Notas iniciais
Eu peço desculpas por não ter levado a personalidade da Nami tão ao pé da letra, isso foi porque eu tinha em mente colocar outro personagem criado por mim no lugar dela. Mas eu queria incentivar mais fics do casal NamixLuffy, então... espero que gostem.

Havia momentos em que eu precisava me distanciar de tudo e de todos. Tudo parecia estar fora do lugar. A vida já não obedecia à ordem natural dos fatos. E para momentos como estes, que eram causados pelo estresse da rotina escolar e pela convivência com pessoas das quais eu não gostaria de ficar, existia um lugar confortável que eu costumava me refugiar. Era o ponto mais alto da cidade, de lá era possível ver todas as luzes do centro urbano acenderem ao mesmo tempo.

Mas naquele dia tinha alguém no meu precioso lugar. Um garoto de cabelos negros com um chapéu de palha posto sobre o rosto. Era possível que estivesse dormindo. Eu estava pronta para reclamar o meu lugar, quando um vento forte soprou levando o chapéu do menino longe.

O tempo parou.

Em frações de segundos observei cada detalhe do rosto do garoto. Notei uma cicatriz no canto do olho esquerdo e ele parecia ser maior que eu.

O tempo voltou a agir.

Notando a ausência do chapéu em seu rosto, acordou imediatamente.

Chapééééu! – ele gritou

O chapéu veio em minha direção e tentei agarrá-lo, mas na velocidade que vinha não o alcancei.

O garoto passou por mim, mais rápido que o próprio vento e finalmente pegou o chapéu. Infelizmente, quando ele pulou para pegar seu precioso chapéu, não notou que o chão abaixo dele havia acabado e que estava prestes a cair de uma altura que poderia esmagá-lo.

Por reflexo, segurei a camisa dele.

Mas o que eu tava pensando? Eu nunca conseguiria segurar uma pessoa pela camisa. Um grito constrangedor saiu da minha boca enquanto caíamos.

“Esse foi o maior feito da minha vida” pensei “cair de um penhasco por causa de um chapéu.”.

E então nós morremos.

Ou pelo menos eu achava que havíamos morrido.

Quando acordei já era pôr do sol. Minha visão ainda estava turva, mas consegui ver o garoto mexendo em um amontoado de lixo próximo a uns arbustos.

Ele olhou para mim.

— AH! Você acordou! – disse ele mostrando um sorriso. Havia um corte no canto da sua boca e sua camisa estava muito suja, como se tivesse rolado quilômetros em uma estrada de lama.

Sentei encostando-me ao muro de pedras que havia atrás de nós.

— Onde estamos? – perguntei.

Ele apontou para cima. Estávamos a uns 6 metros do lugar de onde caímos.

— Você está bem?

Acenei que sim com a cabeça.

— E o seu chapéu?

Ele o mostrou orgulhosamente posto na cabeça.

— Você é muito irresponsável, poderia ter morrido! – suspirei aliviada por isso não ter acontecido — me chamo Nami, qual o seu nome?

— Eu sou Luffy. Monkey D. Luffy.

— Luffy, tem ideia de como vamos sair daqui?

— Sim, eu tenho um plano.

Ele pegou um casco de madeira velha que havia perto de uns arbustos.

— Você não está pensando...

— Shi shi shi – ele riu

Ele me levou até o casco e fez pressão para que eu me sentasse. Arrastou o casco até a borda do precipício e se sentou na minha frente fazendo impulso com o corpo para baixo. Agarrei-me em sua cintura me preparando para a queda.

Descíamos em alta velocidade. Eu ouvia apenas os gritos de empolgação do Luffy que eram ainda mais altos que os meus provenientes do medo.

— Nami, abra os olhos!

Algumas folhas batiam na minha cara e acho que engoli alguns insetos, mas abri os olhos. Já estava muito escuro, dava pra ver a cidade com todas as suas luzes acesas, mas era impossível ver o caminho a nossa frente.

Estávamos a poucos metros do chão e eu já não estava tão assustada como antes, naverdade, eu ria do que estava acontecendo. E melhor... Havia esquecido os meus problemas.

O casco finalmente parou.

Luffy se levantou e logo em seguida estendeu a mão para que eu pudesse me levantar.

— Foi divertido! – ele disse – de novo!

— Eu não tenho muitas vidas pra ter aventuras como essas mais vezes.

Ele riu.

No fundo, eu estava feliz por tê-lo conhecido. E estava um pouco triste por ter que dizer adeus.

Eu nunca iria imaginar como aquele encontro mudaria minha vida...

Notas finais
A cada review que você faz, nasce um caracol voador, uma rara criatura que joga saliva ácida em elfos ladrões de deveres de casa das terras do norte. Por isso, deixe uma review, ou as crianças do pólen crescerão burras.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!