Mundo Celeste
2 O gênio magico
O mundo celeste é um lugar onde magia existe, assim como aqueles que a usam para o bem ou para e por tanto também existem aqueles que caçam esses seres malignos. Will é um desses caçadores que protege as terras livres, uma das 3 grandes nações do mundo celeste. Depois de matar uma bruxa ao norte das terras livres ele retorna para sua cidade, mas antes passa por Micenas a maior cidade daquela nação e lá fala brevemente com seu amigo Cyrus. Esse conta sobre a queda da capital do reino Mezo, a cidade de ur dominada pelo reino oriental e sua rainha infernal. Depois disso, Cyrus deixa o bar e na caminhada para sua casa encontra um frasco, na verdade uma lâmpada magica e sem querer invoca o gênio magico, uma mulher chamada Alice.
— Mas quem é você? – pergunta ele confuso.
— Eu sou Alice o gênio dessa lâmpada! E vou realizar 3 de seus desejos! – se apresenta ela enquanto Cyrus ainda permanece surpreso.
— Gênio? Isso é possível? – questiona Cyrus.
— Eu acabei de sair de dentro de uma lâmpada magica, literalmente. E em forma de fumaça! – responde ela de forma meio irônica.
— Ok, eu sei isso é estranho, e confirma suas palavras. Eu já ouvi falar de gênios, mas sempre achei que eram lenda. – explica Cyrus.
— Eu posso garantir que não sou uma lenda, apesar de não achar estranho que pense assim. Então qual será o seu primeiro desenho? – pergunta Alice.
— Eu não faço ideia, preciso pensar nisso. – responde ele.
— É sério? Hum, tudo bem então, eu devo esperar até que decida, vou voltar para minha lâmpada. – afirma ela.
— Espere, já que está aí fora não quer andar um pouco, minha casa não fica tão longe daqui. – convida Cyrus.
— Na verdade acho que pode ser bom, eu não ando a um bom tempo. – responde ela e então os dois iniciam a caminha rumo a casa de Cyrus. Já no antigo reino Mezo, no palácio da capital Ur, um homem é trazido até a frente do trono e colocado de joelhos diante de Jakar.
— Olá ex rei Inzak, ou será que devo chama-lo de pai? – questiona Jakar com um sorriso sarcástico no rosto.
— Não me chame mais de pai, eu não tenho um filho como você. – responde Inzak.
— Hora vamos, se não fosse por ser meu pai você já estaria morto. Seja grato por isso. – responde Jakar.
— Cale a boca, você matou seu próprio irmão, entregou seu reino aquela rainha maldita! Como pode fazer isso? – questiona Inzak.
— Mezo não era meu reino, era seu e do meu irmão. E vocês iam torná-lo uma nação fraca, sem dúvida ela desapareceria sobre seu governo! – responde Jakar.
— Não fale bobagens, você foi quem destruiu o reino, tudo para ser o governador de um território subordinado a o reino oriental. – responde Inzak.
— Você está errado, não entende os meus planos! Sim eu vendi esse reino a rainha invernal, mas apenas para remover você e meu irmão do trono. Porem logo eu vou conseguir poder o bastante para me tornar o mago mais forte de todo o mundo celeste. E então vou retomar o reino Mezo e não só ele, mas o reino oriental e muito mais! Vou tornar o reino Mezo o maior e mais poderoso de todos, como sempre deveria ter sido! – declara Jakar.
— Você está totalmente louco, como pude criar um tirano como você? – questiona Inzak.
— Eu vou te mostrar, e por isso vai continuar vivo. Até o dia que eu me tornar o senhor de tudo e o maior rei desse mundo. Agora chega disso, eu preciso viajar, nos vemos na volta papai. Levem ele de volta a cela! – ordena Enki e os soldados obedecem. Kaleb então se aproxima de Jakar.
— Meu senhor, já reuni alguns soldados como ordenou, estamos prontos para partir. – relata Kaleb.
— Muito bem então vamos logo para Vermell, não temos tempo a perder! – responde Jakar e eles partem logo depois. De volta a Micenas, Cyrus e Alice chegam a palácio real.
— Chegamos, essa é minha casa. – fala Cyrus olhando para Alice.
— Você mora no palácio? Mas quem é você afinal? – questiona ela.
— Eu sou o príncipe de Micenas. – responde ele.
— Então é por isso que não sabia o que pedir, já tem tudo o que quer não é mesmo? – provoca Alice.
— Não é bem assim, eu não queria ser o príncipe, foi por isso que me tornei um caçador e viajo pelas terras livres derrotando ameaças sobrenaturais e ajudando pessoas. – explica ele.
— Isso e o que você diz. De todo modo isso não é da minha conta sou apenas o seu gênio. – responde ela.
— Venha vamos entrar, e eu vou te provar que não sou tão mal assim. – fala Cyrus e os dois entram no palácio. No dia seguinte ao sul das terras livres, Will retornava à cidade de Tirinto e a sua casa. Ele chega a o palácio sede do governo de tirinto e sua moradia atual e é recebido por uma mulher com uma idade aparente de 30 anos.
— Enfim retornou Will, a cidade precisa de seu regente, você precisa passar mais tempo aqui governando. – fala a mulher.
— Hora vamos Lizi, eu te nomeei vice regente e chefe de governo porque você era mais apta a realmente governar. Eu fico com a parte de negociações com outras cidades. – lembra ele.
— Mas eles escolheram você como governante e não eu. – lembra Lizi.
— Sim, e eu aceitei porque a cidade estava à beira de uma guerra civil, duas facções com seus líderes querendo se tornar rei. Se aquilo continua-se não só destruiria Tirinto como as terras livres. Tive que parar aquela loucura e a solução foi virar regente. Mas como líder eu posso nomear quem eu achar melhor para me ajudar. – explica Will.
— Tudo bem, eu entendo, mas você realmente deveria passar mais tempo aqui na cidade. – insiste ela.
— Eu sou um caçador de bruxas em primeiro lugar, nunca vou poder abandonar esse caminho. – responde ele.
— Porque não? Você já tornou as terras livres mais segura, vem protegendo a todos nos últimos anos. Já pode viver sua vida agora. – afirma Lizi.
— As bruxas foram responsáveis por destruir a minha vida, sua bruxaria maldita tirou a mulher que eu amava de mim. Depois fui um escravo por causa dessa mesma magia. Eu nunca vou poder descansar, ainda tenho bruxas para matar! – responde Will. Nesse momento Lizi se aproxima de Will segurando sua mão.
— Foi por isso que preferiu terminar nosso relacionamento, não é? Por sua busca por vingança? – questiona ela.
— Eu não podia mais permitir que você fica-se esperando meu retorno sempre. Talvez um dia eu não volta-se e não quero que passe por isso. – responde ele dando um beijo em sua testa e se afastando em seguida.
— Como se isso fosse fácil assim. – fala Lizi em um tom mais baixo que Will mesmo assim ouve, mas segue para seu quarto no palácio. Enquanto isso no reino de Vermell, Jakar e seus homens chegam à capital Cales para iniciar sua busca pela lâmpada mágica. Eles estão em uma parte nos limites da cidade e chegam a uma loja onde Jakar entra sozinho e o dono do local logo o recebe.
— Há por favor entre meu senhor, fique à vontade. No que posso ajudá-lo? – pergunta o homem.
— Na verdade eu tenho um pedido muito especifico. Um artefato, uma lâmpada mágica para ser mais exato. – explica Jakar.
— Eu não sei do que está falando, não tenho nada assim aqui. – responde o homem.
— Eu acho que não fui muito claro, eu sei que você tinha a lâmpada, você era um empregado que comprou esse lugar, por tanto, fale ou sofra! – ameaça Jakar estendendo a mão direita e fazendo seu cajado serpente aparecer.
— Quem é você? – pergunta o homem ficando assustado. Nesse momento o cajado de Jakar se torna uma serpente se esticando e indo até o homem e mordendo seu braço, voltando a ser um cajado logo depois, enquanto o homem grita de dor.
— Você terá uma morte nada agradável, fale de uma vez sobre a lâmpada. – insiste Jakar.
— Tudo bem eu falo. Eu tinha a lâmpada, mas usei os 3 desejos e ela sumiu logo depois. Agora por favor me cure! – implora o homem segurando o braço que foi mordido.
— Que perda de tempo, você usou todos os desejos? Então morra você merece por isso! – declara Jakar se virando e caminhando para a saída do local enquanto o homem observa que todo o seu braço já estava dormente e ficando escurecido e ele sentia mais dor. Assim que sai do local Kaleb já o esperava.
— Meu senhor como foi lá? – pergunta Kaleb.
— Uma perda de tempo, temos que continuar procurando. – responde Jakar. Porem de repente vários soldados de Vermell surgem no local cercando Jakar, Kaleb e seu homens. – Parece que nossa abordagem discreta já era. – afirma Jakar olhando a cena. Uma voz feminina então toma o local.
— Achou mesmo que podia entrar no meu reino e ficar oculto? Você deve ser muito ingênuo, ou muito tolo! – quem falava era a rainha vermelha, a própria monarca de Vermell.
— Rainha vermelha, é um prazer vela. Me perdoe se não fui até seu palácio, mas tinha assuntos para resolver, não se preocupe não é nada que mereça sua atenção. – explica ele.
— Hora vamos Jakar, você acabou de virar governador de Mezo, o que poderia ser tão importante para merecer sua atenção aqui no meu reino? Duvido que seja algo sem importância. – insiste ela.
— Não se preocupe eu já estava de saída, vou retornar para Mezo imediatamente! – responde ele.
— Você não entendeu, só vai sair daqui depois que me disser porque veio e o que procura! – declara a rainha vermelha enquanto seus soldados erguem suas espadas contra Jakar e seus homens. Será que ele vai enfrenta-la ou contar a suas intenções ali?
Continua......
Fale com o autor