Mundo UtaPri II
34 A noite em que te redescobri
Notas iniciais
Depois daquela conversa sai em disparada para o meu quarto, não é doido que eu vou ter uma noite só com o Satsuki sem me arrumar um pouco, sei isso parece meio futilidade, mas poxa, FAZ MAIS DE UMA SEMANA QUE FIZEMOS PELA PRIMEIRA VEZ E NADA DESDE ENTÃO, amo Satsuki do fundo do meu coração, e sei que ele também, então é normal isso acontecer entre duas pessoas que se amam, mas......*rostinho corado* Não é como se fosse fácil admitir isso, é vergonhoso.
Entrei no meu quarto vendo que Yue já estava tirando a blusa para tomar banho, mas ela enroscou no cabelo dele a o ajudei, assim que nós dois terminamos de nos despir fomos para a banheira já cheia e sentei com ele na frente de costas para mim. Mesmo depois de termos nos ensaboado e tudo do lado de fora, ficamos ali sentados na banheira aproveitando o calor da agua e fiquei fazendo carinho na cabeça dele distraidamente.
– Oka-chan. – ele me chamou e prestei atenção sem parar com o carinho enquanto Yue brincava com uma foca de borracha (sim não é um pato, gosto de focas), mas parecia um pouco tenso – Oka-chan você conheceu minha outra mãe ? – parei de me mexer assimilando a pergunta dele, espera....Yue você....voltei a fazer carinho na cabeça dele com um pouco de dor no peito.
– Não, infelizmente quem conheceu sua mãe foi o Misael, ele me disse que ela era uma grande amiga dele, mas que morreu um pouco depois do parto. – olhei pro pescoço dele, e vi a tensão em falar desse assunto, abracei-o colocando meu queixo na cabeça dele – Mas porque perguntou ? Se quiser podemos perguntar para Misael.
– NÃO ! – Yue gritou se virado para ficar de frente para mim e me olhando nos olhos – Não. – repetiu vendo o susto que me deu e abaixando a cabeça em seguida – E-Eu, é que.....as vezes me pergunto se você queria me ter como filho, se não sou um trabalho para você, a Oka-chan tem só 15 anos, então achei que seria melhor se..... – ele fez uma pausa – Se eu voltasse para o clã da minha outra mãe. – Yue disse tão rápido que quase não entendi, mas assim que juntei as palavras senti meu coração falhar uma batida.
– Yue olhe para mim. – falei seria esperando ele levantar o rosto, mas parou no meio do caminho – Yue. – disse mais seria, ele me encarou de volta – Você gosta de mim ?
– H-Hay muito. – respondeu quase de imediato que até se embolou no começo tossindo um pouco.
– Eu alguma vez te fiz algo que mostrasse que eu não gosto de você ?
– Não. – agora disse devagar como se tentando entender o porque das minhas perguntas.
– Ultima pergunta: Você quer se separar de mim para morar com pessoas que você nunca viu ? Podendo nunca mais me ver ?
– NÃO ! I-Isso.....eu não quero. – sorri o olhando bem nos olhinhos azuis.
– Pois eu também não, alguma vez quando pensou se me era um estorvo pensou em como eu me sentiria se te visse partir ? Não importa se tenho 15 ou 5 anos Yue, eu não quero e não vou me separar de você, sabe a minha felicidade quando te ouvir dizer ‘Oka-chan’ pela primeira vez ? Ou quando disse ‘Mamãe eu te amo’ em português mesmo quando eu estava sem memorias ? Fiquei com medo que um dia você não me tratasse mais como mãe porque não sou sua mãe de sangue, quantas vezes já quis ter dado a luz a você, e mesmo assim sinto cada vez mais que você veio de mim Yue. Não conheci sua mãe, mas tenho certeza de que ela estaria orgulhosa do bebe que ela deixou nascer.
– O-Oka....chan... – Yue estava chorando e me pegou de surpresa com um abraço – Daisuki, nunca pensei em você de outra forma se não minha mãe, Oka-chan, desculpa por perguntar.
– Também te amo meu filho. – sorri o abraçando – E não tem problema, você só estava curioso, vamos temos que terminar o banho que você vai jogar com o Antonio né. ‘E eu vou com o Satsuki...hehehe’
Assim que Yue saiu com um pijama azul de frio eu fui me arrumar. Abri meu armário e peguei as roupas que tinha trago do outro mundo, uma lingerie roxa bem bonita que comprei numa loja perto do parque, era um sutiã com babados que fechava na frente, uma calcinha do mesmo jeito só que tinha uma linha de babado que prendia da calcinha até o sutiã passado por toda a barriga, peguei um perfume meu e passei só um pouco atrás da orelha, e por fim peguei uma camisola que ia até a dois palmos na coxa.
– Será que exagerei ? – perguntei a frente do espelho, mas não tinha mais tempo, alguém bateu na porta, passei um pente rápido nos meus cabelos e a abri vendo Satsuki.
Ele estava só com um short e um sapato sandália (nunca soube o nome dessa coisa), ele me olhou com um rosto confuso ainda na porta.
– Acabei de passar por Yue e ele parecia bem feliz, aconteceu alguma coisa ? – sorri vendo que realmente nossa conversa tinha animado meu menino.
– Houve umas coisas sim, mas deixa para lá. Vem entra, não vai ficar ai parado né ? – ele sorriu de um jeito sarcástico e entrou, fechei a porta e assim que a tranca girou senti os braços dele a minha volta – Nossa já é assim ? – ri passando meus dedos pelos cabelos dele e ouvindo-o suspirar no meu pescoço.
– Senti um cheiro bom, desculpa. – mesmo tendo dito isso sabia que tinha um sorriso malicioso no rosto – Mas de verdade, senti sua falta e não só ‘disso’, mas de poder conversar com você.
– Hmmmm...Então podemos deixa ‘isso’ para depois e ficarmos conversando o que acha ? – perguntei inocente e ri em seguida pelo travamento que senti vindo dele – Baka também senti falta de tudo de você. – minha mão ainda estava em seus cabelos e a outra em cima da mão dele na minha cintura, virei para que nos beijássemos e nem percebi que andamos para trás até ele sentar na cama e eu em suas pernas.
– Lembra que tenho que agradecer ao Antonio depois. – falou e o olhei sugestiva – O que foi ?
– A Hika meio que ajudou também, só não confirmei se ela fez mesmo a segunda coisa. – olhei para a gaveta por um segundo, mas ignorei quando vi o rosto de confuso dele, voltei a beija-lo e coloquei minha mão no peito descoberto.
Ele passou a mão pela minha coxa e beijou de leve a curva do meu pescoço, calmo e gentil, me abraçou por alguns segundos e entendi como Satsuki se sentia, também havia sentido saudade do toque dele, do carinho, do amor dessa forma. Virei ficando com uma perna de cada lado de seu corpo e o beijei novamente fazendo nossas línguas dançarem numa musica lenta e sensual, senti o volume ali em baixo crescer e quase ri da impaciência que ele fingia não ter, Satsuki podia estar sendo super carinhoso, mas estava também a muito tempo sem coisas desse tipo.
– Hm... – remexi ouvindo com certeza um gemido contido – E-Ei.
– Sa-Tsu-Ki~, não adianta fingir. – beijei o ombro dele sentindo suas mãos descerem para a barra da minha camisola e levantando-a, senti meu rosto queimar pensando no que tinha em baixo, mas agora era tarde de mais para se arrepender. Levantei os braços para tirar mais facilmente e assim que a primeira peça estava na beira da cama vi seus olhos percorrerem surpresos e confusos pelo meu corpo – A-An ? T-Thaina, o que....
– Eu disse que a Hika tinha meio que um dedo em tudo. – falei sentindo minha orelha queimar também de vergonha e desviei o olhar me sentindo muito envergonhada.
Mas contrario aos meus pensamentos ouvi um som meio abafado vindo de Satsuki virei vendo o rosto vermelho e as bochechas meio infladas dele, parecia estar segurando a risada, o olhei indignada esperando uma explicação.
– Desculpa...m-mas é que você está tão linda que achei engraçado estar envergonhada com isso. – corei desviando o olhar, mas Satsuki puxou meu queixo levemente para ele e nossos olhos se encontraram – Eu te amo, você é linda não tem do que se envergonhar, mas adorei o ‘dedo’ da Hika nessa historia. – sorri e nos beijamos mais apaixonadamente que antes.
Seus dedos foram a minha barriga, deslizando levemente numa cosquinha gostosa e chegando a fechadura do sutiã, mas se enrolou por causa do babado que estava preso ali também e ajudei com uma das mãos a tirar essa parte, ele sorriu entre os beijos vendo que deixei a função de abrir a peça por ele mesmo, sabia que estava se divertindo com isso, criança.
Assim que a mesma já estava fora de sua função e fora para o mesmo lugar que minha camisola, que acabou caindo ao pé da cama, as mãos de Satsuki começaram a brincar com meu mamilo direito e seus lábios soltaram os meus e foram para o esquerdo beijando-o primeiro e assim que estava estimulado o mordeu de leve sugando e fazendo as sensações de prazer passarem por todo o meu corpo.
Arfei quando as posições trocaram e ele começou a massagear o que estava beijando e vice e versa, seu volume estava bem claro agora e aproveitando sua distração fui até a barra de sua calça abrindo o botão e o zíper ouvindo um suspiro aliviado que ele deu por finalmente estar ‘livre’. Sorri quando um gemido foi dado no meu seio quando peguei seu membro por cima da cueca amarela.
– E-Ei...ah. – ele gemeu e consegui de alguma forma tirar sua calça e a cueca, Satsuki estava com os olhos fechados deitado na cama e eu ainda em cima dele, quando uma ideia (maluca), mas uma ideia que podia dar mais prazer a ele passou pela minha cabeça.
Abaixei enquanto ele continuava de olhos fechados e segurei seu membro a minha frente, a cabeça vermelha mostrava o pre-gozo lambi a base vendo Satsuki tremer em surpresa, mas estava fraco de mais para abrir os olhos e me ver, ainda bem porque eu estava morrendo de vergonha por isso. Lambi novamente fazendo movimentos com a mão, coloquei a cabeça na boca e fui colocando mais e mais até não aguentar como ele tendo na minha garganta, uma lagrima desceu do meu olho, quando coloquei quase tudo na boca, fui fazendo o movimento de vai e vem lentamente movendo a língua para ajudar e as mãos na parte que não consegui engolir.
Os gemidos de Satsuki ficaram mais altos e constantes mostrando que estava indo bem, senti suas mãos irem aos meus ombros como algum aviso, seu membro tremeu mostrando o que veria e o tirei voltando a masturba-lo com a mão fazendo em pouco tempo gozar em minhas mãos. Peguei um pano que estava em cima da cômoda e limpei minhas mãos enquanto Sat se recuperava, voltei e ficar deitada em cima dele sorrindo quando ele abriu os olhos corado e ainda ofegante.
– O-Onde....aprendeu a fazer isso ?
– B-Baka. – corei abaixando a cabeça – F-Foi m-minha primeira vez, mas.... – sorri maliciosa esquecendo por um segundo a vergonha e o olhando – Mas pelo visto você gostou né, S-A-T-K-U-N ? – apaguei a luz, já que o interruptor ficava perto da cama.
– Ora sua.... – ele sorriu parecendo bravo de mentira e segurou minha cintura fazendo nossas posições trocarem e ele ficar por cima – Pois acho que devo devolver o favor certo ?
– O-O que....Satsuki o que você..... – parei quando sua mão foi a minha calcinha me fazendo dar um gemido breve.
– Hmmmm vejo que não fui o único que estava necessitado. – sorriu passando a mão por cima da peça um pouco molhada, acabei dando mais um gemido baixo quando ele a retirou e passou a colocar os dedos na minha entrada, claro que devagar porque ainda sim sou inexperiente, mas mesmo assim.....
– H-Hmmm...ah...S-Sat....hmmm. – senti minha mente embaçar e nem percebi quando ele se abaixou para admirar minha entrada, quando abri os olhos e vi-o lá em baixo, uma súbita vergonha subiu e ia fechar as pernas, mas suas mãos seguraram-nas.
– Nananinanão, você começou agora eu quero retribuir.
– S-Satsuki n-não... – tentei falar, mas quase gritei quando sua língua tocou meu clitóris – Ahhhhhhh......p-para j-já....
– Mas você parece estar gostando tanto. – esse tom, esse tom de bad boy...ahhhhh como me dá raiva saber que ele está certo...ahhhhh.
– B-Baka....hhmmm – falei quando seus dedos foram ajudar sua boca me fazendo esquecer tudo a minha volta, minha mente ficou nublada de tal forma que não pude deixar de gemer para avisar que estava chegando, mas graças a kami que ele se afastou quando meus gemidos aumentaram gozei sentindo meu corpo amolecer arfando – B-Baka, eu d-disse que não precisava. – fiz bico cruzando os braços em cima dos meus descobertos seios vendo o rosto corado e sorrindo como uma criança para mim.
Era isso que eu mais odiava nele, do nada é um demônio malvado com aquele sorrisinho e tom de voz de garoto bad boy e no outro tempo está com a cara de uma criança inocente que acabou de ganhar um doce, engraçado como ele só mostra esse lado para mim, sorri minimamente.
– Mas você gostou e isso me deixa feliz. – ele sorriu se abaixando a minha frente e me beijando compartilhando seu gosto doce e salgado ao mesmo tempo, pegou meus braços cruzados e os levou a cima da minha cabeça entrelaçando nossos dedos e indo beijar meu pescoço, na lateral, na frente, descendo até o meio dos seios e voltando para beijar minha bochecha e indo a orelha mordendo levemente, soprando em seguida, me dando um calafrio gostoso ao fazer isso – Adoro cada expressão sua, cada movimento que te causo, é por isso e muito mais que te amo tanto.
– E-Então.... – falei arfando com seus beijos, mas não ia ser deixada para trás – E-Então pelo visto entende quando digo que foi bem ‘interessante’ ver suas novas expressões com minha surpresa de hoje né ? – sorri maliciosa quando ele parou os beijos e me olhou corado e com as bochechas meio inchadas de novo como uma criança – Hahahaha você é muito lindo sabia ? – levantei o rosto, já que minha mãos estavam presas, e o beijei nos lábios rapidamente fazendo o bico sumir e uma expressão calma e apaixonada surgir, ele se abaixou e me beijou de verdade desta vez, só que mais selvagem e doce ao mesmo tempo, estranho né ? Mas é tão bom e caloroso.
Satsuki soltou uma das minhas mãos e foi até minha entrada fazendo movimentos de tesoura, arfei gemendo ao seu ouvido, ouvi o som de uma gaveta abrindo e algo sendo rasgado e por um segundo ri por ter esquecido disso, quando colocou a cabeça de seu membro lá, diferente da primeira vez que demorou mais a me acostumar com o volume dentro de mim, foi mais rápido da dor passar e o prazer surgir, nossos corpos chocavam numa dança seguida de nossas vozes falando coisas desconexas em meio a declarações que dizíamos um para o outro, meu corpo estava suado e o dele também, mas de certa forma o brilho que nos rodeava com a luz fraca da lua que entrava pela fresta da janela parecia ser como um toque de magia a nos envolver.
O vai e vem ficou mais rápido e forte, uma das minhas mãos estava ao lado do corpo segurando a mão dele com os dedos entrelaçados, a outra estava em suas costas arranhado de leve fazendo Satsuki tremer com meus toques, a outra mão dele estava na minha cintura segurando com cuidado, mas de vez em quando apertava, sabia que ia ficar marcado pela força que ele usava nessas horas, mas não estava nem ai, era algo bom, assim como as marcas que iam ficar dos beijos e chupadas que ele deu em meu pescoço, ia ter que usar uma roupa com mais....AH NÃO IA NADA !!! Fazer isso me estressa, se for pra mostrar que mostre, sou dele mesmo...hmpf.
– Hmmm...A-Ahhhh...e-eu.....eu vou..... – tentei avisar, mas pelos gemidos que ambos dávamos sabia que ele também estava perto e esperei para que nós dois fossemos juntos, seu corpo tremeu comigo e seu membro pareceu aumentar por alguns instantes até voltar ao normal e senti meu corpo explodir com meu orgasmo também, arfando Satsuki caiu sobre mim e passei a mão que estava em suas costas para seus cabelos massageando sua nuca enquanto nossas respirações voltavam – Agora pode sair dai ?
– Ah...desculpa. – falou saindo de dentro de mim e de cima me deixando com uma leveza por me livrar do peso extra – Nossa poda disfarçar um pouco a cara de alivio sabe.
– Haahahaha, não é você que tem um homem gigante em cima do seu corpo, agradeça por eu ter ficado mais resistente a peso, mas mesmo assim peso é peso e é um alivio um sair de cima de você. – sorri agora colocando minha cabeça em seu peito e virando para ficar de barriga para baixo, peguei sua mão e coloquei no meu rosto – Sabe o quanto eu te amo ?
– Não. – respondeu me fazendo rir com a cara de bobo que ele fez – Mas gostaria de saber.
– Hmmmm...será que merece ? – sorri subindo mais um pouco e ficando bem a frente de seu rosto – Shinomiya Satsuki, homem da minha vida, te amo tanto que nem as estrelas em sua infinidade poderiam ser a resposta para o tamanho do meu amor por você, as vezes você é chato, um bad boy malandro e um bobo inigualável. – ele abriu a boca incrédulo, mas continuei antes de uma reclamação do mesmo – Mas é por isso e pelo amor que você me retribui todo o dia e por momentos como esse que sinto-me a mulher mais linda do mundo que eu te amo a ponto de pedir, não, a ponto de implorar que não deixe que nada aconteça com você amanha, não quero ter que perder mais ninguém que me é importante na vida.
– Você sabe que não vou deixar nada me machucar, e espero que essa suplica sirva para ti também, não quero que nada te aconteça, lembre-se que estarei te esperando são e salvo e quero que esteja da mesma forma. – disse serio e senti minhas lagrimas caírem assentindo – Ei. – Satsuki me chamou e assim que levantei o olhar para vê-lo seus lábios calaram os meus soluços como uma promessa, uma promessa de que nada devia acontecer com nenhum dos dois, que não devíamos permitir que nada nem ninguém nos separasse em momento algum do dia de amanha e nem para sempre.
– Também te amo. – sussurrei sentindo-me cansada, além de que seus dedos passavam pelos meus cabelos castanhos que estavam bem mais arrumados do que um ninho de pássaro (vejam a ironia), fui fechando os olhos para a inconsciência quando sua voz me vez ficar no mundo por mais um segundo antes de cair de vez no mundo de Hipnos.
– Foi por ti que esperei todos esses anos, obrigada por existir Thaina, te amo. – o sussurro foi tão baixo que já pensei estar sonhando, mas mesmo assim sorri de olhos fechados sentindo os lençóis serem puxados para nos cobrir e comecei a sonhar.
*No dia seguinte* P.O.V. Satsuki
Eu podia dizer que foi a noite mais maravilhosa da minha vida, mas estaria mentindo, porque a cada noite que passo com a Thaina para mim é a melhor de toda a minha vida, estava já acordado apreciando seu rosto adormecido em cima de mim, parece que no meio da noite seu corpo foi parar inteiramente em cima de mim, o que acabei sorrindo por não ter percebido nada, o peso dela é quase imperceptível quando posso sentir seu cheiro doce em cima de mim.
Senti seu corpo tremer como se sentisse frio, mas não estava ventando e a janela estava fechada, quando seus olhos abriram rapidamente como se acordasse de um pesadelo, a olhei preocupado, mas quando viu onde estava sorriu novamente como se nada tivesse acontecido.
– Ohayo Satsuki. – disse normalmente, então não deve ter acontecido nada de mais – Vem precisamos de um banho, Yue vai acordar e vai vir aqui, temos que estar no mínimo apresentáveis né.
– A-Ah hay, ohayo. – levantei com ela me puxando para o banheiro, sorri ao ver que ela estava conseguindo andar bem melhor do que da primeira vez, mesmo que desse para ver que não era tanto assim. Mas porque será que pensei que ela tinha algo errado assim que acordou ? Ah, devo estar pensando coisas, mas mesmo assim....
– Hmmmm que água quentinha. – Thaina estava encostada de costas para mim na banheira onde estávamos, não conseguia ver seu rosto, mas senti seu corpo ficar tenso por um minuto – Vamos ganhar essa guerra Satsuki, vamos acabar com George e mesmo que ele já tenha causado dor a muitas pessoas, vamos fazer com que isso nunca mais aconteça.
– Sim, mas Thaina...aconteceu alguma coisa ? – perguntei e como resposta ela virou para me olhar, seus olhos estavam vermelhos com lagrimas caindo deles, fiquei surpreso por não ter percebido nada em sua voz.
– Ninguém mais deve morrer, já houve muito sofrimento. – e com isso ela me beijou a bochecha e se levantou pegando a toalha e saindo do banheiro, fiquei mais um pouco tentando assimilar o que ela tinha dito, mas não consegui decifrar o porque daquele olhar – Ah Antonio deixou isso aqui ali fora. – falou entrando de novo e deixando uma muda de roupa minha, já a roupa para a batalha que eu tinha preparado ontem, e colocou em cima do vaso sanitário – Vamos logo, temos que ir tomar café e ver se está todo mundo preparado. – e saiu de novo.
Mesmo assim aquele olhar não me saiu da cabeça, espero poder descobrir isso assim que a batalha acabar, o que será que ela sonhou para ter ficado daquele jeito ? Levantei me secando e fui pegar minha roupa, mas por pouco não escutei o que Thaina disse no outro cômodo, foi baixo como um sussurro, mas parecia estar falado com si mesma.
– Prometo te vingar, não vou permitir que ninguém mais sofra como você. – falou e senti que realmente algo aconteceu.
'O homem tem que estabelecer um final para a guerra, senão, a guerra estabelecerá um final para a humanidade.'
John F. Kennedy
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