Mudanças Loucas E Necessárias
13 Capítulo 11 - Salva pelo Justin
Notas iniciais
Luana: Ei, calma Char, já vamos te explicar, senta aqui. Adolpho, pede uma agua com açúcar em alguma lanchonete. – Luana falou para o garoto que parecia ser o mais velho – Quanto tempo você e a Sô não se falam?
Eu: Acho quem tem 1 mês.
Bebi a agua com açúcar e logo em seguida ouvi alguém me chamando.
Jer: Char? Porque você ta chorando? O que aconteceu pequena?
Eu: Eu não sei Jer, a Sô… Minha melhor amiga de Nova York, aconteceu alguma coisa com ela. Essa é Luana e a família dela, ela é prima da Sô, e aconteceu algo com ela.
Luana: Bem, a Sophie sofreu um acidente. E… Perdeu os movimentos na perna, e o namorado morreu no acidente…
Eu não consegui parar de chorar, me lembro da ultima vez que conversei com ela e ela falou sobre o namorado. Nunca tinha visto ela tão feliz, e agora ela estava sem ele, e sem poder andar, eu me divertindo com o John enquanto minha melhor amiga passava por dificuldades.
Eu: Preciso ir pra Nova York, agora.
Levantei de onde estava e deixei todos me encarando. Sai correndo, mas Jer logo estava do meu lado.
Eu: Jer, vai pra minha casa e fala pra minha mãe o que aconteceu, eu vou ficar bem, não se preocupa, faz isso pra mim.
Não dei chance dele revidar, sai correndo, o aeroporto era perto do shopping, compraria o primeiro voo de amanhã.
Cheguei lá em 5 minutos e fui correndo no painel de voos. Sem sorte, todos os voos para amanhã estavam esgotados, e os de hoje também. Sentei em um dos bancos e comecei a chorar desesperadamente. Quando senti alguém se sentando do meu lado.
Justin: Char, o que foi minha linda?
Não consegui falar, e em um ato inconsciente abracei ele com toda força do mundo e chorei mais ainda.
Eu: Desculpa, molhei toda sua camisa.
Disse, finalmente, me soltando dele.
Justin: A minha camisa não é a maior preocupação aqui. Agora que você está mais calma, o que aconteceu?
Eu: A minha amiga ta com problemas, e eu PRECISO ve-la, mas eu não tenho nenhum voo pra amanhã.
Justin: E de onde ela é?
Eu: Nova York.
Justin: Eu to indo pra lá, posso te levar.
Eu: Boa sorte, os voos de hoje acabaram também.
Justin: Sem querer parecer metido… Mas eu tenho meu próprio Jatinho.
Eu: Você ta falando sério? Mas… mas… meu deus eu não to acreditando.
Nesse estante pulei no pescoço dele e entre lágrimas, sorrisos, e gritos eu repetia “obrigado” no ouvido dele.
Justin: Mas olha, a gente tem que sair daqui a 30 minutos. Queria poder adiar o voo, mas infelizmente eu não posso.
Eu: Claro que não, você já faz muito me levando, não precisa adiar.
Justin: Você comeu alguma coisa?
Eu: Não.
Justin: Então, tem alguém que possa arrumar sua mochila? Você liga pra sua mãe, eu te levo pra lanchar e depois a gente pega suas coisas e vamos, pode ser?
Eu: Claro, eu posso pedir a Sam pra arrumar.
Liguei pra minha mãe, e como o Jer já tinha explicado tudo ela nem reclamou, só pediu para que eu mandasse um beijo pra Hanna e desejasse melhorar pra Sô. Sam nem perguntou muito, só disse que arrumava minhas coisas.
Estava no carro do Justin (que era muito chique por sinal), estávamos apenas nós dois, a “equipe” dele tinha ficado no aeroporto guardando os equipamentos. Estava um tremendo silêncio. Até que eu decidi quebra-lo
Eu: Posso ligar o rádio?
Justin: Claro.
Sintonizei uma rádio qualquer e a música começou a tocar… Não é possível. Estava tocando “Favorite Girl”. Quando Justin ouviu, ele deu um leve sorriso, foi tão… tão lindo.
Eu: Não é possível.
Justin: É a Bieber Fever. -ele riu e começou a acompanhar a música.
Eu: Nossa, a voz do Justin Bieber duplicada por dois? Meu Deus. — fiz cara de nojo
Justin: Ah… Qual é? Eu aqui te ajudando e você fica ai me criticando?
Eu: É… Desculpa.
Justin: To brincando Char -Ele bagunçou meu cabelo.
Paramos em frente a uma casa grande e bonita, ou melhor, gigante e maravilhosa.
Eu: Nossa, não conhecia esse restaurante, parece bom.
Justin: Não é um restaurante, é a minha casa.
Nesse momento meu queixo caiu.
Eu: Nossa.
Justin: Vem, vamos entrar.
Entrei e me deparei com a sala mais linda que eu já vi.
Eu: OMG! Que linda.
Justin on
Char parecia estar no País das Maravilhas, olhava tudo com muito atenção. E eu apenas sorria por ver que ela agora parou de chorar e parecia se divertir.
Eu: Vem, vamos subir. — Puxei ela pelas escadas e levei ela até o meu quarto. — Fica ai que eu já volto.
Fui até a cozinha e pedi pra preparem um jantar rápido e simples e voltei pro quarto, quando voltei vi que ela estava parada em frente minha estante de jogos de videogame, segurando um.
Eu: Gostou?
Char: Ah. Desculpa pegar sem pedir é que eu… -ela falava enquanto colocava o jogo no lugar, mas eu logo interrompi.
Dei um riso malicioso e peguei o jogo. Era um de luta, estranhei, era dificil ver uma garota que goste de videogame, ainda mais de jogos de luta.
Eu: Vem, dá pra você perder um pouco, o jantar só fica pronto daqui a 10 minutos.
Ficamos jogando enquanto o jantar não saia, depois de um tempo uma empregada veio nos chamando pra jantar.
Eu: AAAAAAAAAAA quero revanche.
Char: Não adianta, eu sou muito melhor que você. Agora vamos que eu to com fome. — ela se levantou e foi andando até a porta.
Eu corri até ela puxei ela pra dentro do quarto, bati a porta e joguei ela na cama, e subi em cima dela.
Eu: Tem certeza que não vai ter revanche?
Ela saiu correndo e pegou a manete.
Char: Rápido que eu to com fome.
Jogamos, e eu perdi de novo.
Eu: Eu deixei você ganhar.
Char: Todas as 7 vezes? Acho que não hein? — Conversávamos enquanto descíamos as escadas. — Que horas a gente sai daqui?
Eu: Só vamos jantar e depois pegar as suas coisas.
Char: Ok
Jantamos e entramos no carro. Char me ensinou o caminho.
Char: Não demoro nem 5 minutos. — ela disse saindo do carro.
Eu: Ok, vou virando o carro enquanto isso.
Char entrou no prédio e eu fui em direção uma rotátoria no final da rua. Cheguei lá e não acreditei no que eu estava vendo. O filho da puta do John, estava comendo uma garota no meio da rua. Pra quem quisesse ver. Ele tava fazendo isso com a Char. Não é possível. Eu não estava vendo isso.
Fale com o autor