
Ao longe, escondido numa árvore estava Saimon segurando um binóculo.
Ele observava a entrada e saída das pessoas na mansão.
— Cara, já gastamos o resto da grana, vamos para outra casa. Essa daí está cheia — Seu amigo/ burro de carga avisa — Não vê as câmeras e o cachorro? Sem contar o alarme.
— Minha irmã não estaria aqui por nada — Aponta ele — Minha vingança só está começando.
— Vingança? — O outro não responde — Saimon, não atacamos essa casa por nada não? Tem um motivo?
— Agora está entendendo garoto! — Ele dá um estalar de dedos em seu rosto, o outro pisca os olhos pelo desconforto — temos uma história, mas é óbvio que ninguém se lembra.
Já não tinha mais saída, o garoto ao se envolver no roubo, já faz parte de tudo o que Saimon fizer.
Estavam presos juntos, mas ele já não sabia mais o que o outro queria fazer.
— Por favor, não mate ninguém.
— Não sou louco a esse ponto, mas vamos apenas humilhar eles um pouquinho.
Ele pega o anel de Alice do seu bolso e tira uma foto em frente a mansão.
— Vamos? — Diz e manda a foto para alguém.
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