Mudanças

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Helloooooo pessoas! Olha eu aqui de novo! Divirtam-se com esse capítulo! Bjos ❤

Dulce Maria olhando para os pais não sabia dizer se estava encrencada. Eles estavam sérios, mas ela estava doente até outro dia, não tinha como ter aprontado, é uma travessura de antes... Ela não lembrava.
— Eu tô encrencada? Porque não consigo lembrar de ter aprontado nadinha.
Cecilia fechou os olhos, apertou a mão de Gustavo e respirou fundo. Ela não fazia ideia de como a Dulce iria receber as revelações.
— Não amor, desta vez você não está encrencada. Mas a mamãe e o papai tem uma coisa muito importante pra falar pra você.
— Não deve ser um bebê, porque vocês não estão com caras de felizes!
Cecilia sorriu, se a filha soubesse do que eles sabiam. Que o tão sonhado irmão já estava ali. Mas tudo ao seu tempo.
— Filha senta, porque a mamãe vai te contar uma coisa.
Gustavo decidiu que ele deveria começar. Tudo no final das contas, se iniciou com ele.
— Cecilia que tal eu começar?
— Tudo bem. Vem filha, senta aqui no colo!
Gustavo respirou fundo, abriu a boca algumas vezes. Decidiu que precisava ser claro com a Dulce. Mas como fazer uma menina de seis anos entender tudo o que houve? Não que ela não fosse inteligente, na verdade ela sempre os surpreendia.
— Filha, eu vou contar a minha história pra você. Não desde que eu sou do seu tamanho, mas as partes importantes.
— Tudo bem, se não ia demorar muito!
— Tudo bem, a alguns anos atrás, eu conheci uma mulher. Muito inteligente, carinhosa, boa de coração e linda. Ela foi muito importante na minha vida. Muito mais do que eu poderia suspeitar.
— Ela voltou e você não vai mais ficar com a minha mãe?
— Não amor, nada disso. Eu e a mamãe nos amamos, muito. E nada nem ninguém vai mudar isso. Nem o amor que sentimos por você.
— Você sabe que ficou doente.
— Sei, eles levaram um sangue pra me ajudar a curar. Agora eu tô forte de novo!
— Isso mesmo. Esse sangue todo importante, ele tinha que vir de um parente seu, no caso do seu pai.
Dulce Maria estreitou os olhos, aconchegou-se mais na mãe. Ela não gostava do rumo da conversa. Ela amava mais que tudo seus pais. Mas ela sabia que eles não tinham o mesmo sangue. Ela não saiu da barriga da Cecilia. Que Gustavo não era seu pai de verdade, só de coração. E isso já era o mais importante.
— Eu tenho um pai de verdade? Ele me deu um pouquinho do sangue dele pra que eu pudesse ficar boa?
— Deu sim filha.
Cecilia falou, já sentia a necessidade de chorar. Não sabia se pelos hormônios ou devido a situação.
— Mamãe ele vai me tirar de vocês? Eu vou ter que ir pra uma casa distante e nunca mais vou poder ver você?
Nesse momento eles viram o desespero que a pequena já se encontrava. Ela estava agarrada a mãe.
O coração de Gustavo apertou. Ele jamais as separaria. Nunca.
— Dulce, olha aqui pro papai!
Ela lhe olhou, as lágrimas eram intensas.
— Ninguém vai se separar. O que nós queremos dizer, é que esse sangue foi o meu. Essa mulher que eu comecei falando, o nome dela era Teresa. Ela é a sua mãe biológica. E eu, seu pai. Não apenas mais de coração, mas de sangue. Você é metade minha.

Cecilia sentiu que Dulce ficou tensa, era muito a ser processado. Ela é tão pequena.
Nesse instante, Dulce Maria se levantou. Olhou seria para Gustavo.
— Você também me abandou. Igual a ela.
Eles estavam esperando por muitas coisas, mas não por acusações. Dulce Maria falou isso, e foi para o quarto. O sorvete intocado na mesinha.

Gustavo não sabia o que pensar, o que dizer. Ele estava desesperado mas não sabia como resolver isso.
Naquele sofá, ele abraçou e foi abraçado por Cecilia. Que o consolava com palavras de carinho.
— Cecilia, eu nunca ouvi a Dulce falar daquela maneira.
— Amor, ela agiu dessa forma, porque acha que foi abandonada. Tanto pela a mãe, como por você. Mas se você me permitir, eu gostaria de terminar a sua história pra ela. Tudo bem?
— Por favor. Você acha melhor eu ir embora?
— Não. Fica aqui.

Cecilia saiu da sala, e foi direto para o seu quarto. Pegou a mochila com a qual Dulce havia chegado a sua casa. Levando isso, chegou na porta do quarto da filha.
— Posso entrar?
— É só você?
— É sim.
A porta foi aberta. A Dulce de braços cruzados, se deitou na cama.
— Eu posso deitar com você?
— Sempre que você quiser mamãe.
— Filha você deveria ter ouvido a história toda do papai. E não ter saído acusando.
— Eu fiquei com raiva!
— Eu sei. Mas olha aqui, eu posso acabar de contar pra você?
A sua menina balançou a cabeça.
— A sua mamãe, que tá lá no céu. Porque eu tenho certeza disso. Por motivos dela, os quais jamais vamos saber, quando ela descobriu que estava te esperando, ela resolveu ir embora. Deixar seu Papi. Por muito tempo ele ficou triste, afinal, ele a amava muito. E ela o deixou. Ou seja, ele não sabia de você. Só descobriu porque nós lemos essa carta, que estava endereçada a você. Você quer ler?
— Lê pra mim.
E foi o que Cecilia fez. Leu toda a carta. Dulce não a interrompeu a única vez. Ouviu tudo.
— Mamãe? Ela tava doente? Quando eu estava na barriga dela?
— Uhum. Ela fez o que qualquer mãe faria por um filho. Abriu mão da vida dela, pela a sua. E eu faria o mesmo.
— Então eu não fui abandonada naquela casa triste?
— Não amor. Infelizmente por acasos da vida, você acabou não sendo entregue ao seu pai, como era o desejo da sua mãe. Mas de alguma forma a vida nos juntou. E estamos aqui agora com você.
— Eu vou ter que ir morar com o Gustavo?
Cecilia ficou triste pela a filha chamá-lo pelo o nome. Mas ela estava com medo. Era compreensível.
— Não. O seu papai já me garantiu que é comigo que você fica. Independentemente de qualquer coisa. Afinal, podemos não morar na mesma casa. Mas já somos uma família. Amor você entendeu o que houve?
— Acho que sim. A minha mãe que tá no céu, ela morreu pra que eu vivesse? Não é isso?
— Isso mesmo. Ela escolheu ter você.
— Mas o papai não soube de mim, até eu ficar doente e vocês lerem a carta.
— Isso mesmo. Ele tá lá na sala. Todo triste. Um abraço cura a tristeza.
Dulce levantou-se da cama. Pegou a mão da mãe e ambas foram até a sala.
Gustavo estava com a cabeça baixa. Não as ouviu chegando.
Dulce ficou de frente para o pai. Ele levantou a cabeça.
— Papai você sabia que um abraço cura a tristeza?
— Não amor, não sabia
— Sua tristeza vai curar rapidinho.
Ela se jogou no colo do pai. O abraçou apertado. Com a cabeça de lado, ela olhou para a mãe, a mesma entendeu a mensagem e juntou-se a sua família naquele abraço.
Gustavo estava chorando.
— Não precisa chorar Papi, tá tudo bem agora. Mas você me promete que jura uma coisa?
— O que você quiser minha vida!
— Que nunca vai me separar da minha mãe? Porque o meu coração nunquinha que iria aguentar.
— Eu prometo que juro que isso jamais vai acontecer!
— Eu te amo Papi!
— Eu também te amo muito filha linda!
— Aaaaaah eu só consigo chorar, mas eu também amo vocês!
Por alguns minutos eles ficaram lá abraçados. Curtindo o momento.
— Minha barriga fez barulho... A gente pode comer?
Cecília olhou pra filha.
— Pizza!
— E salada!
— Ninguém quer salada papai...
— Eu e sua mãe queremos sim. Salada é importante para o crescimento!
— Vocês não crescem mais não!
— Então você também como salada.
— Um pouquinho!

A pizza foi pedida e a salada também. Dulce bombardeou Gustavo com perguntas sobre a mãe. Antes disso ela havia perguntado a Cecilia se podia fazer as perguntas, não queria que mãe ficasse triste. Cecilia lhe disse que ela tinha todo o direito de querer saber tudo sobre a mulher que a gerou. Que lhe deu a vida. E que nunca, Cecilia ficaria chateada por isso. Cecília lhe disse que apesar, de nunca ter conhecido Teresa, seria eternamente grata por ela ter lhe dado a sua filha.
Assim sendo, foram muitas perguntas mas Dulce disse que se parecia mesmo com a sua mãe de verdade, sua mãe Cecilia. Que era a única mãe que ela teve na vida. Não havia do que discordarem.
— Mamãe o que você tá fazendo?
Cecilia olhou para o próprio prato. Nele havia pimentão e ketchup. Para ela, estava uma delícia.
— Uma experiência culinária! Quer um pouco?
— Não obrigada!
Foi uma verdadeira montanha russa de emoções. Mas ainda havia mais a ser dito.
— Filha, você não sabe, mas lá em casa temos duas pessoas doidas pra te conhecer!
— Quem papai? Quem?
Gustavo e Cecilia sorriram da empolgação.
— Seus tios!
— Minha nossa! Eu tenho primos? Por favor me digam que eles têm um bebezinho ou dois!
— Não filha, seus tios não tem filhos, pelo menos por enquanto.
— Tudo bem.
— Filha, a sua tia é a mulher mais cheia de estilo que eu já vi. Ela usa a roupa combinando com o cabelo!
Dulce Maria arregalou os olhos.
— Ela pinta o cabelo todo dia?
Gustavo sorriu e foi explicar.
— Não, ela troca de perucas todos os dias?
— Ela não tem cabelo?
— Aí você pergunta pra ela. Tudo bem?
— Sim pi ri rim! Quando a gente vai?
— Almoço de Domingo família! O que as minhas meninas me dizem?
Foi um coro de sim pi ri rim!

O jantar acabou. E começou a batalha para uma Dulce Maria muito animada ir dormir. Gustavo tentou, mas ela só o enrolava.
Cecilia organizou o que era preciso, e foi até o quarto.
— Hora de meninas inteligentes estarem dormindo...
— Eu não consigo! O papai já tentou!
— Então o papai vai acabar de organizar a cozinha e eu vou te ajudar a dormir.
Gustavo deu um beijo rápido em Cecilia e saiu.
Cecilia deitou-se ao lado da filha. Não contou histórias, ou conversaram. Ela ficou lá, abraçada a ela e lhe fazendo carinho.
Sentiu quando a respiração de Dulce acalmou. Saiu do quarto deixando como sempre uma luz acesa.

Gustavo estava jogando no sofá. Era uma visão e tanto. Ele preenchia todo o lugar.
— Porque você não vai pra cama? É mais confortável!
— Você vai comigo?
Ele se levantou, e já foi a beijando, a abraçando. Ambos sabiam onde essas carícias iriam acabar. Começou na sala, pararam no banheiro, onde realmente tomaram banho. E por mais que Cecilia o provocasse, ele disse que só faria amor com ela na cama. Ela respirou fundo.
Foram para o quarto. A conexão era perfeita. Ambos sabiam do que o outro precisava. Qual parte mais explorar. Onde sentiam mais prazer.
Gustavo engolia os gemidos de Cecilia com beijos. Apesar do banho recém tomado, ambos já suavam.
Gustavo percebeu o quanto sensível e receptiva Cecilia estava. Era ela toda. Toda sua. E carregando seu filho. Demorou nos beijos por seu corpo. Parou no seu ventre e o exaltou de beijos. Sussurrou palavras para a criança que ali estava sendo gerada e que já era tão amada.
Fizeram amor. Parecia que fazia tanto tempo. Desde que poderiam estar entregues dessa forma, sem uma procuração pairando sob seus ombros. Foi intenso, foi amável. Eles se amavam muito. E essa troca de carinho e juras de amor, só exaltava isso.
Após mais um banho. Ambos estavam de pijamas e aconchegados na cama.
— Quando a gente conta pra Dulce do bebê?
Gustavo estava louco pra dizer a filha, que ela seria uma irmã mais velha.
— Eu pensei, e acho que o melhor seria depois da primeira ultrassom. Assim ela já vê uma foto do bebê. O que você acha?
— Ela vai amar. Quando vai ser isso?
— Eu vou marcar o médico essa semana. Acho que durante essa semana mesmo. Você vai comigo?
— Para cada consulta e estarei segurando a sua mão na hora do parto.
Cecilia sorriu. Aconchegou-se mais ainda ao namorado. E ambos dormiram. Agradecidos pelo o futuro que lhes aguardava.

Notas finais
Tudo bem gente?! Acabou tudo de boas... E menina Dulce ainda vai ter mais surpresas! Cês acham que Dulce vai gostar da novidade do irmãozinho?! Me digam o que acharam do capítulo! E nos vemos ainda essa semana! Bjos