Notas iniciais
Paciencia comigo, galera. É minha primeira fic

Victoria é uma garota singular. Quando menina, brincava de futebol com os amigos. Em sua adolescência carregava um livro da Kant em sua bolsa, enquanto as outras meninas se maquiavam, ela adquira verdades. Está em seu último ano de faculdade e trabalha como secretária para garantir sua autonomia.

Joseph é mimado desde a infância, isso reflete nos dias de hoje. È extremamente autoritário, machista e presunçoso. Sempre enxergou as mulheres como objeto, contudo isso vem de berço. Passa mais horas no trabalho do que gostaria, é vice-presidente de uma empresa, usa seu excesso de serviço para justificar a solidão.

Ambos se odeiam, talvez o ódio seja um disfarce para o que muitos denominam amor. Talvez. Eles dividem o mesmo ambiente durante oito horas, seis dias por semana, em uma quase guerra.

Até então essa narrativa não apresentou grandes surpresa, a história parece insossa, corriqueira. Contudo, Chloe chegou trazendo consigo grandes turbulências.

O salto de seu sapato fazia um som estridente que ecoava por todo escritório despertando a atenção de todos, não pelo barulho, mas por ser mulher. Sua intenção era preencher a vaga , seu currículo impecável para quem havia formado a apenas um ano, sempre a primeira da turma. Suas curvas bem torneadas graças a um fino cinto a cintura de seu vestido preto.

– Eu estou cagada? – pergunta Dakota sussurrando e despertando a atenção da secretária.

– Não, eles não estão acostumados com mulheres por aqui... – explica ela abandonando seu óculos sobre a mesa e analisando a garota com seus olhos azuis. – Veio para entrevista, certo? – pergunta Victoria em seguida.

– Sim, as três horas com Senhor Morgan! – explica ela confiante de que conseguirá ocupar a vaga.

– Pontual, ótimo, se eu fosse você tiraria o sorriso do rosto, pois sua entrevista é com carrasco. – disse Vick guiando Dakota até o escritório do vice presidente.

– Carrasco? – pergunta ela um tanto confusa.

– O vice presidente, Joseph, logo você vai entender o porquê. Eles está a sua espera, boa sorte! – ela abriu a porta e a outra agora entrou receosa abraçando sua pasta.

– Boa tarde, Sou Dakota! – apresentou-se ela estendendo a pasta ao homem que a agarrou sem tirar os olhos dos papeis que analisava e arremessando a mesma no lixo.

– Não foi dessa vez, boa sorte na próxima entrevista! – diz ele em seguida.

– Você acredita mesmo que eu vim até aqui pra ouvir você dizer isso sem nem ler o meu currículo? – Dakota agarrou sua pasta no pequeno cesto de lixo ao lado de uma longa mesa de mogno, abriu-a e jogou na frente do homem. – Você não encontrará alguém mais qualificado que eu, pode ter certeza!

– Centenas de homens trabalham todos os dias nessas minas, não colocarei a vida deles não mão de uma mulherzinha, se me der licença tenho muito trabalho a fazer.

– Boa sorte refazendo a sua papelada – disse Dakota após retirar as folhas da mão do homem e rasgando-as em milhares de pedacinhos. E então ouvi-se uma gargalhada logo atrás deles. Era Elliot Morgan, o presidente da companhia de mineração.

– Está contratada! – disse o homem engravatado logo atrás.

– Como ousa contrariar a minha decisão? – Joseph exalta-se levantando de sua cadeira, seus olhos pareciam estar em chamas.

– Como ousa falar assim com presidente? – rebate Elliot aproximando-se, o homem era baixo perto do outro, chegava a altura do ombro de Joseph, magro, um tanto pálido, mas ainda assim belo, extremamente vaidoso, a cada dia apresentava-se mais impecável ao trabalho com seus ternos extremamente caros.

– Esse não é trabalho para mulher, você não pode colocar tamanha responsabilidade nas mãos dela

– É por isso que eu sou o presidente, e não você. Agora aproveita que perdeu o seu serviço e vá mostrar a mina para a Dakota. Quanto a você, começa na segunda!

Assim que os três deixaram o escritório, Vick os seguiu. Quando Elliot e Joseph foram pegar os capacetes as meninas tiveram tempo para uma breve conversa.

– Então você conseguiu? Parabéns! – disse Vick

– Não foi como eu esperava, mas consegui... você estava certa, ele é um carrasco! – disse Dakota, infelizmente Joseph foi capaz de ouvir o comentário.

– Quem é carrasco? – perguntou ele.

– Você mesmo! – disse Vick rosnando e voltando para o escritório em seguida na companhia de Elliot. Ela sabe exatamente como tirar o homem do sério, faz isso a aproximadamente um ano, os dois são como cão e gato.

Dakota e Joseph seguiram pelo elevador com seus capacetes amarelos na cabeça, não trocaram nenhuma palavra por todo percurso. Assim que chegaram ao subsolo acenderam as lanternas a suas cabeças. Algo parecia errado para Dakota, a mulher passava as mãos pelas paredes da mina, encostava seus ouvidos

– Algo está errado! – comenta ela com Joseph interrompendo o licencio entre os dois.

– Mas é claro que está, você não deveria estar aqui, não dou uma semana para você ser demitida! – retrucou ele rabugento cruzando os braços.

– É por isso que todos te odeiam, você é simplesmente patético, Joseph! Não basta ser péssima pessoa, ainda é machista!

– Se eu fosse você desistia desse empregou, não ouse me desafiar! – exalta-se ele, a veia de seu pescoço chega a saltar nesse instante, contudo a cola de sua camisa branca impede a garota de reparar.

– Não fujo da guerra, suas atitudes só me estimulam a ficar – retruca ela com seu sorriso irônico.

– Quando subirmos você vai dizer ao Elliot que desistiu do empregou, ou ... – ameaça ele agarrando a garota pelo pescoço e empurrando-a até que se choque com a parede, ato que gera certo tremor no subsolo, e antes do homem terminar a frase um pequeno desabamento ocorre ao redor. Algumas pedras os atinge ocasionando certas lesões. Leva alguns minutos até que o corpo de bombeiros chegue ao local, e horas até que os homens encontrasse os dois corpos, por sorte ainda estavam vivos, ainda. Todavia, esse é só o começo, não haveria com mortes.

Leva algumas semanas até que Dakota desperte no hospital, os ferimentos de Joseph são um pouco mais graves, estava em coma induzido até se recuperar. Ela observa todos ao seu redor e não reconhece ninguém.

– Quem, quem são esses? – pergunta ela assustada estranhando seu tom de voz. Ela analisa suas mãos e não as reconhece, fisicamente era Dakota. Algo inexplicável acontecera naquela mina. Aparentemente irreversível. – O que vocês fizeram comigo? Esse não sou eu, não, não, NÃÃÃO! – grita ele, que no caso agora é ela, em pânico.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.