Notas iniciais
História de Iara, a guerreira, e como se tornou a tão conhecida Iara, a sereia.

Há muitos anos atrás, em uma tribo tupi situada no estado de Amazonas, nascia uma filha de um pajé bastante respeitado. Essa menina recebeu o nome de Iara, um nome simples e bonito, que até então não obtinha nenhum significado.

Com o passar dos anos, Iara ia crescendo e se tornando uma mulher cada dia mais forte e corajosa, sempre disposta a desbravar sua aldeia. Iara amava os rios que cercavam sua tribo e sempre ia nadar e conversar com os animais.

Quando adulta, foi considerada a melhor guerreira de sua tribo, melhor até que os índios guerreiros. O pai de Iara ficou bastante orgulhoso de sua filha, declarando abertamente que seu amor por sua filha era maior que seu amor pelos seus filhos homens.

Os irmãos de Iara, inconformados por uma mulher ser considerada melhor que eles e por se sentirem desprezados por seu pai, decidiram se vingar de sua irmã. Em uma noite, combinaram de atacar Iara enquanto ela dormia. A guerreira, por não entender o que acontecia, atacou seus irmãos por instinto e acabou os matando. Quando viu o que fez, Iara fugiu com medo de represália de seu pai.

No dia seguinte, o pajé foi acordado por multidões agitadas. Quando chegou no lugar onde sua filha dormia e viu seus filhos mortos, deduziu que sua filha os matou por poder. Decepcionado com a atitude de sua tão amada filha, o grande pajé ordenou que guerreiros fossem atrás de sua filha e a trouxessem morta.

Como ainda tinha grande carinho por sua filha, o pajé jogou o corpo de Iara no rio, lugar que tanto amava, para descansar em paz. Os peixes daquele rio, que conviviam diariamente com Iara, ficaram muito tristes por saber de sua morte, então juntaram todas as suas forças espirituais e reviveram a sua companheira de tantos anos.

Por conta do poder espiritual dos peixes, Iara conseguiu ser ressuscitada, porém com nova forma. Agora Iara era metade peixe e metade mulher, e ficou então conhecida como Iara, a sereia. Iara muito grata por seus amigos peixes, se tornou a guardiã dos rios. Seu nome recebeu um sentido, agora significava "Mãe das águas".

Assim como o corpo de Iara foi revivido pela metade, sua memória também foi. A sereia só lembrava dos últimos momentos de sua vida, no qual era perseguida e assassinada por homens. Por isso, Iara se envolveu com um sentimento grande de vingança. Sempre que via um homem perto de seu rio, o enfeitiçava com seu canto mortal, o fazendo entrar no rio e se afogar.

Dizem que até hoje, os homens que se aventuram a adentrar sozinhos na vasta Floresta Amazônica não voltam para casa, e quando voltam, voltam completamente insanos.

Notas finais
Espero que tenham tido uma ótima leitura!
Até semana que vem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.