Mundo ao Contrário
2 Rey torceu o pé?!
Notas iniciais
Ryan estava encostado na parede perto do portão escutando música e olhando as pessoas chegarem. Logo seu amigo chega desajeitadamente e vai falar com ele.
– Bom dia Ryan. — falou Lass animado assim que chegou perto do amigo.
– Bom dia. — falou Ryan. — Lass, será que você não consegue chegar mais silenciosamente não? As pessoas estão olhando.
– São meus fãs. — falou Lass virando para trás e mandando um beijo no ar para um grupo de meninas que estavam perto dele o observando. — Você já prestou atenção na novata?
– Não. — falou Ryan sem querer continuar o assunto.
– Tem certeza? É uma loira gata e misteriosa. Tava pensando em chamar ela por grupo de esportes. Eu soube que ela faz arco e fecha. — falou Lass sem perceber que o amigo não queria continuar com aquela conversa. — Você nunca viu ela atirando?
– Como eu vi se nem percebi que ela existia? — perguntou Ryan obviamente.
– Pois preste atenção nela hoje e me fale o que acha depois da aula. — o sinal tocou e Lass continuou apressadamente. — Só para constatar, ela é da sua sala e é loira com olhos verdes.
Saiu desajeitadamente e deu um aceno sem virar.
***
Rey estava irritada: seu time não era bom e ela ia jogar contra aquela patricinha. Com certeza ela estava irritada.
– Time da Rey, vocês começam com a bola. — a professora botou a bola no meio da quadra e apitou iniciando o jogo.
– Só chutem a bola para mim okay? — falou Rey para o seu time.
Uma garota começou com a bola não sabendo o que fazer. Rey revirou os olhos e gritou para a menina passar para ela. A garota passou sem muita mira, mas Rey conseguiu pegar. Estava perto do gol, então seguiu correndo. Do nada apareceu na sua frente Elesis, a mesma falou:
– Duvido você passar por mim.
– É o que veremos. — falou Rey. Ela fez Elesis achar que ia para um lado, mas foi para o outro e ficou cara a cara com o gol. Chutou num ângulo considerado bom, mas a goleira defendeu. A bola estava com o time de Elesis e os mesmos já estavam contra atacando. Mas quando o time estava perto do gol, Rey conseguiu pegar a bola e foi mais uma vez tentar fazer o gol. Na defesa só estava Elesis e a goleira. Foi um pouco idiota e fez o mesmo truque para ultrapassa Elesis, mas ela não ia cair no mesmo truque, então tentou proteger a área, quando Rey foi desviar acabou escorregando em cima do seu próprio pé, o que a fez gritar de dor. Todos os que estavam na quadra se viraram para ela e foram até lá.
– O que aconteceu senhorita Von Crimson? — perguntou a professora abrindo espaço no meio dos alunos que fizeram uma rodinha com Rey no meio.
– Eu escorreguei. — mordeu o lábio para não gritar novamente.
– Você deve ter torcido o pé e eu vou... — tentou falar a professora pensando no que fazer até ser interrompida.
– Posso levar ela lá para cima professora? — falou um garoto de cabelos roxo chegando mais para a frente da roda.
– Pode, leve ela e diga a Lotus que depois eu vou explicar para ela.
– Certo. — falou ele e foi tentar ajudar Rey a se levantar.
– Eu não preciso da sua ajuda. — falou ela se levantando e se apoiando na primeira pessoa que viu pela frente sem querer. Saiu pulando com um pé só e quase ia se desequilibrando, mas Dio conseguiu chegar a tempo para segurá-la. Rey corou e se livrou das mãos dele.
***
Lin saiu da prova aflita, o que havia acontecido? Lupus falou com ela? Por que ele havia feito aquilo?
Ele era um garoto sociável, que falava com todo mundo, menos com ela! Ela não sabia porque ele não falava com ela, às vezes, achava que era porque era estranha, as vezes achava que era porque ele a achava chata, pensava coisas absurdas sobre esse assunto e nunca encontrou uma resposta. E ainda não era o momento para saber. Desceu as escadas e foi até o portão, como não iria mais ter aula para sua turma decidiu ir embora. Mas o pensamento ainda a perturbava: "Por que será que ele falou comigo?"
***
Sentado lá no fundo estava Ryan, tentando encontrar a tal garota que Lass havia falado.
Interrompendo seu pensamento, uma garota que estava sentada do seu lado lhe deu uma cutucada forte nele. Ele se virou para ela com uma cara brava, mas logo sumiu. Havia encontrado ela. O cabelo loiro, os olhos verdes, a boca avermelhada... Lass estava certo, ela era muito bonita.
A garota estralou os dedos na frente do seu rosto o acordando. Ela apontou para uma borracha que estava fora do seu alcance como se pedisse para pegá-la. Ele pegou e lhe entregou. Ela agradeceu com um sorriso — para ele um dos mais bonitos que já havia visto — e voltou a prestar atenção na aula. "Fale alguma coisa!" Pensou ele com raiva de si próprio por ter ficado assim. O sinal tocou para o intervalo e a garota saiu apressadamente, ele saiu atrás dela, mas a perdeu de vista. "Quando voltarmos, eu falarei com ela".
***
Amy queria falar com Lin sobre o que havia acontecido, afinal, a albina era a única que sabia que ela gostava de Jin. Procurou por ela em todo canto, mas optou por Lin ter ido embora. Também foi embora, não tinha mais nada para fazer no colégio. Ligou para o motorista e saiu da escola. Andou até o quarteirão mais próximo, onde Philipe já esperava por ela. Ele abriu a porta e a mesma entrou agradecendo. Ele deu a volta e também entrou no veículo.
– Miss, queria saber porque sempre me pede para vim buscá-la aqui.
– Você já sabe Philipe, eu não gosto de ostentação. — falou Amy pela milésima vez.
– Como foi a prova? — perguntou o motorista.
– Foi boa, mas eu não sei se a nota foi excelente. — falou Amy descansando a cabeça no banco do automóvel.
– Com certeza será. — falou o mordomo enquanto o celular de Amy tocou revelando ser Lin.
– Alô.
– Oi Amy, preciso falar com você.
– Que coincidência, eu também.
– Quer vim para a minha casa quando sair da escola?
– Claro. — falou Amy gesticulando para Philipe mudar de direção.
– Okay então, te vejo aqui.
– É, tchau, beijos.
– Beijos. — quando desligou a chamada falou para o mordomo:
– Para a casa da Lin.
***
Azin havia sido chamado pela diretora, mas por quê? Ele não havia feito nada errado — pelo que se lembrava -, sempre tirava notas boas e só conversava as vezes na aula. Ele chegou até a sala e bateu na porta para entrar.
– Com licença, a senhora mandou me chamar?
– Sim. Sente-se por favor. — ele sentou e notou que uma menina de cabelos esverdeados estava do seu lado. Ela era bonita, usava muita maquiagem preta o que acabava com a sua beleza. Azin a achou bonita, mas já gostava de outra pessoa.
– Creio que esta se perguntando porque esta aqui não é? — a diretora o tirou de seu devaneio e ele afirmou com a cabeça. — Eu vi o seu boletim, e você tira notas muito boas senhor Azin. E como não está em nenhuma atividade extracurricular, quero lhe pedir um favor.
– Favor?
– Quero que você dê aula particulares para ela. — disse apontando levemente para a garota do seu lado. — Ela não esta indo bem em algumas matérias. Então eu quero que o senhor me ajude.
– Eu não tenho escolha de quem eu quero para me ajudar não? — perguntou a menina grosseira. A diretora lhe lançou um olha mortal e a garota se aquietou.
– Tenho certeza de que a senhorita sabe muito bem qual é a resposta.
– Eu aceito. — falou Azin, a garota o olhou surpresa e depois brava. — Eu aceito ajudá-la.
– Excelente! Saiam por favor, eu tenho mais casos para resolver. — eles saíram e foram até o pátio sem falar nada.
– Quando você quer ajuda? — perguntou Azin
– Sinceramente? Nunca!
– Pode ser dia de quarta e sexta? — continuou Azin sem dar a mínima para o que ela havia dito. — Começamos hoje? Pode ser um dia na minha casa, outro na sua.
– Okay, começa na minha casa. Hoje, 15:20 e leve o livro de matemática. Seja pontual. — a garota começou a andar mais se virou de novo e falou:
– A propósito sou Holly.
– Sou Azin. — ela se virou indo embora . Ele sabia que estava se metido em encrenca, mas essa encrenca podia valer a pena.
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