Mundo ao Contrário
13 Jogos internos III
Notas iniciais
O placar dos times estava:
Amarelo: 25
Verde: 25
Azul: 30
Vermelho: 30
Só faltavam as duas últimas modalidades: Corrida e Ginástica Rítmica. Como a Ginástica Rítmica era mais difícil eles deixaram para o final, e deram um tempo de 2 dias para o pessoal que ia participar. Felizmente (ou não, no caso da Elesis), nenhum dos nossos principais participou da GR. Então eles teriam 3 dias de folga. A modalidade do dia foi Corrida. Os participantes seriam Ryan, Lass ,Jin e outro garoto. Nas meninas Lire e Edel. Rey ficou muito estressada, pois não poderia ir, já que o pé dela ainda estava inchado.
Lin não havia ido para a escola naquele dia, pois havia ficado doente, e Amy tinha contado o plano para ele. Aquele plano tinha 40% de chance de dar certo... Lupus saiu da escola com um passe, pois ele não iria participar da corrida. Ele ‘conseguiu’ o endereço da casa de Lin com Amy. Mas antes ele foi numa floricultura e comprou flores para ela. Quando ele chegou, a irmã dela atendeu.
– Posso ajudar? – falou ela olhando para as rosas de chá com uma sobrancelha levantada.
– Ér... Eu sou um amigo da Lin, eu posso vê-la?
– Qual seu nome?
– É... Lupus. – a irmã de Lin ia fechar a porta, mas ele colocou a mão impedindo-a. – Deixe eu me explicar, por favor. A história que a Lin contou para você esta errada. Eu juro. – A mulher deu um suspiro e deixou Lupus entrar. Ele deixou as coisas em cima da mesa de centro e se sentou no sofá. – A verdadeira história foi o seguinte: A gente tinha combinado aquela aula e tal, mas eu não achava que Lin era tão pontual e fui comprar alguns ingredientes para cozinhar para nós, e mostrar meus dotes culinários... Mas quando eu cheguei a minha casa com as compras, ela estava conversando com a minha ex, que estava na minha casa. E eu não fazia ideia disso! Essa minha ex... Ela deve ser uma psicopata, ela sempre me segue. Ela sabe onde fica a chave reserva da minha casa e entrou. Mas a Lin entendeu tudo errado! Ela acha que eu a usei. Mas não... Eu a amo. Você pode ler essa carta que eu fiz para ela... – Lupus falou tudo isso de cabeça baixa e entregou a carta para mulher. Ela leu a carta atenta enquanto ele continuava com a cabeça baixa. O mesmo levantou a cabeça depois de algum tempo e viu ela com lágrimas brotando ao ler a carta. Ela podia parecer menos simpática e ser mais séria do que a Lin, mas ela tinha a mesma sensibilidade que a irmã para coisas românticas.
– Mesmo já tendo namorado várias vezes e estar noiva, essa é uma das únicas vezes que eu vejo uma coisa tão linda. A Lin vai ter feito uma burrada se te perde. – Lupus se envergonhou e a Gih limpou as lágrimas e se ajeitou no sofá. – Ela esta dormindo, mas você pode entrar lá. Sem fazer barulho. – Ela subiu com ele e apontou para um dos quartos.
Ele entrou e fechou a porta atrás de si. Lin estava toda coberta, com só sua cabeça aparecendo. Ela estava com a boca um pouco aberta respirando lentamente e calmamente. Ele deixou as coisas em cima da bancada e pegou a cadeira e colocou do lado da cama da garota. Ele pegou a mão dela, que se mexeu um pouco, mas não acordou.
– Oi Lin...
***
Enquanto isso, na escola, Lass estava conversando com Ryan, pois a prova ainda não havia começado.
– Cara a convida para sair! – falou Lass irritado por Ryan não ter dado um passo a mais com Lire, já que a garota demonstrava todas as características de que gostava dele.
– Claro que não! Você é maluco?! – falou ele olhando de relance para a loira, que conversava com a professora do seu time, que parecia lhe dá técnicas de como chegar em primeiro. O time de Lire era o mais estranho, pois as garotas ficavam de um lado e os garotos do outro.
– Eu acho que VOCÊ é maluco! – disse o albino. – Ta na cara que ela gosta de você. Qual é a garota que fala “você é meu herói” sem gostar do garoto? Ela ta muito na sua!
– Claro que esta. – falou o Ryan com sarcasmo. – Eu não devia ter te contado isso. Vou até sai daqui. Você, como sempre, está chamando muita atenção. Tchau. – o garoto se afastou e a baixinha veio até Lass. Ela viu várias meninas olhando para ele, fez um olhar mortal e falou:
– Larguem do pé dele. Ele é MEU namorado! – e voltou sua atenção para Lass, que tinha um sorriso malicioso nos lábios.
– Não precisa ter ciúmes meu amor, você sabe que eu só tenho olhos para você.
– Eu não estava com ciúmes. – falou ela olhando para o nada, como sempre.
– Claro que estava!
– Não, não estava. Só estava marcando meu território. – Lass sorriu e abraçou a garota, que corou com essa ação.
– Não se preocupe. Eu nunca te trocaria por uma delas. – sussurrou ele no ouvido da roxinha.
***
Sieghart estava atrasado. A professora particular de alguém havia falto, então ele daria aula para esta pessoa, já que ele nunca iria dizer não a diretora.
Ele chegou na sala e encontrou duas pessoas lá. Uma era um garoto jovem, que deveria ser 5º ano, com cabelos azuis e olhos pretos. Ele usava uma roupa alegres e sorria muito. Foi aí que Sieg notou: o garoto tinha Síndrome de Down. Ao seu lado, brincando com ele e também rindo muito, estava sentada uma garota que Sieg já conhecia muito bem. Mari olhou para Sieghart assustada e ele lhe deu um sorriso, tentando acalmá-la.
– Olá. Tudo bem?
– Quem é você? – perguntou o garoto com a cabeça um pouco curvada para o lado confuso.
– Eu sou seu professor substituto por hoje. Meu nome é Sieghart.
– Oi Sieghart. Sou Gustavo.
– Então Gustavo, qual é a matéria que você acha mais chatinha? Aquela que você não aguenta? – falou Sieg tentando conseguir a confiança do garoto. Ele olhou de relance para Mari, que sorria de canto vendo seu irmão já se soltando.
– Diferente dos meus amigos, eu amo Matemática, mas a matéria que eu não suporto é Geografia.
– Já que você não gosta de Geografia, eu vou tentar te ajudar a gostar. Vamos?
– Vamos! – falou o garoto animado.
Sieghart começou a mostrar vários mapas ao menino e falar os lugares, falando de desenhos que eram originados lá. Gustavo estava muito feliz, falando de desenhos que via e perguntando de onde eram.
Mari só observava os dois sorrindo. Ela começou a ver o nerd idiota de forma diferente. Ele não era só o nerd que ela pensava. Claro, ele era muito inteligente, mas ele também era divertido, extrovertido e animado. E sabia lidar muito bem com crianças.
Depois de uma hora, que passou muito rápido, todos se levantaram e Sieg arrumou suas coisas.
– Ô mana! – falou Gustavo chamando a atenção da Mari, que olhava para Sieghart.
– Oi querido. – ela se abaixou para ficar um pouco mais baixa que ele.
– Por que você não namora com ele? Ele é muito legal! – falou o menino apontando para o garoto mais velho. Sieghart olhou para ele e depois para Mari, que fez a mesma coisa, só que olhando para ele. Os dois coraram se lembrando de seus beijos e a garota falou ainda olhando para Sieg.
– Por que você não vai falar com a sua coordenadora antes da gente ir? Ela esta aí na sala dela. — o garoto confirmou com a cabeça e foi falar com a coordenadora. A garota, que ainda estava abaixada, se levantou e se aproximou de Sieghart, que também se aproximava dela.
– Eu... Queria te agradecer. – falou ela. – Parece que ele começou a gostar mesmo de Geografia.
– Não precisa agradecer. Seu irmão é muito inteligente. Ele tem muita capacidade.
– Mas eu quero. – Mari deu um sorriso malicioso e puxou o garoto para um beijo. Mas logo ela se afastou, deixando o garoto com desejo de quero mais, deu uma piscadinha, lhe deu um tchauzinho e saiu da sala indo atrás do seu irmão, que estava abraçado com a coordenadora.
***
A corrida havia acontecido. Em primeiro lugar no feminino que chegou foi Lire. No masculino, Jin.
***
Amy estava na escola tentando pensar na sua música para o show. Agora depois de os jogos internos terem terminado, ela precisaria manter sua cabeça e a das pessoas da sua banda no show de Talentos. Ela se lembrou de que tinha que preencher a ficha, então foi procurar a garota chamada Lila Mastcov, um nome que não tinha saído da sua cabeça desde o dia que ela viu o papel. Procurou, perguntando a várias pessoas se haviam visto ela, até que a encontrou.
– Oi, você é Lila Mastcov? – perguntou Amy tocando no ombro de uma garota com cabelos vermelhos que parecia que pegavam fogo e lindos olhos de cor cinza.
– Sim sou eu. Está me procurando por causa do show de Talentos?
– Sim, eu queria uma ficha. – a menina tirou da bolsa uma ficha e uma caneta e deu a ela.
– Você pode me entregar até o final do dia?
– Se você puder esperar eu te entrego agora.
– Claro, vem, vamos sentar. – elas sentaram e a garota de cabelos vermelhos emprestou um caderno para Amy apoiar a ficha. A única coisa que Amy ficou em duvida foi sobre o nome da banda. – Em duvida sobre isso?
– Sim, a gente se juntou só por causa desse show, então eu não sei.
– Por que não coloca ‘Juntos por acaso?’ – sugeriu a Lila.
– Gostei, é um bom nome. Obrigada.
– Que isso. Terminou?
– Sim, obrigada.
– Vou adicionar sua banda logo hoje. Até mais. – falou a garota se levantando e indo embora.
– Até. – falou Amy. Agora só precisava terminar a música que tudo ia dar certo.
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