Mundo Paralelo : I love you

5 O primeiro dia de aula - parte 3


Notas iniciais
Olá leitores! Espero que me desculpem por essa demora para postar um novo capitulo, no qual o único motivo para isso ocorrer foi minha preguiça, mas por incrível que pareça eu já escrevi ela até o capitulo 12. Espero que gostem desse capitulo. bjs

P.O.V- Natália

Eu tentei dormir o máximo possível esta noite, mas não consegui sucesso. O meu nervosismo não permitiu que isso ocorresse. Então a melhor solução que achei foi me levantar e tomar um maravilhoso banho de banheira. Olhei o relógio e me surpreendi com o horário. Eram apenas 5:30 da manhã. Mas mesmo assim prossegui com minha ideia. O melhor da minha suite é que, tanto o chuveiro quanto a banheira, tem água quente.

Mais ou menos uns 20 minutos depois, eu já tinha tomado o meu banho e feito as minhas higienes matinais. De toalha na cabeça ainda eu abri o meu guarda roupa. Entrei em choque. E agora o que vestir? A Kristy me ajudaria se estivesse em casa, mas como não estava, tentei parecer o mais casual o possível. Escolhi uma roupa bem simples e peguei minha mochila favorita.

Desci devagar as escadas da minha casa sentindo um friozinho na barriga.

— Tudo bem filha? — minha mãe pergunta pondo o café na mesa.

— O que te faz achar que tem algo errado comigo, mãe? — perguntei sabendo a resposta.

— Quer a lista em ondem alfabética ou numérica?

Dei um sorriso pra minha mãe e sentei-me na mesa. Peguei um prato e comecei partir um pedaço de bolo fofo, depois me servir com um copo com suco de acerola.

— Sabe mãe, tenho medo de não conseguir amigos... — falei o que realmente estava sentindo por dentro.

— Filha, amigos como os que você tinha lá na nossa antiga casa você não terá, por que cada amigo é diferente um do outro, mas não se preocupe com isso. Tenho certeza de que será bem fácil de você encontrar novos amigos.

As palavras da minha mãe me confortaram um pouco, mas não tanto a ponto de ficar confiante o suficiente para entrar na escola nova como se já estudasse lá a anos. Dei um abraço forte na minha mãe e sorri. Levantei-me, peguei minha mochila, e dei um suspiro. Era agora ou nunca.

— Bom dia, Samuel. — falei com nosso motorista. Ele é um rapaz jovem, mais ou menos a idade da Kristy, e eu acho que ele é a fim dela.

— Bom dia, Natália. Ansiosa para seu primeiro dia de aula em uma escola nova?

— Completamente.

Ao chegar na escola. Me surpreendi com seu tamanho (imagem da capa). Desci do carro e entrei tentando parecer tranquila. Logo percebi que haviam papeis colados nas paredes da escola. Olhei de perto e percebi que eram listas de nomes de alunos e suas classes. Procurei o da minha serie e achei um papel com um grande nome Classe A. Achei meu nome nesta lista e me surpreendi ao ver os nomes estranhos da lista.

Decidi ir ao banheiro retocar a maquiagem antes de entrar na sala.Ao sair do banheiro comecei a pensar em como a minha vida iria mudar e em tudo que deixei pra traz. Pensando nas pessoas que deixei para traz. E especialmente ele. Até que esbarrei com um rapaz. Minha vergonha ultrapassou limites. Fiquei muito envergonhada e comecei a apanhar os livros caídos ao chão (provavelmente, eu devo ter esquecido minha bolça aberta quando retoquei a maquiagem. O garoto começou a me ajudar e então falei a primeira coisa que me veio a mente.

— Não precisa ajudar, a culpa foi toda minha. Desculpe.

— È clalo que não é culpa sua, quem pede desculpas sou eu.

Sorri de leve e me levantei, porém o garoto continuava abaixado. Estranhei. Será que ele estava bem? Quando eu ia falar algo, ele se levantou depressa me encarando por alguns segundos, o que me fez ficar constrangida o suficiente para corar. Mas ele quebrou o silencio entra nós quando me disse seu nome.

— Eh... Bom... Eu me chamo Cebola, por favor não lia do meu nome.

Eu achei engraçado o modo dele dizer quando me toquei que estava sorrindo. Exatamente o que ele pedira para eu não fazer. O pior que só percebi isso depois que ele bufou. Fiquei seria no mesmo instante. Senti meu rosto queimar e tentei falar algum pedido de desculpas.

— Me de-desculpe, e-eu não quis rir, quer dizer, eu não ri do seu nome e sim do jeito que você falou, é serio.

— Ah, claro, meu grande defeito: a dislalia.- Ele voltou a bufar e eu voltei a corar.

— Ai, desculpe, eu sou uma idiota. Eu não penso no que digo. Na verdade eu nem tinha notado que você falou errado.

Ele deu um sorriso, e pareceu que iria falar algo, mas ai, o sinal tocou e ele saiu correndo pela mesma direção que ia antes. E eu virei-me de costas e refiz meus passos e descobri que já havia passado da minha sala. Entrei na sala e me peguei perguntando qual seria a sala daquele menino.

Notas finais
Gostaram?? Espero que sim! Comentem tá?