Notas iniciais
Olá !!! Segue mais um capitulo que responde algumas das perguntas que me foram feitas nos comentários. Espero que gostem! Boa Leitura .

Cinco anos...

Cinco anos...

Cinco anos...

Cinco anos...

Cinco anos...

Era só o que ecoava em sua mente.

Havia passado cinco anos em um hospital cinco anos em uma cama. Cinco anos apenas respirando.

Não conseguia acreditar no que acabava de ouvir, por mais que tentasse parecia improvável. Lembrava-se claramente de na noite anterior ter saído do laboratório após concluir seu caso e se despedir de Gil que havia lhe dito que hoje faria uma surpresa para ela.

Mas não conseguia se lembrar como viera parar ali naquele hospital onde lhe davam uma noticia tão incabível, de que em algum momento daquela noite ela sofrera um acidente e viera parar ali onde já estava a cinco anos de acordo com o médico. Tentou forçar mais sua mente para ver se conseguia lembrar de algo, repassava tudo o que havia acontecido no dia anterior ou melhor no seu ultimo dia antes do coma, mas por mais que se esforçava não obtinha resultado e isso a frustava e assustava.

O médico notando seu estado pela forma que sua respiração havia ficado mais pesada e nas pequenas mas notáveis alterações nos aparelhos que estavam ligados a elas, dirigiu seu olhar para Enry que até o momento só observava. Ele retribuiu o olhar do mesmo imediatamente entendendo a mensagem transmitida, foi até Sara, sentou-se na cadeira que tinha ao lado da cama dela e segurando a suas mãos de forma protetora e disse.

– Sei que é difícil receber uma notícia dessa, mas não precisa se preocupar está tudo bem, não se preocupe não é tão ruim quanto parece com o tempo você perceberá isso e eu estou aqui para o que precisar — disse olhando nos olhos delas de uma forma doce e firme para reconforta lá.

E fitando aqueles olhos verdes já meio acinzentado pela idade avançada, por algum motivo que desconhecia Sara acreditou nele, não sabia porque mas acreditou, algo nele lhe trazia segurança, mesmo não se lembrando de ter tido muito contato com ele, na verdade se havia conversado com ele duas ou três vezes durante uma visita que fez a sua mãe foi muito.

Ainda o olhando ela respirou fundo algumas vezes procurando se acalmar e clarear seus pensamentos. Após alguns minutos que levou para se recuperar um pouco da notícia que acabara de receber, se dirigiu ao médico sem olha-lo.

– Poderia me dar mais detalhes Dr.? -perguntou ainda um pouco aérea.

– Claro — Dr. Wilson começou a descrever calmamente a forma que ela havia chegado ao hospital, muito ferida com alguns ossos fraturados e com um trauma muito sério no crânio, ele disse que as primeiras semanas dela no hospital foram muito conturbadas com várias oscilações no seu estado, porem felizmente após muito esforço conseguiram a estabilizar. — por causa do tempo que você passou na mesma posição, você sentirá inicialmente algumas dificuldades em se locomover. Mas não se preocupe com isso porque você terá sessões diárias de fisioterapia que lhe trarão muitos benéficos. E assim logo você poderá voltar para a sua vida normal. Eu marquei alguns exames de rotina para você fazer hoje à tarde, quando for a hora a enfermeira Hanna vira lhe buscar.

Sara assentiu, durante todo o tempo em que o médico falava ela não disse nada, apenas ouvia, ainda procurando uma forma de assimilar todas aquelas informações. O médico notando seu estado decidiu deixa-la digerir melhor as informações que ele acabara de lhe passar. Então se despediu dizendo que logo mais voltaria para conversarem mais um pouco, e após fazer ulgumas anotações rápidas em sua prancheta saiu deixando Sara e Enry a sós. Durante longos minutos o único som que se ouvia no quarto eram os bips dos aparelhos e as respirações de ambos.

– Onde está a minha mãe? — ela perguntou quebrando o silêncio, sem olha-lo — ela veio com você hoje?

Enry a observou por um momento decidindo se era a hora adequada de lhe dar uma notícia tão delicada, mas ela precisava saber. Decidiu dar a notícia da melhor forma que podia se é que existe uma boa forma de dar uma notícia como aquela. Segurou com um pouco mais de força a mão dela para lhe chamar atenção, com isso ela o olhou.

– Sara desde o seu acidente sua mãe se mudou para Vegas, ela se sentia melhor estando perto de você. Desde aquela época nós já estávamos ... próximos.

–Próximos?

– Quero dizer que.... nós estávamos em um relacionamento

Essa revelação a pegou de surpresa, nunca desconfiou que entre eles havia algo. Após se recuperar da pequena surpresa ela assentiu para que ele continuasse.

– O tempo que você passou em coma foi muito difícil para ela, e eu a apoiei da melhor forma que consegui. Nos até chegamos a nos casar — disse com um sorriso que mostrava que estava se recordando do dia.

Involuntariamente Sara também esboçou um pequeno sorriso. Estava feliz por sua mãe estar com um homem tão bom. O pouco convívio que teve com ele durante a visita a casa de sua mãe e pela forma que ele falava sobre eles, percebia que ele possuía um bom coração Após um longo suspiro ele pareceu voltar de suas lembranças e continuou.

– Mas infelizmente Sara, à alguns anos ela ...... se foi.

No mesmo instante seu sorriso se foi e novamente a surpresa de uma noticia inesperada se estampava em seu rosto e o silêncio novamente dominava o quarto.

– Co.. como ? — disse após alguns segundos não podia acreditar, pensou ter ouvido errado esperava que sim.

– Ela se foi Sara ... infelizmente ela faleceu.

Sara ficou em silêncio visivelmente abalada pela notícia com algumas lágrimas se acumulando em seus olhos, após alguns instantes ela disse.

– Quando e como isso aconteceu? — questionou precisava saber o que havia acontecido, por mais doroso que fosse.

– A cerca de dois anos, ela teve um derrame e pouco tempo depois por causa de sua saúde debilitada e a idade já avançada ela não resistiu – disse com o semblante triste, se lembrando involuntariamente dos últimos dias de sua esposa, que até seu último minuto de vida não deixou de se preocupada com sua filha e o fez prometer que a ela que cuidaria de sua filha como se fosse dele quando ela acordasse, promessa essa que ele nunca quebrará.

Ela não acreditava tinha perdido sua mãe sem ter tido a oportunidade de aproveitar mais seu relacionamento com ela ou de se despedir.

Tudo bem que a relação delas não era muito normal, não eram muito próximas, não falavam muito quando estavam juntas ambas tinham essa dificuldade em se abrir, mas o silêncio que havia entre elas sempre pareceu o suficiente, de alguma forma o silêncio as aproximava. Ela sentiria falta dela muita falta.

As lágrimas que tanto segurava desde que o médico havia lhe dado as informações sobre seu estado clinico, com mais essa notícia não conseguiu conte-las. Enquanto chorava compulsivamente Enry ficou a seu lado apenas segurando sua mão, lhe passando apoio e silenciosamente demonstrando que estaria ali para o que ela precisasse. Em algum momento em meio a tantas lágrimas ela acabou adormecendo.

Quando despertou poucas horas depois, suspirou aliviada achando que tudo sobre o acidente e sua mãe havia sido um sonho muito bizarro, mas quando ouviu o barulho dos bips insistentes e passou os olhos pelo quarto que estava constatando que era um quarto de hospital seu alívio se foi tão rápido quanto viera . E Enry continuava ali, ele estava sentado em uma poltrona próxima a janela que se encontrava aberta, percebeu que o dia já estava pela metade pela intensidade da luz que entrava por ela.

Ela ficou o observando por algum tempo e chegou à conclusão de que estava feliz por saber que mãe teve alguém como ele próximo durante esse tempo difícil que passou. Pelo pouco contato que teve com ele identificou pela forma que ele falava de sua mãe que ele gostava muito dela.

Sara passou as mãos devagar pelo rosto e foi inevitável não voltar a pensar no que ouve.

Cinco anos.... Cinco anos perdidos. Provavelmente tudo que conhece deve estar diferente do que era entes. Não restava nada a ela a não ser aceitar e seguir em. Ela só não sabia como.

– Sente-se melhor? — Enry a tirou de seus pensamentos e se aproximou dela.

– Sim.- disse com um suspiro.

– Não se preocupe Sara com disse a sua mãe eu vou te ajudar em tudo que você precisar. Apesar de não nos conhecermos bem ainda, com você sinto que de alguma forma já te conheço só pelo o que ouvi sua mãe me dizer sobre você.

Antes que ela respondesse ouviram duas batidas na porta e logo em seguida ouviu ela ser aberta.

– Iai Sasa !! sentiu minha falta? Eu sei que sim... não é — disse Jon o fisioterapeuta entrando no quarto todo animado.

Sem perceber Sara solta um pequeno sorriso pela forma descontraída dele a tratar, só se conheciam a um dia mas já simpatizara tanto com ele que nem se incomodou com aquele intimidade toda com que ele a tratava e com aquele apelido ridículo.

– Não seja tão convencido, mas confesso que você é uma ótima companhia, esse é Enry meu ... padrasto – disse a última palavra lançando um pequeno sorriso a Enry que o retribuiu muito contente pela forma dela o apresentar.

– Oi, muito prazer sou Jon o fisioterapeuta dessa chatinha – disse estendendo a mão e o cumprimentando rapidamente, e se voltando novamente a Sara completou — Então hoje vamos para nossa segunda sessão. Está pronta?

– Claro.

Então ele começou a sessão como no dia anterior, porem desta vez ele se concentrou mais nos membros superiores. E como no dia anterior eles conversaram descontraidamente incluindo também Enry na conversa. Algum tempo depois do início da sessão Hanna entra no quarto com o almoço de Sar, Jon encerra a sessão dizendo que é apenas uma pausa e que no período da tarde voltaria para levá-la para um local mais adequado para dar continuidade a sessão e após isso sai da sala se despedindo de todos.

Dessa vez Sara dispenso o auxílio de Hanna, conseguiu se alimentar sozinha porem bem de vagar. Quando Sara terminou, o que levou algum tempo, Hanna então começou a recolher as coisas e quando ia saindo disse a Sara que logo voltaria para ajudá-la em sua higiene pessoal. Ela sentiu vontade de dispensar a ajuda da enfermeira mas sabia que não conseguiria sozinha e relutante apenas assentiu.

– Enry não precisa ficar aqui o tempo todo, pode ir para casa, você deve estar exausto. Não se preocupe eu vou ficar bem aqui você pode voltar quando estiver mais descansado- disse após notar a face cansada do mesmo.

– Não quero te deixar sozinha Sara — disse com um sorriso discreto.

– Mas você tem que descansar e você deve ter suas atividades cotidianas? não deve altera-las só para ficar aqui, como vê eu estou bem — disse lhe direcionando um sorriso

– Mas eu quero estar aqui, e eu estou de férias da faculdade onde leciono. Então não há problema em eu estar aqui.

– Eu concordo com a Sara Sr. Darton — disse Hanna entrando no quarto e se envolvendo na conversa — não é que eu esteja expulsando o Sr., mas agora Sara irá se higienizar e logo depois já irá fazer alguns exames que estão agendados e logo depois irá para a sessão de fisioterapia. Ela só voltara para o quarto no final da tarde é tempo o suficiente para o Sr. Ir até sua casa, descansar e depois retornar.

Enry ainda estava relutante e após mais algumas insistências das duas ele resolveu ir. Se despediu de Sara com um beijo terno em sua testa que a surpreendeu mas ela havia gostado da atitude e lhe direcionou um sorriso.

Assim que ele saiu do quarto Hanna já começou a ajudar Sara a se levantar para ir tomar um banho que só levou alguns minutos a mais que o necessário pelas limitações de Sara.

Enquanto vestia um conjunto de moletom azul marinho também com o auxílio de Hanna, Sara prestou mais atenção nas alterações em seu corpo que havia notado durante o banho, algumas sutis como algumas cicatrizes nos braços, pernas, testa e pescoço que eram bem leves provavelmente foram cortes superficiais do acidente que só eram notadas se olhassem bem, e outras não tão sutis como uma cicatriz um pouco maior em seu abdômen, outra em suas costelas e uma localizada em seu pescoço bem próxima a sua orelha direita que era coberta por seus cabelos castanhos escuros quase pretos que sofrera uma grande mudança estava muito maior, seus cachos castanho escuro chegavam ao meio de suas costas e lhe davam um ar diferente, a última vez que seu cabelo ficara desse tamanho tinha sido a muito tempo quando ainda era uma menina. Mas havia gostado da forma que ele estava agora.

Em seguida foi colocada em uma cadeira de rodas a mesma que Hanna usará para lhe levar até ali, ela havia explicado que teria que usa-lá por um tempo já que suas pernas ainda não estavam com força o suficiente para sustenta lá. Isso não a agradou, não gostava de se sentir incapacitada. A enfermeira visualizando esse desconforto dela a tranquilizou dizendo que tudo isso seria temporário, que com as sessões diárias de fisioterapia logo ela não precisaria mais daquela cadeira. Sara apenas assentiu, tinha plena consciência disso mas não conseguia se sentir confortável em uma cadeira de rodas, mas admitia que era bem melhor do que ficar deitada em uma cama

Enquanto isso Enry chegava em casa e colocava as chaves de seu carro na mesa de centro de sua sala e se recordava dá forma que sua falecida esposa descreverá Sara, ela estava completamente certa em tudo, Sara era forte muito forte, apesar da notícia que receberá teve apenas um pequeno momento de choque o que é absolutamente normal no caso dela. Com sua vasta experiência em psicologia sabia que ela estava apavorada e triste, e estava conseguindo disfarçar até que consideravelmente bem. Gostaria de fazer algo para deixá lá mais feliz para distraí-la. Se lembrou então de como o fisioterapeuta a animou um pouco com sua descontração, e de subto teve uma ideia para animar Sara.

Após os exames serem feitos, o que levou metade da tarde, Hanna levou Sara novamente ao quarto onde ela aguardou a chegada de seu fisioterapeuta olhando a movimentação da rua pela pequena janela do quarto. Poucos minutos depois Jon surge na sala com seu bom humor.

– Iae gata pronta pra um role pelo meu humilde local de trabalho?

– Eu achei que teria uma sessão de massagem não um passeio turístico -disse Sara absorvendo um pouco do bom humor do fisioterapia e entrando na brincadeira.

– E você irá receber essa sessão, porém em nosso percurso até um local mais adequado eu aproveitarei para lhe mostrar tudo que for possível nesse hospital, o que já lhe adianto são muitas coisa.

– Ok então — disse sorrindo.

Então ele assumiu direção de sua cadeira e a levou através de vários corredores do hospital e quando ele encontrava alguma enfermeira ou médico os cumprimentava e fazia algum comentário engraçado para ela sobre a personalidade deles ou alguma história que envolvia algum deles que ele, a fazendo rir.

Após passarem por mais alguns corredores chegaram ao local onde seria a sessão. Era um cômodo amplo uma de suas paredes era toda de vidro proporcionando a visão do jardim do hospital e as demais possuíam um tom claro. A sala era toda equipada com os instrumentos que Jon utilizaria. Havia na sala alguns pacientes faziam sessão, cada um com seu fisioterapeuta.

A sessão de Sara dessa vez foi mais intensa e focada em suas pernas. Durante algumas horas ela ficou fazendo diversos exercícios com o auxílio de Jon, quando finalmente terminaram ela estava exausta nunca imaginou que exercícios que sempre descreveu como simples a desgastariam tanto.

Durante o caminho para seu quarto notou q Jon fazia outro trajeto deduziu que seria para lhe mostrar o restante de seu "humilde local de trabalho"

– Aguarde só um momento aqui Sara enquanto eu deixo essas análises que eu fiz suas na sala do Dr. Wilson que ele já está de saída.

–Ok,pode ir.

Sara estava em um tipo de recepção voltada somente para os médico e enfermeiros do hospital. Quando a manchete de uma revista lhe chamou a atenção, era uma revista florense o que chamou mais sua atenção foi uma matéria. Era sobre Grissom, a revista fazia comentários sobre os mais de 10 anos de sucesso em que ele supervisionava o turno da noite, ela pegou a revista e notou que a matéria focava um caso recente sobre um serial killer que estava sendo procurado a pouco mais de um ano. Um parágrafo dessa matéria porém lhe chamou muito mais atenção.

"... Após os esforços da equipe impecável de Gilbert Grissom e com o auxílio da polícia de Las Vegas e o FBI conseguiram capturar o assassino serial, com apenas alguns policiais saindo feridos após uma explosão causada pelo serial, entre eles estava a detetive Carts que a algum tempo mantém um relacionamento com o supervisor noturno..."

Notas finais
O que acharam ??