Mudanças

16 Capítulo 16


Como combinado, na manhã seguinte Karin foi para o campo de treinamento. Sentia diversas emoções ao mesmo tempo, medo, raiva e ansiedade eram algumas delas. Se Orochimaru a chamou para treinar, aquele braço estranho poderia e com certeza iria lhe dar poder, e ela precisava.

Chegando ao campo, Orochimaru já a esperava.

— Bom dia. – Ele disse a ela.

— Bom dia. – Karin respondeu.

— Dormiu bem? – Ele a perguntou. E era óbvio para qualquer um que a visse que a kunoichi não havia dormido nada, a palidez e as olheiras denunciavam isso. Karin começou a ficar irritada, sabia muito bem que a pergunta foi somente para provocá-la. Com isso em mente ela nem respondeu a pergunta, e Orochimaru apenas riu da expressão de irritada na face da garota.

— Vamos começar. – Ele disse, agora em um tom mais sério. Karin sabia que agora com as células de Hashirama, a possibilidade de ela aprender a usar Mokuton não era nula. Quem sabe poderia até aprender alguns jutsus de Orochimaru, devido a o material genético que agora possuía, porém não sabia o que as células de Mai poderiam lhe oferecer.

Talvez ter aquele braço estranho não fosse tão ruim assim.

(...)

Zetsu havia retornado da expedição até o Arsenal. Pain convocou uma reunião assim que ele havia retornado, e os membros da organização estavam ansiosos para saber o que havia lá e quem seria enviado para a missão. Todos os membros da Akatsuki já estavam na sala de reunião, e assim que Pain chegou, ele já começou a dar as instruções.

— De acordo com as informações de Zetsu, não há armadilhas no Arsenal. – Disse o Líder.

— Diga amém a isso. – Kei disse mais alto do que planejava. Recebeu um olhar frio do Líder e calou-se imediatamente.

— Continuando... – o Líder retomou a palavra. – No Arsenal há desde armas shinobis raras e embutidas com chakra até pergaminhos que contem diversos jutsus proibidos. Enviarei nessa missão as duplas de Kei e Ori, Hidan e Kakuzu, e Tobi também irá.

— Merda. – Murmurou Hidan.

— Kei conhece bem armas embutidas de chakra, Ori tem os sentidos aguçados dele que podem prever alguma armadilha nos objetos, Hidan e Kakuzu podem lidar com problemas que podem levar a morte de algum de vocês. – Pain disse. — Resumindo eles vão fazer as coisas que o Ori sentir que são fatais, já que a morte não é problema pra vocês, especificamente Hidan. Tobi vai ajudar a teletransportar tudo para o esconderijo. Vocês irão partir em meia hora e Zetsu dará as coordenadas a Kakuzu, ele irá liderar a missão.

Dito isso, o Líder se retirou e os membros começaram a ir se preparar para a missão. Após 25 minutos, Kei já estava indo em direção a saída do esconderijo quando tombou com Itachi no corredor.

— Desculpe. – Ela disse, recolhendo a bolsa de kunais que derrubou.

— Nervosa? – Ele perguntou a ela.

— Ansiosa. E confusa.

— Por que?

A garota suspirou, e em seguida disse a ele:

— Não faz sentido. Quer dizer, eu poderia analisar as armas aqui, não há necessidade de eu ir à missão. Eu ainda sou só uma novata. Faria mais sentido você ir, então por que o Líder está enviando eu e Ori? Ori eu até entendo, mas eu?

— É estranho ver você hesitando Kei. – Itachi disse a ela, a garota riu.

— Não estou hesitando. É só que, sem ofensa, se o Líder não está te enviando, ele deve pensar que sua doença vai atrapalhar seu desempenho na missão. Ele não tem enviado você para nenhuma missão ultimamente, Kisame ainda vai, mas você não. É como se só estivesse esperando você morrer. Não te incomoda?

— Não. – Itachi respondeu calmamente. – Estou piorando ultimamente, e realmente se eu for, posso atrapalhar.

— Acho difícil. Mesmo doente você ainda é você.

— Mas ainda preciso descansar. Preciso guardar energias para o combate contra Nayuki. O Líder entende isso.

— Não te incomoda você estar morrendo Itachi? Eu entraria em pânico.

— Você tem medo da morte?

— Não é bem isso. Morrer em combate tudo bem, eu fui lá, lutei e dei o meu melhor, se estiver morrendo é porque encontrei um oponente digno. Não teria problemas em morrer em missão. Agora estar doente, esperando a morte, definhando...

Itachi apenas escutava com atenção, a mesma expressão de sempre no rosto. Ate que virou a cabeça para o fim do corredor.

— Não é educado escutar a conversa dos outros, Kisame. – Kei disse, ao notar para onde Itachi estava olhando.

— Como você é cruel Kei, tentando deprimir o Itachi. – Kisame disse a garota, com um sorriso.

— Não estou deprimindo ele. Eu acho.

— Não está. – Itachi disse. O fato de estar morrendo não o incomodava, o que o incomodava era o tempo, precisava salvar Sasuke antes de morrer.

— Você vai se atrasar para missão Kei. Hidan está te chamando de nomes bem ofensivos ali na entrada. – Kisame disse a garota.

— Sério? Vamos ver quem ofende mais então. – Disse a garota, se dirigindo até a entrada do esconderijo, os nomes desagradáveis que Hidan a estava chamando começando a ecoar pelas paredes. A voz de Kei seguida de palavras sujas pode ser ouvida em seguida.

Kisame se aproximou do companheiro de time, parando ao seu lado e o encarando profundamente.

— Algo errado? – Perguntou Itachi.

— Realmente não te incomoda?

— Não. – Disse o Uchiha por fim. Continuado o caminho até seu quarto.

(...)

Já era tarde. Karin e Orochimaru haviam treinado durante toda a manhã, até o líder de Otogakure se retirar para ir até seu laboratório dar continuidade a suas pesquisas. Ele disse a garota que continuariam o treino no próximo dia, e agora Karin, completamente suada e exausta, estava a caminho de seu quarto, ansiando terrivelmente um banho.

A garota foi desperta de seus pensamentos com o eco de vozes familiares se aproximando. A voz de Suigetsu e Mai, acompanhadas de sons dos passos de mais duas pessoas, Sasuke e Juugo. O quarteto encontrou-se com a garota.

— Karin. – Disse Juugo.

— Você está bem? – Peguntou Suigetsu. O quarteto viu o braço da garota e Karin tentou disfarçadamente colocar o braço para trás.

Ela ainda estava ofegando pelo treino.

— Como foi o treinamento? – Mai perguntou. – Você parece bem cansada.

— Foi bem. – Ela disse.

Ninguém pareceu ficar com nojo do braço dela, o que a surpreendeu. Talvez ela fosse a única que pensava isso, mas o braço a incomodava. Porem a deixaria mais forte, talvez ela não devesse esconder. Ela retirou o braço de trás do corpo e colocou alguns fios do cabelo vermelho que teimavam em grudar na sua bochecha atrás da orelha. O gesto pareceu surpreender a todos, e Suigetsu sorriu ao ver o movimento da garota.

— Estou aprendendo alguns jutsus bem interessantes. – Ela disse. – Pelo que Orochimaru me disse poderei aprender Mokuton e até alguns jutsus dele, por causa do braço. Mas não sei bem o que as células da Mai podem fazer. Poderia me explicar depois Mai? – Ela perguntou.

— Claro. Podemos treinar juntas depois. – Mai disse a ela.

— Ok. – Karin disse. – Agora preciso ir tomar um banho, estou exausta. Até mais tarde. – E saiu rumo a seu quarto.

— Interessante. – Juugo disse.

— Parece que a Karin está evoluindo. – Suigetsu declarou. — O que você acha Sasuke?

O Uchiha nem respondeu, apenas voltou a seguir caminho pelo corredor.

— Alguns nunca evoluem .- Suigetsu disse quando Sasuke já estava distante.

Notas finais
São esses. Não sei quando vou poder postar o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.