Passaram-se alguns dias, estávamos num fim de semana ensolarado, intediante sem nada pra fazer. Apenas deitada na cama olhando para as paredes e reclamando de tudo.

- Clarie, vou ao mercado quer ir comigo? – Perguntou meu pai, gritando do andar de baixo.

- Já estou descendo! – Respondi. Coloquei apenas uma rasteirinha e desci correndo.

Ele já pegara as chaves do carro e saia para tira-lo da garagem, enquanto eu fechava a porta. Entrei no carro, estava quente parecia até uma sauna. Abrimos todas as janelas e fomos até o mercado.

- Pai vai comprar muita coisa? – Dizia aproveitando o vento que vinha no meu rosto.

- Apenas o que falta na dispensa.

- Ótimo, vamos comprar o mercado inteiro que tal?

Chegamos no mercado, estacionamos e carro e descemos. Entramos, estava com poucas pessoas, o ar condicionado me deixava nas nuvens.

- Clarie, pegue um carrinho. – Ordenou meu pai. Fiz um sinal de sim com a cabeça e fui pegar o carrinho. No mesmo instante que peguei nele, vi outra mão conhecida.

- Rafael! O que esta fazendo aqui?

- Vim ajudar meus pais... E o que te deu de vir ao mercado?

- Ah... Estava sem nada pra fazer me casa, então vim com meu pai. Que tal a gente ir pra um parque pertinho daqui depois das compras em família? – Ele riu e fez um sinal de sim com a cabeça. Foi ao encontro de seus pais e eu peguei outro carrinho e fui com meu pai.

Pegamos tudo o que tínhamos que pegar, pagamos e ajudei meu pai a por as compras no carro.

- Pai, vou ficar por aqui. Não tenho nada pra fazer em casa... Vou no parque com um amigo meu. – Ele me mandou um olhar desconfiado, por que eu usei a palavra “AMIGO”. – Pai não tem nada de mais.

- Quero você em casa logo hein! – Entrou no carro e saiu.

Fiquei sentada num banquinho próximo a entrada principal do mercado, esperando por Rafael.

Cerca de dez minutos depois ele sai da porta do mercado com as mãos cheias de sacolas. O ajudei, peguei algumas e coloquei no carro de seus pais.

- Clarie, vou com meus pais até em casa... Você quer ir com a gente? Depois eu te trago até sua casa.

- Claro! – A resposta não podia ser outra. Entrei no carro ao lado do Rafael. Ficamos apertados em meio as compras até chegarmos a sua casa. Desci e já coloquei algumas das compras na mão. Entrei em sua casa, não prestei atenção em nada. Apenas procurei uma mesa para colocar tudo aquilo. Finalmente achei! Coloquei as sacolas ali mesmo e sentei-me no chão.

- Muito obrigada querida! – Disse Rosa, mãe do Rafael.

- Ah, magina.

- Hey Clarie! Vamos sentar ali fora é mais tranqüilo, e mais fresco. – Levantei-me, ajeitei minha roupa e o acompanhei.

Sentamos num banquinho, próximo a uma arvore, o leve vento passava pelos meus cabelos e deixava aquele lugar ainda mais aconchegante.

- Você quer refrigerante? – Perguntou ajeitando-se no banco.

- Não precisa. – Comecei a aproximar minha mão de vagar ao rosto dele, passei delicadamente enquanto ele fechava os olhos. Subi minha mão mais um pouco, e comecei a acariciar seus cabelos arrepiadinhos. Ele foi deitando-se no banquinho, colocou sua cabeça no meu colo e ficamos ali por um longo tempo.

- Clarie... – Sussurrou.

- O que?

- Fica comigo... Pra sempre? Eu... Eu amo você. – Ele ainda estava com os olhos fechados. Meu coração batia forte.

- Eu... – Apenas tirei a cabeça dele do meu colo e o beijei. Terminamos aquele beijo, com vários selinhos. – Claro... – O abracei o mais forte que podia.

Saímos do abraço e começamos a caminhar pela grama no seu quintal. Vi uma garagem com um pequeno fusca meio amarelado.

- Rafael, de quem é aquilo?

- Ah... Quando eu tinha mais ou menos cinco anos, eu vivia pedindo um fusca pro meu pai. Ai ele compro isso ai. – Caminhávamos até a garagem de mãos dadas enquanto ele contava a história.

- Caramba... No dia em que nos conhecemos, estava nevando... O carro do meu pai estava absolutamente cheio de neve! Então ele disse que iria me levar pra escola no fusca do meu avô. Deus me livre! Então... Eu vim de ônibus e conheci você... – Ele me deu um leve selinho. Abriu com dificuldade a porta do fusquinha para que eu entrasse. Entrei, logo depois ele entra no banco no motorista.

- Que fusca podre que eu tenho. – Dizia olhando no banco de trás. – Será que cabe nós dois ali atrás? – Arregalei os olhos surpresa.

- Hã... — Fui ao banco de trás com dificuldade em me mexer naquele fusca. Logo em seguida vem Rafael.

Ele colocou a mão na minha cintura e foi me beijando, fomos tentando achar um espaço ali. Suas mãos faziam gestos atrevidos, mais eu não ligava. Minha mão direita estava em sua nuca, ele beijava meu pescoço me fazendo soar frio.

Já haviamos passado dos limites, mais mesmo assim, não queria revidar. Me entregava a ele, e ele a mim. Rafael me puxou ainda mais pra perto dele.

Meu coração estava disparado, não queria que nada atrapalhasse aquele momento quase perfeito. E agora, havia me entregado totalmente a ele.

Minutos depois ouvi meu celular vibrar no meu bolso. Empurrei Rafael, respirei fundo e atendi ofegante.

- Clarie! Venha pra casa. Eu disse pra você não demorar muito.

- Eu... Já estou indo. – Desliguei de presa antes que ele perguntasse por que estava ofegante. – Tenho que ir! Até amanhã... – Dei mais um beijo meio demorado nele e desci do fusca de presa.

Corri para um ponto de ônibus próximo dali. Passo-se dois ônibus, e nada do que vinha até minha casa. Decidi por ir correndo, começou a chover, minha rasteirinha arrebentou e vi o ônibus que passava em frente a minha casa passar ao meu lado.

- EU MEREÇO! – Gritei o mais alto que podia. Deixei minhas rasteirinhas jogadas em qualquer canto e corri até minha casa descalça.

Abri o portão meu cachorro latia sem parar. Peguei um pedaço de pedra e joguei nele.

- CALA A BOCA!

Entrei em casa encharcada. Subi no meu quarto tirei aquela roupa completamente molhada, peguei uma toalha e me sequei. Fui procurar pelo meu pai em todos os cantos da casa. O encontrei no quarto dele, deitado com uma bacia de pipoca do lado dele e assistindo desenho animado.

- Pai! – Disse seria. Minha maquiagem havia borrado toda, estava parecendo que sai de um filme de terror.

- Filha! Finalmente chegou. Onde estava?

- Estava na casa do Rafael.

- Vocês por acaso estão namorando, filha?

- Ele me pediu em namoro hoje e eu aceitei. Algum problema?

- Amanhã vamos conversar sobre isso. Esta tarde e eu preciso dormir.

- Boa noite. – Fechei a porta do quarto dele e voltei ao meu. Dormi tranqüila como nunca.

Notas finais
Perdão pela demora =[ .
espero que tenham gostado.
incrivel nao mencionei Isabella nesse cap xD .
review?