Mudanças
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Os ninjas de Konoha fugiam pela floresta.
— Temos que fazer uma pausa para tratar os feridos. – Exclamou Ino. Lee e Naruto ainda estavam feridos, porém Lee estava pior.
— É melhor encontrarmos abrigo primeiro, eles ainda podem estar atrás de nós... – Disse Kiba apreensivo.
— Parece que a armadilha que montamos os parou. – Disse Neji com seu Byakugan ativo. – Não os vejo por perto.
— Eu também não... – Falou Hinata.
— Certo, então vamos parar um pouco. – Shikamaru disse a todos. – Sakura, Ino, contamos com vocês.
As kunoichis afirmaram e foram cuidar dos ferimentos de todos.
(...)
Kei e Ori já estavam na porta do Templo Amaldiçoado.
— Bom, você já fez isso antes, — Começou Ori. – Então você lidera.
— Pode deixar. – Disse Kei abrindo a porta do local. – No máximo você perde alguma parte do corpo.
Ori a encarou confuso.
— Você vai entender quando começarmos. – Disse ela com um sorriso divertido no rosto.
Kei abriu a porta do local e ela e Ori entraram. Havia um longo e escuro corredor, e ao final havia uma porta de pedra. No início do corredor havia uma alavanca de madeira.
— Essa alavanca – Começou Kei a explicar para Ori. – Abre a porta ao final do corredor. Só temos apenas trinta segundos para passar pelo corredor, que contêm armadilhas, e entrar pela porta antes que ela feche.
— Que tipos de armadilhas? – Perguntou Ori.
— Esse corredor é a entrada, ainda é bem fácil. Tem desde kunais envenenadas até fogo e outros tipos de coisas. O templo todo em si não é tão difícil, basta estar atento e ser rápido.
— Okay. – Ori colocou a mão na alavanca. – Quando você estiver pronta, avise. Eu ativo a porta e alcanço você.
— Seria mais prudente se eu ativasse.
— Eu sou rápido. Vou te alcançar.
— Tenho certeza que vai. Mas tenho um truque na manga.
Ori olhou nos olhos da garota.
— Okay então. – Ele se posicionou para correr.
Kei segurou a alavanca.
— Pronto! – Disse Ori. E a garota puxou a alavanca, a porta começou a se mover.
Ori começou a correr pelo corredor. Devido sua natureza animalesca, era fácil ser rápido e prever as armadilhas. Kei estava logo atrás dele. A grande porta de pedra já estava na metade, o corredor era muito longo. Ori conseguiu passar pela porta e olhou para trás, Kei estava um pouco distante, a porta estava prestes a se fechar. Ori viu a kunoichi fazer uma série de selos com as mãos e transformou-se em fumaça, passando pela porta antes dela se fechar.
Kei materializou-se novamente em si mesma.
— Você pode virar fumaça? – Perguntou Ori retoricamente.
— Sim. Mas só dura cinco segundos. Preciso treinar isso. – Respondeu Kei.
— É uma habilidade bem útil.
— Obrigada. Você é bem rápido mesmo ein?
(...)
Sasuke estava em seu quarto no esconderijo. Queria estar treinando, mas seu nível de chakra ainda estava baixo. Morder Karin ajudaria, mas a garota estava extremamente ferida, e Kabuto, que cuidava de seus ferimentos, pediu a Sasuke para não o fazer.
O Uchiha estava zangado. Sentia-se fraco pela falta de chakra, seus pulsos, tornozelos e pescoço ainda estavam marcados pelas correntes. Ele havia sido derrotado, e só não perdeu seus olhos porque Orochimaru e Mai apareceram. Ele havia sido salvo e detestava isso.
Porém, o que mais o irritava era aquela mulher, Hinamori. Ela o chamou de fraco. Como poderia derrotar Itachi dessa forma? Sua raiva aumentou ao pensar no irmão.
Seus pensamentos foram interrompidos quando alguém bateu na porta.
— O que é?! – Disse o Uchiha alterado.
— Sasuke? Aqui é a Mai. Orochimaru me pediu para lhe entregar algumas pílulas. Elas irão ajudar a repor seu chakra.
Sasuke encarava a porta.
— Entre. – Ele disse, voltando seu olhar para a parede do quarto.
Mai abriu a porta e caminhou até o Uchiha, entregando-lhe três pílulas marrons e um copo d’água.
— Ele disse para tomar todas as três agora.
— Hn. – Respondeu Sasuke, colocando as pílulas na boca e tomando o copo d’água em seguida.
Mai já estava na porta do quarto, pronta para sair.
— Mai. – Chamou Sasuke.
— Sim? – Ela disse, a mão da maçaneta da porta.
— Aquela caixa, requer doujutsu poderoso para abri-la? – Ele perguntou.
— Sim. Bom, foi o que deduzi. Toda a informação que ela tem se encontra na frase escrita na fechadura: ‘’Olhos que sangram são a chave’’. Me lembro de ter lido um livro sobre o sharingan, é um doujutsu bem cruel, tanto para o usuário quanto para a vítima. Aí pensei que ‘’olhos que sangram’’ poderiam se referir a ele, devido a cor.
Sasuke escutou tudo atentamente. Estava um pouco curioso para saber o que tinha na caixa e talvez se a abrisse para Mai o sentimento de que devia algo a ela desapareceria.
— Onde está a caixa? – Ele perguntou levantando -se da cama.
— Está no meu quarto. Vai tentar abri-la?
— Sim.
Mai agradeceu e ela e Sasuke caminharam até seu quarto. Ao entrar, Sasuke notou que o quarto era bem escuro, as fontes de luz estavam apagadas e tampadas. Mai notou o olhar de Sasuke sob o abajur tampado e disse ao rapaz:
— Não gosto de claridade. O escuro me faz pensar melhor.
— Hn.
Mai tirou o pano do abajur e o ligou, apertando um pouco os olhos ao fazê-lo. Ela retirou pegou a caixa que estava em baixo da cama. Sasuke se aproximou e ativou seu sharingan, olhando intensamente para a fechadura da caixa, porém a caixa não abriu. Mai suspirou.
— Será que minha interpretação estava errada? – Ela disse.
(...)
Kei e Ori já estavam a caminho do esconderijo com a chave do templo. Além de roupas sujas e alguns arranhões, os dois estavam bem.
Já era noite, e a lua iluminava a dupla da Akatsuki.
— O que tá havendo entre você e o Uchiha? – Ori cortou o silêncio.
— Nada. Ele sempre está sem expressão, então decidi perturbar ele um pouco.
— Você não gosta dele?
Kei riu com a pergunta.
— Não. Não costumo ter esse tipo de sentimento. Meu coração é sombrio demais pra ligar para esse tipo de coisa.
— Imagino o gosto que deve ter...
Kei parou bruscamente e olhou para Ori com uma sobrancelha arqueada.
— Tá tudo bem com você? Por que está me perguntando essas coisas? – Ela perguntou.
— Estou tentando me distrair. Tenho fome e quero comer sua carne.
— Que sedutor...
Ori sorriu.
— É muito difícil se controlar? – Kei perguntou. Os dois voltaram a caminhar.
— Às vezes. Mas não se preocupe, costumo ter um controle excelente sobre o que sou.
— Que bom, porque seria horrível se você me devorasse.
— Só pra você...
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